História A Arte Da Conquista - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camila G!p, Camren, Romance
Exibições 334
Palavras 1.929
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Alô!

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction A Arte Da Conquista - Capítulo 1 - Prólogo

(Camila Point Of View):

 

A vida é inexplicavelmente uma coisa, diga-se de passagem, algo complicado para mentes vegetativas. A cada minuto do dia, morre pessoas de modo trágicos, ou ‘’válidos’’. Eu nunca entendi o porquê de algumas pessoas terem tanto medo da chegada da morte, é uma coisa que na minha concepção é inadiável. Até porque você já nasce com a ideia de que irá morrer, não?

Sim. Muitas pessoas não sabem o motivo de continuarem suas vidas. Algumas apenas vegetam. Outras apenas sobrevivem ao modo diário como: Trabalho, escola, faculdade, etc. Há uma enorme diferença entre viver e sobreviver [...] No meu caso a sobrevivência é a mais utilizada no vocabulário e no meu modo de conviver em sociedade.

É incrível a forma em que as pessoas mudam drasticamente. Às vezes para uma mudança boa, ou muitas vezes mal... equivale da pessoa. Oque eu realmente não entendo é como aquelas pessoas que se dizem ‘’melhores amigas’’ se afastam estranhamente de nossas vidas. Mas é como diz o velho ditado, citado por meu avô: ‘’Não confie demais nas pessoas, porque muitas vezes a dor futura de nossas almas despreparadas está nos olhos de quem dizem nos amar’’. E isso é algo que eu jamais entendia, até porque eu confiava demais na minha melhor amiga, que até então me abandonou.

Vovó sempre me dizia: ‘’O silêncio é o melhor som que podemos ter’’. Isso é verídico, eu jamais discordaria disso. Na minha vida juvenil, eu sempre fui daquelas crianças introvertidas que precisava sussurrar com a professora para ir no banheiro, pra não chamar atenção. Meus amiguinhos nunca passaram de duas pessoas, para mim isso é muito. Não é que eu seja preconceituosa com o resto da sociedade, mas é que eu não os aguento. Na minha mente, o adequado era apenas eu e a Lolo, mas infelizmente o destino nos prega peças... e muitas vezes essa peça se torna algo que nos prejudica.

Me lembro até hoje de como conheci Lauren. Foi no jardim II, eu fui infelizmente jogada na lama por ser ‘’estranha’’, naquela época as crianças me odiavam pelo fato deu ser diferente.

 

~

 

‘’ — Agora a porquinha tá na lama! – Jorge, um garotinho mais chato da minha classe, falou rindo junto dos seus seguidores. — Faz o barulhinho com o nariz, porquinha.

Eu tentei me levantar, mas cambaleei para trás, sujando meu uniforme inteiro nas costas. Ouvi as gargalhadas aumentarem. Devido o sol, batendo em meus olhos, cerrei meus olhos olhando para cima, vendo uma roda de crianças rindo e jogando ovo em mim.

Jorge e sua turminha, sempre me infernizavam. Ele tem oito anos, e eu a mesma idade que esse idiota. Todo final da aula ele pratica qualquer brincadeirinha besta comigo. Ele descobriu que eu nasci ‘’diferente’’, com um problema em meu órgão genital e com isso fez as crianças terem nojo de mim e fazê-las me odiarem me excluindo de tudo.

— A porquinha gostou da lama, foi? – Passei meu antebraço na minha testa, sentindo gotas de suor se misturarem com a lama. — Camila é uma porquinha! Camila é uma porquinha!

‘’Camila é uma porquinha!’’ – esses foram os gritos de todos que estavam em volta.

Não me assustaria se nenhum professor viesse, até porque estamos um pouco longe da escola. Esses chatos sabem que eu vou para casa só, por esse motivo que sempre aprontavam comigo na saída.

— Você é uma aberração, Cabello. – Pegou sua garrafinha com água, jogando em meu rosto.

 Eu já estava completamente suja de lama mesmo. Se eu me levantasse iriam correr atrás de mim.

— É, você é muito estranha sua feia. – Julie, uma garota ruiva, riu me mostrando a língua.

— É, sua idiota que tem um pau. – As meninas riram baixinho, enquanto os meninos assentiram.

— Olha a aberraçãozinha está chorando. – Jorge debochou, rindo com os outros.

Sim, eu estava chorando. Por conta da vergonha diária que eu passava, da minha condição genital, de tudo... eu estava com medo também, eu chorava porque também estava com medo.

— Você não passa de uma asquero... – Foi interrompido, ao cair de cara na lama, bem perto de mim.

Olhei assustada para frente vendo, uma sombra bem de frente para mim.

— Cala a boca, seu fedelho. – A menina alva, esbravejou pegando Jorge pelo colarinho.

Se eu não estivesse desesperada e chorando, provavelmente estaria rindo da cara de espanto de Jorge e seu rosto coberto de lama.

— Me solta, sua... sua chata. – Se debatia nos braços da garota, que até então não enxergava completamente.

— Só quando você pedir desculpas à ela. – Apontou para mim, segurando o coro cabeludo do garoto que gemia pela dor.

Todos envolta, estavam calados apenas observando tudo. Os seguidores de Jorge, não ousaram interferir. Passei novamente meu antebraço na minha bochecha esquerda, que estava suja.

— Eu peço. Juro! – A garota o trouxe para bem próximo de mim.

— Fala! – Gritou, e eu senti Jorge abaixar os ombros. — Anda senão eu vou te...

— Desculpe, Camila, me desculpe! – Gritou, com os olhos fechados. A garota tirou as mãos dos cabelos loiros de Jorge, e o empurrou na grama ao lado.

Jorge limpou seu rosto sujo de lama e levantou-se. A menina caminhou até ele, vendo os seguidores de Jorge abri espaço.

— Se você mexer de novo com ela, sabes o que farei com você? – Ele negou. A menina pegou ele pelo cabelo o arrastando, até que ficasse de joelhos. — Eu te faço comer areia com essa lama como cobertura. – Esbravejou soltando o cabelo de Jorge. — Agora sai! Todos saiam! – Berrou, apontando para fora do parquinho. Me remexi na lama tentando levantar sem escorregar, missão falha. — Quer ajuda? – Apenas assenti.

A garota estendeu a mão, e eu prontamente toquei sentindo a maciez do toque. Levantei um pouco desajeitada. Levantei a cabeça, dando de cara com dois pares verdes brilhosos me fitando. Fiquei pasma com a beleza da menina. Ela é um pouco mais baixa que eu – e mesmo assim me defendeu -, cabelos negros que batiam até metade de sua cintura. Pele feito um leite e um nariz empandino, igual o de Sofia.

— Qual seu nome? – Perguntou, passando a mão em minha bochecha tirando o vestígio de lama que ela tinha.

— Ca-camila. – A garota olhos verdes, riu, retirando as mãos de minha bochecha.

— Pensei que não falasse. És gaga? – Neguei, sorrindo meio ruborizada. — Sou Lauren. – Estendeu as mãos.

— Vou sujar mais sua mão. – Falei encarando seus olhos. Não conseguia parar de olhar para eles, pareciam duas esmeraldas.

— Não me importo. – Apertou minha mão, balançando meu braço me fazendo ri.

— Você é doida. – Falei, puxando minha blusa do uniforme, totalmente suja.

— Você não é a primeira pessoa que fala isso. – Ela sorriu, e eu automaticamente sorri junto. Ela é tão linda – pensei. — Aquela é sua mochila?

— Sim. – Olhei pra onde ela apontou.

Minha mochila, ainda bem, não estava suja. Ela andou até a grama ali próxima e pegou minha mochila a trazendo até mim.

— Se quiser eu levo, assim você não suja, Camila. – Disse, pondo a mochila num ombro esquerdo, enquanto ajeitava a sua outra.

— Não precisa, ficará pesado.

— Sem problema. – Andou e eu deduzi que era para segui-la.

— Por que nunca te vi na escola?

— Porque eu me mudei ontem para cá. – Deu de ombros, caminhando pelo asfalto, comigo suja a seu lado. — Por que eles fazem isso com você? – Abaixei a cabeça, fitando meu all star surrado, enquanto caminhava.

— Porque eles não gostam de mim. – Continuei na mesma posição.

— Que idiotice. – Ela tocou meu braço e eu a encarei. — Você tem cara de quem é legal. – Disse, sorrindo meiga em minha direção. Apenas sorri sem mostrar os dentes. — E tem um ar misterioso. Isso é legal, sabia?! – Neguei, abraçando meu próprio corpo.

— Eles me acham anormal. – Sussurrei, quase voltando a chorar.

— Isso é bom. – Falou me olhando rapidamente. Franzi o cenho a fitando.

— Bom? Por quê?

— Ser normal é chato. – Riu e eu a acompanhei pela careta que fez.

— A propósito, gostei do laço. – Corei, passando a mão em minha travessa. — Tem vários desse?

— Sim, minha irmã que compra pra mim. – Encarei ela a meu lado que fitava a rua a sua frente.

— Diz a ela que cai bem em você, senhorita lacinhos de bolinha. – Ri, a empurrando com o ombro.

— E diz a sua mãe que ela tem uma filha com olhos de esmeralda.

— Ela sabe. – Riu. — Qual sua idade, Camila? – Perguntou, enquanto atravessávamos a faixa de pedestre.

— Oito e você? – Ela me olhou rápido e sorriu.

— Sete, farei oito anos semana que vem... quer ir na minha festa? – Assenti agitada, eu quase não sou convidada a festa, só quando é de meus primos.

— Ótimo, levarei seu convite. – Sorri sem mostrar os dentes. — Sabe o nome da tua rua?

— Sim. – Virei a esquina e ela me acompanhou. — Orange Ville 608. – Falei, olhando os prédios a nossa frente.

— Eu também, minha casa é aquela. – Apontou, a uma casa amarela que é a propósito ao lado da minha.

— Aquela? – Nos aproximamos de nossas casas.

— Sim. – Passamos pelo ramal de casas que tinham no local conversando bobeiras.

Chegamos em frente a minha casa e ela sorriu, franzido o cenho.

— Porque parou?

— Moro aqui, ué. – Abaixei a cabeça, brincando com o fio da blusa do uniforme. — Quer entrar?

— Não, mas eu vou trocar de roupa e venho aqui. Pode ser?

— Sim. – Ela me entregou minha mochila.

— Até depois. – Me abraçou e eu me espantei com aquilo. — Vou avisar minha mãe, ok?

— Ok. – Seguimos o pequeno gramado da frente de nossas casas.

Olhei e vi Lauren entrar primeiro acenando pra mim. Sorri besta, porque havia feito minha prima amizade com uma menina que não sentia nojo de mim e ainda por cima é a minha vizinha.

Naquele mesmo dia, eu e Lauren brincamos a tarde toda em minha casa, até dormir em minha casa ela dormiu, pedi a minha irmã mais velha Dianna que pedisse a mãe de Lauren, que prontamente deixou. Contei da minha condição a ela, e a mesma não viu problema, quis até ver, o que me causou rubor na minha expressão facial, a tirando várias gargalhadas. Eu me senti completa pela primeira vez. Aquela garota dos olhos esmeralda, havia me aceitado como amiga, sem sentir nojo ou repúdio de mim, como os outros.

 

Não sei o por que de Lauren decidi sair de minha vida. Mas hoje eu agradeço por isso, ela me machucou intensamente, a partir do momento que me expôs no colégio. Hoje ela ainda mora a meu lado. É como se não existisse. Não nos falamos mais a cerca de três anos. Ela é a líder das Tiggers – animadoras de torcida -, do colégio, a rainha daquilo tudo lá, a quem manda e desmanda. Eu já sou o oposto, a geek, estranha que se veste como um macho, e ainda por cima tem fama de sapatão. Lauren mudou tanto, que antigamente defendia as pessoas vítimas de bullying, e agora a mesma prática da forma mais maldosa possível. Eu fico apenas na minha, mas infelizmente sou o alvo master de seu grupo, principalmente de seu namorado Logan.

E eu levo as palavras do meu avô até hoje. Porque eu confiei na pessoa que fez promessas comigo, que dizia que nossa ‘’irmandade’’ seria acima de tudo. Ela pode não sentir mais falta, mas eu sinto. Ela foi minha primeira amizade verdadeira, minha primeira irmã, minha confidente, e minha infelizmente eterna paixão... sim, eu infelizmente me apaixonei por ela ou pior, ainda sou apaixonada por essa garota que perturba meus sonhos.

‘’Tudo o que é bom dura pouco’’ – e isso sinceramente é a mais pura verdade e só sabe quem já conviveu e passou por isso. 


Notas Finais


O prólogo é pequeninho mesmo, mas o resto dos cap serão grandes...


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