História A Arte Da Conquista - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camila G!p, Camren, Romance
Exibições 284
Palavras 2.532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Alô!

Capítulo 2 - O que essa vadia quer comigo?


Fanfic / Fanfiction A Arte Da Conquista - Capítulo 2 - O que essa vadia quer comigo?

(Camila Point Of View):

 

— Anda, Camila, acorda! – Gritava Dianne, minha irmã mais velha, do outro lado da porta.

— Que saco, Dianne, já estou indo! – Gritei de volta, me cobrindo até a cabeça.

— Te dou dez minutos para está lá em baixo, mocinha.

— Ok! Ok! – Falei, me virando de lado na cama.

Odeio acordar cedo, ainda mais quando é para ir aquela escola. Eu sei que em todos os contos ou filmes, sempre tem aquela pirâmide; populares, geeks e drogados... e certamente na vida real isso é totalmente verdade. No meu caso, é ser uma geek incrivelmente estranha. Como assim? Bom, eu me visto praticamente igual um garoto. Troquei meus laços por bonés, sapatilhas por coturnos, vestidos por calças jeans e moletons. Enfim, eu resolvi me vestir assim, devido a minha condição e ainda por cima porque me sinto confortável deste jeito. Não sou daquelas geeks que usam óculos e suéteres. Muito pelo contrário, não tenho problemas na visão. E curto meu estilo ‘’jogado’’.

Levantei o lençol da minha cama, o jogando para o lado, permitindo que minas pernas ficassem em contato com o chão gélido do quarto. Sentei na cama, me espreguiçando, ouvindo meus músculos estalarem. Levantei da cama e andei desajeitadamente até o banheiro. Fiz minha higiene matinal rapidamente. Me arrumei com a primeira coisa que vi no guarda-roupa. Uma calça jeans skinny preta, moletom do Ed Sheeran que tampavam minha bunda, all star surrado vermelhos e fui pegar um boné florido; verde e branco. Coloquei em minha cabeça, virando a aba par trás.

Peguei minha mochila e desci indo a cozinha. Vi minha irmã pondo o leite na tigela de Sofia, que olhava os movimentos de minha irmã.

— Bom dia, família. – Falei, indo beijar a bochecha de Dianne e Sofia.

— Bom dia, dorminhoca. – Dianne disse, apontando ao meu lugar na mesa. — Ver se dorme um pouco mais cedo hoje, Camila.

— Certo, comandante. – Bati continência, indo me sentar. — Como você tá, Sofia?

— Com sono. – Resmungou, dando uma colherada em seu cereal. — E você?

— Também, mas fingimos que não estamos. – Ela assentiu, levantando. — Mãe posso ligar a TV daqui?

— Pode sim, amor. – Disse, lavando a louça.

Deixa eu explicar a vocês. Eu moro com minha irmã mais velha desde que eu tenho seis anos. Bom, nossa mãe ainda era entregue a vida de drogada, e quando eu fiz três anos, mamãe se matou em um lago que tem aqui perto. Esse dia foi horrível, eu já tinha perdido minha mãe a droga, mas agora ela havia ido pra sempre. Bem, nosso pai nunca o conhecemos. Ela trabalha no ramo de imobiliária, de dia trabalha e a noite vai pra faculdade. Já pensei em ajuda-la nas despesas, porém, ela não deixa. Mas com o dinheirinho dos computadores que conserto, a ajudo nas contas. Sofia é sua filha, e tem apenas cinco anos. O pai de Sofia é o Theo. Os dois não namoram mais, porém, Theo é um ótimo pai, sempre presente na vida de Sofia. Dianne não pretende mais namorar, só está focada nos estudos, trabalho, em mim e na filha.

— Camila, hoje tu vai chegar tarde? – Dianne perguntou, enxaguando algumas louças.

— Não. – Mordi minha torrada com geleia de uva. — Hoje são poucas aulas.

— Ah sim! – Disse, se virando para mim. — Pode buscar, Sofia na escolinha?

— Posso sim. – Beberiquei meu chá herbáceo. Sim, eu tomo cá herbáceo. Dianne diz que isso puxei do vovô Otávio, nosso avô materno.

— Obrigada! – Eu assenti, terminando de comer.

Olhei para o lado, vendo Sofia comer assistindo o programa do Barney, sentada na cadeira do balcão. Ela está tão crescida. Ouvimos buzinas na rua e deduzi ser Emma.

— Acho que sua carona chegou. – Dianne riu, enxugando suas mãos no pano.

— Também acho. – Ri, bebendo o último gole do chá.

— Esse chá é horrível, Camila. – Fez careta e eu a mostrei língua.

— É verdade, tia Kaki. – Sofia me olhou e voltou a atenção a TV.

— Sua traidiorazinha. – Ela riu ainda olhando a TV.

— Anda, Mila, vá logo. – Assenti, me levantando. — Toma. – Estendeu uma nota de vinte pratas a mim.

— Não, Di.

— Aceite, por favor!

— Não precisa, eu tenho dinheiro por lanche.

— Não, isso é pra você comprar alguma besteirinha. – Botou o dinheiro no bolso da frente da minha calça. — Sem devolução.

Sorri, a abraçando. — Sem devolução. – Repeti a frase, beijando sua bochecha.

A buzina aumentou. Abracei Sofia e corri até a sala. Peguei meu celular, junto do fone. Sai de casa, tranquei a porta e guardei a chave reserva no bolso da minha calça.

— Até que fim, mister demora. – Gritou, Emma dentro de seu carro.

— Cala a boca, Emma. – Falei, indo para seu Opala Gran preto.

— Nossa Cabello. – Abriu a boca em falsa incredulidade.

Revirei os olhos, entrando no carro. Coloquei o cinto, e logo Emma deu ignição no veículo.

— Hoje eu tenho treino das Tiggers. Quer ir ver? – Me olhou rapidamente, voltando a atenção ao caminho.

— Não sei. – Tiggers é igual a Lauren, Lauren é igual a problema. — Melhor não. – Falei, fitando a paisagem da janela ao meu lado.

— Vamos, Mila. – Cutucou meu braço. — Assim eu te trago e não terei que ficar de procurando pela aquela escola enorme.

— Sei não. – Cocei minha nuca. Olhei Emma, fazer biquinho, olhando o caminho. — Na próxima eu vou. Juro! – Me dei por vencida, revirando os olhos.

— Não revira os olhos para mim, Camila.

— Cala a boca, Emma.

— Vem calar. – Eu ia dizer algo, mas resolvi me calar.

Dei um tapa em seu braço e ela riu. Liguei o som, pondo em uma música qualquer. Logo ficamos em um silêncio confortável no carro. Emma dirigindo e eu fitando a rua pela janela.

Minutos depois chegamos no colégio e eu senti meu estômago embrulhar pela cena que vi. Lauren aos beijos com seu namorado: Logan Henderson. Ela estava no meio das pernas dele, enquanto ele encostado no carro, apertando a bunda de Lauren descaradamente.

— Você ainda é apaixonadinha pela Jauregui? – Tirei minha atenção do ‘’casal’’, virando a cabeça a Emma.

— Infelizmente sim. – Respirei fundo, voltando o olhar aos dois, que faltavam se engolir.

— Olha, Mila, isso pode soar grosseiro, mas... – Passou a mão em seu cabelo preso no alto da cabeça num perfeito rabo de cavalo. — Para de ser idiota pela Jauregui, essa garota não merece teu amor por ela. Ela é perversa, egocêntrica e interesseira. Eu sei que tiveram uma amizade linda, não a culpo de ter se apaixonado por ela, mas tente esquecê-la. Lembre-se do que ela te fez naquele refeitório, quando te expôs ao colégio inteiro. – Abaixei a cabeça. — Ela não é a Lauren de antes que vivia grudada em ti e que defendia de todos, hoje ela é a Lauren mesquinha, egocêntrica que passa por todos para ser a poderosa. – Assenti, vendo Emma pôr a mão em meu ombro. Eu a fitei sorrindo triste. — Você é especial Camila, não se menospreze por ter um pênis, ou se sinta inferior a alguém... sua beleza externa e interna são o essencial para que as pessoas te adorem.

— É, mas não me adoram... – Sussurrei, olhando Lauren entrar de mão dadas com seu namorado babaca.

— Eu Emma Watson te adoro. Kylie te adora. Isso já o suficiente. – Falou, sorrindo meiga.

Emma me abraçou e eu retribui de bom grado. Era engraçado nossa amizade. Emma é uma Tiggers, porém, não como as outras, pelo menos eu nunca a vi maltratar alguém. Kylie é da equipe de natação e também nunca me maltratou. Como eu disse, nossa amizade é estranha, aos olhos dos populares.

— Tá bom chega de melação. – Debochei, levando um tapa no braço. — Ai, Em!

— Sai do meu carro, Cabello. – Ri, tirando o cinto.

Peguei minha mochila de alça transversal e joguei nas costas. Sai do carro esperando Emma no gramado.

— Pensei que ia me deixar sozinha. – Cerrou os olhos e eu ri.

— Dramática tu, hein! – Falei, a vendo ri.

— A propósito Kylie não vem hoje. – Eu fiz biquinho e ela passou o braço em meu ombro.

— Por quê?

— Porque ela tem exame hoje.

— Que bosta. – Resmunguei, subindo os degraus da entrada do Gulliver.

— Se é. – Tirou o braço de meu ombro.

Me encolhi, apertando a alça de minha mochila ao ver os populares próximo ao meu armário.

— Não precisa ficar com medo, Mila, estou contigo. – Mesmo assim eu temia. Eles são uns demônios na minha vida, e o pior é que ninguém faz nada em relação a isso. Até porque eu nunca disse a ninguém, na minha concepção ficar calado e evitar fofoca era melhor.

— Ora, ora, se não é a sapatão máster do Gulliver. – Logan debochou, sendo acompanhado de seus amigos. — Qual é, Cabello? Vai me dizer que não gosta das rabas dessas minas daqui? – Riu, e eu apertei meus olhos, indo abrir meu armário tentando ignorar o idiota do Logan. — Responde, garota, estou falando com você.

— Deixa ela, Logan. – Emma se meteu no meio, ouvindo Logan ri.

Neguei com a cabeça abrindo meu armário retirando meu livro de biologia. Olhei pro lado vendo Lauren ri de algo no seu celular, enquanto Logan brigava com Emma. Toquei no ombro de Emma e a mesma empurrou Logan.

— Depois nós conversamos, sapatão, sua namoradinha é muito chata hein. – Ele gritou, apertando seu pau e seu grupinho riu.

Virei minha cabeça, bufando.

— Não liga, Mila, ele é um idiota mesmo. – Emma, andou comigo até a sala.

Passamos por Lauren que tirou a atenção do celular e olhou minha mão entrelaçada com a de Emma. Jauregui revirou os olhos e voltou a atenção ao celular. Ela sempre fazia isso, ela não mexia comigo desde do dia do refeitório, mas seus amigos sim e ela ria. Quando eu estava com Emma, ela me olhava com uma cara de poucos amigos, retirando sua feição de deboche, ainda mais quando eu aparecia de mãos dadas com ela.

— Eu terei todas as aulas com você hoje. – Sorrimos, subindo a escada do prédio. — Troquei com Oliver.

Eu e Emma quase não tínhamos aula juntas, ela teve que trocar com Oliver um jogador de basquete que é louco por Emma.

— Graças a Deus, não estava curtindo ter que ter apenas quatro aulas contigo na semana. – Passamos pelo corredor repleto de alunos.

— Eu sei, eu sei, tu me amas. Fazer o quê? Também amo meus fãs.

— Menos fofa, bem menos. – Entramos em nossa sala vazia.

— Menos nada. – Sentou ao meu lado, em uma das cadeiras do meio da turma. — Ei, terá uma festa na casa do Willims... quer ir?

— Você sabe que eu não vou. Pra quê pergunta?

— Porque eu sou educada. – Eu ri, jogando meu estojo em sua direção.

— Tá gostosinha com esse uniforme das Tiggers.

— Meu amor, eu sou gostosinha dá licença. – Apertou seus próprios peitos e eu fiz cara de espanto.

O sinal bateu e Emma guardou o celular. Alguns alunos entraram e começou a algazarra de sempre.

— Qual a aula agora?

— É física, sua pirenta. – Ela me olhou com sobrancelha erguida.

— Pirenta é esse teu pau aí. – Eu neguei rindo. — Porra, a dona Dominique é muito chata.

— Ah! Mas tu reclamas muito, Emma.

— Me deixa, fodida.

A professora entrou e todos se sentaram. Dona Dominique é uma senhora de meia idade, que é muito inteligente por sinal.

— Bom dia, classe. – Todos respondemos. — Irei entrega-los suas provas. – Todo mundo bufou. — Silêncio, por favor! Todos quietos, sim? – A porta abriu e Lauren passou por ela com sua dupla diária: Ashley e Margot. — Com licença também se diz, meninas.

— Ah, perdão professora. – Lauren revirou os olhos e a professora a deixou entrar com suas seguidoras.

Ela passou por mim e eu senti seu cheiro adocicado de morango. Ela sentou a meu lado e suas seguidoras atrás dela. É, Lauren tem todas as aulas comigo e isso é muito triste.

— Enfim, estou indo entregar. – A professora passou em cadeira em cadeira entregando a folha da prova com a nota. — Parabéns, Camila, você fechou a prova. – Colocou a prova em minha mesa e eu sorri vendo o A+ de caneta vermelha na folha.

— Claro que ela iria tirar A+, é uma nerd. – Austin gritou do fundo, e eu revirei os olhos.

— Não questão de ser nerd, senhor Mahone, é porque a senhorita Cabello estudou. – Passei a mão no meu rosto e vi Emma pegar minha prova.

— Aí, Camila, tu és fogo mesmo hein! – Ri baixinho. — Eu tirei B-.

— Já é um começo.

— Graças a você, né?! – Se inclinou na cadeira, me dando um beijo na bochecha.

Corei, fitando minhas mãos na mesa. Os populares no fundo riram e eu me afundei mais na cadeira. Sem querer olhei pro lado vendo Lauren fuzilar Emma.

 

 

...

 

 

— Tia Kaki, papai vem me buscar hoje? – Descemos do ônibus. Sofia segurava minha mão, enquanto empurrava sua maletinha da Polly.

— Não, princesa, só sábado.

— Ah sim! – Paramos em frente a minha casa, vi Lauren sair do carro de seu namorado. — Oi, Lo! – Sofia disse, vendo Lauren acenar pra ela com um sorriso meigo.

Lauren sempre tratou Sofia bem, mas em relação a mim não dirigia uma palavra se quer.

— Vamos, Sofi. – Balancei seus bracinhos, e ela assentiu.

Entramos na casa e Sofia correu pro sofá. — Nada disso, Sofi, já pro banho... depois tens que fazer a lição de casa.

— Ok! Tia Kaki, depois podemos ir ao parquinho?

— Sim, mas só se fizer o que eu mandei.

— Tudo bem. – Saiu saltitante para a escada.

Depois de minutos, Sofia desceu. Fizemos seu dever de casa, e eu a levei no parquinho pra andar de patinete. A pequena dormiu e eu a cobri no sofá, com a sua manta da Barbie.

Assisti um filme e depois subi, indo dormir em minha cama. Escutei batidas na porta do meu quarto. Logo olhei, meio grogue a minha irmã entrou no meu quarto.

— Perdão, Mila. Tem uma visita pra você aí em baixo.

— Quem?

— Ah! Desça e veja.

Bufei me levantando. Ajeitei minha bermuda e fiz um coque em meu cabelo. Dianne saiu do meu quarto e eu andei até o corredor, seguindo para a escada. Quando cheguei na sala, me espantei ao ver Lauren sentada em meu sofá, vendo a TV.

— O que você quer aqui, Jauregui? – Falei, me aproximando do sofá.

— Boa noite, Camila. – Debochou, levantando-se. — Estou bem e você?

— Anda logo, Jauregui, o que você quer?

— Ok, cortemos a formalidade, já que você é um cavalo. – Botou as mãos no bolso de seu moletom cinza. — Preciso de sua ajuda.

— Minha ajuda? – Ela assentiu. — Por que acha que eu vou te ajudar, Jauregui?

— Lauren, porra. Me chama de Lauren. – Passou a mão no rosto. — Preciso de aulas de física. E se você não me ajudar... – Se aproximou, e eu dei dois passos para trás. — Eu contarei sobre o Karlão, aí. – Apontou para o meio das minhas pernas.

Fechei os olhos com força, pedindo aos Deuses paciência e sabedoria. Abri os olhos, vendo Lauren com as mãos na cintura esperando a resposta. A puxei pela mão a levando até a varanda da minha casa.

— Sua hipócrita. – A fuzilei, a vendo ficar espantada. — Irei te ajudar, não porque quero e isso você sabe. – A empurrei para fora da minha casa. — Venha aqui amanhã a tarde, Jauregui. – Entrei em minha casa a deixando ali na varanda. — Passar bem. – E assim fechei a porta. Encostei minha cabeça na porta suspirando. — O que essa vadia quer comigo?


Notas Finais


Comentem e divulguem... postarei mais,ok, don't Worry!


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