História A Arte Da Conquista - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camila G!p, Camren, Romance
Exibições 285
Palavras 3.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Alô!

Capítulo 5 - Dorme comigo?


Fanfic / Fanfiction A Arte Da Conquista - Capítulo 5 - Dorme comigo?

(Lauren Point Of View):

 

O ser humano é algo incrivelmente estranho de se entender. Digo isso por experiência própria. Temos a capacidade de acumular vários sentimentos, ao mais razoável, ao obscuro. A minha vida inteira, fui uma garota que se diz no termo bipolar. Sim, bipolar. Eu não tinha controle de meus atos ou modo de pensar.

Quando eu mudei para Miami, conheci a melhor pessoa da minha vida. Camila Cabello é seu nome. A garota, que hoje é mulher, com quem eu passei por tudo. Foi com ela que eu dei meu primeiro beijo, com ela que aprendi o que queria dizer a palavra recíproca, com ela que compartilhei meus segredos, as dores que invadiam meu ser, meus medos, as promessas... e foi com ela que eu descobri o verdadeiro sentido do ‘’amor’’.

Amor é uma palavra tão forte, e ao mesmo tempo tão inexplicavelmente avassaladora. Eu descobri minha paixão por Camila, aos meus doze anos de idade. Eu não queria, achava errado ter me apaixonado pela minha melhor amiga que, no entanto, era a minha irmã de outra mãe.

Mas pra mim parecia tão certo. Os pequenos gestos de Camila já me deixavam completamente em êxtase. Talvez isso fosse os hormônios de pré-adolescentes, que nos deixa avulsos. Assim que entramos no ensino médio, fiz o teste para as Tiggers. Uma semana depois descobri que fui convocada para participar do grupo. Camila e eu comemoramos indo a praia com a irmã dela e minha mãe.

No dia em que eu decidi contar o que sentia por ela, Camila estava aos beijos com uma prima dela, Madison. Eu juro que chorei, chorei mesmo. Camila até então não havia me visto no quarto, porque estava ocupada de mais beijando aquela idiota.

Naquele mesmo dia, passei a tarde toda chorando. Minha mãe não sabia o motivo e nem eu quis dizer. Meu irmão era o único que sabia, e ele me disse para mesmo assim conversar com ela. Mas como eu sou uma pessoa, diga-se de passagem, bem vingativa, decidi aliviar minha dor ferindo a Camila para me sentir melhor. No momento aquilo me pareceu justo. Como dizem: ‘’Não presta fazer nada no momento de raiva’’.

Eu expus Camila naquele refeitório da forma mais cruel possível. Foi meio nostálgico, me lembrou da vez em que ela estava sendo humilhada naquele lamaçal do parquinho. Se eu me senti mal? Claro que eu me senti, feri a pessoa que eu mais amo. Mas no entanto, para mim foi o certo. Agora eu penso; se arrependimento matasse, eu estaria morta desde do dia em que eu me apaixonei novamente por Camila, devido aquela maldita aposta.

Ela me fez me sentir viva novamente, me tirou daquele mundo de mágoas e da famosas ‘’Lauren rainha do Gulliver’’. Pela milésima vez, ela me fez me sentir desejada com aquele olhar dela sobre mim que me faz bambear.

 

~

 

''— Camz, para onde nós vamos? – Perguntei, segurando o riso.

Camila encostada em uma moto e seu famoso estilo machinho. Usava uma calça jeans justa azul, all star surrado preto, blusa preta e um casaco quadriculado vermelho e preto na cintura.

— Segredo. –Apontou a moto. — Me concede esse passeio, senhorita Jauregui? – Curvou-se, e eu ri.

— Mãe estou saindo com a Camz. – Gritei, ouvindo minha mãe dizer um ‘’Não chegue tarde’’. — Acho que posso ir. – Sorri, descendo a pequena escadaria de minha varanda.

Camila e eu nos aproximamos muito no decorrer dessas semanas. Eu até tinha me esquecido da droga da aposta. Esse traíra do meu coração me fez voltar a me apaixonar por essa latina abusada. Só Deus sabe o quanto eu amo passa meu tempo com ela. Perto de Camila não tem hora triste, isso é verídico.

— Anda logo, Lauren, tempo é dinheiro.

— Desculpa empresária. – Peguei o capacete de sua mão, pondo em mim.

— Não, amore, eu serei uma cantora.

— Vai sonhando.

— É, Jauregui, vai que um dia tu será minha fã, hã?

— Só sonhe mesmo. – Ela subiu na moto e eu subi logo atrás.

Camila ligou a moto e então partimos rumo a qualquer lugar.

— Melhor segura em mim, Lolo. – Dobrou na rua e eu logo agarrei sua cintura.

 

 

...

 

— Uma praia a noite? – Perguntei, descendo da moto, retirando meu capacete.

— É, mas a praia é apenas a paisagem local. – Guardou os capacetes no porta-malas debaixo do banco. — Siga-me os bons. – Falou, batendo palminhas e eu ri.

Estendeu a mão e eu prontamente entrelacei meus dedos. Nunca iria me acostumar com a corrente que atravessava meu corpo, quando fazíamos aquele mero gesto. Caminhamos conversando bobeiras até chegamos no meio da praia.

— George! – Chamou por homem que veio de uma barraca de frente aonde estávamos. — Pode trazer a cesta. – Disse, e o homem assentiu.

— Cesta? Pra quê?

— Você não entendeu a parte da surpresa, Lolo. Eu hein! Menina curiosa. – Fiz biquinho cruzando o braço.

Camila agarrou minha cintura, me virando para si. Mordeu meu lábio e eu automaticamente fechei os olhos.

— Bobinha. – Falei, ainda de olhos fechados.

— Por você... – Sussurrou, selando nossos lábios em um selinho.

— Tome, Camila. – O suposto George entregou a cesta com um pano vermelho.

— Obrigada, George.

— De nada, Camila. – Sorriu. — Com licença! Boa noite! – E assim ele saiu.

— Segura a cesta, por favor!

— Claro. – Peguei a cesta e ela me deu mais um selinho.

Amo seus lábios nos meus. Isso sempre se torna algo mágico para mim. Camz estendeu a toalha na areia e tirou o sapato pondo em cada ponta do pano para que a toalha não voasse.

— Tire os seus também, Lolo. – Pediu, ainda arrumando o pano.

— Certo. – Pus a cesta no chão e tirei minhas sapatilhas.

Entreguei a Camila e ela botou as sapatilhas do mesmo jeito que pôs seus all star. Ela se levantou e pegou a cesta do chão. Tirou de dentro dela um pequeno abajur automático, daquela vida do Mário Card.  Ligou o mesmo pondo no meio do pano. Retirou vasilhas de diversos tamanhos e duas garrafinhas de academia do mesmo. Depois levantou-se se pondo em minha frente.

— Eu sei que parece clichê ou meio esfarrapado, mas eu queria que essa noite fosse especial para nós. – Pegou minhas duas mãos e olhou diretamente nos meus olhos. — Hoje a noite é nossa. Esse é nosso encontro clichê. – Riu, e eu me emocione. Sim, eu havia me emocionado, até porque ninguém nunca tinha feito isso por mim antes. — Aceita jantar comigo?

Meus lacrimejaram sim. Camila sorria de canto esperando respostas. Suas mãos sob a minha. Ela iluminada pelo luar. Um ‘’janta’’ romântico no meio da praia. Se eu estava feliz? Lógico que eu estava. A garota que me ama, que tem apenas dezoito anos, gastando seu tempo e criatividade comigo.

— Se eu dissesse que não estaria mentindo. – Apertei suas mãos sobre a minha. — Claro que eu aceito. – Cobri sua boca na minha. — Eu aceito tudo que venha de você. – Ela sorriu terna, me puxando para sentar no pano.

Sentamos uma de frente para outra. Cruzamos nossas pernas em formato de índio.

— Bom, eu não sei cozinhar muito bem. – Coçou a nuca e olhou nos meus olhos de maneira divertida. — Então pedi ajuda a Dianne e sua mãe.

— Não acredito que mamãe sabia disso.

— Sim, foi minha cúmplice culinária a manhã toda. – Abriu a vasilha branca. Dentro tinha lasanha.

— Eu amo lasanha. – Sorri largamente.

Camila estendeu a vasilha e me entregou o garfo de plástico. Abriu a outra vasilha e tinha lasanha também.

— Tem suco de goiaba, sei que é o seu predileto. – Se ela não estivesse comendo e eu também, teria a atacado com beijos.

— Você não existe. – Sussurrei, degustando da lasanha.

— É que eu planejei isso para minha pink princess! – Mastigou sua lasanha, e meu sorriso de rasgar meu rosto.

Depois de comermos e conversarmos assuntos aleatórios, Camila e eu resolvemos agasalhar as coisas e entregar a George. Passeamos pela praia de mãos dadas, rindo das piadas de Camila.

Agora estávamos sentadas, de frente para o mar, o analisando e ouvindo o barulho das ondas contra a areia molhando nossos pés. Fiz um coque no meu cabelo e deitei minha cabeça no ombro de Camila, que me fez carícias no meu ombro.

— Obrigada pela noite. – Ainda olhava o mar. — Pelo jantar. – Abracei o seu corpo, ainda deitada com a cabeça em seu ombro. — Obrigada por me fazer ser a Lauren de antigamente.

— Eu só posso te dizer: De nada. – Beijou minha cabeça. — Já estava com saudade dessa Lauren. – Encostou o queixo na minha cabeça. — E o jantar foi só pra descontrair.

— Mesmo assim obrigada.

— Lolo. – Murmurei ‘’Hum’’. — Posso te falar uma coisa?

— Pode. – Levantei a cabeça de seu ombro e ela sorriu daquele jeito ‘’Camila Travessa’’

— Gata seu short é de marte? Porque sua bunda é de outro planeta. – Eu juro que não quis ri, mas era as piadas idiotas de Camila e não tinha como ri.

— Idiota. – Deu um tapa fraco em seu braço.

— Camz da Lolo?

— E Lolo da Camz... – Ela levantou e tocou meu ombro. — O que foi?

— Tá com você. – E saiu correndo pro mar.

— Ah, Camila, tu me paga! – Corri atrás dela.

E assim entramos no mar, ficando naquela brincadeira de se jogar água. Mergulhamos, nos molhamos, nos beijamos e desfrutamos da presença uma da outra.’’

 

~

 

Foram um dos momentos mais felizes da minha vida. Mas como nem tudo são flores, no dia seguinte a desgraça veio. Camila ouviu uma conversa minha e de Margot falando sobre a aposta. Eu dizia que não iria mais transar com ela, e coisas do tipo e Margot disse que não valia. Camila escutou e nós brigamos: Ela me xingou e fez a pior coisa que eu poderia imaginar; me deu um tapa na cara. Aquilo não doeu tanto quanto suas ignoradas e xingamentos que ela me deu.

Eu corria atrás dela, até que cansei e ela pareceu satisfeita, porque mal ligou. Voltei a ser quem eu era antes. Exclui tudo que passei com Camila. Comecei a ser a Lauren de antes. Mês depois Camila havia assinado um contrato com uma gravadora e eu não soube como. Ela foi embora e eu fiquei. No mesmo dia descobri está grávida de Logan, mas o mesmo escolheu fugir dos compromissos e eu não iria entrar na justiça por isso. Meus pais me deram forças, e me ajudaram com tudo. Finalizei o ensino médio, mas não consegui fazer faculdade.

Segui a carreira de Camila desde do começo. Sua fama, suas namoradas, seu sucesso em si. Eu realmente havia ficado feliz por ela, a mesma sempre quis ser cantora. Jade cresceu e foi virando a fã suprema de Camila, ouvindo todas as músicas. Até fez um aniversário de cinco anos, desse ano, vestida de ‘’Camila’’.

 

 

 

Agora estou eu aqui, em pé, no meu quarto, com Camila sentada na minha cama analisando o local. Eu não sabia o que dizer. Na verdade, não sabia nem o que ela veio fazer aqui. Talvez tivesse vindo me pisotear.

— Qual a idade dela, Lauren? – Camila quebrou o silêncio, me olhando, ainda sentada na cama.

— De quem? – Me sentei, na poltrona que tinha ali.

— Jade. – Se virou completamente pra mim.

— Cinco. – Ela assentiu, passando a mão no rosto.

— Ela é muito parecida com você.

— É verdade. – Sorri amarelo.

Camila se levantou e me olhou profundamente. Cruzei minhas pernas, e pela primeira vez me senti intimidada com seu olhar.

— Vim aqui em missão de paz. Não quero mais ter aquele conflito entre nós, o que passou, passou. Quero refazer o que tivemos, pelo menos a amizade se você quiser. Quero participar da vida da sua filha, e pensei por um momento, talvez você não aceite, mas... – Coçou a nuca. — Quero registra-la como minha filha para que não fique sem pai. Será que eu posso?

Ok, isso foi mentira né? Primeiro ela veio na minha casa do nada. Segundo ela quer uma trégua. Terceiro que registrar minha filha?

— Não sei. – Sussurrei. Eu realmente não sabia. — Eu aceito suas desculpas e quero voltar ser sua amiga... – Mentira, queria ser mais que isso. — E também te peço desculpas por tudo que te fiz. Aquele lance da aposta foi uma grande farsa, eu...

— Não, Lauren, deixe para lá. – Me levantei e neguei com a cabeça.

— Deixe-me falar. – Fiz menção para ela esperar com a mão. — Eu fiz a aposta sim, mas no momento que fiz não sabia que iria dar no que deu. Fui cruel? Fui. Peguei pesado? Peguei. Mas como tudo que vai, volta. Camila eu me apaixonei novamente por você. Eu sempre fui, e no decorrer dos anos só piorou. Quando completei catorze anos, criei coragem e fui contar para você o que eu sentia realmente. – Suspirei, jogando minha franja pro outro lado, vendo Camila atenta para mim. — Depois que nos divertimos na praia, cheguei em casa e treinei como iria te contar que te amava... e sim eu te amava. Assim que entrei no seu quarto, percebi a porta aberta e você... e você estava aos beijos com aquela sua prima. – Senti meus olhos marejarem. — Eu juro que aquilo me quebrou por dentro. Sai do seu quarto e chorei, Camila, passei a tarde toda chorando. Me desliguei do mundo e chorei bastante. Aí, minha oportunidade como vingança foi te humilhar para te destruir como eu estava. Mas eu peguei pesado e errei, mas não percebi isso, porque minha ira falava mais alto. – Abaixei a cabeça, sentindo as lágrimas caírem. — Eu me tornei aquela Lauren fria e egocêntrica que jamais pensei ser. – Limpei as lágrimas, sentindo cair mais. — Logo depois veio a aposta. – Camila assentiu, e pude notar que chorava também. — Eu aceitei porque queria brincar com você. Mas o destino pregou mais uma peça comigo. – Me aproximei dela. — Eu me apaixonei novamente por você, Camila, de um modo mais avassalador. – Passei a mão nas bochechas. — Me desculpe pelo o que eu fiz. Fui idiota, egoísta e imbecil. Mas eu juro que não te esqueci durante esses cinco anos. – Abaixei novamente a cabeça. — Acredite ou não, mas eu ainda te amo. – Entrelacei meus próprios dedos e os fitei.

Camila nada disse, e eu me recusei a olha-la. Estava com tanta vergonha, que olhar pro chão era mais reconfortante. Camila segurou meu queixo o levantando para encara-la.

— Não imagina a felicidade que me deu ao ouvir isso. – Ela estava sorrindo, com os olhos marejados. Aqueles castanhos que eu tanto amo, estavam brilhando. — Quando eu partir, não me esqueci de você em momento algum, Lauren. E mesmo aquilo que você fez comigo no refeitório, não guardei rancor de você. – Levou as mãos a minha bochecha acariciando o local. Fechei meus olhos sentindo suas mãos em contato com a pele de meu rosto. — Sabe por que? – Neguei, ainda na mesma posição. — Porque eu sempre te amei. – Abri meus olhos e ela sorriu. — Me desculpe por ter beijado minha prima. Eu não sabia que te machucaria tanto, Lauren. Será que... podemos recomeçar do zero?

— Você realmente quer algo comigo?

— Se não quisesse, não estaria aqui na sua casa, na cara de pau depois de tanto tempo. – Eu lhe dei um tapa no braço.

— Grossa.

— Linda.

— Chata.

— Gostosa.

— Camila! – Cruzei meus braços abaixo do seio.

— Lauren! – Ela disse rindo, agarrando minha cintura, me trazendo para junto de seu corpo.

Descruzei meus braços e os levei a seu pescoço. Passei meu polegar pelo local, sem quebrar o contato visual com ela.

— Você está mais linda. – Apertou de leve minha cintura. Suspirei e ela sorriu.

— Só me beija, Camila, mata logo essa saudade. – Quase gritei.

Ela riu, e cobriu sua boca na minha. E num piscar de olhos, eu estava com os dedos emaranhados nos seus fios de cabelo. Camila estava apertando minha cintura, me trazendo mais para si. Estávamos apenas num roçar de lábios, sentindo aquele atrito de nossas bocas. Ela pediu passagem, e eu abri a boca deixando sua língua enroscasse na minha. Levei minha mão a seu rosto, pousando minhas mãos em sua bochecha. Camila estava em um sobe e desce em minhas costas, me deixando arrepiada. Ela gemeu, assim que suguei sua língua lentamente.

— Mamãe eu... Mamãe?! – Ouvimos a voz de Jade e nos separamos bruscamente, como se estivéssemos fazendo algo de errado.

— Jade! – Falamos juntas.

Minha filha estava com o cenho franzido, direcionando o olhar de mim para Camila.

— O que estavam fazendo?

— É, conversando. – Ela negou, se aproximando.

— Com a boca colada na outra. – Tocou sua própria boquinha, nos fazendo rir de sua inteligência.

— Já lhe disse pra bater na porta, filha. – Ela fez biquinho e Camila riu.

— Ela é sua filha mesmo. – Revirei os olhos e Camila riu mais ainda.

— Estão namorando? – Ela perguntou, parando de frente para mim.

— Não oficialmente. – Camila me abraçou por trás, encostando o queixo em meu ombro.

Minha filha sorriu grandemente, dando pulinhos.

— Mamãe tá namorando minha cantora preferida. – Ela gritou e nós rimos. — Mamãe tá namorando! Mamãe tá namorando! – Gritava, enquanto pulava.

— Tá bom, mocinha, já pro banho. – Ela assentiu e correu até Camila, sussurrando algo em seu ouvido.

— Pode deixar. – Piscou pra minha filha, que fez o mesmo gesto e saiu do quarto.

— O que foi que essa pestinha te falou, hein? – Cerrei os olhos e ela me abraçou, cheirando meu pescoço.

— Que é para eu cuidar da mamãe dela. – Minha filha é um anjinho mesmo.

— E você vai cuidar, né?

— Claro, Lolo. – Sorri pelo apelido e antigamente, agora saindo de sua boca. — Lo?

— Sim.

— Vamos sair agora?

— Agora?

— É. Vamos?

— Tá né. – Camila bateu palminhas.

— Vá se arrumar que te esparrarei lá embaixo com sua mãe.

— Mas antes me dá um beijo.

— Vários se preciso. – Me puxou pela cintura, selando nossos lábios, começando um beijo gostoso.

 

 

 

...

 

 

Depois de me olhar mais de dez vezes no espelho resolvi descer. Passei meu perfume e desci. Vi Camila sentada com minha mãe, rindo de algo. Jade sentada em seu colo devidamente arrumada – Camila a deu banho, vê se pode? 

— Mamãe! – Jade falou atraindo a atenção de mamãe e Camila. — Você tá linda!

— Obrigada, meu anjo. – Desci o último degrau dando uma voltinha.

Camila tirou o boné e se abanou. Eu ri e ela riu junto se levantando.

— Amo te ver de saia, parece uma deusa. – Me rodopio pela mão e eu ri mais ainda. Ok, estou ficando trouxa mesmo.

— E amo quando você fica de boné. Fica sexy. – Sussurrei e lhe dei um selinho.

Escutei um corinho atrás de nós e era mamãe e Jade.

— Quem diria que vocês duas estariam juntas? – Mamãe, se levantou e Jade correu até nós.

— É bonito né, vovó?

— Sim, Jade, lindo. – Mamãe sorriu, vindo até nós.

Nos abraçou e nos desejou boa sorte. Foi para cozinha e ficamos somente nós três.

— Vamos? – Camila perguntou e Jade sorriu.

— Vamos. – Pulou abrindo a porta e correndo para fora da casa.

— Jade espera. – Gritei.

— Tá. – Gritou e eu ri.

— Sua filha é demais. – Camila me puxou para fora de casa. — Tchau, dona Clara.

— Tchau, mãe.

— Tchau, amores. – Ela gritou da cozinha.

Saímos de casa e Camila abriu o carro para nós. Entramos e ela deu ignição.

— Quer assistir desenho, Jade?

— Sim, Mila. – Ela disse do banco de trás. — Tem Bob Esponja?

— Claro que tem. – Camila sorriu, pondo o CD e o vídeo rodou na pequena telinha do automóvel.

Ela deu ignição e saímos rumo ao parque de diversões. Durante o percurso, eu e Camila conversávamos sobre tudo. Ela pôs as mãos em meu colo e eu me senti completa. Minutos depois chegamos ao parque da cidade. De longe víamos a roda gigante. Camila pegou mina filha no banco de trás e eu as esperei na calçada. Jade deu a mão para mim e Camila e assim andamos no parque.

— Que brinquedos vamos primeiro? – Perguntei, andando com elas.

— Carrossel. – Jade disse e eu dei de ombros.

— Vamos. – Camila foi até a bilheteria e comprou os ingressos, depois de dá um autógrafo ao moço.

Ela foi parada algumas vezes para bater fotos e como sempre simpática. Subimos no carrossel e eu me senti nostálgica, fazia anos que não ia em um desses.

— Olha eu sou um filhote de elefante voador. – Camila dizia, enquanto subia e descia no elefante.

— E eu um pônei. – Eu disse fazendo o mesmo, tirando risadas das duas.

— Eu sou uma princesa. – Jade disse, acenando para todos como uma miss.

Rimos e minutos depois descemos do brinquedo. Fomos no carrinho bate-bate. Tiro ao alvo. Casa dos espelhos. Roda gigante, por incrível que pareça Jade não estava com medo.

— Acho que ela cansou. – Camila disse, rindo, com minha filha em seu colo.

— Você acha? – Perguntei, abraçando o urso que Camila ganhou pra ela no tiro ao alvo.

— É só uma hipótese. – Destravou o carro e eu entrei.

Camila me entregou Jade e eu a pus em meu colo. Botei o urso no banco de trás.

— De volta ao reino dos Jauregui. – Camila sussurrou, dando ignição.

— Idiota.

— Por vocês. Olha. – Começou a dirigi. — Posso registrá-la?

— Pensarei. – Acariciei os cabelos de Jade, que dormia alheia a tudo.

 

 

...

 

 

Camila saiu do carro e pegou Jade. Peguei o urso e abri a porta de casa. Tudo estava escuro, abri a luz e Camz subiu com Jade em seu colo. Deixei o urso no sofá e as acompanhei.

— O quarto dela é esse. – Apontei a primeira porta.

Camila assentiu entrando no quarto. Fui para o meu ainda sorrindo. Sim, eu ainda sorria. Tirei minha sapatilha. Tirei minha roupa, pondo a camisola vermelha de seda que estava na cadeira. A porta abriu e Camila apareceu.

— Bom, a Jade está devidamente em seu quarto. – Pôs as mãos no bolso. — Acho que já vou. – Eu neguei, me deitando na cama.

— Dormi comigo?

— Era isso que eu estava esperando. – Eu ri, a vendo fechar a porta.

Camz tirou o sapato, a calça, e o casaco ficando apenas de regata.

— De samba-canção de banana, Camz?

— Me deixa. – Fechou a luz, deixando apenas o abajur aceso e se deitou ao meu lado.

Ela me abraçou por trás, beijando minha nuca. Eu sorri.

— Boa noite. – Sussurrei. — Eu te amo.

— Eu também te amo. – Sorri mais ainda. Fechei meus olhos e logo dormi.

Dormimos de colchinhas, sem malícia alguma. Não precisamos transar, até porque a sua presença já foi algo especial, queria está naquela colchinha com ela pra sempre. Eu tinha minha Camz de volta, inteira pra mim e agora eu iria fazer tudo certo.


Notas Finais


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