História A Arte do Caos - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Tags Acnolu
Exibições 383
Palavras 3.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 28 - Cap 28: Alvo sai pela tangente.


Suas costas queimaram de dor quando finalmente foi parado por um tronco de árvore. Cerrou os dentes, incapaz de conter o gemido dolorido. Seus ossos doíam e seus músculos viraram mingau. 

-Ande logo, Salamander! – gritou Gajeel, há vários metros de distancia. Viu uma massa enorme de poder mágico quase o atingir. Ele escapou por pouco e parecia tão cansado quanto si.

Forçou-se a levantar, sem se importar com o quase xingamento do amigo. Viu outro rugido ser disparado, dessa vez atingindo um pelotão do Conselho Mágico. Cerrou os dentes. O filho da mãe mirava neles de propósito, sabendo que não tinham como se defender. E, diabos! Onde infernos estava Lahar? Ele tinha que tirar essa gente da batalha. Eles eram inúteis!

E, porra, odiava ver gente morrendo sem que pudesse fazer nada!

Não era o tipo de pessoa que seguia planos, ou que pensava antes de agir. Muito pelo contrário, o impulso era seu fiel companheiro. Mas até mesmo ele admitia que nada daquilo estava funcionando efetivamente.  Claro, sua magia Dragon Slayer funcionava. Tinham conseguido quebrar algumas costelas, mas eles estavam quebrando também. Olhou para cima.

Merda. Eles também possuíam outra droga de vantagem tática, asas. 

Arregalou os olhos com a ideia. Só restava saber se teriam forças para fazer.

-Lata velha! Wendy! – gritou, correndo em direção aos dois. – Mirem nas asas! – exclamou.

 A ideia foi captada de imediato. Pegaram o alvo mais próximo, o estranho dragão negro que, para sua desgraça, cuspia ácido. Seria muito legal ter o Cobra agora.

-Wendy!- Gajeel gritou. – Olhos!

Ela acenou positivamente.

-Charles! – gritou chamando ajuda.

A gata apareceu, totalmente encardida de fuligem e terra. Também parecia cansada, mas não tinham escolha.

-Me leve para cima, por favor! – pediu.

-Certo!- Exclamou, segurando em sua blusa e alçando vôo.

Desviou por pouco de seu rugido, mergulhando por baixo do corpo imenso. Soltou um contra rugido, que esmagou seu queixo contra o crânio. Aquilo não pareceu agradá-lo. Charles voou mais alto, dando a Wendy a oportunidade de soltar outro rugido, dessa vez em seu rosto.

-Ora sua...

Um outro rugido mesclado de chamas quentes e metal rasgou o ar, acertando justamente a pele membranosa da asa, rasgando-a como uma lona. Ele rugiu com a dor. Wendy tapou os ouvidos, e Charles se viu obrigada a descer.

Aquilo chamou a atenção dos outros combatentes, que entenderam a primeira ideia a funcionar. O Dragão batia as asas desesperado, mostrando que agora o esforço de permanecer no ar era ainda maior. Mais um ataque e ele estaria no chão, e no solo seria menos trabalhoso lutar para derrotá-los.

-Chega! – o dragão exclamou furioso por ter sido ferido.  - Tokubetsuna mahō!

Não entendeu muito bem o que ele disse naquele idioma estranho, mas boa coisa não era.

Um circulo mágico enorme apareceu em suas costas, e duas esferas verdes flutuaram uma de cada lado de sua cabeça. Delas saíram raios que carregavam uma terceira esfera na frente de sua boca aberta enorme e cheia de dentes. E ela ficava maior, e maior, e maior...

Merda!

-Corram! – Gritou para Wendy, Gajeel, e qualquer outro azarado que estivesse por perto.

Saiu correndo também, mas já sabia que era tarde. Virou a tempo de ver o ataque sendo direcionado para si e seus amigos. Fechou os olhos.

Houve uma explosão. Puxou ar para os pulmões, percebendo que tinha prendido a respiração. Abriu os olhos. Ainda estava vivo. Ergueu os olhos. O Dragão negro tinha sumido do céu. Baixou o olhar de novo. Viu a cratera enorme e, no centro dela, o dragão se retorcendo de dor, tentando se levantar e sair dos escombros.

O brilho de outro círculo mágico chamou a atenção. Era o portal para aquela dimensão estranha. Dele saiu outro dragão. E Lucy estava montando nele.

Porra! Lucy estava montando nele! Lucy está montada nele! – Gritou para si mesmo mentalmente.

O ar fugiu de seus pulmões. Se ela estava tranquilamente montada na cabeça de um dragão enorme, só podia significar que aquele era Acnologia. Mas ele estava diferente do que se lembrava. Parecia ter tomado outra forma, uma cruel, e com uma cara bem má.

Seu corpo continuava o mesmo. Suas asas eram a maior mudança. As escamas pareciam se estender sombriamente emanando sombras, mas não eram sombras. Era poder puro, negro e gélido. Pareciam destrutivas e mortais, dando uma aparência mais medonha do que aquele amontoado de várias escamas enormes que formavam uma couraça impenetrável.  Poderia parecer estranho, mas a seus olhos era como uma fonte de poder maleável feita de sombras, e que era densa o bastante para fazer estragos. Suas estrias azuis também mudaram. Elas seguiam um padrão por todo o corpo, como desenhos abstratos que começavam a partir de seu focinho e ao redor de seus olhos. A cor era de um azul brilhante, que contrastava com a completa escuridão de suas escamas.

Ele rugiu.

O som foi tão estrondoso que fez Natsu tapar os ouvidos. E duvidava de ter sido o único. Rapidamente, Acnologia mergulhou em sua direção. Seu corpo travou, sem saber se corria ou ficava. Quando estava optando por correr, ele abriu as asas, aterrissando bruscamente e bem próximo. O corpo enorme derrubou casas e prédios, levantando poeira. Cobriu o rosto com os braços até a poeira baixar. Voltando a abrir os olhos, sua alma quase saiu do corpo ao ver o focinho negro maior que seu corpo bem há sua frente, e os olhos vermelhos vivos o encarando.

Quase tremeu nas bases.

Lucy desceu do dragão, escorregando por seu focinho como uma criança escorrega em um brinquedo do playground.  Ela também estava diferente. Carregava um arco na mão e vestia uma roupa estranha de batalha.

-Natsu! – ela exclamou, pegando-o de surpresa em um abraço apertado.

Passado o choque, retribuiu.

-Luce... – murmurou, incapaz de pensar em algo mais coerente para dizer.

Um rosnado fez um belo de um calafrio subir por sua coluna. Entretanto a Heartphilia o ignorou totalmente.

-Que bom que vocês estão bem. – ela falou, afastando-se um pouco.

Foi quando viu a marca brilhosa em seu braço e no busto. O resto era encoberto pela roupa. Sabia que a figura em azul brilhante da mesma cor que as estrias de Acnologia era um dragão, por causa da calda que se enrolava em seu braço até a palma da mão. Uma marca.

-Lucy? – a voz de Erza chamou sua atenção, vendo-a se aproximar rapidamente com Gray e sua armadura de Adamantium.

Ela sorriu.

-Oi! – cumprimentou rápido, logo tomando uma postura mais séria. – Qual é o plano? – perguntou direta.

A ruiva suspirou.

-No momento nenhum.

Ela ergueu os olhos para Acnologia, que por sua vez não tirava os olhos dos inimigos. Percebeu que tinham que encerrar logo a conversa. Eles iam atacar em breve.

-Nesse momento só agradecemos por termos seus reforços.  – completou.

-As asas. – disse Natsu, chamando a atenção de Lucy. – Estamos tentando fazê-los descer. No chão é mais fácil. Ficariam mais lentos.

A maga acenou em concordância.

-Entendi. Erza, avise para todos aqui de baixo fazerem ataques de distração. Eu, Natsu e Acnologia vamos ocupá-los e trazê-los para o chão.

-Hai! – concordou sem pensar duas vezes, saindo correndo com Gray pelas ruas da cidade fantasma.

-Acno. – Lucy chamou. Ele abaixou a cabeça para que ela subisse, usando seus dois pares de chifres negros como apoio. – Vem Natsu! – ela chamou.

O mago olhou nos olhos vermelhos de Acnologia, não apreciando o convite.

-Anda! – instigou irritada.

-Tá. – falou rabugento, mas subiu nas costas da fera.

-Não pense que isso vai se repetir, Dragneel. – o Dragão fez questão de enfatizar, e sua voz sinistra reptiliana se mostrou não gostar muito do andar da carruagem. Não era nenhum pouco agradável de ouvir.

-Segure-se. – Lucy avisou.

Porém tarde. Agarrou com força a cintura dela quando Acnologia saiu bruscamente do chão, tomando altura rapidamente, e logo desviando de um rugido.

-Natsu! – A loura resmungou, agarrando-se com mais firmeza aos chifres para não ser puxada para uma péssima queda livre junto ao amigo. – Segura direito. Você vai nos jogar no chão, droga!

-Mande ele voar direito! – refutou, finalmente se equilibrando o bastante para parar de esmagar Lucy.

-Tente voar com duas pessoas em suas costas enquanto atiram em você, mongolóide! – ralhou o Dragão, nada satisfeito com a presença do filho de Igneel em suas costas. Lucy tudo bem, mas ele era irritante.             

-Natsuuuu, Lucyyyyyy! – Happy chamou a atenção, voando próximo aos três, logo acima da cabeça de Acnologia.

-Happy! – exclamou a maga sorrindo de orelha a orelha.

Cobrindo a boca com as patas, Happy riu.

-Luxi, - começou, usando propositalmente o apelido que a irritava. – Você finalmente achou alguém grande o bastante para carregar todo o seu peso.

Seu rosto ardeu de raiva.

-Ora, seu gato maldito! – Ralhou, erguendo o arco onde uma flecha dourada apareceu, cogitando seriamente a possibilidade de atirar.

Mas antes que pudesse, Acnologia mergulhou bruscamente, puxando o gato consigo pela calda, bem no momento em que um rugido passou de raspão. 

-Acnologia, Rei dos Dragões. – Pronunciou o autor do disparo, Hizame. – Confesso que sempre quis te conhecer.

-Confesso que estou tentado a matá-lo.-  Devolveu cuspido.

 O Akira sorriu de uma maneira estranha, como se desconsiderasse a ameaça.

-Ao que parece você se uniu ao lado fraco. – Murmurou, vendo os três em suas costas. Seus olhos pararam em Lucy, estranhando. – Você deveria estar morta. – comentou, logo farejou o ar, sentindo o cheiro exótico da garota. – Não importa como você sobreviveu. Vai me servir depois. – ele murmurou.

Os olhos dilatados pelo desejo fizeram Natsu e Acnologia rugirem e uma mescla arrebatadora de chamas coloridas que o atingiram em cheio. Hizame rosnou em resposta, sentindo a dor se espalhar por todo o lado direito de seu corpo. O Dragão dourado veio ajudá-lo, rugindo de volta. Acnologia virou de lado, recebendo o ataque no abdômen e evitando que os três fossem atingidos. O ataque não danificou suas escamas, mas também não foi agradável. Além da desvantagem numérica, não conseguiria lutar direito com três pessoas em suas costas.

-Precisamos de uma vantagem. – falou Acnologia voando baixo e rápido para escapar dos inúmeros disparos. 

-Você já tem um poder enorme! Comece a usar. – Ralhou Natsu, tentando se segurar nas escamas escorregadias.

Antes que pudesse ralhar de novo com o Dragneel, e jogá-lo para um delicioso impacto contra o solo, Lucy falou.

-Ele tem razão Natsu. Não é tão simples assim. Vamos precisar aumentar a vantagem. – Segurou firme nos chifres. – Acno, eu tenho uma idéia. Mas vou precisar de um pouco mais de altitude.

-Tá.

Bateu as asas com força para subir rápido, antes que ele pudessem mirar. É nessas horas que queria ser tão rápido quanto Shinuky era voando. 

-Já está bom!- Gritou. – Vem Natsu! – chamou o agarrando pelo cachecol e pulando das costas de Acnologia.

-Queeee? – o Dragon Slayer berrou em pânico em meio a queda. Não era nenhum pouco agradável ver o chão se aproximar.

-A Lucy pirou de vez! – ouviu Happy gritar, vindo a seu encalço.

Mas não deu atenção aos dois. Só esperava que sua teoria desse certo. Buscou a chave de gêmeos, recitando o cântico e abrindo o portal.

-Lucy-san. – Falaram ambos ao mesmo tempo.

-Assumam a forma de Acnologia!- Gritou.

As criaturas idênticas e amórficas ficaram chocadas.

-Tem certeza...

-Agora!! – os cortou. Odiava ser grossa com seus espíritos, mas não queria beijar o chão.

Uma nuvem de fumaça enorme embaçou sua visão, e logo aterrissou em algo duro e familiar. Visualizou a forma tomada. Os gêmeos tinham conseguido, para seu alivio. Era a antiga forma de Acnologia, mas já era mais que o bastante. 

-O que?! – Exclamou Natsu, vendo os dois Reis Dragões. – Mas Gemini...

-Eu e Acnologia estamos conectados. – ela explicou rapidamente. – Posso usar o poder dele como referência ao invés do meu. – Virou-se para Natsu com as feições sérias. – Preciso da sua ajuda.

O Dragneel sorriu.

-Somos um time Luce.

A maga corou, e seu peito foi invadido por um calor nostálgico. Sorriu de volta. Era como estar com Natsu outra vez. Ele fazia as piores tragédias passarem de complicadas a simples. Tinha se esquecido desse dom maravilhoso que ele possuía.

-Certo! – Respondeu sorrindo.

Gemini desviou de um ataque e Lucy se apressou em compartilhar seu plano.

-Preciso que você e Happy danifiquem as asas deles. Gemini vai ajudá-los como distração. Vou invocar Virgo e mandá-la plantar armadilhas. Quando eles aterrissarem, vamos tentar contê-los. – De relance, viu Acnologia ser atingido por Lazaros. Ou pelo corpo que era dele. Ficou aflita, e voltou-se para Natsu outra vez. – Tenho que ajudá-lo.

-Então vá! – a voz de Erza a assustou.

Voando ao seu lado com a armadura de imperatriz das chamas, a Titânia sorriu.

-Ponha eles no chão e nós cuidamos do resto.

Lucy concordou com a cabeça e sorriu.

-Gemini, ajude o Natsu e a Erza!

-Hai, Lucy-san.

Já tendo a resposta, pulou das costas do espírito, pegando outra chave e se preparando para abrir o terceiro portão. Respirou fundo. Três portões consumindo uma magia descomunal. Não tinha muita escolha, e não sabia por quanto tempo mais conseguiria manter o Gemini-Acnologia. Seu plano tinha dado certo,mas mesmo usando a magia de Acnologia como referência, manter um espírito desse porte em sua dimensão não estava sendo fácil.

Sorriu. Desde quando a vida na Fairy Tail era fácil?

 -Abra-se, portão de virgem, Virgo! – E girando outra chave, seu fiel espírito apareceu.

-O que precisa, Hime?

Pela primeira vez agradeceu por ela não pedir por punições.

- Faça armadilhas! – Gritou. – Precisamos prendê-los no chão. Use suas correntes, e drene o máximo de magia possível!

-Hai. Mais alguma coisa?

-Sim. Me arremesse para Acnologia!

-Como desejar.     

Segurou o braço da maga, girando no ar e a arremessando para cima com sua força. Assim que Virgo a soltou, grudou os braços ao lado do corpo, ficando mais aerodinâmica.  Ainda no ar, girou o corpo, realinhando o arco a sua frente, e mirando nos olhos de Lazaros. Isso ia doer um pouco. As duas flechas douradas foram disparadas no alvo certeiro.

O dragão rugiu de dor, perdendo os sentidos, e Acnologia aproveitou a oportunidade para acertar-lhe um soco.

-Ei! – gritou Lucy. – Uma ajudinha?

Acnologia mergulhou, pegando-a antes que começasse a cair.

-Lazaros está se concentrando em mim. Ele sabe que posso matá-lo se não tiver que me preocupar com outra coisa. – Entendeu que ele se referia a sua proteção. Não poderia convencê-lo a fazer o contrário nem que ordenasse. Sua vida era prioridade até instintivamente. – Temos que parar de defender.

-Hizame. – corrigiu.

-Tanto faz! – grunhiu.

- Vamos começar a descê-los.  Natsu vai cuidar de um deles. Vamos deixar Lazaros por último.

- Alguma preferência?

- O pretão ali ‘ta ótimo. 

-Naturae.- corrigiu.

-Tanto faz! Em breve vai ser presunto.

Acnologia subiu, usando a cor negra de seu corpo como camuflagem no céu noturno, localizou o alvo e mergulhando em sua direção. Ao menos os soldados serviam de distração. O Dragão negro urrou de dor, quando Acnologia aterrissou bruscamente em suas costas, agarrando-lhe as asas e puxando-as para trás em um ângulo estranho. Suas patas se encheram de chamas azuis e começou a aplicar mais força, querendo arrancá-las.

Um Dragão abatido é um Dragão morto. Seus anos de combate lhe asseguravam isso.

Ouviu um dos ossos das omoplatas de deslocando rudemente. Seu inimigo urrou outra vez, torceu o pescoço longo para trás e rugindo uma massa de energia verde em sua direção. Foi atingido em cheio no peito, sentindo suas escamas queimarem, mas elas agüentaram a pancada. Largou o outro por instinto, e, incapaz de voar com a asa deslocada, ele caiu.

Passou a mão sobre o peito verificando os danos. Com exceção da dor que sentia estava tudo bem.

-Lucy? – questionou.

-To legal. – respondeu. – Mas não foi nada divertido. – teve que concordar. – Agora vamos no douradão.

- Luxeen. – corrigiu.

Seu sangue talhou quente pelo stress.  

-Acnologia, eu to pouco me lixando para a raça dele. Só põe ele no chão.  

Cumpriu a ordem voando em direção ao segundo inimigo, entretanto, era muito mais difícil pegar um Luxeen de surpresa.  O pescoço longo torceu para cima e rugiu, atacando primeiro. A magia densa e luminosa passou de raspão. Rugiu de volta, mas seu corpo inteiro se desfez em luz e se regenerou, aparecendo bem do seu lado. Por instinto, ergueu o braço, defendendo-se do ataque, mas foi arremessado pelo ar. Abriu as asas se estabilizado. Mal teve tempo de desviar, girou o corpo, encolhendo as asas desviando de mais um soco.

Ouviu Lucy gritar, e a viu cair de suas costas. Usou o braço para bloquear mais um soco e tentou pegá-la com a outra mão. O Luxeen foi mais rápido, empurrando-o  e usando a calda para golpeá-la. Lucy voou direto para as mãos de seu adversário.

Seu foco mudou radicalmente no mesmo instante. Agarrou-lhe o pulso e o esmagou, suas chamas se espalharam por todo o antebraço dourado. O dragão rugiu de dor e usou a cauda afiada para golpeá-lo por trás. A dor se espalhou por suas vértebras, mas mesmo assim continuou a apertá-lo. Sem escolha o Lurxeen largou Lucy.

Acnologia usou essa brecha para empurrá-lo com seu corpo e pegou Lucy com uma pata, fechando-a como uma fortaleza a seu redor.

As chamas e sua força bruta fizeram um bom estrago nas escamas douradas, agora trincadas e com uma aparência não muito boa. Entretanto, a dor em suas costas também lhe diziam que não seria tão simples, mesmo que as patas e asas do dragão dourado fossem ligadas como um só membro, isso poderia trazer desvantagens.

-Seu poder é tão assustador quanto dizem. – ele decidiu falar. Os olhos amarelos o analisaram dando uma atenção mais demorada a seu punho fechado. Incomodado, tentou tirá-lo do campo de visão. – Não sabíamos que tinha escolhido uma companheira. É uma pena. – desdenhou. – Você tem muito poder, mas basta eu matá-la e não fará diferença.

A ameaça direta fez sua magia circular com fúria por seu corpo.

-É verdade, mas você não tem chance nenhuma de superar meu poder.  – desdenhou de volta.

Isso pareceu incomodá-lo. Seu corpo tencionou, esperando o ataque.

- Nós vamos tomar seu título, meu rei! – zombou. 

Um arrepio lhe subiu a espinha. Desviou de um ataque que veio por trás. Não foi atingido, mas a onda de choque o empurrou pelo ar. Olhou para cima vendo Hizame e o Larxeen. Isso seria um problema.

Com toda certeza o alvo agora era Lucy.

“O Poder é como o dinheiro. Hoje ele serve a mim, amanhã ele serve a ti. Sem possuir lealdade alguma ele segue aqueles que são ambiciosos o bastante para se destruírem no processo. Não se engane pensando que será ambicioso o bastante para conquistá-lo, pois o mais ambicioso ser que existe já o conquistou. Você o conhece como Morte.”

 

 


Notas Finais


Já sei. Pedras. Demorei.
Estou trabalhando e estudando. Faculdade complica muito a vida, emprego nem se fala. Tenho uns probleminha na criatividade também.
Aviso, quem acompanha minha outra fic Chave para as trevas, vai demorar mais um pouco. 2016 ta sendo um ano de bosta. Em tudo. Literalmente. Credo, nunca vi um ano ser tão ruim. Tudo que quero pedir e a compreensão de vocês.
É isso. Espero que continuem acompanhando. Até o próximo. Bjs


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