História A Arte do Caos - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Sasusaku
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Palavras 3.726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Super Sentai, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, tudo bem pessoal?
Comentários respondidos! Senti falta de alguns mas tudo bem. Quero agradecer aos favoritos. Tenho uma surpresa para vocês no capítulo de hoje e talvez, tenha novo capítulo de AAC uma vez por mês sem dia definido.
Sobre as minhas outras fanfics que estavam em andamento e eu apaguei, quero dizer que vou reescreve-las pois elas não estavam tomando o rumo que eu queria, logo elas serão repostadas com as modificações necessárias.

Boa leitura!

Capítulo 12 - Capítulo XII - A Arte da União


 


A Arte do Caos

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Capítulo XII - A Arte da União

 

 

Nação do Fogo – 1689 - Porto Redemoinho

 

A Curandeira

Nas águas escuras de Porto Redemoinho o navio real se aproxima pela costa. Sakura o observa se aproximar lentamente, enquanto uma ventania tênue faz com que os fios róseos ricocheteiem o rosto fino. Sasuke se mantém ao seu lado, o rosto pensativo, perdido até. 

A rosada se agarra mais ao casaco de pele que usa, o frio prepotente perto do mar vindo das terras Hyuugas a faz tremer. A estádia no castelo Uzumaki havia chego ao fim, e agora, rumavam para as terras de Hiashi. 

- Foi um prazer tê-los recebido em meu castelo por alguns dias, espero que tenham gostado da estádia e gostaria de vê-los mais uma vez por aqui. – Kushina diz, cordial. Um brilho malicioso tomando conta dos olhos claros, no mesmo instante que um sorriso gentil preenche os lábios finos. 

- Nossa estádia foi agradável, Kushina. Irei me lembrar de suas palavras quanto a isso. Naruto não virá nos ver partir? – indaga, recebendo um sorriso em troca. A Uzumaki se agarra ao casaco e fita o horizonte, com uma expressão séria. 

- Sinto muito, meu príncipe, mas Naruto não virá vê-los. Ele tem assuntos importantes para tratar agora pela manhã, ele deve se preparar para ser o senhor dessas terras, que forma melhor de fazê-lo? – questiona. 

- Certamente. Despeça-se da senhora Kushina, Sakura. O barco acaba de chegar, irei na frente. – sentencia, caminhando para longe. O mesmo brilho malicioso surge nos olhos da ruiva, enquanto ela se aproxima, cautelosa. 

- Espero poder vê-la novamente, Sakura. Rezarei para que cumpra seus objetivos e o faça sem muitas complicações. Seja cautelosa com as pessoas em quem confiar, eles podem mentir e fingir ser leal a você, e ao contrário do que pensa, servir a outro. 

- Vou me atentar a isso, senhora. Fico agradecida por suas palavras sábias, irei usa-las a meu favor. Até breve, senhora. – Sakura se despede com uma leve reverência e caminha até o local onde Sasuke a espera, o Uchiha pega em sua mão para ajuda-la a subir a bordo. 

Dentro do navio Sakura observa a senhora da casa Uzumaki ficar cada vez mais distante, enquanto suas palavras envolvem sua mente em um ciclo sem fim. Mesmo se afastando com lentidão Porto Redemoinho fica para trás, se transformando em um ponto no meio do vasto oceano. 

•••

O vingador 

 

Em seus aposentos Sasuke espera a companhia de Sakura para que pudessem jantar, o balanceio do navio não parece afeta-lo mais, contudo, em sua infância não gostava de viajar em um. Caso o fizesse era acometido por um longo enjoo. 

- Meu príncipe, posso entrar? – a voz de Sakura o despertou, soando tênue do outro lado da porta. Uma apreensão estranha no tom de voz sempre inalterável e portadora de calma invejável. 

- Entre. – diz. Logo a figura de Sakura passa pela porta, o rosto mais pálido que o normal parece alerta-lo. – Sente-se bem? Está se sentindo enjoada com o balanço do navio? – uma breve lembrança parece lembra-lo do motivo dela estar daquela forma. 

Ao retornar ao castelo havia ouvido que Sakura tinha sido transportada em um navio. Não era como o que estavam presentes no momento, o navio real, era mais luxuoso do que o transportador de escravos. Compreensão inundou seus olhos. 

- Está tudo bem meu príncipe. Sinto-me apenas um pouco desprotegida por viajar em um navio novamente. Irá passar em breve. – sussurra, sentando-se de frente para Sasuke. Enquanto esperam uma serva colocar a comida na mesa, ambos se encaram, sustentando firmemente o olhar. 

A senhora se retira após colocar a comida na mesa, Sakura se mexe para servi-lo, sendo observada atentamente. Quando terminou a rosada se serviu e voltou a sentar, continuaram em silêncio por um longo tempo. 

- Não se sinta desprotegida. – Sasuke diz sem olha-la, porém, Sakura para o que está fazendo para ouvir melhor suas palavras. – Enquanto permanecer ao meu lado estará protegida, prometi isso a você e minha senhora tia. Ninguém tocará nem sequer em uma mecha de seu cabelo sem sua permissão, eu não permitirei. – as palavras de Sasuke tocaram fundo em algum ponto específico dentro de si. 

Ficou sem saber o que dizer por longos segundos, até o momento em que percebeu que palavras não eram necessárias. Capturou a mão masculina que descansava desleixadamente na mesa, trazendo-a para perto dos lábios, depositando um casto beijo. 

- Obrigada, meu príncipe, lembrar-me-ei de suas palavras. – agradece, surpreendendo-se ao sentir os dedos calejados do Uchiha tocarem-lhe o rosto com delicadeza extrema. Não conseguiu desviar o olhar tampouco afastar sua mão, apreciou o toque em silêncio. 

- Príncipe o capitão lhe aguarda em seus aposentos. – a voz da serva soa. O contato visual é quebrado por Sakura que desvia o olhar para o prato, Sasuke se afasta ligeiro. 

- Diga a ele que estou a caminho. – seu olhar volta a pairar sobre a Curandeira. – Descanse Sakura, chegaremos às terras de Hiashi ao anoitecer. É certo que ele faça algo para celebrar nossa visita. Suas celebrações costumam ser bastante animadas. – comenta.

- Claro Sasuke. Obrigada por avisar. – murmura. Sasuke deixa a garota sozinha em seu quarto, indo rumo aos aposentos do capitão. 

•••

O cheiro de porco assado pairava no ar levado por uma leve brisa, ainda na embarcação Sasuke conseguia senti-lo, estava certo quanto a Hiashi. A fogueira esgueirava-se pelas árvores cobertas de neve fazendo sombras no breu da noite. Ouvia uma canção ao fundo e vozes alegres. 

Hiashi o fitava serenamente do porto de Sahaza, os olhos brancos perdidos em seu rosto. Ficou extremamente incomodado por ser observado tão intensamente. Sakura surgiu ao seu lado, preparada para descer. Como fizera outrora o Uchiha ajudou-a a desembarcar, segurando em sua mão. 

Ambos caminham em direção ao líder Hyuuga, ele sorri a medida em que se encontram frente a frente. Os olhos perolados parecem estar mais claros do que nunca, como um floco de neve perdido. Sasuke o observa sob os cílios negros. 

- Bem-vindos as minhas terras! – ele soa receptivo. – Estive esperando por meu príncipe e a dama por longos dias. Preparei uma celebração a visita de ambos, acompanhem-me. Suas coisas serão levadas aos seus aposentos. 

O Hyuuga segue na frente se embrenhando pelas árvores e quando se livra da paisagem branca, as costas do castelo surgem majestosas. O navio real havia seguido o caminho para o porto particular do líder Hiashi, atrás do castelo. 

O homem os guia até o pátio do castelo onde ocorre a celebração. Uma mesa repleta de comida se estende pela grama congelada, enquanto do outro lado, toras de madeira estão em chamas e um porco é assado. No centro uma fogueira majestosa se estende e envolta dela pessoas dançam alegremente. 

Uma canção típica do Fogo é tocada por uma moça com uma arpa dourada. Por um momento Sakura pode se sentir em casa, nas celebrações da Neve feitas pelo clã Haruno, dançando e cantando ao lado de sua mãe e pai. 

Sasuke vê um sorriso caloroso iluminar o rosto da menina pela primeira vez no dia. Seu coração a muito machucado pareceu bombear mais rápido por alguns segundos, no entanto, a sensação logo o abandonou, deixando-o solitário. 

- Bem-vindos a Sahaza! – a primogênita Hinata surge na frente deles, um sorriso gentil delineia seus lábios grossos. – Meu príncipe, espero que sua estadia aqui seja pacífica e agradável. Poderia emprestar-me sua dama por algum tempo? – indaga. 

- Irei aproveitar bem minha estádia por aqui. Vá com ela, Sakura. – com a permissão do príncipe a rosada segue a moça rapidamente, sumindo da visão de Sasuke por alguns segundos. 

As terras de Hiashi mostravam uma diferença gritante se fosse comparar com as outras. No entanto, Sahaza havia sido a primeira cogitação de seu pai no momento em que os Hyuugas trocaram de lado. Isso ainda o intrigava, muitas vezes Sasuke já havia duvidado da lealdade de Hiashi para com o reino. 

A bondade e gentileza absurda, assim como a lealdade excessiva para um homem que massacrou seu reino era de certo modo, questionadora. Existia algo estranho naquele clã e era dever do príncipe – vulgo próximo rei na linha de sucessão – descobrir e dispersar a densa névoa que os encobre. 

- Meu príncipe... Sasuke. – a neviana aparece sorrindo. As íris claras tem um velho brilho feliz que talvez, só talvez, estivesse sempre presente no passado, mas agora só aparecia em certos momentos raros. – Quer dançar comigo? – indagou seu rosto tomando uma coloração avermelhada. 

Apesar de não gostar de dançar e ter dois pés esquerdos, Sasuke assentiu brevemente, observando a forma como o sorriso feminino alargou-se. O homem levantou-se da cadeira onde esteve sentado durante todo o tempo e aproximou-se cautelosamente, a diferença de altura entre os dois era palpável. 

Lentamente a Haruno entrelaçou seus dedos, o deixando surpreso pelo ato repentino. Contudo, sem repreensões, deixou que ela o guiasse para o meio da multidão agitada. As íris verdes sempre direcionadas as suas, num momento como aquele, Sasuke se perguntou internamente se estava preso em um feitiço, pois não conseguia desviar o olhar. 

 

•••

 A curandeira

Nos aposentos da primogênita Hyuuga a rosada lhe trançava os longos fios escuros. Enquanto a própria observava-se no espelho, usando o vestido do casamento. Era a última prova e Hinata pediu que Sakura a ajudasse a vesti-lo e aprova-lo. 

- Acha que deve ser este? – indaga indecisa. – Quando a costureira veio fazê-lo quis deixar claro a minha mudança de clã para Uzumaki. Quero agradar minha sogra Kushina. Acha que ela irá gostar? – Sakura sorri. 

- Sim, Hinata. A senhora irá gostar muito de vê-la tão bonita e com o brasão Uzumaki bordado em suas costas. – diz automaticamente. – Mudando um pouco o assunto, como está indo o plano para descobrir sobre o novo rei da Neve? – a última parte foi sussurrada. A expressão no rosto da morena tornou-se de certa forma, obscura. 

- Estou perto de descobrir seu nome. Eu ouvi uma conversa do meu pai recentemente e descobri que o exército Hyuuga já está pronto para a batalha. Nós precisamos ser rápidas Sakura, muito rápidas. – murmura. – As coisas não podem sair do nosso controle. Como está as coisas com o príncipe Sasuke? 

- Eu... Estou trabalhando nisso. Sinto-me um pouco culpada por engana-lo dessa forma. Tenho medo. – sussurra. – O príncipe não é uma pessoa ruim, ao contrário, igualmente a nossa rainha Mikoto, ele é bom. – murmura tristemente. – Eu...

- Não se preocupe. Eu entendo o seu lado quanto a isso. Quando perceber que ele é uma pessoa de confiança, conte tudo aos poucos. Não se culpe dessa forma. - Hinata dá um longo suspiro antes de voltar a falar. – Eu tive uma nova visão sobre Naruto, o destino dele pode ter mudado. – um sorriso pequeno ilumina o rosto pálido. 

- Fico feliz com isso, Hinata. – após o breve comentário um longo silêncio recai sobre as duas. 

 

•••

O navio Uzumaki surgia no horizonte do porto recluso de Sahaza. Sakura o via desembarcar pela janela dos aposentos preparados a si, há três dias estavam instalados nas terras perto da fronteira. Os Hyuugas se mostraram receptivos quanto a seus convidados. O casamento seria pela manhã e quando Naruto desembarcasse, por tradição, ele e Hinata ficariam reclusos em seus aposentos orando aos céus para uma boa união. 

- Sakura, posso entrar? – a voz de Sasuke soa doutro lado da porta que dividia ambos os quartos. A rosada murmura positivamente e a figura alta do príncipe aparece. – Vim chama-la para cavalgar comigo. Quer ir? 

- Claro, aonde vamos? – indaga. A sombra de um sorriso parece aparecer no rosto de traços fortes. 

- Vou manter isso em segredo por enquanto. Apenas, siga-me. Voltaremos antes do crepúsculo. – diz. Ambos se dirigem ao estábulo do castelo, Sasuke diz que mandou preparar apenas um cavalo para irem mais rápido. 

Após ele montar no corcel, estendeu a mão para a rosada pegar e com um pouco de força a ergue. Sakura se ajeita no lombo do animal e timidamente entrelaça a cintura de Sasuke, segurando-se firmemente. O Uchiha grita e logo o animal se põe a correr. 

O príncipe tem os ombros largos e braços musculosos, devia ser pelo treino constante que ele se permitia fazer. Perdida em pensamentos a Haruno não notou o momento exato em que começou a abraça-lo, no entanto, logo se viu agarrada a suas costas com a cabeça descansando nela. Ele possuía um cheiro marcante e estritamente masculino, não soube decifrar muito bem e emanava um calor agradável. 

Inesperadamente, Sakura percebeu que cavalgavam nas colinas de Sahaza, cobertas por uma grossa camada de neve que impossibilitava um pouco os movimentos do cavalo. Via que a velocidade constante do animal havia caído drasticamente e agora se encontravam devagar. 

- Sente saudade da sua terra? – questionou Sasuke, enquanto guiava o animal cada vez mais devagar. - Pergunto-me isso desde que chegamos aqui, Sahaza por estar entre a fronteira deve lhe lembrar muito a Neve. 

- Se dizer que não sinto estarei mentindo. Um dia desejava ver o sol tanto comentado em suas terras, mas, gostaria de voltar ao meu lar no fim de tudo. Apenas... Apenas desejava paz entre nossos reinos. – murmurou tristemente. 

- Sinto muito. – ele diz após um longo silêncio. Sentia-se um pouco culpado pelo sofrimento de Sakura, afinal, o inescrupuloso rei do Fogo era seu pai. – Chegamos. – o Uchiha desce do cavalo e para ajuda-la a fazer o mesmo, segura a moça pela cintura depositando-a no chão delicadamente. – Hiashi falou-me sobre este lugar ontem à noite, imediatamente quis trazê-la, um agradecimento por cuidar de minha mãe. Ele disse que desemboca no mar. Soube que há um na Neve. 

Boquiaberta a Haruno pode apenas observar o longo tapete de água doce que se estendia majestosamente entre duas montanhas congeladas, as águas claras corriam livremente e uma tênue nevasca caia sobre ambos. Era magnífico. A fazia lembrar-se de suas terras, do seu reino que diziam ser amaldiçoado, porém, ele era agraciado pelos deuses. 

- Obrigada, príncipe Sasuke. – se curva. – Sinto-me agradecida por ter tirado um pouco de seu tempo para trazer-me aqui. Isso me faz lembrar-se do rio que corta a Neve, é exuberantemente belo. – um sorriso preenche o rosto da neviana. 

Novamente Sasuke se sente atraído a olha-la nos olhos, eles estavam brilhantes e possuíam novamente aquele brilho bonito. Com o sorriso ainda no rosto a jovem rodopiou, o vestido girando graciosamente em sua volta. Ela parecia se divertir, pois agora ria mexendo nas águas do rio. 

Num impulso a Haruno tropeça em uma pedra na beirada, ela solta um grito fino e tenta manter o equilíbrio para não cair nas águas frias. No entanto, antes de fazer algum movimento, ela sente as mãos masculinas segurá-la e o peitoral firme de Sasuke. 

Inevitavelmente, seu olhar desvia para cima e ela parece observa-lo minuciosamente. Desde os olhos escuros, o nariz aos lábios convidativos. Não importa quantas vezes ela pense que Sasuke é belo, a cada dia ele parecia ser mais bonito ainda. Não se surpreenderia pelo número de mulheres a cerca-lo seja grande. Sasuke Uchiha fazia jus a todos os comentários sobre sua pessoa. 

 

O vingador

Apesar de evitar o acidente há vários minutos, seus dedos não conseguiam soltar a cintura fina da mulher. O Uchiha havia notado que ela o observava, contudo, não se importou em ser analisado. Um sentimento ruim pareceu acorda-lo do transe em que se encontrava, não poderia toca-la dessa forma, era impróprio e Mikoto ficaria furiosa. 

Aos poucos começou a soltá-la e se distanciar. Os olhos dela continuavam vidrados em seu rosto e por alguns segundos isso o deixou incomodado, antes que pudesse virar o rosto para o lado contrário de Sakura a mão feminina o toca no queixo, fazendo uma linha até o cabelo. 

Sasuke quer se afastar, deseja profundamente dar um passo para trás e sair daquela zona de perigo que havia criado para ambos. Não poderia deixa-la fazer algo do qual se arrependeria depois, entretanto, rapidamente, os lábios dela estavam sobre os seus em um selinho demorado. 

Ela sustenta o selinho por mais algum tempo, mas para ao perceber a hesitação presente no corpo do moreno. Irrevogavelmente, a culpa e a vergonha recaem por seu corpo. Não deveria tê-lo beijado, porém, não resistiu ao vê-lo daquela forma. 

- S-sinto muito! – sussurrou envergonhada demais para olha-lo. – Entenderei se o senhor quiser me punir pela minha ousadia, isso não irá se repetir meu príncipe. - Tinha estragado todas as chances de aproximar-se de Sasuke. Hinata a repreenderia. – Diga. Diga alguma coisa, senhor. 

- Não faça mais isso. – a frase é seguida de um longo suspiro. – Se sua mestra Tsunade a visse fazer isso, enlouqueceria. Uma senhorita não deve beijar um homem dessa forma... – não passa de um sussurro. 

Uma leve brisa gelada passa por eles, o corpo pequeno da Haruno treme dos pés à cabeça e ela aguarda silenciosamente uma punição maior por seu atrevimento. Entretanto, ela não se surpreende quando Sasuke a beija. Apesar de ser um príncipe ele ainda era um homem. 

A princípio é apenas um roçar de lábios, algo ainda parece impedi-lo de se aproximar, no fundo, Sakura sente que ele voltará a razão antes de beija-la realmente, porém, descarta a hipótese ao sentir as mãos dele em suas costas. Acariciando-a. 

A boca dele contra a sua toma uma intensidade maior, deixa de ser algo inocente para se tornar adulto. A língua quente de Sasuke invade sua boca e quando ambas se chocam, uma ardência toma conta do corpo feminino, as mãos imediatamente subindo para o cabelo negro. Seu corpo parece entrar em um estado de torpor, entorpecida pelas sensações. 

A boca do Uchiha é macia e seus lábios se moldavam aos de Sakura calidamente, no entanto, assim como começou o beijo se encerrou, seguido de vários selinhos demorados. Sasuke continua a agarra-la e mantém as testas unidas, enquanto respira rapidamente, no fundo a rosada desejou beija-lo mais uma vez, contentando-se apenas com um sorriso sobre seus lábios. 

Nunca havia sido beijada, contudo, ele não deveria saber que tinha sido o primeiro homem a fazê-lo. No fundo de seu âmago sabia que Sasuke se sentiria culpado por roubar-lhe algo tão precioso, mesmo sendo ela quem começou. Sabia que ele era um homem com experiência, deveria ter beijado varias outras mulheres, mas não se importou. 

- Vamos embora. Venha, vou ajuda-la a subir. – o rosto que a pouco acariciava tomou uma expressão pensativa. Sakura mais do que ninguém sabia o quão errados foram seus atos, mas preferiu se manter quieta quanto a isso. 

 

•••

A curandeira

- O que aconteceu? Por que está com esse olhar perdido e tão pensativo? Existe algo que queira me contar?

- Desculpe-me, hoje é o dia da sua união com o senhor Naruto e estou dessa forma. Devo estar deixando-a deprimida. Não aconteceu nada comigo, deixe-me arrumar seu cabelo. – Hinata não diz mais nada, está perdida em seus próprios pensamentos sobre Naruto e problemas. 

Havia passado o outro dia inteiro rezando aos céus para ter uma boa união com o loiro, para que ele retribuísse seus sentimentos o mais rápido possível. Tentaria ser uma boa esposa, a melhor, e pelo Uzumaki conseguiria. 

Após terminar o penteado Hinata levantou-se da cadeira onde esteve por longas horas. O vestido feito a mão para o casamento era na cor marfim, com detalhes dourados. Não era rodado e sim completamente liso, com uma cauda média. No busto pequenos desenhos do brasão da casa Hyuuga foram especialmente bordados, dando a impressão de serem apenas detalhes. 

Nas costas o verdadeiro brasão de seu novo clã havia sido bordado majestosamente, ao contrário dos outros, era maior e mais detalhado. No rosto sempre pálido, a rosada tinha dado uma cor a mais, um leve tom de róseo nos lábios e os olhos destacados. 

- Está muito bela. Naruto cairá aos seus pés ao vê-la, senhora. – Sakura faz um comentário gentil. Pelo espelho ela vê os olhos apreensivos da Hyuuga. – Irei retirar-me agora, preciso encontrar-me com o príncipe antes da cerimônia. 

A jovem não diz mais nada e Sakura leva como um sim. Desde ontem quando beijou Sasuke, ela não havia visto em nenhum local e isso de certo modo a preocupou. Entretanto não iria contar a Hinata sobre o beijo, estava envergonhada demais para fazê-lo. 

O casamento iria ocorrer na sala principal do castelo, os Hyuugas haviam colocado bancos de madeira estendidos em ordem, de um lado ficaria os donos do lugar e do outro os Uzumakis. Sakura ficaria ao lado de Sasuke no primeiro banco da fileira. Ele encontrava-se lá quando chegou, em suas vestes negras. 

O Uchiha não a olhou quando ela se pôs ao seu lado. Sakura tomou aquilo como uma pequena punição por seu atrevimento e continuou em silêncio. No recinto todos se encontravam em seus devidos lugares. Tudo estava extremamente arrumado e bonito. 

- Meu príncipe... Está pensando em uma punição adequada para o meu ato de ousadia? – indaga a voz não passa de um miado. – Sinto muito por ter feito aquilo... Por tê-lo beijado...

- Nós já passamos por essa fase. Não se martirize por isso Sakura, não irei fazer nada quanto aquilo. Eu tenho culpa tanto quanto você, o melhor é mantermos isso entre nós. Não conte a ninguém. – murmurou, observando-a de canto. 

- Irei fazer isso. 

Após a breve conversa ele não falou mais nada. Aguardaram a cerimônia começar sentados lado a lado. No altar o sacerdote fazia os últimos preparativos para dar início à união. Algum tempo depois os músicos iniciaram e a voz de uma mulher foi ouvida. 

Era uma melodia suave e após isso Sakura pode vislumbrar Hinata entrar no recinto, em seus olhos não se via nenhum pingo de medo ou indecisão. Naruto a aguardava no pequeno altar, talvez surpreso pela beleza da esposa. Ele parecia finalmente vê-la, não a parte frágil, mas a de mulher decidida. 

Quando Hinata chegou ao lado do noivo os olhos dela pareceram brilhar, ele a tocou timidamente na mão e o sacerdote iniciou a cerimônia. O homem falou poucas palavras e os fez dividir o pão, simbolizando a união eterna entre o casal. 

No final uma grande festa foi preparada para festejar a união entre os clãs. No entanto Sakura não desceu para festejar a noite, o vento trazia traços de um mau presságio evidente. Algo de ruim estava prestes a acontecer. 

O vento carrega o fim. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado da surpresa! Quem achou que o Sasuke tomaria as rédeas e beijaria a Sakura primeiro se enganou.
Pessoal, para quem não sabe faço parte da página Conexão SasuSaku, e agora estamos expandindo para um grupo no Facebook, com o intuito de deixar nossos curtidores mais informados. Vou deixar o link e espero que participem.

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Até o próximo!


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