História A Assassina e o Alquimista - Capítulo 36


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Categorias Akame ga Kill!, Fullmetal Alchemist, Fullmetal Alchemist: Brotherhood
Personagens Alex Lois Armstrong, Alphonse Elric, Dr. Tim Marcoh, Edward Elric, Heymans Breda, Izumi Curtis, Jean Havoc, Kain Fuery, May Chang, Personagens Originais, Pinako Rockbell, Riza Hawkeye, Roy Mustang, Vato Fallman, Winry Rockbell
Tags Akame, Akame Ga Kill, Alphonse Elric, Crossover, Edward Elric, Fullmetal Alchemist, Romance, Violencia
Exibições 37
Palavras 2.974
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Luta, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Steampunk, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, gente!
Quase esqueci da atualização de hoje, mas lembrei agorinha. O capítulo estava pronto tem bastante tempo e eu peço para que vocês tenham paciência porque, a partir desse capítulo, vai acontecer algumas coisas que só poderão ser explicadas nos capítulos mais a frente (acho que no capítulo 42 ou 43, não tenho muita certeza).
Bom, até as notas finais.

Capítulo 36 - A casa onde a família espera


Alphonse não lembrava a última vez em que o café da manhã na casa da família Elric havia sido tão animado. Sentado ao lado do irmão mais velho, Edward, ele ria de alguma coisa junto com os outros três familiares. Estava tudo perfeito demais que ele se sentia estranho. Talvez, fosse só fome mesmo.

- Coma mais devagar, Edward – Trisha sorria para ele – Ou vai acabar se engasgado.

- Ele está assim desde que viu o passarinho verde – Hohenheim brincou – Como é que está entre você e a Winry, filho?

- Está tudo as mil maravilhas – Edward abriu um largo sorriso – Apesar da mania dela de me bater com a chave de fenda. Já disse que eu posso ficar com um coágulo no cérebro.

- Faço muito gosto desse namoro – Trisha completou – Nós fomos amigos dos pais de Winry e ela é uma boa garota.

- Eu tinha quase certeza que vocês já tinham casado – Alphonse disse, vagamente.

A reação foi exagerada. Edward cuspiu o que estava bebendo e começou com uma crise incontrolável de tosse, Hohenheim rolava na cadeira de tanto rir da cara avermelhada do filho mais velho e Trisha apenas abanava a cabeça.

- Endoidou, Alphonse?! – Edward gritou com o irmão depois de conseguir voltar a falar – Nós acabamos de fazer dezesseis anos!!

- Mas não é uma má ideia, não – Hohenheim continuou curtindo com a cara de Edward.

- Qualé, pai? – Edward reclamou – Vai me ajudar ou não?

- Dezesseis anos? – Alphonse repetiu, abobado. Por que só ele estava estranhando o que Edward acabara de falar?

- Eu iria ficar muito feliz se vocês se casassem, Edward – Trisha completou.

- Até a senhora, mãe? Não gosto de toda essa pressão – Edward fez bico – Além do mais, agora é a vez do Alphonse arranjar uma namorada – ele sorriu malignamente em uma clara tentativa de desviar a atenção para o irmão.

- Eu? – Alphonse piscou duas vezes – Ah, você sabe que eu estou com uma garota agora... – falar disso na frente dos pais, de certa forma, deixou-o um pouco envergonhado.

- Espera aí – Edward gritou de maneira escandalosa – Nem eu sei dessa história! Que garota é essa, Alphonse? Você está namorando alguma das meninas da sua sala? É a Catherine ou a Ana? Eu sei que a Catherine sempre teve uma quedinha por você. Não me diga que é a Lum...

- Você sabe que é a Akame, Ed – Alphonse o interrompeu – Se bem que eu nunca pedi assim, formalmente, ela em namoro...

- Não conheço nenhuma Akame – Edward olhou desconfiado para ele – Você conhece de onde?

- Akame? – Hohenheim perguntou – Parece um nome estrangeiro.

- Ela não é daqui – Alphonse disse para os pais – Eu a conheci quando estava atravessando o deserto de Xing...

- Que mentira é essa, Alphonse? – Edward rebateu – Você nunca esteve em Xing.

Alphonse olhou para Edward, achando que ele estava brincando, mas Edward estava com o rosto muito sério. Alphonse sabia quando o irmão mentia e não parecia ser o caso. Agora ele estava em dúvida. Será que ele esteve mesmo em Xing ou foi só imaginação mesmo? E por que ele estava com a sensação de estar esquecendo algo muito importante?

- Quem é essa garota, filho? – Trisha o despertou de seus pensamentos – Nós conhecemos os pais dela?

- Ela deve ser estrangeira mesmo, Trisha – Hohenheim acenou para a esposa – Como é a aparência dela, Alphonse?

- Bom, ela é magra, tem pele clara e cabelos pretos compridos – Alphonse falou sem jeito – E os olhos dela são vermelhos como...

Alphonse parou de falar de repente porque iria dizer “duas pedras filosofais”. Por que estava pensando em pedras filosofais? Que diabos era isso? Lembrava-se de ter visto algo sobre isso em um dos livros do seu pai, porém sabia vagamente o que era.

- Olhos vermelhos? – Hohenheim repetiu – Então, ela é uma ishvaliana, não?

- Não – Alphonse respondeu – Ela não é de Ishval.

- Bom – Trisha lançou um olhar meio preocupado para o marido – Quando puder, convide-a para vir aqui em casa. Gostaríamos muito de conhecê-la.

- Sim – um sorriso debochado se espalhou pelo rosto de Edward – Gostaríamos de conhecer sua namorada imaginária.

Alphonse deu um longo suspiro e não falou mais nada durante a refeição. Estava confuso. Suas memórias pareciam embaralhadas. Será que ele havia sonhado que esteve em Xing e conheceu uma garota chamada Akame? E que sensação era aquela que estava esquecendo algo muito importante e que, de alguma forma, estava relacionado com a tal pedra filosofal?

- Ei, Al – Alphonse sentiu alguém bater na sua cabeça e olhou para trás. Edward havia alcançado ele quando Alphonse estava apenas caminhando na frente de casa – Vamos apostar uma corrida até o rio Rain?

- Ah, agora não, Ed. Não estou muito... – Alphonse nem terminou de falar e Edward saiu correndo na frente dele.

- O ÚLTIMO A CHEGAR É UM CABEÇA DE REPOLHO!!

- Ed!! – Alphonse correu atrás dele – Volta aqui! Eu não disse que concordava!! Volta aqui!!

Alphonse chegou à margem do rio, contudo não encontrou nenhum sinal de Edward. Olhou ao redor por alguns minutos, mas não viu ninguém. Ele já estava indo embora quando um par de mãos surgiu de detrás de um arbusto, puxando-o para trás ao mesmo tempo em que cobria sua boca para evitar que ele gritasse.

- Eu não vou te machucar – Akame fez sinal para que ele fizesse silêncio.

- Akame – Alphonse arregalou os olhos e a abraçou – Só faltava você para tudo ficar perfeito.

- Você se lembra de mim? – ela perguntou, espantada. Ficou tão surpreendida com a reação de Alphonse que nem retribuiu o abraço.

- Claro – ele respondeu, surpreso – Como eu iria me esquecer de você? Justo de você?

- Então, ainda temos uma chance – Akame disse mais para si mesmo do que para Alphonse.

- Senti tanto sua falta... – Alphonse se inclinou para beijar Akame.

Mas ela foi mais rápida e, no minuto seguinte, Alphonse mergulhava de cabeça no rio, espalhando uma grande quantidade de água.

- Que maluquice é essa, Akame?! – Alphonse levantou-se da água depois de se debater um pouco – Por que fez isso?!

- Estranho – Akame fez uma pose pensativa – Você não acordou.

- Eu estou bem acordado, Akame – Alphonse andou até a margem do rio, visivelmente irritado – Eu acabei de ser jogado dentro do rio, caso não tenha percebido.

- Você tem alguma coisa para resolver aqui? – ela perguntou, sem dar muita importância às suas queixas.

Antes que Alphonse pudesse responder, eles ouviram alguém se aproximando aos gritos.

- Alphonse – Edward berrou – Ah, aí está você... Quem é ela? – ele chegou perto de Akame, apertando os olhos – Hum, olhos vermelhos, heim? Você deve ser a Akame. Então, você existe mesmo! Meu nome é Edward Elric. Sou o irmão do Alphonse – e estendeu a mão para a garota com um largo sorriso.

Akame olhou, confusa, da mão de Edward para seu rosto sorridente. Não sabia se deveria cumprimentá-lo ou não.

- Você não deve entender o que eu falo – Edward concluiu e pegou a mão de Akame – Assim – ele dizia muito pausadamente – Você. Deve. Apertar. A mão. Das pessoas. Assim – e sacudiu o braço da garota com entusiasmo.

- Eu entendo o que você fala – Akame se soltou da mão de Edward com uma nota de impaciência, mas ele nem percebeu.

- Al – ele cochichou para o irmão. Parece que nem ouviu o que Akame acabou de falar – convida ela para comer lá em casa... Por que você está todo molhado?

- Resolvi me refrescar – Alphonse respondeu, com ironia.

- Com roupa e tudo? – Edward insistiu.

- Esqueci a roupa de banho.

- Não ligue para ele – Edward sorriu amarelo para Akame – Ele também sabe agir como uma pessoa normal. Então, quer almoçar lá em casa, Akame?

Se alguém convidasse Akame para comer, nesse momento ela já estaria até estudando cuidadosamente o cardápio. Mas ela não tinha tempo para isso agora.  Precisava tirar Alphonse dali o quanto antes. Mas, quando foi que Edward a convidara para almoçar? Poderia ser uma oportunidade única apesar de que, ela sabia, aquele não era o verdadeiro Edward.

- Só se for rápido – ela disse. Afinal, ainda não dispensava comida – Tenho que ir logo.

- Ótimo – Edward sorriu mais ainda – Vamos agora mesmo lá para casa. Siga-me – e deu meia-volta – Eu estive pensando que seria bom irmos todos para a festa do início da primavera, lá na cidade. Quer dizer, eu vou com a Winry, minha namorada, e você vai com o Alphonse. Você já foi em alguma festa aqui em Amestris? Você não é de Amestris mesmo, não é? – ele nem esperava Akame responder e já emendava com outra pergunta – Vou te explicar como são as festas por aqui. A primeira coisa que você precisa saber...

E Edward seguiu tagarelando animadamente na frente e nem percebia a conversa entre seu irmão e a garota estrangeira logo atrás dele.

- Precisamos ir embora antes que descubram que estou aqui – Akame sussurrou para Alphonse.

- Quem descubra o quê? – Alphonse perguntou, confuso.

- Essa realidade foi criada a partir das suas lembranças, Alphonse-sama – ela começou – E, depois de um tempo, ela começa a seguir uma direção independente. Mas ela não consegue se sustentar por si só por muito tempo e vai acabar entrando em colapso. Nós precisamos sair antes que isso aconteça.

- Não entendo o que você fala – ele suspirou.

- Até quando o senhor consegue lembrar? – Akame o olhou.

-Tem alguma coisa para eu lembrar? – Alphonse forçou um pouco a memória – Não consigo lembrar quando nos conhecemos, mas o resto está perfeitamente claro para mim. Apesar disso, sinto que estou esquecendo alguma coisa importante...

- As memórias do senhor já estão sendo alteradas – ela andava ao seu lado – Se envolver demais com os problemas dessa realidade é a maneira mais rápida de se esquecer de onde veio.

- Não consigo entender uma palavra do que você diz – Alphonse suspirou – E pare de me chamar de senhor. Eu me sinto um velho quando você me chama assim. Não sou tão mais velho que você, não é? Um ou dois anos no máximo.

Akame encolheu os ombros.

- Um ano mesmo? – ele insistiu – Quantos anos você tem, Akame?

- Deve ser um ano de diferença – ela encolheu os ombros de novo.

- Isso fui eu quem disse – Alphonse arregalou os olhos para ela – Você não sabe quantos anos você tem, Akame?!

Poderia ser absurdo para Alphonse, mas não era incomum encontrar crianças treinadas para serem assassinas do Império que sequer sabiam a própria idade. A maioria era formada por crianças abandonadas ou órfãos sem registro que viviam de fugir das cidades invadidas durante a guerra. E, geralmente, as crianças assassinas não viviam muito. Então, para quê se preocupar com isso?

- Quando é seu aniversário, Akame? – Alphonse a encarou.

- Hum, vinte... e... seis... de abril – e disse as duas últimas palavras rápido demais.

- Você não faz a mínima ideia de quando é seu aniversário, não é?

Akame deu de ombros novamente. Aquela informação era irrelevante.

- ... e, dessa vez, ele se arrependeu feio por duvidar de mim... – Edward continuava com seu discurso, totalmente alheio ao que acontecia entre Akame e Alphonse – Olha, a mãe e o pai estão bem ali.

Hohenheim e Trisha estavam na frente de casa e acenaram para os dois filhos quando os viram se aproximando da entrada.

- Quem é a bela moça, meninos? – Hohenheim perguntou com um sorriso.

- Essa é a Akame, pai – Edward lançou uma piscadela marota para Hohenheim.

- Hajimemashite – Akame se curvou para os dois Elric mais velhos - Yoroshiku onegai shimasu.

Edward e Trisha fizeram caretas engraçadas, mas Hohenheim se curvou também.

- Hajimemashite – ele respondeu – Ogenki desu ka?

- Genki desu – Akame se levantou com um meio sorriso - Doumo arigatou gozaimasu.

- Ela entende nossa língua? – Trisha olhava de um para o outro, um pouco confusa.

- Entendo, sim – Akame disse – Gomennasai – e se curvou novamente – Foi força do hábito.

- Quando eu disse para trazê-la aqui – Trisha cochichou com o filho mais novo – não precisava ser tão rápido, Alphonse.

- O Al convidou a Akame para vir almoçar aqui com a gente – Edward acrescentou, animadamente – O almoço já está pronto, não é?

- Esperem só um pouco e estará tudo pronto... – Trisha acenou para dentro de casa – Alphonse, por que você está todo molhado?

- Caí no rio – falou, desanimado.

- Vá se trocar antes que pegue um resfriado – Trisha virou-se para a convidada – Vamos entrar?

Akame ficou um pouco nervosa porque não sabia se relacionar muito bem. Trisha e Hohenheim eram estranhos para ela e o único que ela conhecia mais ou menos era Edward, já que Alphonse havia saído para se trocar. E Edward estava bem estranho. Como se ele já não fosse.

- Perdoem o incômodo – ela disse, envergonhada.

- Incômodo nenhum. Nós gostamos da casa cheia. Então – Hohenheim sorriu, depois dele, Edward e Akame terem se sentado à mesa da cozinha – o que uma garota faz tão longe de casa?

- Viajando a negócios – respondeu, simplesmente. E não era totalmente mentira.

- Negócios? – Hohenheim assumiu uma expressão divertida – Na sua idade?

- Deixa a garota, querido – Trisha apareceu, sorrindo, atrás do marido – Desculpe. É que ele é sempre curioso demais com a vida dos outros.

- Está me chamando de fofoqueiro? – perguntou, rindo.

- Depois eu é que sou o intrometido – Edward resmungou enquanto dava uma grande dentada em uma maçã.

- Ora, seu moleque desaforado – Hohenheim não parecia bravo com Edward. Muito pelo contrário – O que A-chan vai pensar de mim vendo você falando desse jeito?

Akame levantou uma sobrancelha. Hohenheim estava falando mesmo dela com aquele nível de intimidade?

- A verdade, ué – Edward rebateu – Que você é um velho enxerido.

- Ai, ai. Onde ele aprendeu esses modos? – Hohenheim suspirou – Você escolheu o irmão certo, A-chan. Coitada da Winry.

- Ei! Não coloque a Winry no meio da conversa – Edward se arrepiou todo como um gato assustado.

- Parem com isso, vocês dois – Trisha continuava sorrindo – Vocês vão acabar assustando a nossa convidada.

- Tudo bem – Akame retribuiu o sorriso – Eu vejo que é uma família muito animada.

- E nós adoraríamos conhecer sua família – Trisha envolveu o pescoço de Hohenheim com os braços, por trás da cadeira – Diga a sua mãe que ela pode vir qualquer dia desses nos visitar.

- Ah... é que... – Akame suspirou antes de terminar – eu não tenho mãe, senhora.

- Entendo... – o sorriso de Trisha minguou um pouco, mas ela se recuperou rápido – Pode me ajudar a colocar as coisas na mesa, A-chan? Venha você também, Edward.

Edward foi resmungando, mas Akame foi de boa vontade. Trisha lhe tratava com muita delicadeza e agora Akame estava começando a entender porque os irmãos Elric haviam arriscado as próprias vidas para ressuscitá-la.

- Querido, vamos comer agora – Trisha chamou depois de já terem arrumado tudo. Alphonse já havia voltado e também sentara à mesa – Deixe para ler mais tarde.

- Está bem – Hohenheim jogou o jornal para o lado – Só estou um pouco preocupado...

- Outra vez aqueles guerrilheiros de Ishval? – Edward perguntou.

- Atacaram outra cidade bem próxima daqui – Hohenheim juntou as mãos sobre a mesa, sério – A situação já saiu completamente do controle. Só o exército que não vê isso.

- Algum risco de chegarem aqui? – Trisha sentou ao lado dele.

- Não sei – Hohenheim suspirou – Mas não duvido nada que eles matem ainda mais gente inocente. Depois de tudo que aconteceu, os ishvalianos até têm certa legitimidade para agir em nome de vingança...

- Papo furado – Edward o interrompeu – Não existe legitimidade nenhuma numa vingança que envolva pessoas inocentes. O que deve levar uma pessoa a agir dessa forma tão irracional...?

- Talvez, porque as pessoas não gostem de ser exterminadas.

Imediatamente, todos se calaram e arregalaram os olhos. Não somente porque quem havia dito isso foi Akame, que parecia estar alheia à conversa, como também por causa do peso que essas palavras carregavam.

- A... Akame? – Alphonse chamou baixinho.

- O que você quer dizer com isso? – Edward perguntou, desconfiado.

- Ela tem razão, Edward – Hohenheim suspirou – Passaram sete anos e a guerra de Ishval não poderia ser chamada de outra coisa, a não ser de massacre. Quase exterminaram um povo inteiro. E os poucos sobreviventes agora fazem esses ataques terroristas.

- Sete anos? – Alphonse perguntou – A guerra não acabou em 1908?

- Sim, sete anos. Por que o espanto? – Edward respondeu – Mas, enfim, eu ainda não concordo com isso. Nada justifica uma atitude dessas. Guerras só levam a mais guerras. Vejam só – ele apontou para uma foto do jornal onde era possível ver o mapa de Amestris – Nossa professora nos contou que, em 1558, ocorreu uma guerra em Riviere – indicou um pontinho no topo do mapa – depois, a Guerra Civil de Cameron, em 1661 – e desceu o dedo para um ponto perto do pontinho que representava Ishval – em 1835, uma guerra próxima a Cidade do Sul. E, mais recentemente, no ano passado, houve uma revolta em Liore. Isso sem contar dos incidentes em Pendleton, Wellsley, Fotset e Briggs, resultando em várias mortes desnecessárias. Ou seja, isso tudo só levou a um círculo sem fim de caos e guerras. Não é, pai?

Hohenheim não respondeu. Ele levantou de súbito da mesa sem dizer nada e ficou parado por alguns segundos, com um semblante carregado.

- Querido? – Trisha tinha um tom de preocupação na voz.

- Lembrei-me de uma coisa – Hohenheim forçou um sorriso – Preciso resolver algo urgente. Podem continuar sem mim. Com licença – e fez uma breve reverência com a cabeça antes de sair – Meninos. A-chan.

- Que coisa doida, não é, Alphonse? – Edward cochichou para o irmão – O que deu nele?

Mas Alphonse não estava escutando. Principalmente, porque ele havia acabado de lembrar o que era tão importante que ele não poderia esquecer.


Notas Finais


Glossário (porque eu gosto de complicar as coisas):

Hajimemashite - Esta frase pode ser interpretada como "prazer em conhecer".
Yoroshiku onegai shimasu - uma maneira bem formal e nada econômica nas palavras para dizer "Eu quero ser simpático consigo, por isso por favor seja simpático comigo também". Em geral, é para ser usado com superiores ou figuras de autoridade, acho.
Ogenki desu ka? - "Como você está?" ou algo parecido.
Genki desu - "Estou bem" (ah, vá)
Doumo arigatou gozaimasu - "Obrigada, senhor"
Gomennasai - "Desculpe"

Eu acho que não esqueci nada dessa vez. Avisem se faltar alguma coisa.
Até mais.


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