História A Babá - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Emma Swan, Regina Mills, Swanqueen
Exibições 343
Palavras 1.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Quando voltar do almoço respondo os comentários anteriores, bjxxxxxx. Não me odeiem.

Capítulo 12 - Capítulo 12


POV REGINA

Dois meses se passaram, Ingrid me deixou a par de tudo que acontecia. Recebi a visita de uma assistente social algumas vezes em minha casa, umas duas ela encontrou Henry com a professora, isso não era bom. Mas quando a recebi foi bom, conversamos mostrei a ela que tinha condições de ter meu filho comigo e mais ainda o quanto ele estava apegado a mim.

Henry a cada dia se mostrava mais carinhoso comigo, antes ele não tentava, mas agora mesmo quando eu estava insuportável, ele estava lá tagarelando. Acostumei-me a isso, busquei coloca-lo a frente de meu trabalho, finalmente.

Ingrid quis me matar quando contei a ela sobre Emma.

— Se fosse eu, eu teria ido até no inferno atrás dela. Ela fez um milagre em sua vida! – Falou quando a vi na segunda-feira.

— Não posso Ingrid, ela escreveu “eu segui a vida”, na carta e ai eu apareço com a maior cara de pau? Já me arrependi de ter mandado a carta. – Falei um tanto chateada, aquela carta me destruiu de todas as formas.

— Não é com cara de pau que você apareceria e sim com a cara de apaixonada que a vi em sua sala, há um tempo. Eu sei que ainda gosta dela, Regina.

— Sinto tanto saudade, me sinto ridícula por isso. Mas enfim, além da carta, ela me mandou isso. – Peguei as fotos que haviam vindo junto.

— Robin é um tremendo ordinário. – Ingrid falou olhando as fotos.

— Nós podemos usar isso, Ingrid? Na audiência. – Perguntei quase em desespero.

— Pouco provável, pois não foram tiradas com autorização e estou preocupada. Estava lendo os papeis e vi que Robin tem uma testemunha nisso, alguém que sustente os fatos apresentados por ele. – Falou com a expressão séria.

— Quem?

— Não tenho conhecimento, Regina, você tem que estar preparada para ir nessa audiência e pelo amor de Deus não se descontrolar.

— Eu sei. Mas não posso perder ele, Ingrid, de jeito nenhum. – Só de pensar na possibilidade um nó se fechava em minha garganta.

Esse foi nosso último contato até o dia chegar. Fui sincera com Henry, expliquei a situação, o pequeno era inteligente, porém grudou em mim quando disse que havia a possibilidade de Robin ter a guarda dele.

— A senhora não pode me deixar com ele pra sempre, eu não quero viver com outra mulher. – Falou com os olhos marejados e partiu meu coração em tantos pedacinhos.

— Vai dar tudo certo, confia na mamãe tudo bem? – Falei dando um beijo em sua bochecha.

Arrumei-me, estava completamente nervosa, não parava de alisar uma mão na outra e fazia anos que eu havia perdido essa mania feia. “Vai dar tudo certo”, pensava constantemente, tentando me convencer disso. Lembrei-me de Emma dizendo que era para eu confiar nela, que merda eu confiei e agora estava sozinha nessa.

— Obrigada, Swan! – Falei trancando minha casa. – Obrigada por não estar aqui. – A chateação falou mais alto.

Encontrei Ingrid, ela me instruiu sobre o que dizer, como me portar e cansou de me dizer para manter a calma em todo o momento. Chegamos ao local da audiência e encontramos Robin, a mulher, o filho e o advogado nos esperando.

— Cadê o garoto? – Perguntou e vi a ansiedade em sua voz.

— Não o sujeitaria a isso. – Respondi curta e grossa.

— Mantenham a calma. – Ingrid repreendeu-me.

Fomos chamados. Apenas Robin, Ingrid, o advogado e eu. A audiência iniciou-se, uma mulher falou sobre a ação aberta por Robin, fiquei tranquila até ela dizer os motivos para tal ação: falta de atenção à criança, falta de cuidados básicos, mais atenção ao serviço que as necessidades da criança. Meu sangue ferveu, eu poderia ter deixado a desejar no ponto da atenção, porém Henry tinha os melhores cuidados do mundo. Além de tudo, ele queria a guarda unilateral.

— Eu vou matar esse filho da puta. – Murmurei e Ingrid apertou meu pulso me fazendo calar.

Tive que me segurar nos dez minutos ouvindo aquela mulher dizer absurdos sobre absurdos até o momento em que o juiz ganhou a voz e passou a falar.

— Vocês não têm condições de acordarem a guarda sem a necessidade da uma decisão judicial? – Perguntou nos olhando.

— Ele tem outra família!

— Ela vive de serviço! – Falamos juntos.

— Sendo assim, nesse momento passamos a analisar os dados descritos pela assistente social, os fatos falados por vocês aqui e uma testemunha caso tenham. As fotos apresentadas pela advogada Ingrid estão fora de cogitação, devido à falta de autorização. – Terminou e Ingrid respirou fundo. Era impossível eu ganhar sem aquelas fotos.

— Desde quando terminamos ela me proíbe de ver meu filho e pior desde quando me casei com ela, ela vive de trabalho e não da atenção necessária ao garoto! – Robin disse ao ganhar a palavra.

— Falou quem ficava 15 dias fora de casa e por quê? Sustentando a outra família. Esse homem foi infiel, sumia por dias e enquanto ele não estava lá quem cuidava do garoto, era eu! – Retruquei suas palavras.

— Mantenham a voz baixa. – O juiz advertiu.

— Eu tenho passado muito tempo em casa agora, posso dar atenção integral ao menino e ele precisa disso, é muito carente, é criança, precisa de orientações nesse período da vida. – Robin continuou.

— Temos uma testemunha a apresentar que pode comprovar que Regina Mills foi ausente. – O advogado se pronunciou. O juiz assentiu e ela entrou. Meu coração parou quando vi a figura entrando naquela sala.

Minha recepcionista.

O juiz conversou com ela sobre a veracidade de tudo que ela diria e então começou, mantendo o olhar fixo no meu.

— A Regina é ótima prefeita, ótima mesmo! Esse é o problema, ela chega antes de mim à prefeitura e sai depois de todos. Raramente vi o rosto do garoto por ali. E nos últimos meses ela contratou uma baba para cuidar dele, a menina é completamente inconsequente, aparecia na prefeitura em horários inadequados, era muito sem educação comigo. Se ela era grossa comigo o que fazia com o menino quando não havia ninguém vendo? Sem contar que presenciei Regina chamando atenção do menino como se ele fosse um adulto, se eu tivesse um filho, jamais faria tal coisa. Ela tem condições de comandar uma cidade, não de cuidar de uma criança. – Falou palavra a palavra me olhando, meu coração ficava pequeno a cada palavra, mesmo sendo mentiras, era a minha palavra contra a de Robin e a dela.

Um desespero me tomou, meus olhos lacrimejaram, vi as pequenas chances de conseguir a guarde escorrerem feito areia por meus dedos.

— A Sra. Ingrid tem alguma testemunha a apresentar? – O juiz perguntou.

— Peço que me dê alguns minutos por gentileza. – Falou e o juiz assentiu. Adiando por mais 15 minutos.

Não quis ficar no salão olhando a cara de satisfação de Robin, permaneci no corredor, sozinha com meus pensamentos e uma lágrima que eu finalmente deixei descer. A garota que trabalha comigo passou e segurei seu braço.

— Por quê? – Perguntei secando a lagrima.

— Porque eu trabalho há muitos anos para você Srta. Mills, fiz de tudo para me notar e do nada aparece uma loira aguada e te ganha de um jeito que nem sei! Não é justo, eu sempre estive ali, sempre quis um mínimo de atenção e mal ganhava um bom dia ou tchau.

— Você é louca! É a guarda do meu filho que está em jogo. – Falei quase louca. – Isso sim não é justo.

— A vida não é justa, não é mesmo?

 



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