História A Babá - Capítulo 13


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Emma Swan, Regina Mills, Swanqueen
Exibições 508
Palavras 1.891
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Capítulo 13


POV EMMA

Depois da briga com Regina eu precisava conversar com alguém e estava sozinha naquele lugar. Joguei-me em minha cama sentindo lágrimas descerem de meu rosto, pois aqueles instantes em frente a sua casa fechou outro ciclo em minha vida, não queria desfazer disso. Não queria ficar longe de Henry, nem dela. Mas desde pequena alguém me ensinou a hora de não bater na mesma tecla.

— Mãe? – Falei ao ouvir sua voz no telefone.

— Emma quanto tempo.. – Ela disse com a voz calma de sempre e de fato fazia um bom tempo que eu não dava noticia.

— Está tudo bem ai?

— Sim Emma e com você?

Conversei com ela e falei sobre os últimos meses, demos risadas juntas, contei de Regina e de Henry, isso a deixou preocupada de verdade.

— Sua sinceridade nunca vai ser normal pra mim. – Falou assim quem contei tudo de forma nua e crua.

— Mãe..

— Emma vem pra cá. Olha você tem uma chance de emprego em um lugar bom, essa mulher e o filho precisam seguir juntos, precisam se encontrar, mas enquanto estiver ai, isso vai ser impossível. Vem, caso a dor seja grande demais, você volta.

Não foi fácil. Desistir é fácil? Não, você precisa de coragem para manter uma coisa e mais coragem ainda para desistir dela. Como admitir para mim mesma que se eu ficasse eu prejudicaria os dois? Ou que se alguém nos visse juntas poderia usar isso contra Regina na audiência de guarda do menino? Como admitir que me coração era completamente dela, mas não podíamos insistir nisso? Como? Covarde ou corajosa, não importa, doeu.

O caminho de volta para minha foi doloroso por vários motivos, deixar essas pessoas pra atrás e encarar as pessoas que ficaram antes delas.

Minha mãe me recebeu com a animação de sempre, preparou meu quarto e muita comida.

— Você queria me convencer a ficar, né? – Falei ao ver os pratos na mesa.

— Claro, te conheço bem. – Falou quando me viu pegando um pouco de tudo.

Comi e conversamos um pouco mais sobre a vida. Ela nunca foi sutil com nada e entrou no assunto de Regina de uma hora para outra. Tentei conter as lágrimas, mas estava tão magoada que nem me importei.

— Você nunca ficou assim por ninguém, Emma. – Falou me analisando.

— É uma droga, eu tentei ajudar eles. Eles só precisavam se encontrar..

— Talvez você tenha conseguido isso, Emma.

— Eu não sei mãe, ela tem chance de perder o menino. Imagina se a senhora me perdesse quando criança? Não sei como deve ser isso, mas com certeza é algo bem próximo do devastador. Nós nos dávamos bem..

— Quem não se dá bem com você, né? – Perguntou piscando para mim e ri.

Fui atrás do serviço e ganhei a confiança da diretora na primeira conversa. Ele era muito simpática e foi tão paciente me explicando tudo. Em todo o tempo procurei encher minha cabeça com assuntos do momento, qualquer coisa que não fosse Regina e Henry. Mas quando chegava a noite a saudade apertava de modo doloroso. Sem contar as inúmeras vezes que eu sonhei com eles.

Acordei com os olhos marejados por dias, até passar. Não que o sentimento tenha acabado, mas dizem o que tempo ameniza a dor, encontra lugares para ela e a guarda, ou que nos acostumamos a ela, até não sentir nada, uma dessas coisas aconteceu. Fiquei relativamente bem e estava acostumando com as pessoas e lugares novamente. Até receber o envelope em meu nome.

Enrolei para abrir. Primeiro vi a rescisão e o dinheiro. Eu não teria me importado se ela tivesse mandado apenas o dinheiro da rescisão, mas ela mandou a mais e a odiei por alguns segundos, o que estava pensando que eu era? Junto havia um papel dobrado, uma carta. Pensei em não ler, porque sabia que qualquer coisa vinda dela seria uma facada. Mas a curiosidade falou mais alto.

“Você foi embora.

Eu cresci com meu pai, unicamente com ele. Minha mãe trabalhou demais, apareceu mais em minha vida depois que eu já estava grande, quando eu não queria mais. Quando engravidei de Henry foi um choque, eu não estava preparada, mas não podia fugir. Fui eu quem criei essas barreiras, porque no fundo eu acreditava ser igual minha mãe, isso não é desculpa, ou talvez seja exatamente minha desculpa por todos esses anos de negligência.

Eu não deveria estar escrevendo, o que estou fazendo ou o que nós fazemos? Nunca me senti assim Emma, nunca senti esses sentimentos tão intensos, esses desejos tão fortes e essa saudade tão devastadora. É uma droga estar assim, sou adulta, mas pareço uma adolescente perdida.

Você queria me aproximar de Henry e você conseguiu, demorei, mas hoje eu o vejo como meu filho. Ele é tão sensível, né? E tão animado, não consigo ter o pique dele, mas eu disfarço bem. Obrigada por isso, por ter estado aqui, por ter me aberto os olhos, por ter brigado comigo para que eu finalmente conseguisse ver.

Sobre nós, ninguém nunca vai saber tudo. Ninguém, nem mesma você, vai saber o impacto teve em minha vida. Queria ter estruturas para te falar tudo, mas não consigo e acredito que você também não. E essas palavras não estão suspensas no ar, pois ambas sabemos quais seriam e o peso que teriam caso fossem ditas.

Então, o que posso te dizer é isso, obrigada.

Henry sente saudades e eu também. Torça por mim, não posso perde-lo também, não vou suportar.

Regina Mills.”

As lágrimas desceram de modo livre, a cada palavra eu ficava mais arrasada, mais na merda, dizendo a verdade clara. Eu achava que estava bem, mero engano, mera ilusão. Tive vontade de matar Regina, ela não tinha o direito de fazer isso.

Ela foi aquela sombra que aparece quando finalmente você resolve seguir em frente de modo firme, pois passado alguns dias, Ingrid me visitou.

— Emma, né? – Perguntou me acompanhando na saída da escola.

— Você é? – Perguntei não me lembrando do rosto dela no momento.

— A advogada, lembra? Regina não quis me dividir você e a deixou ir, que ironia. – Falou e arqueei as sobrancelhas.

— Ela te mandou aqui?

— Não. Mas estou aqui por ela. Ela não tem chances de conseguir a guarda do garoto, muitos anos de experiência me permitem dizer isso com toda certeza. As fotos que você mandou ajudariam muito, se tivessem autorização judicial, mão tem e Robin tem uma testemunha. Você precisa ajuda-la.

— Não há algo que eu possa fazer.. – Falei com um nó se fechando em minha garganta.

— Você pode ir lá e testemunhar a favor dela, é uma chance pequena, mas pode dar certo. Faça isso por ela, garota. – Falou e saiu andando me deixando para trás.

— Eu não posso encará-la. – Gritei com uma lágrima descendo de meu rosto. Eu não consigo.

POV REGINA

Os minutos se passaram, a menina sumiu da minha frente. Se eu estivesse na rua, eu juro que teria acertado um soco bem no meio daquela cara de sonsa daquela garota. Dei a oportunidade para ela a pedida mãe, nunca fui muito simpática, mas nunca fui a pior pessoa do mundo também e ela faz isso? O ódio que sentia no momento era mortal, tanto que não me permitiu chorar.

— Acho que sabemos que leva essa né? – Robin encostou-se ao meu lado.

— Você tem amor a vida? – Perguntei de modo calmo.

— Claro!

— Acho bom sair daqui, antes que eu arranque suas tripas com minhas unhas. Olha como estão grandes. – Falei mostrando a ele.

— Ameaças aqui? Meio perigoso, não? – Perguntou debochado.

— Se eu não tiver Henry, tanto faz. – Falei e dei as costas entrando na sala com Ingrid, que estava com uma expressão nervosa.

— Eu tentei, sinto muito. – Falou suspirando.

— O que?

— Nada.

O juiz voltou a falar, minhas mãos estavam suando. Estava dizendo algumas coisas que acredito serem obrigatórias. Minhas unhas batiam na mesa denunciando meu nervoso. Ingrid não parava de olhar para o celular.

Quando ele finalmente iria dar o veredito, ela o interrompeu.

— Eu peço desculpas. Mas ainda tenho uma testemunha e a decisão não foi dada. – Todos a olharam, inclusive eu. Como assim?

— Ok. – O juiz disse arrancando um pigarreio de Robin.

— A pessoa está atrasada, isso é desnecessário. – O advogado tentou.

— Mande entrar. – O juiz ignorou e falou a pessoa na porta.

Os segundos seguintes foram minimamente estranhos, quem poderia ser, afinal?

Meus olhos se arregalaram quando a vi entrar, tipo. Emma? Pensei em minha mente. Emma estava mesmo ali? Uma calça jeans, uma jaqueta vermelha e os cabelos soltos, meu coração quase saiu pela boca.

— Desculpe o atraso. – Falou séria.

Ela se sentou ao meu lado, nossos olhares não se encontraram em nenhum momento, minha vontade sinceramente foi de chorar.

— Pode falar. – O juiz disse.

— Certo. – Ela disse e olhou para Robin, fazendo um movimento com a cabeça. – Eu sou A Babá, convivi com Regina e Henry nos últimos meses. Posso dizer com exatidão e sinceridade, ambos merecem pouco permanecer com o garoto, mas se for para ser um, tem que ser Regina. Quando cheguei a casa encontrei uma criança extremamente revoltada e carente. Tudo que ele precisava era isso, atenção e foi assim que ganhei a confiança dele e seu carinho. Mais curioso é que ele sempre me falou muito da mãe, sentia falta dela de fato, mas e o pai? Eu só soube de Robin, porque eu os vi no parque. O menino não fala sobre ele, e isso é um tanto estranho. Mas o pior nem é isso, Regina foi ausente sim, mas a ausência dela se reservava ao emprego, coisa que ela faz para dar tudo de melhor ao garoto. Enquanto ele estava ausente com outra família, não estou aqui para julgar caráter, mas o menino não merece isso. Quando Robin levou a mulher na casa de Regina, e eles brigaram, Henry me ligou desesperado e não esqueço a palavras deles “eu não quero ficar com outra mulher que não seja minha mãe”, ele pode ser criança, mas não é burro. Regina sempre deu tudo para ele, somos humanos, todos falhamos, ela teve suas razões para algumas negligencias e nenhum de nós está em condições de julgá-la. Ela é mãe, nos últimos dias se aproximou mais do garoto, está tentando concertar uma ausência de anos, mas está tentando. E no fim é isso que importa não é? Não desistir de quem ama, ela não desistiu de Henry. Robin foi até lá com a mulher e isso foi um desaforo e uma afronta à criança. E coloca-la para conviver em uma casa onde há duas pessoas que ela nunca conviveu? Ele é uma criança sensível e amável, já falei e repito, ele não merece isso. Ouçam, não estou exaltando as qualidades dela, estou expondo fatos que eu presenciei que indicam com quem o menino deve permanecer para continuar a ter uma vida equilibrada, sadia e até divertida.

Ela falou com total firmeza olhando para o juiz, tantas lágrimas desceram a cada palavra, meu coração se encheu de esperança a cada uma delas. E como disse, não estava me fazendo como a mãe perfeita, mas apresentou motivos bons e sustentáveis para Robin não conseguir. Após suas palavras, Ingrid sorriu, Robin e seu advogado estavam faltando soltar fogo pelos ouvidos.

Todos olhamos o juiz e longos cinco minutos de silêncio estavam me matando.

— A mãe fica com a guarda unilateral de Henry Mills.



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