História A Babá - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Mentiras, Narusaku, Naruto, Psicológico, Sasusaku, Suspense, Traição
Visualizações 61
Palavras 2.967
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpe a demora, são as aulas. Realmente, não tenho muito tempo por causa dos estudo e tudo mais, todavia, vou tentar postar o próximo o mais breve possível.

Boa leitura!

Capítulo 5 - Sempre foi feliz


Fanfic / Fanfiction A Babá - Capítulo 5 - Sempre foi feliz

 

Quinto: Sempre foi feliz

§

Estou sentada no bacão da cozinha, bebendo chocolate quente, quando meu celular vibra. Respiro fundo e me movo para pegar o aparelho e responder a mensagem. É meia noite e vinte, eu estou irritada com Naruto pois ele ainda não chegou. E é ele quem está tentando se comunicar comigo pelo celular, não servindo nem para ligar. Ele diz que teve de ficar corrigindo algumas redações, por isso chegará tarde em casa. Também pediu para eu não esperá-lo. 
Suspiro. O ar entra-me pesadamente pela boca, secando meus lábios e língua. Beberico o chocolate outra vez, olhando para as costelas com barbecue na travessa de cerâmica. Absorta em pensamentos, penso, por várias vezes, em pegar um pedaço da carne, mas não tenho coragem. As duas taças de cristal estão devidamente posicionadas ao lado do pratos. 
É inútil. Naruto não vai jantar comigo uma hora da manhã. Nosso relacionamento anda conturbado e eu quero consertar isso; é o que estou tentado fazer neste exato momento. Entretanto, quando eu resolvo me aproximar mais, ele se afasta; também é o que está acontecendo agora. Talvez não tenhamos mais salvação, o nosso destino é quebrar essa união pouco estável. Com isso, meus olhos se marejam e o caminho que eu estou fazendo até a geladeira se torna turvo. Pisco alguma vezes, as lágrimas escorrem. Guardo a travessa dentro da geladeira e penso em deixar um bilhete, mas estou um pouco irritada para isso. 
Vou até o meu quarto e resolvo dormir, não quero olhar para a cara de Naruto quando ele chegar. Sei que ele vai deitar ao meu lado e me abraçar por trás, mas não desejo sentir seu corpo colidindo-se com o meu. Não nesta noite. Então Sasuke me vem a mente no momento em que eu fecho os olhos. Seu sorriso caloroso e perfeito direcionado à mim e ao seu filho. Os olhos profundos são hipnotizantes. Mas é errado, extremamente errado. Então eu durmo. 

 

§

De manhã, ouço meu celular tocar; é o alarme das cinco e meia. Olho para trás e vejo que Naruto está dormindo; os cabelos louros jogados na cara de forma desleixada. Sorrio quase imperceptivelmente ao olhá-lo tão serenamente, apenas iluminado pelos flashes de luz que ultrapassam a janela semiaberta. Tenho que me trocar, senão ficarei atrasada. Me levanto da cama, pisando no chão gelado e logo correndo até as pantufas; mesmo de meia, meus pés pareciam envoltos por um cubo de gelo. Enquanto escovo os dentes e escolho uma roupa decente ao mesmo tempo, posso escutar a vibração do meu celular em cima da penteadeira; é uma ligação. E eu não podia atender, havia pasta dental na minha boca. Mas, ao pegar o aparelho, vejo que se trata de Karin, e também percebo que ela já ligara outras cinco vezes para mim. Amontoo a pasta para um lado e ajudo com a escova, clicando no botão verde no visor. 
— Karin? — chamo-a; a respiração descompassada abafada do outro lado.
— S-Sakura... v-você pode vir aqui em casa? — ela diz, sua voz está chorosa e alguns soluços são audíveis. — A-aconteceu uma... coisa. 
Eu não sei o que dizer. Tenho que cuidar de Usui, mas ao julgar pelo embargamento na fala de minha amiga, sei que ela está sofrendo. Penso em ligar para Chiyo, mas me detenho, afinal, é uma senhora de sessenta anos e seria crueldade pedir para que ela tomasse conta do menino por um dia inteiro. 
— O que houve?
— Sakura, por favor, venha para cá o mais rápido possível, e traga Naruto. 
Os apitos do telefone começam; jogo o aparelho na cama, acertando o pé de meu namorado. Ele acorda meio grogue de sono, mas eu logo digo:
— Levante, nós temos que ir para a casa da sua mãe agora.
Ele me observa um uma fração de segundos, parecendo inerte. Então questiona:
— Por quê? Aconteceu alguma coisa?
— É o que eu queria saber. Karin me ligou, ela estava chorando. 
— Deve ser mais uma decepção amorosa dela. Não ligue para essas coisas, Sakura.
Sinto meu coração se apertar. Como ele podia falar assim da própria irmã?
— Ela nos chamou, e nós vamos — digo, determinada. 
— Certo, certo. Depois não reclame se for demitida. 
— Estou te esperando na sala — afirmo, secamente, para depois ir embora. Pego meu celular e resolvo ligar para Sasuke. — Alô, senhor Uchiha? 
Sakura? — sua voz sustenta uma rouquidão incomum, logo noto de ele deveria estar dormindo. Minhas bochechas coram e eu penso brevemente e pedir desculpas. — O que foi? 
— Ah... bem... eu posso chegar aí às sete? Aconteceram alguns imprevistos...
— Tudo bem, hoje vou deixar passar. Mas, por favor, não faça mais isso. 
Abro um sorriso satisfeito e assinto, agradecendo. 
— A propósito... me desculpe por acordá-lo.
— Não há problema, depois me diga o que aconteceu. Até mais!
E, antes que eu o respondesse, ouço os apitos do celular. Dou de ombros e guardo-o no bolso, esperando, pacientemente, meu namorado aparecer. Fico pensando na voz de Karin por trás da linha, ela parecia arrasada. Logo imagino que uma tragédia poderia ter acontecido, e o que Naruto disse antes começa a fazer algum sentido: ela gostava de Suigetso, pode ser algo com ele. 
— Vamos, Sakura. — O louro aparece bem arrumado, segurando uma pasta preta na mão direita. — Não quero me atrasar no trabalho. 
— Estou indo. 
Me levanto com cautela, vendo o acolchoado do sofá se estufar outra vez. Olho para a mesa de centro e, novamente, vejo o envelope branco ali. Então saio da minha casa na companhia de Naruto. 

 

§

Estou no quarto de Kushina, em pé, ao lado de minha melhor amiga. Meus olhos estão marejados, eu vejo Karin caída no chão, as lágrimas caindo no assoalho. Naruto e Minato não estão no quarto, preferiram ficar na sala, esperando os policiais. A ruiva ao meu lado grita e espalma as mãos na madeira, está fora de si. Penso em confortá-la, mas sei que será em vão. 
— Karin... vamos sair daqui — digo, a imagem à nossa frente é muito forte. — Não é bom ficar olhando para isso. 
Ela levanta a cabeça e eu noto o quão inchado e vermelho seu rosto está. Também sinto lágrimas quentes escorrendo por minhas bochechas geladas. 
Isso é a minha mãe — ela argumenta, entre soluços. — Vou olhá-la até o fim. Pode sair, se for muito forte para você aguentar. 
Permaneço em silêncio e ela volta a chorar. O corpo à frente da janela circular, balançando para um lado e para o outro enquanto é amarrado por uma corda de sisal no pescoço. A pele está pálida e, provavelmente, gélida; morta. As veias azuladas em seus pés descalços e flutuantes são perceptíveis; o cabelo vermelho e desgrenhado cobrindo o rosto. Abaixo de si, um banquinho pequeno de madeira tombado no chão. 
Lembro dos sorriso calorosos daquela mulher, dos abraços apertados e acolhedores que ela já me deu. Um tipo de flashback toma minha mente, mostrando cada momento que tivemos juntas. De quando ela disse que gostava de mim e me trataria como filha, ou então do momento em que agradeceu-me por amar seu filho. Agora, sinto uma falta absurda de ouvir o Jazz irritante e vê-la dançar animadamente pela casa. Sinto falta do café forte que Kushina fazia para todos. Sinto falta da alegria contagiante que aquela mulher transmita. Portanto, me arrependo veemente por não ter deixado Naruto aproveitar o máximo que podia. 
Ela está enforcada, bem na minha frente; seu corpo balança e meu coração se aperta. 
Então saio daquele quarto. Karin tem razão, aquela imagem é muito forte para mim. Entro no primeiro banheiro da casa e tranco a porta, ajoelhando-me em frente à privada e despejando toda a minha repulsa ali dentro. Depois precisarei escovar os dentes por causa do vômito. A cada vez que lembro-me da imagem de Kushina, é um enjoo insuportável. 
— Sakura? — Naruto me chama, sua voz está falha e embargada. — Você está bem? 
— Na medida do possível. 
Há um curto intervalo de tempo antes de ele avisar:
— Os policiais chegaram. 
E, depois disso, nada a mais do que um súbito silêncio. Suspiro pesadamente e deixo o ar escapar por entre meus lábios trêmulos e sujos, sinto-me nojenta. Jogo meu peso em cima da pia de mármore e lavo a boca, escovando os dentes com o dedo e a pasta dental. São quase sete horas, eu realmente preciso ir embora daqui. Imagino que seria uma tremenda falta de educação, mas meu emprego também é importante. Usui também é importante. Dou descarga umas duas vezes seguidas e olho para ver se não ficou nenhum resquício de vômito na privada.
Portanto, abro a porta do banheiro e vou até a sala, encontrando dois policiais devidamente vestidos, esbanjando um ar de confiança e determinação. Um deles é negro, seu cabelo é rente e a barba bem feita. Ele segura um papel enquanto conversa com Minato. O outro fala com Naruto, ele parece um pouco perdido, como se fosse novato no ramo. Desliza as mãos livres pelo cabelo castanho direto, como se fosse uma espécie de tique nervoso.
Não dá tempo de eu descer todos os degruas e cumprimentá-los lá embaixo, pois logo vejo os quatro homens subindo. Permaneço parada, Naruto toca o meu ombro enquanto os policiais acenam com a cabeça e passam por mim. Seguro a mão de meu namorado, instigando-o a dar uma certa atenção à mim.
— Eu tenho que ir trabalhar — digo, simplória. — Me desculpe por isso. 
Ele não diz nada, apenas anui e volta a subir degrau por degrau, batendo o pé para enfatizar seu aborrecimento. Então eu não faço absolutamente coisa alguma, permaneço fitando o sofá comprido abaixo de mim. 
Tenho que ir, ou serei demitida. Sei que, no momento, a opção mais plausível seria dar total apoio à minha melhor amiga e ao meu namorado, mas não posso fazer isso enquanto penso em Usui. Aqueles olhinhos azuis sempre me vem à mente, como se dissessem que eu deveria ir cuidá-lo. Como se precisassem de mim. 
E, com estes pensamentos, eu saio de lá e corro pelas ruas até a casa de Sasuke. É um pouco longe, mas eu não poderia pegar o carro de Naruto. As ruas não estão tão movimentadas, afinal, ainda é cedo. Meus pés estão doloridos, já andei bastante. Estou usando os tênis de corrida, mas, mesmo assim, eles chegam a machucar depois de muito tempo. Sinto uma vontade sentar-me no chão e regular a respiração ofegante, mas sei que já estou chegando. 
Cansada de tanto caminhar, afundo o dedo na campainha e percebo que já passa das sete horas da manhã. A porta se abre subitamente e eu me assusto ao ver o homem encarando-me com certa impetuosidade. Abaixo a cabeça e praguejo, deixando a palavra inaudível escapar-me por entre os lábios secos. É certo que ele está irritado por eu não ter chegado no horário certo, mas me detenho a dizer alguma coisa. Sasuke me leva até o sofá, e apenas eu sento. 
— Desculpe, senhor Uchiha — começo, quando, na verdade, o que quero dizer é: que diabo você está fazendo aqui? 
— Espero que tenha uma boa explicação para esse atraso — rebate. Seus braços estão cruzado e a postura, rígida. — Pode começar. 
— A mãe de meu namorado morreu. Nós fomos avisados essa manhã, tive que ir com ele até o local onde ela se enforcara. 
Percebo uma faísca de pena por trás das chamas de surpresa dentro dos olhos do Uchiha. Então, à partir deste momento, já sei que vou ser perdoada. Minhas mãos estão geladas e entre minhas pernas, fazendo-me adquirir uma postura frágil, o que certamente abala seu coração. Porém, ainda assim, Sasuke permanece — ou tenta permanecer — irritado. Ele faz jus à posição de machão sem escrúpulos ou chefe chato. Eu sei que preciso parecer mais abalada e, com isso, perfurar seu coração com um sentimento penoso. 
Uma ideia brevemente sadista me surge, então logo a obedeço. Agora, meus dentes estão fincados na bochecha enquanto eu olho para os próprios pés e sinto meus olhos marejarem por causa da dor. Lágrimas escorrem e eu finalmente passo a encarar Sasuke, que suspira e se senta no sofá. Seu joelho quase encosta-se no meu. 
— Tudo bem, não tem problema — ele enxuga-me as lágrimas e eu tento não reagir de uma forma tão esquisita ao seu toque. — Não chore, por favor. 
Eu assinto e ele sorri minimamente. Percebo o ponto fraco de Sasuke Uchiha: o choro das mulheres. 
— Eu estou bem, vou cuidar de Usui. Ele já acordou? — indago. 
Sasuke balança a cabeça afirmativamente e eu me levanto, passando as mãos pelo rosto que eu tenho quase certeza de que está corado. Ouço um barulho vindo da cozinha e então meus instintos falam mais alto; disparo até o local. E, quando chego, vejo que Usui acabara de derrubar uma lata de achocolatado. O pó espalhado pelo piso claro. 
— Desculpe, Sakura — ele morde o lábio ao murmurar, envergonhado. — Eu até limparia, mas... 
— Sem problemas! — exclamo, interrompendo-o. Não queria ouvir que ele não era capaz de sair daquela cadeira de rodas para limpar o azulejo. — Vou limpar isso, então depois vemos o que fazer com a lata vazia. 
Os olhos azuis do menino se estreitam e ele junta as sobrancelhas, confuso. Sasuke aparece logo atrás de mim, me encarando como se dissesse: vamos jogar a lata fora, oras. 
— Quer dizer... dá pra fazer muitas coisas — sorrio, meio envergonhada. — Já ouviram falar em arte? 
Os dois se entreolham, ainda mais confusos. Mas Sasuke, subitamente, abre um minimo sorriso de lado e vai embora, dizendo que está atrasado. Usui continua me olhando como se eu fosse algum tipo de ser extra-terrestre. Portanto, apenas me encaminho até o local sujo e limpo-o. 
— Por que você chagou atrasada hoje? — sua voz fina mostra uma preocupação genuína, e isso, por algum motivo, faz um nó se formar em minha garganta. 
— Não foi nada — minto. 
— Me conte logo, Sakura! — ele insiste, expressando sua falta de paciência. 
— A minha sogra... morreu — digo, por fim, depois de já ter arrumado tudo. Então seguro sua cadeira de rodas e levo-o até o quintal da casa. — Podemos ficar aqui? Eu gosto...
Usui assente, espreguiçando-se na cadeira, enquanto eu sento-me no pneu em forma de balanço. Ele me encara por alguns minutos, parecendo hesitante. Então começa:
— Você gostava dela? 
— De quem?
— Da sua sogra. 
Anuo, sem muito entender aonde ele pretende chegar. 
— O que aconteceu com ela? — pergunta novamente; não sei como respondê-lo. 
— Ela... tinha câncer — digo, sentindo-me um pouco mentirosa. Mas, sei que apenas omiti uma parte da história. — Morreu por isso. 
O garoto parece se conformar e solta um suspiro baixo. 
— Acho que isso te conforta, né? — fala ele, mantendo um sorriso vazio nos lábios. — Quer dizer... sabe como ela morreu de verdade. 
Sei. E não foi o que eu lhe disse, penso, mas permaneço calada. 
Há uma breve pausa antes de ele acrescentar:
— Não é uma constante dúvida.
— O quê? O que você está tentando dizer? 
Ele balança a cabeça. 
— Nada. Não quero importunar você com a minha falta de crença no papai — ele afirma, mas eu ainda estou olhando no fundo de seus olhos e esperando que ele continue. Usui suspira e prossegue: — É que o papai desistiu dela. Eu não desisti. Não posso. 
— De quem você não desistiu? — questiono, sentindo-me uma intrusa. 
— Da minha mãe — revela; os olhos quase marejados, ele olha fixamente para outro ponto que não seja eu. — Eu não desisti dela. De buscar uma causa para a sua morte. 
— Usui... — ele começa a chorar. 
— Ela não... fez aquilo — fala, aumentando o volume de sua voz ao tentar controlar o choro. 
Toco seu ombro e tento parecer reconfortante, como se eu fosse alguém com quem ele pudesse contar. Abro um sorriso caloroso e beijo o topo de sua cabeça; às vezes uma pessoa frustrada apenas precisa de um cafuné. 
— Não chore, querido — sussurro carinhosamente. — Não chore, eu estou aqui. 
— Eu preciso saber o que aconteceu com ela. Eu preciso saber por quê mamãe me deixou... 
Os braços finos e trêmulos estão envolvendo meu corpo; estou arrepiada. Sinto as lágrimas dele umedecendo o ombro de meu casaco. E ele está lá. Quer dizer, meu sonho está diante de mim. Pela primeira vez, eu entendo isso e sorrio sem pestanejar. Usui é o que eu queria, é o que eu perdi. Um menino que não tem a mãe. Um menino que eu posso me tornar a mãe. Mas, então, o que ele diz faz meu coração parar de bater e eu ficar sem ar. Um nó gigante forma-se-me na gargante e eu não consigo acreditar. 
— Ela não pode ter apenas se suicidado... 
Engulo em seco e tento me manter firme diante daquela revelação. Usui está de cabeça baixa e eu agradeço por isso; não quero que ele veja, em meu rosto, a expressão de surpresa. Apesar de que quero que ele me explique tudo. Mas não posso exigir.
— O meu pai simplesmente aceitou de bom grado que ela se suicidou. Mas eu, não — articula, determinado. —  Então eu vou descobrir o que aconteceu com a minha mãe. 
— Usui... 
— Eu tenho que descobrir. 
Usui
— Ela não me abandonou, Sakura — argumentou ele. — Eu sei que não, porque meu pai disse que mamãe gostava de mim. 
— Uma mãe não abandona um filho, Usui — só consigo dizer isso, mas é o suficiente para calá-lo e, assim, parar de fazê-lo machucar meu coração. 
Agora, nós dois estamos olhando para a enorme casa. O pequeno parece absorto em pensamentos, enquanto eu começo a imaginar o que levaria Ino Yamanaka se suicidar. Ela tinha um trabalho concorrido, um lindo filho e um marido extremamente desejado e capaz. Por quê ela se matou logo após conquistar tudo isso? Eram tantas coisas que não batiam e não faziam o menor sentido. Mas, de uma coisa eu sabia: algo muito terrível aconteceu dentro daquela casa. E eu estava estranhamente disposta a descobrir. 

§


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o próximo!


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