História A Bailarina - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Exibições 73
Palavras 2.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpe a demora e muito obrigada pelos favoritos e comentários!
Espero que gostem! <3

Capítulo 3 - Accident


Fanfic / Fanfiction A Bailarina - Capítulo 3 - Accident


POV Narrador.
O hospital neste dia estava tranquilo, nada de muito grave havia acontecido e nenhuma cirurgia às pressas precisava ser feita. A médica residente Constance Rivieri estava caminhando pelo hospital já na finalização do seu turno, hoje não haveria plantão o que a deixava muito contente. Mas algo faz todos ficarem alarmados, o barulho das rodinhas da maca contra o chão se aproximando rapidamente.
—Emergência, acidente de carro. Garota jovem e sem identificação, ela está tendo uma hemorragia.- o enfermeiro fala fazendo com que Constance comece a se aproximar. Ela repara nos longos cabelos loiros da acidentada e a roupa que achava muito parecidíssima com uma que sua irmã tem. Espera..
—Felicity!- ela joga a bolsa no chão correndo ao encontro da maca. —Ai meu Deus!- ela começa a se desesperar.
—Constance! Levem- a para a sala de cirurgia.- o médico chega e fala rapidamente.
—É minha irmã! Eu vou junto.- ela fala em meio as lágrimas.
—Não, você fica.- ele a olha reprendendo-a.
—Por favor Joe.- pedi.
—Sinto muito, você não está autorizada.- ele fala. 
—Doutor Joseph!- um enfermeiro grita.
—Assim que der te mando notícias.- fala apressado.
—Salve-a.- ela diz com uma voz fraca. Constance se joga no chão assim que levam sua irmã para a sala. Seu choro preenche toda a recepção do hospital.
—Aqui toma uma água.- a secretária com pena entrega um copo com o líquido dentro. —Sua bolsa.
—Obrigada.- é a única coisa que ela consegue dizer com a sua voz trêmula. Rapidamente pega o seu celular ligando para a sua mãe.
—Mãe.
—Costance, estou ocupada agora..
—A Felicity.- diz com uma voz falha.
—O que sua irmã aprontou?- pergunta.
—Ela está no hospital.
...


—Eu quero ver minha filha! Estou a mais de uma hora aqui nesse hospital sem notícias.- Genevieve grita.
—Genevieve, você precisa se acalmar. - o marido fala sabendo que teria que ser o suporte da mulher e da filha mais velha.
—Eu não quero me acalmar, quero minha filha, é pedir demais? Se algo acontecer com ela..- ela fala com uma voz falha.
—Vem aqui.- ele a abraça.
—Joe!- Constance diz. — Quer dizer Doutor Joseph... E minha irmã?- ela diz mas o médico olha para seus pais.
—Olá Doutor e Doutora Rivieri, é uma pena encontrá-los nessa situação.- o médico fala tentando amenizar o clima.
—Como ela está?- Charles pergunta.
—Olha, felizmente a cirurgia foi um sucesso, mas o quadro dela não é nada bom, ela sofreu um traumatismo craniano com o acidente e infelizmente entrou em estado de coma.
—Não. - a mãe diz chorando. —Eu quero meu bebê de volta.- ela diz para o marido que não consegue mais prender as lágrimas. —Eu..
—Mãe!- Constance fala assim que a mãe desmaia nos braços de Charles. —Joane!!- ela chama a enfermeira.
—Ela está bem!- Charles fala checando o pulso da esposa.
—Acompanhe-me até a sala.- a enfermeira diz.
—Posso vê-la agora?- Constance pergunta para o médico.
—Quarto trezentos e seis.- Constance caminha até lá rapidamente. Ela abre a porta e encara o corpo inerte da irmã sob a cama. Aproxima-se não conseguindo mais segurar as lágrimas. O rosto inchado sem cor e machucado a sensibiliza.
—Hey Felicity.- ela diz limpando as lágrimas. — Você vai acordar.- diz segurando suas mãos. —Minha irmãzinha.


Flashback on
—Constance.- escuto a voz da minha irmã entrando no quarto.
—Estou estudando Felicity.- digo.
—É que.. amanhã é o meu primeiro dia de aula na escola nova, queria ir com uma roupa bonita.-ela diz. Suspiro e solto meu lápis. 
—Vai com a saia rosa que o papai te deu. Vai ficar linda.- ela sorri concordando.
—Obrigada.- beija meu rosto e sai correndo do quarto.

..
—Posso entrar?- olho para a porta encontrando Felicity.
—Pode.- digo.
—Eu queria te dar parabéns por ter sido aceita na faculdade.
—Obrigada.- digo.
—Papai e mamãe estão muito felizes.- ela fala.
—É, eles estão.- digo.
—Eu comprei algo para você, não é nada demais, só uma lembrança.- ela me entrega uma corrente.
—É linda.- falo vendo estetoscópio como pingente.— Obrigada.- digo e ela sorri.
Flashback off


—Sinto sua falta.- Constance fala apertando o pingente da corrente.
—Hey.- Joseph entra no quarto. —Eu sinto muito baby.
—E eu sinto muito não poder abraçar o meu namorado nesse momento. - ela diz ressentida.
—Constance..
—Com licença Doutor Campbell.

...


—Você está bem?- Charles pergunta para a esposa, agora já acordada. Ela nega com a cabeça.
—Só vou ficar bem quando minha filha estiver em casa.- ela diz. —É tudo minha culpa.- seu choro volta.
—Genevieve.. foi uma fatalidade.- o marido tenta consolá-la. —Não foi sua culpa.
—Eu devia ter apoiado-a.- ela diz. —Eu não lembro da última vez que abracei a Felicity, que eu disse que a amo! Eu estou tão arrependida.- ela diz abraçando o marido. —E não tem como ela saber.
—Nossa filha vai saber de tudo isso!- Charles garante.
—Se algo acontecer com ela.. eu nunca vou me perdoar.- Genevieve diz sem controle das suas lágrimas.
—Mãe.- Constance aparece. —Vocês já podem vê-la.- diz com uma voz fraca. Genevieve levanta seguida de seu marido. O pai deixa um beijo na testa da filha. Esta que estava tentando ser forte pela irmã.
O casal entra no quarto encontrando a filha com uma aparência péssima. A mulher se aproxima segurando a mão gelada de Constance. O pai examina-a sentindo falta do doce sorriso que não saia dos lábios finos da filha, estes que agora estavam com uma aparência branca.
—Volta para nós filha.- a mãe diz acariciando os longos cabelos loiros. —Nós te amamos.- diz com voz embargada.
—Não vemos a hora de você acordar.- o pai fala baixo. —Prometo que eu compro aquele bolo de chocolate que você tanto ama.- a mãe abaixa deixando um beijo na bochecha da filha. —Precisamos decidir como faremos para ficar com ela.- Charles diz.
—Eu não saio desse hospital enquanto ela não acordar.- ela diz.
—Genevieve..
—Eu não vou sair.- ela diz firme. Charles concorda, ele sabe o quão teimosa sua esposa é.
—Então eu vou para a casa tomar um banho e trazer algumas roupas para nós passarmos a noite aqui.- ele diz.
—Tudo bem.- a mulher concorda. —Tenta levar Constance para ela descansar um pouco.
—Ok.- ele deixa um beijo na testa da filha e um nos lábios de sua esposa. —A nossa Felicity vai voltar para a gente.- ele diz e a mulher concorda com lágrimas nos olhos. —Volto já.- assim que o marido sai Genevieve se volta para a filha.
—Eu sinto tanto.- ela diz acariciando seu rosto.- Volta para mim meu raio de sol.
Flashback on
Finalmente chego em casa após um dia exaustivo de trabalho. Já se passava das onze, Constance e Felicity devem estar dormindo. Vou até a cozinha encontrando um ser pequeno sentada no balcão mexendo as perninhas.
—Você ainda está acorda Felicity.- digo.
—Estava te esperando mamãe.- ela diz e sorri mostrando suas janelinhas.
—Tudo bem- suspiro. —Desculpe-me por não ir no seu festival de ballet.- falo e ela olha para baixo mexendo nas suas mãozinhas.
—A minha professora disse que eu fui muito bem.- ela diz.
—Tenho certeza que foi a melhor.- digo beijando sua bochecha. —Agora vamos para cama mocinha.
—Você vai cantar para mim?- ela pedi com os olhinhos azuis brilhantes.
—Vou.- digo e ela sorri. Pego uma de suas mãos e caminhamos até o quarto. Coloco ela na cama e a cubro.
—Canta mamãe.- fala.
—Quando o sol se põe e finda a tarde. Vaga-lumes  piscam sem cessar. Fique aqui,que o sonho te invade. Como é bom sonhar- acaricio o seu rosto e ela fecha seus olhos lentamente. —Me faz bem te ter bem ao meu lado. Venha cá, me deixe te abraçar. E assim eu tenho o que preciso. Como é bom sonhar... sonhar.- beijo sua testa. —Boa noite meu raio de sol.


...


—Mãe..- escuto sua voz insegura mas mesmo assim permaneço olhando nos papéis em minhas mãos. —Sábado vai ser minha primeira apresentação na Juliard.- diz mas permaneço em silêncio. Ela suspira. —Eu-u gostaria muito que você fosse.- ela espera minha resposta, mas não digo nada. —Você vai?- pergunta.
—Não.- digo sem olhá-la. Escuto a porta do quarto batendo e logo o silêncio me atinge.
Flashback off.


—Ahh Felicity.- a mãe diz arrependida. —Me desculpe.- acaricia o rosto da filha. —Quando o sol se põe e finda a tarde. Vaga-lumes  piscam sem cessar. Fique aqui,que o sonho te invade. Como é bom.. é bom..- ela não consegue terminar a música. Genevieve se debulha em lágrimas abraçando o corpo frágil da filha.

..
Após um tempo Charles volta ao hospital com uma bolsa que continha dentro algumas roupas para Genevieve. Ele entra no quarto encontrando Genevieve dormindo debruçada no corpo da filha. Ele a pega na cintura para levá-la até o sofá. Mas ela acorda.
—Não... minha filha..- ela fala ainda sonolenta.
—Shiu.. não vou te tirar daqui.- ele diz. —Só vamos até ali no sofá.- ele diz colocando-a. —Descansa um pouco.- ele fala e ela fecha os olhos suspirando. Ele volta para a cama encarando a filha. Ele como médico já viu tantas tragédia como essa acontecer, mas incrível como nós seres humanos não esperamos que isso aconteça com alguém próximo a nós.
—Amo você minha bailarina.- ele diz baixo.


Flashback on.
—Papai.- minha filha mais nova abraça minhas pernas com os olhinhos cheios de lágrimas.
—O que aconteceu com a minha bailarina preferida?- pergunto.
—Eu estava andando de bicicleta com o Justin, e de repente ela quebrou. Eu juro que foi sem querer.- ela diz e eu beijo sua bochecha.
—Vamos ver o que aconteceu.- falo. Pego a pequena bicicleta e vejo que o problema era na corrente algo simples. Rapidamente arrumo-a. —Prontinho.- falo para a minha filha que abre um enorme sorriso.
—Você é o melhor pai do mundo.- ela diz me abraçando e me fazendo sorrir que nem um pai bobão que eu era.


...


—Você vai para Juliard.- falo e ela me olha. — Vai para Juliard e todo fim de semana irá voltar para casa, como faria se estivesse indo para Yale.
—Mas.. a mamãe.- começa preocupada mas a interrompo.
—Ela vai entender.- digo. Genevieve logo ia entender que era o sonho da nossa filha.
—Você está decepcionado?- pergunta triste.
—No fundo eu sabia que você ia acabar fazendo isso, como um pai pode dizer não ao sonho de uma filha?- digo e sorrio. —Eu te amo Felicity, e eu quero a sua felicidade.
—Eu também te amo pai.- diz me abraçando. —Obrigada.- acaricio seus cabelos.
—Vamos pagar tudo..- aviso.
—Não, eu vou tentar conseguir uma bolsa.
—Você sabe que não precisa.- insisto.
—Mas eu quero, com certeza não vão me dar cem porcento mas..
—Vamos pagar o que for preciso.- digo. —Agora descansa.
—Pai.- ela me chama e eu a olho. —Você é o melhor pai do mundo.- diz exatamente igual como era criança. A minha criança. Sorrio para ela feliz. 
Flashback off


—Você é a melhor filha do mundo.-falo enxugando a lágrima que insiste em cair.


Justin POV.
Observo o corpo nu de Hillary coberto apenas com um fino lençol. Após a saída de Felicity, Hillary fez charme e eu não resisti a minha namorada. Eu devia ter ido atrás da minha melhor amiga, e quero me matar por isso. Ainda mais depois da declaração dela. Eu nunca imaginei que Felicity me amava desse jeito e me deixa mal machucá-la. Olho no meu celular e não tenho nenhuma chamada dela. Suspiro. Ela não iria te ligar idiota. Penso. Disco rapidamente seus números para ligá-la,  mas cai direto na caixa postal.
—Volta para cama amor.- escuto a voz doce de Hillary.
—Agora não.- digo bruto ligando novamente e ela bufa. Passo a mão pelo meu cabelo em um ato nervoso assim que a ligação vai para a caixa postal novamente. Sinto meu celular vibrando na minha mão e uma esperança surge fazendo eu atender sem ao menos ver quem é.
—Alô.- falo.
—Justin?- era a minha mãe.
—Ah oi mãe.- falo um pouco decepcionado. Eu amo a minha mãe, mas eu queria que fosse a Felicity. 
—Onde você está?- ela diz com uma voz chorosa.
—Na faculdade. Você está chorando? Onde você está?- falo preocupado.
— No hospital.- hospital? Fico ainda mais preocupado. —Você não está sabendo?- pergunta.
—Mãe o que aconteceu?- pergunto sentindo um aperto no peito.
—Ah filho.. A Felicity, ela sofreu um acidente e está em coma.- e é assim que eu sinto o meu mundo desabar.
 


Notas Finais


;´(

Até o próximo capítulo <3


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