História A base de mentiras - Capítulo 122


Escrita por: ~ e ~Emilia-chan

Postado
Categorias Ansatsu Kyoshitsu (Assassination Classroom)
Personagens Personagens Originais
Tags Akabane, Ansatsu Kyoushitsu, Assassination Classroom, Karma, Karmagisa, Kayano, Nagi, Nagisa, Shiota
Visualizações 119
Palavras 2.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá estrelinhas especiais :3
Eu quero comer bolo, alguém tem? Não? ;-;

Capítulo 122 - Mãe


Fanfic / Fanfiction A base de mentiras - Capítulo 122 - Mãe

Gina

 

- Tem certeza que ninguém a viu? – Indago pela vigésima vez, preocupada com a hipótese de alguém tê-la visto entrando. Ela concorda com a cabeça, mas não consigo tranquilizar-me. O Karma está de guarda do lado de fora, e só saiu por um momento, foi aí que ela entrou. – Vou tentar parar de paranoia, temos um problema sério para resolver.

Concentro-me no problema, que não é fácil. Olho rapidamente para ela, sinto mais facilidade em resolver as confusões quando penso em voz alta.

- Quantos são? – Pergunto, preciso de dados mais exatos, ela só falou o superficial.

- São, em torno, de seis pessoas, mas esse número não é exato. – Ela responde, subindo na cama. – Pelas informações, estão armados. Eles querem fazer um ataque direto, cercando-os. Isso não dará certo, apesar do nosso grupo ser bem superior em número.

- Dos nossos, quantos são? – Questiono, olhando pela janela do quarto, que dá para ver um céu limpo. Eu o acharia bonito, se não estivesse tão preocupada com um ataque iminente.

- No mínimo, duzentos. – Ela responde, realmente, estamos em maior número. – Mas eles não estão para brincadeira, são caçadores. Nossa única vantagem é o número, que garante nossa vitória.

- Você disse que não dará certo. – Relembro-a, conseguindo acompanhar sua linha de raciocínio. – Quantos morrerão?

- Acredito que mais da metade, já que a maioria não é muito perigosa. – Ela conta, com um número tão alto de perdas nem pensar que esse ataque acontecerá.

- Quando será o ataque? – Interrogo, bolando um plano.

- Assim que a noite cair, temos vantagem no escuro. – Ela afirma, mas sei que não concorda com essa ação precipitada, ela é sensata.

- Isso é tempo o suficiente para você ir e voltar. Diga que esse ataque está proibido e não acontecerá. – Ordeno, sentindo-me exausta, maldita gravidez que está drenando toda a minha energia.

- Quer que eu entregue alguma mensagem no meio do caminho? – Ela pergunta, lembrando-me que quero sim. Aconteceu muitas coisas nesses últimos dias.

- Na verdade, preciso que entregue várias. – Conto, fechando os olhos para lembrar de tudo, e não esquecer de nada. – Primeiro uma para a Arisu, diga que preciso dela aqui o mais rápido possível, mas só se tiver em condições, e também diga que a Aya morreu. Para o Takeshi, diga que o Ren está morto.

- Só isso? – Ela fala, fazendo-me abrir os olhos e encarar os seus.

- Não. – Afirmo, deixei a mais importante por último. – Quero que você mande um recado para o Shiro. Diga que, pelo seu descuido, o Ren está morto. Se ele se atrever a mandar outro espião, eu matarei sem me importar com quem seja.

- Um pouco agressivo, não acha? – Ela diz, e não deixa de estar certa.

- Tem razão. – Confirmo, e dou um sorriso. – Fale que eu mandei um beijo e estou morrendo de saudades. Também descubra tudo o que puder sobre Manami Okuda, Nakamura Yuna, Nakamura Rio, Kaede Akiko, Kaede Karma, Ikeda Hibiki, Shiota Nagisa e mais duas pessoas, ainda não descobri seus nomes. Só sei que seus primeiros nomes são Kazuki e Mayumi.

- Não contará o motivo de estar internada? – Ela pergunta, lembrando-me das palavras do Karma, agora é a hora deu tomar uma decisão sobre o meu futuro.

- Conte ao meu irmão, somente para ele. – Aviso, deixando bem claro que não quero que mais ninguém saiba. – Diga que ele será tio. Conte que estou grávida e bem, o Shiro não pode desconfiar de que estou em um hospital.

- A gravidez é de risco pro bebê? Por isso está aqui? – Ela questiona, aproximando-se de mim. Levo a mão a barriga, ainda não sei dizer o que sinto por essa criança.

- Não só pro bebê, para mim também é. – Respondo, consigo sentir a preocupação dela. – Ninguém pode saber disso, principalmente o meu irmão.

- Você teme que ele faça algum mal a criança para tentar salvar sua vida?

Rio de sua fala, ela acabou de dizer o que eu tentei fazer a poucos dias. Sei que meu irmão jamais faria isso e, se fizesse, seria por estar muito desesperado para manter-me viva.

- Ele jamais machucaria o próprio sobrinho. – Afirmo, certa de minhas palavras. – Só não quero fazê-lo sofrer por mim novamente, ainda mais em um caso sem necessidade. Posso estar internada, mas estou bem. Não é uma criança que conseguirá me matar.

- Posso, ao menos, contar sobre a gravidez e sobre o risco para a Arisu? – Ela indaga, como se lesse meus sentimentos. Queria muito que ela estivesse aqui, ao meu lado, ajudando-me a passar por isso.

- Não. – Nego, mesmo desejando concordar. – Ela viria para cá na mesma hora, sem se preocupar consigo mesma.

- Vou obedecer suas ordens. – Ela afirma, descendo da cama. – Mas, depois, vou voltar e ficar com você. Gina, você tem noção de que pode ser um menino, não tem?

- Ainda está muito pequeno, não dá para saber o sexo. – Desvio de sua pergunta, não quero pensar nessa hipótese. – E, mesmo se for um garoto, eu já superei o passado.

Nós duas sabemos que estou mentindo, mas, se eu falar isso várias vezes em voz alta, talvez consiga enganar-me.

 

Okuda

 

Acordo com o barulho de uma porta batendo, que faz-me dar um salto da cama.

- Que barulho foi esse?! – Exclamo, saindo do quarto. Vou até a sala, onde encontro a Akiko.

- O Karma e a Gina saíram, não tenho ideia de quando voltarão. – Ela conta, trancando a porta.

- Nós não íamos procurá-los hoje? – Indaga a Rio, entrando na sala com todos os outros, inclusive com as crianças estranhas.

- Nós vamos. – Afirma minha irmã, deitando no sofá da sala. – Mas, antes, eu preciso tirar um cochilo.

- Você acabou de acordar! – A Rio quase grita, puxando a Yuna do sofá e a derrubando no chão.

- Vou preparar o café da m... – A Akiko diz, mas é interrompida pela campainha. Todos nós ficamos imóveis, receosos sobre quem pode ter tocado a campainha. Ela vai até a porta e a destranca, abrindo-a rapidamente.

- Manami Okuda. – Fala o homem bem vestido do outro lado da porta, um homem que eu nunca vi na vida.

- Sou eu. – Digo, hesitante, e vou até a porta. Ele entrega-me um pacote e vai embora, fico alguns segundos parada, tentando processar o que aconteceu.

- O que aquele cara queria? – Questiona a Yuna, aparecendo do meu lado. Entrego o pacote para ela analisar, em seguida fecho e tranco a porta. – Aqui dentro tem dois pen drives, um pacote fechado e um óculos.

- Me dá esse pacote. – Peço, tirando-o de sua mão. Abro o envelope sem rasgar, fico surpresa com o conteúdo. – Isso é dinheiro! Muito dinheiro!

- Por que alguém te enviaria dinheiro? – Interroga a Rio, vindo pro meu outro lado. Estou mais curiosa para saber o motivo de alguém me enviar um óculos.

- A resposta deve estar em um desses pen drives. – Afirma a Akiko, tirando um deles da caixa. Ela vai até a TV e conecta um dos pen drives. Largo a caixa em cima da mesa e sento-me no sofá, junto com a Rio e a Yuna. As crianças se sentam no chão e, ao lado deles, senta a Aki. Ela liga a televisão e abre o pen drive, que tem um vídeo gravado.

- Dá logo o play. – Mando, ficando ansiosa para saber o que tem nesse vídeo. Ela faz o que mando, no mesmo instante aparece uma mulher na tela. Perco todo o ar quando reconheço a minha mãe, sentada no sofá da nossa sala.

- Oi filhota. – Ela cumprimenta, sorrindo. – Agora você deve estar com 15 anos.

Tanto os meus olhos quanto o da Yuna estão arregalados, é a nossa mãe, a mulher que nos criou.

- Sinto muito por acabar com suas esperanças querida, mas eu estou realmente morta. – Ela conta, diminuindo o sorriso. – Fiz isso vídeo para lhe explicar tudo, tudo que eu não pude contar-lhe enquanto estava viva.

Meus olhos ficam marejados, sinto-me como a garotinha de dez anos que tinha acabado de perder a mãe.

- Você conhece a lenda da fênix? – Ela pergunta, sem dar tempo para responder. – Fênix é um pássaro de fogo, que, quando morre, renasce de suas próprias cinzas. Essa é a maioria da lenda que as pessoas conhecem, mas não é a única.

Não sei o que isso tem a ver com sua morte, mas escuto atentamente.

- Eu trabalhava para o governo como cientista e, por isso, conheço a outra lenda, que só é conhecida por pessoas que trabalham para o governo japonês. – Minha mãe narra, fechando seus olhos e, em seguida, reabrindo-os. – Há vários anos, muitos mesmo, existiu uma grande assassina. Ela era um talento jovem, começou a trabalhar como assassina muito cedo. Missão dada a ela era sinônimo de missão cumprida, não importava qual fosse a dificuldade. Logo ela foi apelidada de fênix, devido a sua paixão pela lenda e pela sua aparência. As histórias sobre seus feitos são impressionantes e, se não tivesse conhecido ela, diria que isso não passava de uma história fictícia.

Tenho quase certeza de que não sou a única completamente confusa, não faz sentido minha mãe contar uma história sobre uma grande assassina.

- Uma vez, como qualquer outra, ela aceitou uma missão. – Diz minha mãe, com a voz um pouco alterada. – Mas, dessa vez, foi diferente. A assassina não conseguiu cumprir a missão, não teve coragem de matar. Ela voltou ao Japão e, sem mais nem menos, abandonou tudo. A melhor assassina tinha desistido, ela queria ter uma vida normal. O governo não aceitou e, como consequência por sua desistência... – Minha mãe desvia o olhar da câmera e dá uma pausa. – Ela e toda a sua família foram assassinados.

O silêncio que se segue de suas últimas palavras é esmagador, acho que ninguém esperava que a história terminasse com a morte da fênix.

- Sua morte foi um aviso e uma ameaça. – Continua minha mãe, suas palavras agora soam sinistras. – Quem ousasse desafiar o governo, pagaria o preço. Transformaram-na no exemplo perfeito, mas sua morte não saiu barata. Ela não ficou conhecida por seus acertos, e sim pelo seu único erro. Que custou muito caro.

Troco olhares com a Yuna e a Rio, esse vídeo está assustador.

- Temendo as reviravoltas do que a fênix fez, fui destinada para um projeto. Minha missão era criar, artificialmente, pessoas perfeitas, esse foi o primeiro passo. Menos de um ano depois, gêmeos foram trazidos até mim. Eu deveria transformá-los nos soldados perfeitos, não importava como.

Ela começa a chorar, nunca vi minha mãe chorando.

- Hoje, eu me arrependo de tudo que fiz com aquelas crianças. Na época, eu tinha visto como uma oportunidade, e fiz de tudo para cumprir o objetivo dado a mim. Nos vários anos que trabalhei para o governo, fiz experimentos horríveis com esses gêmeos e, para piorar, algumas coisas, antes de fazer com eles, eu testava em um menino e uma menina que estavam presos em um manicômio, para ter certeza de que não mataria minhas cobaias oficiais. Além de ter desgraçado com a vida de quatro crianças, eu matei dezenas, talvez centenas, de bebês criados por mim, só porque não atingiram a perfeição. – Minha mãe não fala com orgulho, mas isso não diminui o que ela fez. – Só percebi o quão horrendo eram as coisas que eu fazia quando resolvi criar você. Okuda, você é um experimento cientifico meu, mas eu te amei como uma filha de verdade. Com você, eu finalmente entendi o porquê da fênix ter largado tudo. Aos poucos, parei de atender os pedidos do governo, não podia fazer o que pediam. Minha primeira decisão foi parar com os experimentos dos gêmeos, aquilo estava além do desumano.

Ela fala com tanto nojo desse experimento... Pergunto-me o que ela fez de tão grave com esses gêmeos.

- Passei a trabalhar somente em casa, na criação dos bebês perfeitos. – Ela conta, limpando parte das lágrimas. – Concentrei todos os meus esforços em tentar achar uma cura para seu problema de visão, e eu cheguei perto de finalizar uma formula, mas não consegui finalizar. Bom, antes deu morrer, o governo exigiu a formula, pois sabiam que eu já conseguia criar vida artificial. Lembrei dos experimentos dos gêmeos e temi que eles criassem crianças artificiais e as modificassem geneticamente para se tornarem super soldados, o mesmo que estava tentando-se fazer com os gêmeos.

- Recusei-me a entregar a formula e, nesse momento, soube que eu morreria. Eu temia por sua vida, que matassem você também. Por isso, contratei assassinos para me matarem, assim nunca iriam atrás de você. – Ela diz, nunca imaginei que minha mãe tinha orquestrado sua própria morte. – Filha, eu te imploro, esconda ou destrua todas as minhas anotações, não deixe que o governo as encontre. Eles criariam crianças imperfeitas e fariam dolorosos experimentos com elas para torná-las perfeitas, e eu não quero causar dor a mais ninguém. Depois de destruir ou esconder minhas coisas, quero que fuja do país com o dinheiro que deve ter sido entregue junto ao pen drive. E, também, troque seus óculos, este tem um rastreador para que meu enviado pudesse te achar.

Com essas palavras, a tela fica preta, esse foi o fim da gravação de minha mãe. Estou prestes a desmoronar em lágrimas, mas lembro-me do outro pen drive.

 

Gina

 

- Trago péssimas notícias. – Ela conta, entrando novamente no quarto de hospital. Olho para o céu, a única marcação de tempo que tenho. O crepúsculo já se faz presente, daqui a pouco cairá a noite. – Não consegui impedir o ataque.

- Como assim?! – Exclamo, se estivesse em melhores condições teria levantado da cama.

- Eles disseram que não aceitariam ordens de uma enviada. – Ela responde, só pode ser brincadeira.

- Por que?! Eles pensam que está mentido? – Interrogo, não seria a primeira vez que isso acontece. – Vou te dar uma amostra do meu sangue, assim não duvidarão da sua ordem.

- Não é bem isso... – Ela fala, bem baixo. – Eles não duvidam de mim... É...

- É um motim?! – Exclamo, esse seria a primeira vez que acontece comigo, mas sei exatamente como lidar. Ela dá um leve aceno, levanto da cama.

- Me leve até lá. Eles vão me conhecer. – Afirmo, pensando numa maneira de sair do quarto sem ver vista.

- Podemos sair pela janela. – Ela sugere, fico um pouco incrédula. – Embaixo da sua janela, tem um caminhão de colchões parado. Se pularmos, cairemos em cima dele e não seremos feridas.

- Tem certeza disso? – Pergunto, sentando-me na janela, com minhas pernas para o lado de fora.

- Tenho. – Ela diz, fecho os olhos e preparo-me para pular, a queda vai ser grande.

- Gin...

Abro os olhos ao ouvir a voz do Karma, que acabou de entrar no quarto. Ele olha para mim, não tenho como explicar minha situação. Olho para a frente e salto, caindo em queda livre.


Notas Finais


Hibiki: Nagisa, estão nos shippando, e agora?

Nagisa: Ué, vamos fazer o que eles querem :)

Hibiki: Mas... Eles não querem karmagisa?

Nagisa: ... Vamos fazer todos juntos. Eu, você e o Karma

Aoi: E eu?

Nagisa: Vem também :)

Hibiki: Tá parecendo Lojas Americanas, todo mundo vai ._.)

Karma: Porra Hibiki, não faz propaganda aqui oxi!

Nagisa: Eita... Brotou o Karma ,-,

Aoi: Eu não tenho fala mesmo, mas eu tenho que falar algo

Nagisa: Quando vai ser?

Karma: Ser o que?

Nagisa: ... Ele ainda não sabe...

Hibiki: Então conta para ele ué

Nagisa: Mas é vergonhoso falar...

Aoi: Fala logo poxa!

Nagisa: Nós... Nós... NÓS VAMOS FAZER UM BOLO!

Karma: ...

Nagisa: *Esconde o rosto corado nas mãos*

Karma: Era só isso?

Nagisa: Era...

Karma: Ata ,-,

Co-autora: E foi isso estrelinhaaaas!
Se não souber o que comentar, comente "Botureri"
Kissus


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