História A base de mentiras - Capítulo 153


Escrita por: ~ e ~Emilia-chan

Postado
Categorias Ansatsu Kyoshitsu (Assassination Classroom)
Personagens Personagens Originais
Tags Akabane, Ansatsu Kyoushitsu, Assassination Classroom, Karma, Karmagisa, Kayano, Nagi, Nagisa, Shiota
Visualizações 105
Palavras 1.950
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiii pessoas!!! Como estão?
Primeiramente: FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!!!!!
Em segundo lugar: Espero que gostem desse capítulo, espero que ele consiga alcançar a expectativa de todos!
Boa leitura :3

Capítulo 153 - O Nagisa


Fanfic / Fanfiction A base de mentiras - Capítulo 153 - O Nagisa

Nagasaki

 

Sonho on:

 

- Como você fez aquilo?

Dou um giro e vejo a cento e oito, vestida tão bem quanto eu.

- Fiz o que? – Pergunto confusa, voltando meu olhar para a janela.

- Quando ele perguntou da sua família. – Ela responde, parando ao meu lado. – Eu poderia jurar que você estava falando a verdade, não parecia ser mentira.

- É porque não é mentira, mas também não é verdade. – Conto, e é a vez dela de ficar confusa. – Nunca conheci minha família, então o que prova que eu não tenho irmãos? O que prova que meus pais não são como descrevi?

- Mas você mentiu quando falou das brincadeiras, quando disse que seus pais queriam um menino. – Ela rebate, dou um pequeno sorriso e nego.

- Talvez meus pais quisessem um menino... E-Essa pode ser uma explicação para o que fizeram... – Digo, essa é a melhor hipótese que encontrei até agora. – E, se eles me amassem, hoje poderíamos ser uma família feliz. Eu podia ter crescido brincando com meus irmãos, recebendo carinho dos meus pais... – Paro de falar, sem conseguir continuar. – Eu já pensei tanto nisso... Já repeti tanto isso que, na minha cabeça, é verdade. Eu não menti pro Nagisa, eu só contei como eu acho que seria minha vida se tudo fosse diferente.

 

Kin

 

- Está aberta a sessão. – Pronuncia a Diké, batendo seu martelo. Sento-me em um dos lugares, não consigo ficar quieta.

- Estou atrasada? – Pergunta a Artêmis, se sentando ao meu lado. Nego, é agora que o julgamento vai começar. – Fica calma, vai dar tudo certo.

- Se fosse dar tudo certo, nós não estaríamos aqui. – Lembro-a, não quero mentiras nesse momento, nem que sejam apenas para me reconfortar.

- Ela vai vir? – Ela indaga, olhando para trás, para a entrada.

- Acho que não. – Respondo, sem conseguir ficar com raiva, minha preocupação é maior. – Ela não pode ficar contra os anjos da morte.

- Veio só assistir ou vai participar? – Ela questiona, fazendo perguntas demais.

- Se a situação ficar muito feia, eu vou ter que participar. – Afirmo, eu nem sei como chegamos nessa situação. Há vários anos que não tem uma confusão dessas, e a última quase acarretou em uma guerra, não consigo me lembrar quem ganhou.

Observo a entrada dos anjos inquisidores, numa quantidade bem acima do normal. Isso não é apenas para manter a ordem, estão todos preocupados que se comece uma guerra.

- Oi irmãs. – Cumprimenta a Irene, se sentando do meu outro lado. – O que estão fazendo aqui?

- Te faço a mesma pergunta. – Retruco, um pouco desinteressada.

- Fui chamada pela Diké. – Ela conta, se espreguiçando. A situação está realmente perto de uma guerra, senão não teria necessidade de chamar a Irene, que é a personificação da paz. – Podem me explicar o que está acontecendo?

- Shiota Nagisa. – Suspira a Artêmis, se reclinando no banco. – Caiu repentinamente do sexto andar, um local alto o suficiente para morrer. A morte dele não estava marcada, mas os anjos da morte querem matá-lo. Os anjos milagres querem salvá-lo. Cada grupo tem um ponto de vista diferente e bons argumentos.

- Entendo. – Concorda a Irene, olhando para as pinturas no teto. – É a primeira legião que está brigando, certo? Ouvi os boatos de que a general Miyata foi banida pro inferno, e que isso poderia causar problemas na antiga legião dela. – Ela olha para nós, minha irmã sabe. – Não são apenas boatos, certo?

- Sim. – Confirmo, isso tudo só está acontecendo porque cortamos as asas da general. – Nossos destinos estão nas mãos da decisão que a Diké tomar, isso se não começarmos uma guerra.

- Fiquem tranquilas, o Nagisa só morre se os anjos da morte iniciarem uma guerra. – Ela afirma, me fazendo olhá-la de esguelha. – Posso convencer a Diké a fazer o que eu quiser.

- A paz deveria ser imparcial.

- Mas eu não sou. Escolhi meu lado há muito tempo. – Ela nos lembra, a Irene também está conosco. Gosto mais dela do que da Artêmis, tanto que eu moldei a aparência da Gina baseada na Irene. – Deveríamos tentar trazer alguns anjos pro nosso lado, principalmente os da morte.

- Não podemos fazer. – Digo, em tom de repreensão. – O que estamos fazendo é errado, é traição. As asas de um anjo, ao cometer traição, ficam negras.

- Tinha me esquecido.

 

Karma

 

- RÁPIDO! LEVEM PRO CENTRO CIRURGICO! – Ordena a enfermeira, tirando a maca de dentro da ambulância. Salto da ambulância e os sigo para dentro, em total desespero. As pessoas abrem espaço para passarmos, eu não consigo enxergar nada direito.

Apesar deu não enxergar nada, consigo discernir, em meio ao meu desespero, quando as luzes se apagam.

- O QUE ESTÁ ACONTECENDO?! – Um homem grita, parando a maca e se virando para a secretária.

- Falta de luz. – Ela explica, se levantando de sua cadeira. – Vou ativar o gerador.

Ficamos parados aqui embaixo, precisam do elevador para transportar a maca.

 

# Quebra de tempo #

 

As luzes não se acendem e, a cada segundo que se passa, mais perto sinto que estou de ficar louco.

- O gerador está queimado. – Conta a recepcionista, voltando no escuro.

- Isso é absurdo! – Exclama uma das enfermeiras, se distanciando da maca. – Tem pacientes que só estão vivos por causa de aparelhos! – Seu dedo aponta na nossa direção, em seguida ela eleva seu tom de voz. – Eu preciso levá-la agora pro centro cirúrgico, e não dá para fazer cirurgia sem luz.

- Eu não posso fazer nada.

- Vocês precisam fazer alguma coisa. – Afirmo, olhando para cada um dos enfermeiros, sem esconder meu medo. – ELA VAI MORRER SE VOCÊS FICAREM PARADOS! ELA PRECISA DE AJUDA!

- Vamos transferir ela para outro hospital. – Sugere um enfermeiro, mas a outra acaba com minhas esperanças.

- É muito longe, ela não sobreviveria a outra viagem.

- O TRABALHO DE VOCÊS É SALVAR AS PESSOAS! – Acuso, sinto que sou o centro das atenções. – POR QUE ESTÃO AQUI SE NÃO CONSEGUEM SALVAR APENAS ELA?!

- Karma, se acalme. – Pede uma voz familiar, me abraçando por trás. Permito que as lágrimas caiam pelo meu rosto, isso não pode estar acontecendo.

- Miko. – É a única coisa que consigo dizer, viro-me e abraço-a. Apoio minha cabeça em seu ombro, a Miko é uma das poucas pessoas que eu conheço que tem altura suficiente para eu fazer isso.

- Não podemos fazer nada sem energia. – Alguém diz, me fazendo abrir os olhos, nem percebi que os tinha fechado. Levanto o rosto e vejo que todos estão atrás da Kamiko, mas meus olhos param sobre duas pessoas em especifico.

- Vocês. – Afirmo, me soltando da Miko. – V-Vocês podem salvá-la!

Todos me olham como se eu fosse louco, menos a Mayumi e o Kazuki.

- N-Nós não vamos conseguir f-fazer isso. – Fala o Kazuki, com a voz trêmula. – N-Nós não temos c-controle.

- Se vocês não tentarem, ela morrerá. – Digo, as palavras saindo com um gosto amargo. Eu quase me ajoelho e começo a implorar, porém a menina tira sua luva antes disso.

- Isso pode não dar certo. – Alerta a Mayumi, colocando a mão na parede. As luzes começam a oscilar, e só se firmam quando a mão dele se une a dela.

- Como... ? – Indaga a enfermeira, parecendo perplexa.

- Agora vocês podem salvá-la. – Conto, chamando o elevador. Quando o mesmo chega, eu seguro a porta para eles entrarem com a maca. Solto a porta, resistindo ao impulso de ir junto, sei que eu acabaria sendo barrado.

As luzes oscilam novamente, me fazendo olhar para aqueles dois. É evidente o esforço deles, e também é preocupante as marcas que começam a surgir na parede, marcas pretas.

-O que aconteceu? – Questiona o Hibiki, sendo o primeiro a perguntar isso.

- L-Ligaram para o hospital. – Conto, não querendo lembrar. – E-Encontraram a Nagisa toda machucada na calçada, a-acham que ela t-tentou se suicidar.

Minhas palavras são seguidas por um longo silêncio, o clima aqui não poderia ser pior.

- Eu devia ter percebido. – Pronuncio, dizendo meus pensamentos em voz alta. – Ela estava andando estranha, e-eu devia ter percebido que ela não estava bem.

Passo a mão no cabelo repetidas vezes, ele já deve estar uma completa bagunça. O que mais me atormenta é não saber o motivo, não faço ideia do que pode ter feito ela tentar se suicidar.

Estou tão perdido que só me dou conta de que levei um soco quando caio no chão, com a minha bochecha latejando.

- O que foi isso?! – Exclama a Miko, se botando na minha frente. Inclino o corpo para o lado, vejo que a Yuna e a Rio seguram o Hibiki, que tenta se soltar delas.

- A CULPA É SUA! – Ele me acusa, aos berros. – A CULPA É TODA SUA POR ISSO TER ACONTECIDO!

- Do que está falando? – Interroga a Rio, que utiliza toda a sua força para contê-lo. Por um momento nossos olhos se cruzam, e é como se eu visse o reflexo dos meus próprios, com a diferença de os dele possuírem uma fúria cega.

- Isso aconteceu por conta do amor de vocês dois. – Ele cospe as palavras, me deixando ainda mais perdido. – Vocês também sabem que esse é o motivo. Por que outro motivo a pessoa que nós conhecemos tentaria se matar? Por que justo agora?

Os envolvidos abaixam a cabeça, desviando seus olhares dos meus, até a Miko abaixa a cabeça. Percebo que o aperto da Yuna e da Rio ao redor do Hibiki afrouxa, como se elas perdessem a motivação para impedir ele de me machucar.

Saio do chão e passo pela Miko, que não protesta quando me ponho na frente do Hibiki. Só não vou quebrar a cara dele porque sei que a Nagisa não gostaria disso, e porque não estou com vontade de brigar.

- Eu a amo. – Afirmo, com extrema convicção na voz, sem dar brechas para alguém contestar. E, para a minha surpresa, recebo outro soco dele, dessa vez no meu estomago.

- Esse é o problema. – Ele rosna, enquanto me endireito, com falta de ar.

- Eu nunca machuquei ela. – Conto, sem entender o porquê de sua raiva, e sem saber o motivo dos outros abaixarem a cabeça e apenas ignorarem o que está acontecendo aqui. – Eu nunca desrespeitei ela, nunca menosprezei seus sentimentos, nunca fiz nada contra a sua vontade, nunca encostei um dedo nela...

Outro soco, dessa vez no meu olho. Com meu olho livre, vejo que ele parece ainda mais irritado, como se fosse explodir.

- “Nunca encostei um dedo nela” – Fala o Hibiki, imitando a minha voz. – Qual o erro nessa frase?!

- Não. – Diz a Yuna, do nada. – Você não pode fazer isso. Não é sua decisão.

- Se eu não fizer, quem vai fazer?! – Ele exclama, se voltando para ela.

- Nagisa. É a única pessoa que pode decidir sobre esse assunto. – Ela responde, tenho a sensação de que sou o único perdido aqui.

- Não acha que essa história já não foi longe demais?! – O Hibiki quase grita, mas, dessa vez, parece tentar controlar o tom de voz. – Olha a situação em que estamos! E tudo por causa disso!

- Ele está certo. – Concorda a Rio, me surpreendo por isso. – Essa história já ultrapassou os limites. Precisamos por um ponto final nisso.

- Sim. – Concorda a Miko, indo pro lado deles. A Okuda, em silêncio, também se põe ao lado dele.

- Se seu amor é verdadeiro... – Começa o Hibiki, com o corpo mais relaxado. – Então o que te contaremos não fará diferença.

Revezo meu olhar entre todos, sinto que é algo muito sério.

- Nada pode mudar o que sinto por ela. Eu amo a Nagisa.

- Não é ela, é ele.


Notas Finais


Karma: MENINA, VOCÊ NÃO SABE O QUE ACONTECEU!

Nagisa: Não sei nem quero saber

Karma: Eu fui naquela loja da esquina e comprei uma calça. E não é que a calça estava toda rasgada? Fui lá reclamar com o vendedor e ele falou que é moda... Essas crianças de hoje em dia inventam cada coisa...

Nagisa: Karma, você não é minha avó/mãe/tiazinha para reclamar dessas coisas '-'

Karma: Ain garota chata, sabe nem conversar sem me xingar! Vou contar pro seu pai -3-

Nagisa: Que pai?

Karma: Olha só menina, eu trabalho muito duro para sustentar essa casa! Você não sabe o quanto eu me canso de ficar cuidando dos meus 12 filhos!

Nagisa: Você não tem filhos Karma... Você só cuida da sua irmã '-'

Karma: VOCÊ ESTÁ DUVIDANDO DAS MINHAS CRIAS?!

Nagisa: Vou nem responder, porque só vai dar muito trabalho...

Karma: OLHA SÓ GAROTA, TU ME RESPEITA! A MÃE ENSINA, DÁ COMIDA, AMOR E CARINHO PRA FICAR RECLAMANDO!!!

Nagisa: Tchau genteeee ^-^

Karma: OLHA SÓ...
# O programa foi interrompido por motivos de "Karma é muito chato". Obrigada pela compreensão #

Co-autora: E foi isso!
A palavra é "Sharangulato"
Kissus


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