História A base de mentiras - Capítulo 80


Escrita por: ~ e ~Emilia-chan

Postado
Categorias Ansatsu Kyoshitsu (Assassination Classroom)
Personagens Personagens Originais
Tags Akabane, Ansatsu Kyoushitsu, Assassination Classroom, Karma, Karmagisa, Kayano, Nagi, Nagisa, Shiota
Visualizações 190
Palavras 2.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii genteeeeee! Como vão?
Estamos aqui com mais um cap!!!!
Qual será a reação do Nagi ao ver a Kamiko?
Bora pro cap

Capítulo 80 - Irmãos


Fanfic / Fanfiction A base de mentiras - Capítulo 80 - Irmãos

Nagisa

 

A campainha toca muito cedo, quase que não tem sol do lado de fora. Me recuso a levantar, ninguém merece receber visitas a essa hora da manhã. Infelizmente a campainha continua, tornando impossível dormir com seu toque.

- Vai atender a porta. – Fala o Hibiki, ele deve estar tão incomodado quanto eu.

- Eu não vou me levantar desse chão. – Resmungo em resposta, abraçando a almofada que ele jogou em mim durante a noite. Ele levanta do sofá e vai até a porta, quase que seu pé bate na minha barriga.

- Quem é você? – Ele pergunta, bocejando no final. Fecho os olhos, agora que o barulho parou, vou conseguir dormir.

- Amiga do Nagisa, vou ficar aqui durante um tempo.

Me sento no chão com os olhos bem abertos, e focados numa única pessoa, que está parada na porta, com uma mala enorme ao seu lado.

- O que você está fazendo aqui?! – Exclamo, meu sono foi embora no momento em que ouvi a voz da Kamiko, ela me persegue até na minha própria casa.

- Esqueceu que eu vou ficar aqui? – Ela diz, passando pelo Hibiki, que continua plantado na entrada.

- Pirou de vez?! Eu nunca ia aceitar uma coisa dessas! – Digo, dando algumas risadas no final. O Hibiki fecha a porta e encara nós dois.

- Nós já nos conhecemos? – Ele pergunta para a Kamiko, que concorda.

- Sim, eu sou amiga da Akiko, a menina que foi baleada. – Ela explica, sentando numa das cadeiras da mesa.

- São seis horas, vocês tem que se arrumar para a aula. – Fala a Gina, entrando na sala ainda de pijama, só faltava ela para completar a festa dos suspeitos.

- Oi Gina. – Diz a Kamiko, a Gina esfrega os olhos algumas vezes.

- Alguém pode me explicar o que está acontecendo? – Pergunta a de cabelo branco, não quero nem saber o que minha mãe vai fazer quando acordar e vir esse bando de gente.

- Também quero que alguém me explique o que a Kamiko está fazendo aqui. – Digo para a Gina e para a Kamiko, o Hibiki não para de encarar a rosada.

- Que culpa eu tenho se você não prestou atenção na Kayano? – Ela replica, cruzando as pernas. – Preciso de um lugar para ficar, a Kayano te ligou perguntando se eu podia ficar aqui e você concordou.

- Não importa o que eu disse antes. – Falo, apontando para a porta. – Sai daqui!

- Que isso Nagisa! Ela precisa de um lugar pra ficar, desse jeito está parecendo a sua mãe. – Diz a Gina, a comparação me perturba, sempre tive medo de virar uma pessoa igual a minha mãe.

- Não tem problema, se ele não me quer aqui, eu também não quero ficar. – Ela afirma, indo embora sem mais nem menos. Todos nós ficamos em silêncio, encarando a porta. Nós só voltamos a rotina normal quando minha mãe entra na sala.

 

Kayano

 

Acordo bem cedo, para pôr meu plano em pratica. Pego uma mala e coloco apenas o essencial para sete dias, que é o tempo que eu pretendo ficar fora. Espero que eles não me achem.

 

# Quebra de tempo #

 

Jogo a minha mochila em cima da cama do quarto de hotel. Tomei todo o cuidado possível para não me encontrarem. Escolhi um hotel bem longe, peguei três ônibus diferentes e ainda peguei um táxi e paguei tudo em dinheiro, se fosse cartão poderiam me rastrear. Meu celular começa a tocar, não deveria ter trazido ele. Vejo quem está me ligando, só atendo porque é a Miko.

- O Nagisa não me deixou ficar lá e, mesmo se deixasse, não parecia ter muito espaço para mim. – Ela fala, me deixando confusa.

- Por que não tinha espaço? A casa dele não é muito grande, mas daria para você dormir na sala. – Digo para ela, que dá uma pequena risada.

- Você não sabia? A Gina está no quarto dele, um garoto está dormindo no sofá e ele está dormindo no chão. – Conta a Miko, só sabia da prima dele.

- Quero que você me conte essa história melhor. – Peço, dizendo o endereço do hotel onde estou. – Não comente com ninguém onde estou, você pode ficar aqui comigo, mas eu só vou ficar durante sete dias.

- Por que sete dias? – Ela questiona, suspiro me lembrando do que meu pai me disse.

- Quando você chegar aqui eu explico. – Afirmo e desligo o meu celular. Vou até a varanda do hotel, fico observando os carros passarem. Um caminhão de lixo passa na rua em frente a janela, exatamente o que eu precisava. Faço uns rápidos cálculos e, quando o caminhão está na posição perfeita, taco o celular do quinto andar, ele cai dentro do caminhão.

- Agora sim, ninguém vai conseguir me encontrar.

 

Kamiko

 

Entro no táxi e dou o endereço do hotel, espero que o hotel não seja muito longe. Sento no banco macio do táxi, que triplica o meu cansaço. Tento manter meus olhos abertos, mas eu fui dormir muito tarde e acordei muito cedo.

- Não quero dormir... Não quero reviver aquelas lembranças. – Murmuro bem baixo, o taxista não precisa escutar isso. Meus esforços são em vão, em poucos minutos pego no sono.

 

Sonho on:

 

Abro a despensa da cozinha, tomando cuidado para não fazer nenhum barulho. Olho para os lados, me certificando de que não tem mais ninguém na cozinha. Vejo minhas opções de comida, que não passa de um bolo velho que já está no final.

- O que você está fazendo? – Pergunta meu irmão, sua voz vem de trás de mim.

- N-Nada! – Exclamo, fechando a porta da despensa e me virando para vê-lo.

- Parecia que você ia pegar comida sem permissão. – Ele conta, chegando mais perto. – Vou ter que te castigar.

Saio correndo da cozinha, mas, como ele é um ano mais velho, o Hibiki me alcança rápido. Ele me joga no chão e começa a fazer cosquinhas na minha barriga, me causando ataques de risos.

- P-Pa-Para! – Exclamo, me contorcendo e rindo histericamente. Meu irmão tem um sorriso no rosto, ele adoro fazer cosquinhas em mim.

- Só se fosse admitir que ia pegar um pedaço de bolo. – Ele fala, aumentando as cosquinhas.

- Eu ia pegar um pedaço de bolo! – Digo, na mesma hora ele para com as cócegas, me permitindo respirar normalmente.

- Está com fome? – Ele pergunta, me dando a mão para levantar. As vezes esqueço que ele é só um ano mais velho que eu, o Hibiki é incrivelmente responsável e sempre cuidou de mim. Balanço afirmativamente a cabeça, minha última refeição foi de manhã, antes dos nossos pais irem trabalhar. Meu irmão vai até a cozinha, mas eu não o sigo. Ele volta com um pedaço de bolo num prato, em seguida entrega-o para mim.

- Não conte pros nossos pais que eu deixei você comer, esse vai ser um segredo nosso, tudo bem? – Ele diz, não respondo sua pergunta. Como o bolo desesperadamente, como se minha vida dependesse disso. Estou no final do bolo, só então noto a presença do meu irmão, que olha para mim. Ignoro meu estômago roncando e lhe entrego o final do bolo, lógico que ele recusa.

- Você está com fome, esse pedaço é seu. – Fala o Hibiki, estendendo o pedaço para mim, mas eu não vou pegar.

- Você também está com fome, não é justo eu comer e você só ficar olhando. – Rebato, convencendo-o de comer o bolo. Ele come mais rápido que eu, raspando até a última migalha do prato. Nós dois escutamos o choro do Ryo, por isso corremos até o nosso quarto. O Hibiki me dá o prato de bolo e vai até o Ryo, o tirando do carrinho e colocando nos seus braços. Meu irmãozinho não para de chorar, mesmo depois do Hibiki fazer tudo que você possa imaginar.

- Por que ele não para de chorar? – Pergunto ao Hibiki, colocando o prato na cama de solteiro que eu e o Hibiki dividimos.

-Ele está com fome, mas o leite acabou ontem. – Ele responde, ainda com meu irmãozinho chorão nos braços.

- O que vamos fazer? – Falo, deixando o Hibiki sem palavras. Seus olhos, um vermelho e o outro verde, revezam entre mim e o Ryo, suas sobrancelhas levemente rosadas se curvam de preocupação.

- Não podemos fazer nada, temos que esperar nossos pais voltarem. – Ele diz, mas ainda vai demorar muito pro papai e para a mamãe voltarem.

- E-Eu posso roubar leite do mercadinho. – Sugiro, com a voz fraca, sei que roubar não é certo. Meu rosto vira pro lado, por causa do tapa que o Hibiki me dá na cara, trazendo lágrimas aos meus olhos.

- Nunca mais diga uma coisa dessas! – Exclama meu irmão, segurando o Ryo com apenas um braço. – Isso é errado! Roubar é uma coisa muito errada!

- D-Des-culpa. – Gaguejo, sentindo minha bochecha latejar com o seu tapa, ele nunca bateu em mim.

- Meu deus, eu te machuquei? – Ele questiona, provavelmente notando as lágrimas nos meus olhos. – Desculpa Hana, eu não quis te machucar.

Ele me puxa para um abraço apertado. Apesar de tudo, o abraço de volta, sei que ele nunca teria a intenção de me machucar.

- Não tem problema, e me desculpe pelo que eu disse. – Digo, deixando as lágrimas rolarem silenciosamente, até o Ryo se calou.

- Quer pegar ele no colo? – Oferece o Hibiki, estendendo o Ryo para mim.

-Sério? – Questiono, geralmente ele não me deixa segurá-lo. Ele assente, pego com extremo cuidado meu irmãozinho. – Eu amo você. – Falo, baixinho para o Ryo.

 

# Quebra de tempo #

 

- Alguém chegou. – Diz o Hibiki, me acordando. Salto da cama, vou correndo para a sala. Encontro meu pai na sala, ele sorri quando me vê.

- Oi filha. – Ele fala, durante o longo abraço que dou nele. Quando o solto, vejo o Hibiki com o Ryo no colo, os dois estão atrás de mim.

- A mãe de vocês já chegou? – Pergunta meu pai, se dirigindo ao Hibiki, já que ele é o mais velho.

- Não, ela ainda não chegou. – Responde meu irmão, a conversa desperta o Ryo, que volta a chorar. – Ele está com fome, mas não tem leite.

- Vou ver se ainda tem algum dinheiro. – Explica meu pai e sai da sala. Como esperado, não temos dinheiro suficiente para comprar uma caixa de leite.

 

# Quebra de tempo #

 

Estou quase dormindo quando escuto uma gritaria, outra briga entre meu pai e minha mãe.

- EU DISSE PARA VOCÊ QUE NÃO PODIAMOS TER FILHOS! SÓ O HIBIKI ERA O SUFICIENTE, MAS NÃO, VOCÊ AINDA QUIS MAIS DOIS! – Grita meu pai, a discussão deles sempre é voltada para mim e meus irmãos.

- NÃO COLOQUE A CULPA EM MIM! EU NÃO FIZ OS FILHOS SOZINHAS! – Berra a minha mãe, com a voz arrastada. Meu pai e meu irmão tentam esconder de mim, mas eu sei que minha mãe bebe, que ela gasta o dinheiro, que ela ganha trabalhando, com bebidas, e não em comida para seus filhos famintos.

- PODE ATÉ SER, MAS VOCÊ NÃO TEM A MINIMA PREOCUPAÇÃO COM ELES! VOCÊ GASTA TODO O SEU DINHEIRO COM BEBIDA, ENQUANTO NOSSOS FILHOS PASSAM FOME! – Acusa meu pai, odeio ouvir eles brigando, mas escuto eles discutindo, no mínimo, uma vez por semana.

- EU AMO OS MEUS FILHOS! EU ME PREOCUPO COM ELES! – Retruca minha mãe, escuto o barulho de algo se estilhaçando, ela deve ter jogado alguma garrafa de vidro no chão. – O POUCO TEMPO QUE EU TENHO EM CASA EU PASSO COM ELES! O DINHEIRO QUE EU GANHO TRABALHANDO É MEU! EU FAÇO O QUE QUISER COM ELE!

O Hibiki sai do meu lado e vai até a porta do quarto, fechando a mesma. Ele se vira, para voltar para cama, só então ele percebe que estou acordada.

- Volte a dormir. – Ele diz, deitando ao meu lado e me abraçando. – Está tudo bem.

Mesmo com a porta fechada, ainda dá para ouvir perfeitamente os gritos dos meus pais.

- Não está. – Respondo para ele, há muito tempo percebi os problemas que cercam a minha família. Ele não repete que está tudo bem, ele só começa a cantar uma canção de ninar. Sempre que eu estou com medo ele canta essa música para mim, não sei onde ele aprendeu ela, nossos pais nunca cantaram para nós.

 

Sonho off:

 

O táxi da uma freia bruscamente, me arrancando de um sonho, e de uma  lembrança, alegre e doloroso.

- O que você acharia de mim hoje em dia Hibiki? – Pergunto, no meu tom de voz normal. Coloco a mão no mesmo local que ele me deu um tapa, eu tinha quatro anos. Fico triste, meu irmão mais velho era um garoto direito, nem imagino o que ele pensaria de mim se descobrisse tudo que eu fiz, entre essas coisas está assassinato e roubo. Por isso não procuro meu irmão, não suportaria ver ele decepcionado com quem me tornei.


Notas Finais


Nagisa: Karma, por que você quer dormir no sofá? Vem dormir comigo

Karma: Por isso mesmo que eu vim dormir no sofá! Para nós ficarmos abraçadinhos juntos :3

Nagisa: Karma... Alguém, com toda certeza, vai acordar no chão...

Karma: Está co medo de cair no chão, Nagi? Vai ficar tudo bem, eu não vou te deixar cair ^-^

Nagisa: Tudo bem então...

~ Três horas depois ~

Nagisa: *Cai no chão e começa a chorar*

Karma: Ah Nagi, não chore! Foi só um susto, Karma está aqui com você!!!

Nagisa: *Deita em cima do Karma e o abraça* Agore, se eu cair de novo, você cai junto!

Karma: Awwwnt que amor Nagi! Você quer compartilhar experiências comigo <3

Co-autora: E foi isso genteeeeee!! Espero que tenham gostado :3
Se não souber o que comentar, comente "Tylui".
Kissus


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