História A Beast in My Life ( Colifer Au) - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Colin O'Donoghue, Jennifer Morrison
Personagens Colin O'Donoghue, Jennifer Morrison, Personagens Originais
Exibições 33
Palavras 1.816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eii amores, GNT sorry a demora, sei que era pra ter postado na quarta como prometido mais não deu, fiquei sem net kkkkk mais vou atualizar essa é a outra ainda hj, muito obg pra quem favoritos e vamos lá né. BOA LEITURA!!

Capítulo 3 - Capítulo III


Devia ter pedindo as compras, para o caseiro, pensou Jen, pegando os mantimentos, tentando ignorar as pessoas que a observavam, os jovens, muito mais jovens do que os que pensaria em namorar, fitando-a intensamente. Ela sorriu docemente, um típico sorriso de passarela, admitiu, rindo baixinho. Alguns homens eram pescadores, e ainda usavam as botas de borracha da pescaria. Checando a lista, Jen dirigiu-se ao caixa. Vai começar, pensou, vendo que as pessoas aproximavam-se de onde estava, como felinos. Um adolescente alto de cabeloa castanhos bescuros que varria o chão chegou mais perto. A vendedora parecia não ter pressa, fitando-a demoradamente, apesar da fila. Os clientes não tiravam os olhos dela. Não era de admirar que Sir O' Donoghue não saísse de casa. O que teria acontecido com a hospitalidade do sul? - Você é nova aqui? - perguntou a vendedora, uma ruiva alta de olhos azuis. - Sim. É uma linda ilha - disse ela. Era melhor deixá-los orgulhosos da terra onde viviam. - Está no castelo, não é? - Sou a babá que o sr. O'Donoghue contratou. _Babá?! - exclamaram várias pessoas ao mesmo tempo. Jen olhou ao redor, fitando um a um, todos que estavam próximos. - Sir. O'Donoghue está esperando o filho chegar, e estou aqui para cuidar dele. - Pobre criança - disse uma mulher de cabelos negros curto, num tom sombrio. - Por quê? - perguntou ela, embora soubesse a resposta. - Imagine ter um homem tão horrível como pai. - O conhece? - perguntou Jen. - Não exatamente. Esperando que sua expressão fosse da mais pura inocência, indagou: - Então, como pode saber como ele é? - Ele nunca sai daquele lugar - disse a vendedora. - Não mostra o rosto há quatro anos. Nem mesmo Dallas, que mora lá, conseguiu vê-lo de perto. Dallas, Laura imaginou, devia ser o caseiro, que ainda não conhecera. - Ele está desfigurado - gaguejou o jovem que embalava suas compras. - Se nunca o viu, como pode saber disso? O garoto deu de ombros, como se fosse de conhecimento geral. Embora ninguém tivesse visto Colin. - Não acho que a aparência seja importante - respondeu ela, tentando controlar-se, e detestando que as pessoas dessem tanta importância às aparências. Ela sabia, por experiência própria, como isso era injusto e preconceituoso, embora por motivos opostos. As mulheres recusavam-se a ser suas amigas, acreditando que se imaginava melhor do que elas. Os homens quase pisoteavam uns nos outros para aproximar-se, todos tentando levá- la para a cama, ou convidá-la para um acontecimento social, onde pudessem exibi-la como um troféu. Ninguém, nem mesmo o ex-noivo, conseguira ver além do rosto lindo que Deus lhe dera. E, aparentemente, ninguém queria ver além das cicatrizes de O'Donoghue. Tudo isso fazia Jen sentir um estranho impulso de defender um homem que nem conhecia. Era difícil manter o controle diante de tantos preconceitos. - Coloque na conta dele, e mande entregar por volta das três - pediu, saindo depressa e sentindo que todos os olhares a acompanhavam. Em vez de pegar um carruagem para casa, resolveu acalmar-se, caminhando pela pitoresca cidadezinha. Mas as lembranças continuavam a atormentá-la. A mãe, arrastando-a para concursos, desde bem pequena, tudo que sempre detestara. E quando crescera, escolhia participar apenas dos que lhe interessavam, porque queria ir para a faculdade, e precisava do dinheiro. Olhando em volta, viu as vitrines das pequenas lojas, os bancos de madeira espalhados por vários locais, moradores passeando e fazendo compras. Dois homens mais velhos sentavam-se junto ao cais, trocando histórias de pescaria. Jen sorriu, lembrando-se do avô, sentado na cadeira de balanço da varanda, esculpindo pequenos animais de madeira para que ela e os irmãos brincassem. Aliás, eram os únicos brinquedos que tinham. Uma vida simples, mas cheia de amor, pensou, com saudade do avô. Ela respirou fundo, saboreando a brisa fria que vinha do mar. Como o sol estava alto ainda fazia calor, mas logo chegaria à estação dos furacões, com chuva, umidade e frio intenso. Cruzando os braços para proteger-se, andou mais depressa para a pequena estrada que levava o castelo. Em poucos minutos entrava no calor acolhedor da casa. Depois de preparar café, esfregou os braços gelados, e ouviu um ruído vindo de fora. Franzindo a testa, foi até a porta de trás e afastou as cortinas que cobriam a pequena janela. Todos os seus impulsos femininos tornaram-se vivos e intensos, ao ver as costas nuas do homem que cortava lenha. Os braços fortes moviam-se numa dança da qual não conseguia afastar os olhos. Colin. Como era bonito, usando apenas uma calça e botas! De onde estava, podia ver apenas o perfil do rosto, com certeza o lado sem cicatrizes, já que os traços eram aristocráticos e bem-feitos. Os cabelos escuros flutuavam ao vento, cobrindo totalmente a nuca. Os braços eram fortes, ao erguer o machado para cortar mais uma tora, ela pôde ver como era forte, já que a madeira partiu-se em um golpe. Ele deu mais alguns golpes e depois parou, apoiado no cabo do machado. Quando começou a falar, Jen percebeu que não estava sozinho e foi até a janela. Outro homem, mais jovem, sentava-se num banco e brincava com um canivete. Era Dallas, e aparentemente era bem mais do que um caseiro. Era amigo dele. Talvez seu único amigo. Dallas conversava animadamente, o rosto bem feito e meio coberto pelo chapéu. A camiseta escura ajustava-se ao tórax forte, e a calça estava tão gasto nos joelhos que a cor desbotara. Ela observava os dois homens, e como se Colin soubesse que estava ali, continuava de costas. Ainda assim, pôde ver cicatrizes longas e finas descendo pelas costelas, como se tivessem sido feitas por adagas afiadas. Devia ter sido muito doloroso, e mais uma vez, imaginou como teria sido o acidente. De repente, ele inclinou a cabeça para trás e riu. O som, carregado pelo vento, chegou até Jen, que estremeceu, sentindo um estranho calor percorrê-la. Pelo menos ele não tinha perdido a capacidade de desfrutar de pequenos prazeres, como conversar e rir com um amigo, pensou, desejando juntar-se a eles. Mas, se quisesse que o visse, já teria aparecido. Ele disse algo que fez Dallas corar. Logo se levantava, sorria para ele e colocava mais toras aos pés dele. Colin continuou a trabalhar, cortando tora por tora, enquanto Dallas empilhava os pedaços. Então, o caseiro parou, olhando diretamente para ela. Jen sustentou o olhar. Colin largou o machado e pegou o casaco com capuz. Saindo para a varanda, ela gritou: - Desculpe-me. Não tive a intenção de me intrometer. - Mas fez exatamente isso - disse ele, vestindo o casaco de costas para ela. - Desculpe-me. Vou para outro lugar. Colin suspirou, desejando virar e fitá-la nos olhos. - Não quero que sinta que precisa afastar-se de onde estou. - Mas é exatamente o que quer. Preferia que eu não estivesse aqui, não é mesmo? - Ela viu que os ombros dele enrijeciam. - O mínimo que podemos fazer é ser honestos um com o outro. Colin apertou os lábios, suspirando mais uma vez. - É verdade. Mas posso garantir que não me importo de não ter mais a casa só para mim. - Não precisa se esconder. - Eu não me escondo. Escolhi este estilo de vida, srta. Morrison, e nos últimos quatro anos aprendi que é a melhor maneira de viver. - Quer dizer, a mais fácil. - Nada é fácil para mim, senhorita. - E quanto a seu filho? Ele espera encontrar o pai. Precisa de carinho e conforto. Perdeu a mãe. O peito de Colin apertou-se ao pensar na tristeza de Evan, e como gostaria de confortá-lo. - Foi por isso que a contratei, srta. - E não se importa com ele? Como podia dizer a Jennifer que ao saber da existência do filho, poucas semanas atrás, sentira raiva da mãe dele, por abandoná-lo, carregando no ventre o bebê que era deles, por não lhe dar uma chance de conhecer a criança, antes de lhe tirar tudo que tinha. O amor pela mulher desaparecera quando ela partira, abandonando-o quando ele mais precisava, condenando-o à prisão e ao isolamento. Como podia esquecer o passado? - Eu me importo. Muito. Mas mal tive tempo de me acostumar com a idéia de que sou pai. - Ele começou a andar para a garagem. - É bom se acostumar - disparou ela, enquanto ele se afastava. - Depois de amanhã ele estará aqui, querendo vê-lo, e como poderei explicar que o pai não quer encontrá-lo? - Diga a verdade - respondeu ele, sem parar de andar. - Que o pai não quer ser mais uma fonte de pesadelos para ele. A resposta deixou-a sem ação, e antes que pudesse pensar no que dizer, ele tinha desaparecido. Virando-se, ela fitou o loiro alto. - Acho que as coisas não correram muito bem, não é? Josh observou-a atentamente, como se estivesse avaliando cada detalhe, e Jen não saberia dizer qual fora a impressão do homem, já que sua expressão continuava impenetrável. - Não, madame. - Sou Jennifer Mor... - O Colin me disse. - E o que mais ele falou a meu respeito? A expressão de Josh continuou impenetrável, e ele virou-se para arrumar as pilhas de madeira. Por certo precisariam delas para aquecer-se nas noites de tempestade, imaginou Jen, pensando em como o castelo de pedra devia ser frio no inverno. - Todos na cidade têm uma imagem errada dele. Mas já deve saber disso, não é? - Ela admirava o fato de o caseiro respeitar o segredo de Colin, mesmo exposto à curiosidade de todos. Josh arrumou mais uma pilha. - Poderia ao menos me dizer como é a rotina dele? Assim poderei ficar fora do caminho. Joshnafastou o boné para trás, fitando-a por alguns instantes, antes de falar: - Não. - O quê? - Ela não podia acreditar no que ouvira. - O Colin não segue rotinas, faz o que quer. Se encontrá-lo novamente vai ter que lidar com a situação. _Obrigada pela ajuda. - Jen cruzou os braços, fitando-o diretamente. - Prefere vê-lo se escondendo, ou saindo da toca para conhecer o filho? Ele não respondeu, e ficou bem claro para ela o quanto era leal ao patrão. Mas quando ele segurou o machado, disposto a recomeçar o trabalho que Colin interrompera, ela o impediu, segurando o braço que se erguia. - Não vou sair daqui até ter certeza de que Evan tem todo o cuidado e atenção que merece. Entendeu, sr. Dallas? Os olhos dele brilharam, embora a expressão do rosto continuasse inalterada. - Sim, senhora. E pode me chamar de Josh, senhora. - Jennifer - corrigiu ela, virando-se para a casa e acrescentando: - Estou esperando que entreguem as compras. Assim, acho melhor recolocar aquela expressão séria no rosto. Afinal, é o que todos esperam, não é mesmo? Josh olhou-a afastar-se, lutando para esconder um sorriso. - Sim, senhora.  


Notas Finais


C O N T I N U A.......


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...