História A Beast in My Life ( Colifer Au) - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Colin O'Donoghue, Jennifer Morrison
Personagens Colin O'Donoghue, Jennifer Morrison, Personagens Originais
Exibições 55
Palavras 1.218
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


U.u

Capítulo 4 - Capítulo IV


O doce aroma de algo assando espalhava-se pela casa, mesclando-se ao som de risadas. Aquilo o atraiu, embora descesse pela antiga escada de serviço, para não ser visto. Passagens escondidas atrás das paredes formavam um labirinto, através do qual podia mover-se sem ser visto, apesar de os corredores serem bem estreitos. Fazia muito tempo que não passava por lá, depois de tê-los descoberto. Não gostava da sensação de passar por eles, mas havia pessoas na casa, depois de anos em que ele e Josh haviam sido os únicos moradores. Mas agora ela estava ali, assando algo na cozinha. A vontade de vê-ia o atraía tanto quanto o aroma do que assava no forno. Mas, acima de tudo, era a risada límpida e espontânea que o atraíra. Podia distingui-la facilmente no meio das outras vozes. Havia algo em Jennifer que lhe despertava sensações que julgara adormecidas. Ela o desafiava, provocava, mas Colin sabia que, se cedesse à tentação de ver o rosto dela, teria muito a perder. O filho precisava de Jen, uma vez que ele não podia ficar com ele. Parando no fim do corredor escuro, afastou um pouco o painel disfarçado que cobria a parede. Ela estava tirando uma assadeira do forno e colocando biscoitos num prato. Era uma cena tão doméstica, comum, algo que Helen nunca se incomodara em fazer, que o pegou de surpresa. Havia duas pessoas sentadas nos bancos altos. Jen ofereceu os biscoitos aos convidados. Convidados, ali, na casa dele. Pela primeira vez. Queria ficar zangado. Queria que fossem embora, pela simples razão de que não podia unir-se a eles. E ao vê-la conversando, tão animada, seu isolamento parecia ainda mais difícil e amargo. Mas ela era tão linda, os homens pareciam fascinados pelo que dizia. E então, quando Ela inclinou-se para colocar outra assadeira no forno, ele percebeu que todos olhavam as formas do corpo bem-feito. Será que os homens estavam ali movidos pela curiosidade em relação a casa, ou apenas por causa dela? - É uma casa muito grande - disse o adolescente, que ele reconheceu como o entregador que trazia as compras. - Sim, é enorme - respondeu ela, colocando colheradas de massa na forma. - Apavorante - disse um dos homens, olhando ao redor. - Adoro a casa - afirmou ela. - É linda, charmosa. A arquitetura, as pedras, tudo lembra a história de muitas partes do mundo. Era exatamente o que sentira ao ver a casa, pensou Colin, inclinando-se para ouvir melhor. - Você já o viu? - É claro. - É muito horrível? Ele esperou pela resposta, prendendo a respiração. - Não tem nada de mais. Nada de mentiras, nem de informações, e ele imaginou por que Jen estaria agindo assim. - Então por que se esconde? - Ele é um homem reservado, e talvez por não ter sido bem recebido... - Jen parou de arrumar os biscoitos e virou-se, fitando-os por cima do ombro. Colin percebeu a determinação na voz dela. - E se alguém ousar fazer qualquer comentário na frente do filho dele, terei que mostrar como meu avô me ensinou a atirar muito bem. E também como tirar a pele dos animais que caçavamos. Colin disfarçou uma risada, e quando olhou novamente, os convidados riam, sem jeito, não muito certos se ela falava a sério ou não. Logo se despediam, agradecendo pelo café. Ela acompanhou-os, fechando a porta assim que saíram. Voltando para o balcão, pegou a forma que acabara de encher e colocou-a no forno, no lugar da que já estava pronta. Não conhecia nenhuma criança que não gostasse de biscoitos de chocolate, e esperava que Evan não fosse uma exceção. Queria que o menino se sentisse bem-vindo naquela casa escura e silenciosa. De repente, percebeu que não estava sozinha e ergueu o olhar. Então o viu, uma sombra escura entre a parede do canto e a porta entreaberta do lado da despensa. Uma sombra grande, da qual só podia ver a calça que cobria as pernas fortes. Como chegara até ali sem que o visse? - Gostaria de pensar que a receita de biscoitos da minha avó o atraiu até aqui, mas não tenho ilusões. - Linda e esperta. Ela enrijeceu de imediato. Será que todos tinham que falar de sua beleza, nos primeiros dez minutos de conversa? - Quer um biscoito? - Não, obrigado. - Não diga que é uma dessas pessoas que não gosta de biscoitos de chocolate... - Não. - Já sei. Não quer vir até a luz para pegá-lo, não é? Ele não respondeu. - O que mais nega a si mesmo, ao escolher viver no escuro? - Ao falar, ela atirou um biscoito na direção dele. A mão surgiu na luz, apanhando o biscoito no ar, e ela pôde ver o anel de sinete faiscar. - E o que vai negar a Evan? - Pesadelos, Miss Morrison. - Pode me chamar de Jennifer. E acho que está enganando a si mesmo. - Não sabe nada a meu respeito, bela - zombou ele. Ela largou a espátula sobre o balcão, num gesto brusco. - Tem razão, não sei. Assim como não sabe nada a meu respeito... fera. - Virando-se para o fogão, tirou a assadeira com os biscoitos prontos, colocando outra no lugar. Fechando os olhos, tentou, em vão, afastar as lembranças dolorosas. Bela... Rainha de beleza. De que lhe adiantara isso, se não tinha sequer conseguido manter o noivo, pensou, cerrando os punhos. Colin endireitou-se, imaginando por que estaria tão perturbada. - Jen... O nome foi pronunciado num tom rouco, sensual, oferecendo uma simpatia que ela não desejava. Os homens, as pessoas, em geral, notavam-lhe primeiro o rosto. Era natural. E Richard era um homem. O que mais poderia esperar? _ Desculpe-me - disse Jen. - Fui muito cruel. Colin já ouvira coisas piores. - Deixei você furiosa. Diga por que. - Não é nada. - Ela continuava arrumando os biscoitos, embalando-os em sacos plásticos. - Mentirosa. - Vamos começar de novo? - perguntou, baixinho. Foi até o outro balcão e pegou um pedaço de carne e alguns legumes, que colocou sobre a mesa. Não se conheciam o bastante para falar sobre o passado dela, nem pretendia começar a lamentar-se. Tinha muito o que fazer, e não desperdiçaria energia com lembranças tristes. Depois de temperar a carne, voltou e cortou os legumes cuidadosamente, tentando ignorar a presença dele. Mas era impossível. O calor que emanava dele era tão forte, que parecia estar perto de uma fogueira. - Está me observando. - Como sabe? - Posso sentir. Será que sabia que ele também podia senti-la? - E o que sente? Jen parou. As palavras, murmuradas num tom suave, convidavam à intimidade, trazendo um desejo inesperado. O coração dela disparou. - É como uma invasão. - Ela arrumou os legumes numa travessa, cobrindo-os com água. - E não gosto disso - completou, colocando-os na panela - É uma mulher muito linda, Que homem não a olharia? Você sabe disso. - Sim, sei como as pessoas valorizam a aparência - murmurou, desligando o forno. - Eu também - declarou Colin, num tom amargo. - Então temos algo em comum. - Ela tirou a última assadeira do forno, colocando-a sobre o fogão, antes de virar-se. Ele tinha desaparecido. Como se um vento frio a atingisse, soube que não estava mais ali.  


Notas Finais


C O N T I N U A....


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