História A Beast in My Life ( Colifer Au) - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Colin O'Donoghue, Jennifer Morrison
Personagens Colin O'Donoghue, Jennifer Morrison, Personagens Originais
Exibições 45
Palavras 1.845
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eii amores U.U
Muito obg pelos comentários, pelos favoritos, li cada um, vou pegar um tempo pra responder vcs, prometo, tô numa euforia só a cada capítulo escrito kkkkkkk é muito amor esse dois, ainda mais sendo de época, ai que me derreto toda 😍😍😍 então chega se enrolação e vamos ao que interessa, espero que gostem, BOA LEITURA!!😘😘😘

Capítulo 5 - Capítulo V


Colin desceu pela escada de serviço trazendo os pratos do jantar. Depois de colocá-los na pia, pegou um biscoito na assadeira sobre o fogão. Mastigando, atravessou a

sala de jantar e chegou à biblioteca, estranhando o ar frio que penetrava na casa. Ao entrar

na sala de estar, parou de repente. Cada fibra do corpo dele reagiu ao vê-la. Jennifer estava

na varanda, atrás da sala, e as portas francesas estavam completamente abertas. As mãos

dela apoiavam-se na grade, e o roupão leve, verde-claro, flutuava ao sabor da brisa da noite

sem lua. A frente dela, o mar batia no cais, iluminado apenas pelas luzes suaves que

cercavam a casa.

Colin poderia jurar que estava vendo um anjo. O vento erguia os cabelos Loiros, fazendo-os flutuar.

- Não é fantástico? - perguntou ela.

Ele enrijeceu, sentindo-se encurralado na própria casa.

- Não é? - insistiu, virando-se levemente na direção dele. Ele sabia que ela não podia

vê-lo claramente, com a luz

trás dela.

- Gosta deste tempo?

Jen voltou a olhar o mar. Ao longe se viam relâmpagos.

- É meu favorito. Tempestades, trovões, chuva... Colin percebeu que ela lhe dera as

costas de propósito,

dando-lhe a chance de se aproximar. O gesto o comoveu, mas ao mesmo tempo

deixou-o inquieto. Será que ela viraria de repente e começaria a gritar? Ainda assim,

reconheceu que não podia resistir ao desejo de se aproximar mais um pouco. Saindo para a

varanda, encostou-se nas cortinas que voavam pelas portas abertas e que podiam lhe dar

alguma proteção.

- Obrigado pelo jantar.

Ela deixara a bandeja do lado de fora da porta do quarto dele, numa mesinha que

carregara para cima.

- Por nada. Não precisa comer lá em cima, Sozinho.

- O que pretende? Que jantemos como duas pessoas civilizadas?

- Por que não?

- Acho que já sabe a resposta.

- E o que devo dizer a Evan? Sinto muito por ter perdido sua mãe, e olhe, na verdade

não tem um pai. Apenas um benfeitor?

_Diga a ele o que achar melhor.

_ Sei que se importa, sir. O'Donoghue. Vi o quarto dele.

- Só porque não quero vê-lo, não significa que não quero que fique confortável aqui.

Não percebe? Ele é uma criança. Um simples olhar para o que sobrou do meu rosto, e terá

pesadelos por uma semana. - Ele sacudiu a cabeça. - Acho que devo poupar a nós dois

dessa situação.

Jennifer chegou mais perto, e viu que ele cruzava os braços à frente do peito, numa

atitude defensiva. O gesto era claro. Não poderia alcançá-lo. Não agora.

- Acha mesmo que uma criança vai se satisfazer com isso?

- Terá que ser assim.

- Mas sou uma estranha.

- Eu também.

Jen suspirou, frustrada, cerrando os punhos.

- É um homem muito difícil.

Houve um instante de silêncio, antes de ele responder:

- Só quero protegê-lo.

- Impedi-lo de conhecê-lo não é proteção.

- Por acaso é uma autoridade em crianças? - A voz dele revelava descrença.

- Tenho alguma experiência.

- É mesmo?

Pouco importava o tom crítico na voz dele, Pensou ela.

- Não gosta que outras pessoas vejam o que lhe aconteceu, e então se esconde. Só vê

aquilo que quer. Não tive filhos, mas gostaria de ter. Fui professora na escola da embaixada

por vários anos, e cursei psicologia infantil na universidade. Além disso, sou a mais velha de

Três irmãos. Não acha suficiente?

Com raiva, afastou-se da grade e já ia entrar, quando Colin segurou-a pelo braço.

Os dois foram envolvidos pelas dobras das cortinas que flutuavam ao vento.

- Sim. É suficiente.

Ela mal conseguia respirar, e seu coração batia acelerado. Ele era um homem, forte, e os dedos circundavam-lhe o braço, impedindo-a de mover-se. Estava

consciente da proximidade dele, do perfume masculino, do corpo que quase tocava o dela,

fazendo-a estremecer.

Ele era misterioso, intenso.

O que a atraía não era a solidão dele, nem a amargura. Era o homem que sofrera

muito, mas sobrevivera. Que não deixara ninguém se aproximar. Jen viu a sombra da

cabeça dele aproximar-se e soube que desejava beijá-la. E quase desejou que o fizesse.

- Você tem perfume de... liberdade - sussurrou ele, cada célula do corpo gritando que

era um homem, e que ela era uma linda mulher.

Mesmo sabendo que devia fazer anos que ele não estava com uma mulher, que devia

afastar-se depressa, ela foi incapaz de resistir ao desejo de tocá-lo. Erguendo a mão,

colocou-a no peito dele.

A respiração dele ficou ofegante, e num gesto brusco afastou-se, subitamente

consciente do que acontecia.

- Não quero sua piedade, e isto é errado.

Ele afastou-a e Jennifer perdeu o equilíbrio, enquanto Colin entrava depressa,

desaparecendo na casa, de volta à sua caverna escura.

Queria dizer-lhe que a última coisa que sentira em seus braços era piedade. Mas ele já

se fora.

(...)

Era um tolo. O abandono da mulher não lhe ensinara nada, ou não teria tocado Jennifer.

Sentado na escrivaninha, o sol nascendo atrás dele, Colin fez alguns rabiscos, fazendo uma

porção de erros, até desistir, amassando o papel e jogando fora. Recostando-se na cadeira de couro,

fechou os olhos, e quase pôde sentir a maciez daquele corpo que tanto desejava tocar.

E que homem não desejaria fazê-lo, pensou. O corpo dela era curvilíneo, e ela tinha um jeito de andar que quase o enlouquecia. Ele sacudiu a cabeça. Seria mais difícil do

que tinha pensado, e sabia que a lembrança de tocá-la seria tão torturante quanto a própria

ação.

Era a babá, lembrou a si mesmo. Fora contratada para ajudá-lo.

Levantando-se, foi até a janela. Que Deus me ajude, pensou. Ela era o sonho de qualquer homem. E estaria ali por muito tempo, provocando-o. Ele ignorava tudo, os olhos presos à

faixa de areia lá embaixo. Havia pegadas no solo úmido, e imediatamente soube que eram

de Jennifer. Será que levaria Evan para longos passeios, à procura de conchas? Será que Evan

gostaria dali? E do quarto, dos brinquedos? Ou ficaria assustado, com medo? As perguntas

surgiam-lhe na mente, e teve que admitir que não sabia nada sobre o filho de quatro anos.

Mas Evan era tudo que tinha no mundo, e faria o possível para que nada lhe faltasse.

Exceto você mesmo, disse uma voz interior, e a culpa dominou-o.

E se nada daquilo fosse suficiente, e traumatizasse o menino? Era tão pequeno, inocente. No momento, não tinha dúvidas de que Jennifer cuidaria de tudo. Era encantadora,

mesmo com aquela língua afiada, e suspeitava que Evan acabaria se divertindo, depois de

ter passado de um amigo para outro, após o acidente. Tanto ele quanto Helen não tinham

família. Soubera da morte da mulher por cavalheiros da guarda real, e cinco dias depois um,

executor do testamento de Helen, o informara da existência do filho. Com a permissão

dele, Georgina tirara Evan do abrigo, e tomara providências

para arranjar uma babá, e trazer o menino para a ilha. Era tudo tão frio, formal. Helen

escondera a criança até a tragédia acontecer. Mas ele tivera tempo suficiente para pensar na

mulher que havia conhecido num baile de caridade, e com quem se casara, sete anos atrás. Helen tinha sido linda, como uma boneca de porcelana, embora durante o casamento

tivesse ficado cada vez mais egoísta e exigente, gostando muito mais do estilo de vida que

tinham do que dele. Agora percebia que ela gostava das empregadas e cozinheiros, e que

quanto mais lhe dava, mais queria. Até que ele desejara ter filhos, parar de viajar o tempo

todo. Ela havia discutido e reclamado, até Colin ceder. Devia ter engravidado naquela

noite selvagem, na praia, na véspera do acidente. Apesar disso, quando o acidente o privara

da beleza que a atraíra, Helen o abandonara. Não a culpava por tê-lo feito. Era frágil,

imatura, e ele por certo não fora mais o mesmo homem. Nem por fora, nem por dentro.

Tentava imaginar o que Helen dissera a Evan sobre ele, mas logo desistiu. Não fazia

diferença. Suspirando, voltou a trabalhar, até que uma voz suave soou atrás da porta: - Muito trabalho sem comer, deixa o senhor de mau humor.

Colin sacudiu a cabeça, com um meio sorriso. Se aproximando da porta, perguntou:

- Preparou alguma coisa? - O estômago dele roncou, diante da perspectiva de uma

refeição.

- Sim. O Josh não vai conseguir comer tudo. - Houve uma pausa, mas logo ela

continuou: - Nunca fui capaz de cozinhar para menos de seis pessoas. Ainda bem que gosto

de sobras, não é?

Colin imaginou se alguma vez ela ficava de mau humor, e sentiu-se grato por não

mencionar a noite anterior. Não queria a piedade dela. Já aprendera o suficiente a esse

respeito com a ex-mulher. Não podia esquecer o modo como ela se encolhia, cada vez que

tentava tocá-la. Sacudindo a cabeça, pensou em como fora tolo na noite anterior. Mas parte

dele queria saber se Jennifer sentira o mesmo calor que o invadira. Nem Helen conseguira

provocar uma reação como aquela, e ele a amara.

- Estou com fome.

Jennifrr tentou não gostar tanto da voz dele, nem lembrar-se de como parecera sedutor

na tênue luz da varanda. Mais uma vez se perguntava como podia sentir tanta atração por

um homem que nunca vira, embora soubesse que a aparência, o dinheiro ou o charme,

pouco tinham a ver com o que o corpo dizia. E o corpo de Colin dizia muita

coisa. Ela só esperava que o seu não entendesse...

- Vou deixa a bandeja em cima da mesinha.- disse, por fim. Ele detestava estar isolado ali.

- Obrigado - agradeceu.

Um momento de silêncio, e então ela disse:

- Recebi seu bilhete com as regras.

- E estou certo de que quer fazer algum comentário - retrucou ele, e quase podia ver

como ela cerrava os lábios, furiosa.

- Alguma delas é negociável?

- Por exemplo?

- Esta sobre não ir ao terceiro andar. Como a empregada vai fazer a limpeza?

- Ela conhece as regras. Avisa antes de subir, e eu simplesmente vou para outra parte

da casa.

- Entendo. - Colin ouviu-a suspirar. - _Essa comunicação Por trás da porta é tão

impessoal.

- É assim que tem que ser, Jennifer.

Ela encostou a testa na parede. Cabeça dura.

- Nada é imutável, sabia?

- Não. - Ele parou por alguns instantes. - O que você quer, Jennifer?

A irritação dele atingiu-a, provocando uma reação imediata. O que queria? Apenas

uma vida normal. Antes que Evan chegasse. Mas sabia que Colin continuaria resistindo.

Nada - respondeu, suavemente. - Acabarei dando um jeito de contornar as regras.

Especialmente esta, de não andar pela casa ã noite. Gosto de tomar chocolate quente,

olhando as estrelas.

- Então deve estar se sentindo em casa aqui.

- É verdade.

Ele queria que ela se sentisse à vontade, especialmente com Evan chegando na

manhã seguinte. Estava desesperado para que ficasse, especialmente depois que Geo ligara naquela manhã, dizendo que não encontrara uma substituta qualificada.

ele achou que estava zangada com ele, e não estava fazendo muito esforço.  


Notas Finais


N E X T ....


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