História A Beast in My Life ( Colifer Au) - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Colin O'Donoghue, Jennifer Morrison
Personagens Colin O'Donoghue, Jennifer Morrison, Personagens Originais
Exibições 49
Palavras 1.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Evan💘

Capítulo 6 - Capítulo VI


Alguns minutos mais tarde, ouviu o som das porcelanas. Colin aproximou-se,

espiando pelo visor. Ela era mesmo persistente.

- Deixe aí mesmo.

Ela mostrou a língua para a porta.

- Encantadora, srta. Morrison - disse, secamente. Jen sorriu, sem jeito, e colocou

a bandeja de lado.

- Sobre a noite passada...

Colin gemeu, baixinho, e ficou mais junto à porta.

- Foi errado tocá-la.

- Por quê? Ele piscou, surpreso.

- E a babá do meu filho

- Muito conveniente, não é?

- O quê?

Ela recuou um passo, diante do tom da voz dele.

- Bem, estou aqui, sou mulher e...

- E linda demais.

Os lábios dela apertaram-se, revelando toda a amargura que sentia. Quase desejou ter

cicatrizes, como ele. Pelo menos saberia que os homens não a desejavam só pela

beleza.

- Não é o que quis dizer.

- Está imaginando há quanto tempo não tenho uma mulher? A voz rouca fez os joelhos dela fraquejarem.

- É claro que não!

- Mentirosa.

Ela cruzou os braços, olhando para a porta.

- Ofender o outro é uma atitude infantil.

- Desculpe-me.

- Esqueça.

- Está bem.

Mas Jen duvidava. Especialmente depois que a evitara cuidadosamente, e depois a

agarrara como se fosse a tábua de salvação de um náufrago. Ainda assim, não podia ignorar

a eletricidade que os envolvera, o calor que percorrera seu corpo. E a vontade que sentira

de tocá-lo, de provar a força daquele corpo alto e rijo. Ele a fizera sentir-se pequena,

indefesa, e naqueles poucos segundos, protegida.

Não era algo que pudesse esquecer facilmente.

- Se quiser mais, é só pedir - disse ela, afastando-se e descendo a escada.

Colin pegou a bandeja, e admirou a enorme variedade de comidas: ovos,

panquecas, salsichas, bacon, café, torradas, geléia e biscoitos. Teria que correr mais alguns

quilômetros para queimar tudo aquilo, pensou, saboreando as delícias. E tentando não

pensar na mulher que as preparara.

Durante o resto do dia o contato entre eles foi mínimo. E ele esperou, impaciente,

que a noite chegasse. As sombras o protegiam e lhe davam liberdade. Sentia-se como um

vampiro, condenado à escuridão. A noite era sua amiga, embora amasse o dia, o sol.

Agora olhava para a mulher que dormia no sofá, com um livro aberto sobre o peito. Ele

inclinou a cabeça para ler o título. Crianças e Pesar. Mais uma vez, pensou em como Evan

iria se apoiar nela, enquanto ele desejava confortá-lo. Como queria abraçar o filho, saber tudo sobre ele, vê-lo crescer e aprender. Mais uma vez amaldiçoou Helen por não

ter lhe permitido compartilhar a vida de Evan. Então percebeu, com enorme pesar, que

estava confiando em Jennifer, para amar o filho no lugar dele.

(...)

Jennifer viu o navio chegar e a grade de segurança ser levantada. As pessoas

começavam a sair, e ela procurou o garotinho na multidão, com a acompanhante

que o traria até ali. O que viu foi à criança mais linda que jamais vira, de cabelos loiros,

rosto angelical, agarrada à mão de Georgina.

Olhando para a ex-colega de faculdade, Jen sorriu.

- Fico feliz que você o tenha trazido. Geo olhou para o garotinho e sorriu.

- Achei que alguém familiar seria melhor do que um estranho.

Jen podia ver as perguntas nos olhos de Georgina, desejando saber como iam as

coisas com Colin. Sem querer lhe dar qualquer indicação do que acontecera

na noite anterior, ficou grata ao ver que um homem se aproximava e pegava as malas de

Evan. Jen acompanhou-o até a carruagem que Colin mandara, e o cocheiro colocou as malas

no banco de trás. E Jen ajoelhou-se

e sorriu para Evan. O garotinho enterrou o rosto na saia de Georgina.

- Olá, sou Jennifer.

- Olá - respondeu o garoto, sem mostrar o rosto. Geo afastou-se um pouco,

forçando Evan a fitá-la. Jen sentou-se no chão, com as pernas dobradas sob o corpo,

como se tivessem todo o tempo do mundo.

- Foi uma semana bem difícil, não é?

- Sim.

- Bem, agora vou cuidar muito bem de você, Evan. - O menino ainda parecia pouco à

vontade. - Eu prometo. Sei fazer uma porção de coisas. Podemos brincar na praia, andar a cavalo.

A idéia pareceu agradar, e Jen rezou, baixinho, para que ainda se lembrasse de

como cavalgar.

- Seu pai tem três cavalos, e não acho que façam muito exercício. Teremos que cuidar

deles.

- Viu meu pai?

A esperança na voz do menino fez o coração de Jen se apertar.

- Sim. Ele é muito simpático.

- Mamãe disse que ele foi ferido.

- Sua mãe tinha razão. Foi sim. Mas agora está bem. - Não pretendia assustar o

menino com detalhes assustadores. - Só não gosta que fiquem olhando para ele.

As sobrancelhas de Evan ergueram-se, como se estivesse tentando entender por que

não queria que olhassem para ele, se estava bem. Jennifer pretendia adiar o encontro dos

dois, até que Evan estivesse acomodado e à vontade.

- Então, está pronto para ver sua nova casa?

Evan assentiu, mastigando a ponta do suéter que vestia. Jen estendeu a mão, tirando-o delicadamente da boca do menino.

- Fale. Não consigo ouvir o que está dentro da sua cabeça. O garotinho quase sorriu.

- Sim, senhora.

- Vai adorar, Evan. É um castelo, como o do Rei Arthur.

- Verdade?

- Verdade.

Jen levantou-se e estendeu a mão. Evan olhou para Georgina, suspirou, e então

segurou a mão De Jen, que mal pôde esconder a alegria.

- Não gostaria de vir até a casa? - convidou. - Tomar um café, antes de pegar a Outro navio? - Algumas pessoas já passavam por elas, a caminho do desembarque.

Geo sacudiu a cabeça.

- Acho melhor deixar que se conheçam melhor. Mandarei uma carta breve

- Gostaria que fizesse isso - e, baixando a voz, completou: - Já que não há nada de

temporário neste trabalho, e sabe bem disso.

- Ele precisa dele, Jen.

- Eu sei, mas... - Olhando para baixo, viu que o garotinho as observava, curioso. Jen

trocou um olhar com Geo, indicando que poderiam conversar depois.

Georgina sorriu, e inclinou-se para beijar Evan.

A criança passou os braços em volta do pescoço de Geo, agarrando-se com força por

alguns instantes. O coração de Jen apertou-se. Como devia sentir-se inseguro e amedrontado, sendo Georgina a única pessoa que conhecia.

Georgina acariciou as costas do menino, dizendo que o amava muito, e logo viria visitá-lo.

Evan soluçou, correndo para Jen, assim que Geo soltou-o. Com um sorriso, Jen

levou a criança até a carruagem, colocando-o no banco . Depois de acomodar-se do lado dele ela perguntou:

- Pronto?

Evan olhou-a com os olhos muito azuis e assentiu, mordiscando a ponta do suéter.

Jen percebeu o brilho das lágrimas e inclinou-se, abraçando-o e sussurrando:

- Tudo vai dar certo, querido. Sei que está com medo. Os dedinhos delicados

apertaram-na com força.

- Quero ir para casa.

Os olhos De Jennifer encheram-se de lágrimas. O menino parecia tão triste e perdido. 


Notas Finais


C O N T I N U A...


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