História A Bela e a Fera - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Inuyasha
Personagens Bankotsu, Jaken, Kaede, Kohaku, Personagens Originais, Rin, Sango, Sesshoumaru, Shippou
Tags Rin, Romance, Sesshoumaru
Exibições 554
Palavras 3.658
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiii amores
Me perdoem pela demora, mas meus dias têm sido cansativos
Tão cansativo que fiz a maior confusão na hora de responder os comentários kkkkkkkkk
Enfim, aproveitem o capitulo.

Capítulo 6 - Lamentos da Madrugada


Fanfic / Fanfiction A Bela e a Fera - Capítulo 6 - Lamentos da Madrugada


A primeira noite no castelo tinha sido tensa para a princesa que mal conseguiu dormi.
Ficou a noite inteira tendo pesadelos com sangue, gritos e dentes enormes a perseguindo. Quando acordava assustada desses pesadelos, se sentia vigiada.
Era como se ela nunca conseguisse ficar sozinha durante a noite, pois sentia essa presença que a arrepiava.
Quando viu os raios do sol despontarem no horizonte, se acalmou e conseguiu dormir por algumas poucas horas.
Se levantou assim que um pássaro entrou pela janela e pousou na cabeceira de sua cama.
Rin se espantou com a ave que parecia não temê-la, pelo contrário, o pequeno animal a observava com uma certa "curiosidade".
Se sentou cuidadosamente e como se pressentisse suas intenções, o pássaro se aproximou com alguns pulinhos e pousou em seu colo.
A morena sorriu com aquele ato incomum. Parecia que a vida lhe trouxera um pequeno mimo para lhe tirar um sorriso.
- Olá amiguinho... será que devo lhe dar um nome?-
A ave piou, parecia tentar respondê-la e isso lhe causou ainda mais curiosidade.
- Você é diferente.... Aliás, tudo aqui é diferente... muito diferente do meu lar.-
Desanimou por alguns segundos pensando naqueles que tinha deixado para trás no outro reino.
- Como será que eles estão....- 
O pequeno deu mais alguns pulinhos, bateu asas alcançando o ombro da princesa e pousou ali.
A ave parecia realmente ter consciência do que Rin dizia e principalmente sentir sua dor.
Ficou parada em seu ombro por um tempo, depois bateu asas e pousou no corrimão da sacada.
Rin a seguiu e ao olhar para baixo, viu os belos jardins que tinham ali. Tamanha beleza lhe tirou outro sorriso e um pouco de vontade de ver tudo aquilo de perto.
Voltou para o quarto e se trocou, vestiu um belo vestido azul claro e arrumou os cabelos para depois sair do quarto.
Assim que pisou no corredor sentiu o cheiro de pão fresco. Era um cheiro divino e com a fome que sentia, não pensou duas vezes antes de seguir até a sala onde tinha jantado na noite anterior.
A mesa que ontem estava vazia, agora estava repleta de pães, frutas e várias outras guloseimas. Pela quantidade de comida ficou animada acreditando que teria mais companhia para seu desjejum, mas até o momento as cadeiras continuavam vazias e só a mesa estava lotada.
- Já está acordada minha senhora. Sente-se e se sirva da comida.- Jaken surge fazendo uma reverência.
- Aonde estão os outros?
- Não há outros. Tudo foi feito especialmente para a senhora.
- Mas eu não como tudo isso. Sesshoumaru, ele não come?
- Meu senhor não come a mesma comida que você.- 
Sentiu curiosidade de saber o que ele comia, mas temeu pela resposta e por isso não perguntou detalhes.
Se sentou a mesa e olhou a variedade de coisas pensando no que degustaria primeiro. Era comida demais para apenas uma pessoa, mas teve a impressão que tudo era feito com o intuito de agrada-lá para que Sesshoumaru tivesse o que tanto desejava.
Nem tinha percebido que estava com tanto apetite, só notou sua fome quando viu parte dos alimentos sendo devorados. 
Jaken andava de um cômodo para o outro, sempre levando toalhas de mesa ou talheres que o mesmo limpava. 
Quando Rin terminou seu desjejum, o servo foi até a mesa recolher a louça e foi interceptado pela morena.
- Senhor Jaken, posso sair para explorar o lugar ou há alguma regra que me impeça isso também?
- Está autorizada a sair, mas há limites. Você pode andar aos arredores do castelo até o primeiro jardim e o pomar. Do pomar até as roseiras só pode ir com a companhia do senhor Sesshoumaru. Depois das roseiras tem a floresta, onde apenas ele pode ir.
- A floresta de onde vim....
- Sim. 
- Por que não posso sair do primeiro jardim sozinha? Há uma cachoeira depois dessa "fronteira" e eu queria ir até lá.
- Há animais selvagens que se controlam apenas na presença do senhor do castelo. Se quer tanto ir peça ao amo.-
Rin descartou aquela possibilidade, não queria falar com Sesshoumaru tão cedo.
Avisou que iria das uma volta aos arredores do castelo e saiu.
Assim que pisou seus pés para fora do enorme palácio, sentiu um enorme alívio. Como se todo peso, tristeza e amargura saísse de seus ombros por apenas sentir a energia que aquele lugar emanava.
O cheiro de grama verde mesclado com o odor das flores, era trazido por uma leve brisa e chegava a inebriar a princesa.
O clima estava agradável e embora o sol estivesse no centro do céu, não estava calor e muito menos frio. Era o clima perfeito.
Ela caminhou por entre as árvores e ouviu o som da água correr então não resistiu, saiu em direção ao som encontrando um córrego. Provavelmente a água vinha da cachoeira que tinha visto, mas que até o momento estava proibida de ir sozinha.
Por ser pequeno demais para tomar um banho ali, resolveu apenas se sentar no chão e molhar os pés.
Ficou daquele jeito por alguns minutos, enquanto continuava a apreciar a paisagem e nem reparou quando um ser a vigiava curioso.
Sesshoumaru estava entre as árvores com os olhos concentrados naquela mulher tão intrigante.
De todas que tinham trazido para o castelo, Rin era com certeza a mais diferenciada.
As outras eram belas também, mas a sua beleza não estava apenas na aparecia. Sua voz, o brilho dos seus olhos, em tudo que fazia ela conseguia expressar o quão bela era.
Seu cheiro era inebriante e sua pele tão macia que se não fosse pelo imenso desejo de ser amado, teria tomado ela em seus braços aquela noite mesmo.
O pequeno pássaro que estava nos ombros de Rin, se virou para o lado em que estava Sesshoumaru e começou a piar levando a garota a fita-lo entre as árvores.
Assim que seus olhos bateram naquele ser tão frio, desviou por um breve momento até tornar a olhá-lo com um pequeno sorriso no rosto.
Ela prometeu que o amaria se o conhecesse e precisava cumprir tal promessa pelo seu próprio bem.
O ruim não era ser morta, embora temesse por isso, o ruim seria viver o resto de sua vida ao lado de alguém que o único sentimento envolvido era o medo.
- Não sabia que estava aí.... quer se sentar?- perguntou.
Sesshoumaru olhou o chão ao lado da morena e voltou a fita-lá sem nada dizer. Porém logo quebrou seu silêncio.
- Jaken explicou as fronteiras? Até onde pode ir?
- Sim, ele já me falou. Eu queria ir a cachoeira, mas ele disse que teria que ter sua aprovação e companhia. Então será que poderia me levar até lá?-
O olhar da fera era tão inexpressivo que não lhe dava nenhuma perspectiva de sucesso, porém a resposta dele a surpreendeu.
- Siga-me.-
Rin arregalou os olhos surpresa em ter seu desejo concedido.
Se apressou e levantou-se seguindo atras de Sesshoumaru.
Caminharam entre árvores grandes no meio do bosque e em nenhum momento algum animal selvagem ousou cruzar seu caminho. Rin podia ouvir o som de rosnados e até vê-los entre os arbustos, mas não conseguia entender como apenas a presença daquele homem podia causar tamanho medo em animais irracionais.
Assim que chegaram clareira puderam ver a bela cachoeira de onde jorrava uma água limpa e cristalina.
Um enorme sorriso se fez em seus lábios, seus olhos brilharam sem se importar em ter a fera novamente encarando e absorvendo cada expressão de seu rosto.
- Posso entrar?- ela perguntou já caminhando em direção a água.
Parecia que todo aquele lugar era uma compensação pelo seu sofrimento, porém antes de sentir a água nos pés, Sesshoumaru a segurou firme pela braço e a puxou contra seu corpo com brutalidade.
Rin não entendeu o que tinha feito de errado. Pensou que dessa vez seria morta e sentiu seus olhos arderem, queria articular mas o medo não a deixava. 
Sesshoumaru sabia que ela o temia, podia sentir o cheiro de seu medo a quilômetros.
- Esse lado é perigoso.- falou apontando para a água.
Rin seguiu seu olhar até o local indicado e pode ver a toca de uma cobra venenosa próxima a margem.
"Ele a salvou?" pensou. 
Ficou perplexa e aliviada ao mesmo tempo.
Voltou a fitar os olhos dourados de Sesshoumaru e só agora notou que estava com suas mãos no peito dele.
Por alguns segundo conseguiu vê-lo diferente da forma aterrorizante que ela fantasiava até minutos atrás.
Ele era bonito, aliás bonito não, era o ser mais belo que já tinha visto.
Embora sua aparência fosse um tanto exótica, com alguns detalhes sobre-humanos, ainda sim era bonito.
- Obrigada.- sussurrou.
Logo sentiu o calor do corpo dele se esvair e notou que não estavam mais tão próximo como antes.
Sesshoumaru seguiu pelo lado direito da cachoeira e se sentou em baixo de uma árvore.
- Ali é seguro.- 
Rin permaneceu hipnotizada por alguns segundos, mas se recompôs e foi na direção indicada. 
Faria o que tanto queria, tomaria seu banho, mas assim que colocou a mão nas alças do vestido se lembrou que não estava sozinha.
Olhou para a árvore onde Sesshoumaru repousava e o encontrou de olhos fechados.
Se perguntou se ficava ou não sem roupa em sua frente. Por um lado ele era seu marido e já tinha visto ela nua na noite anterior, por outro lado ela não queria estar nua em sua frente e lhe provocar desejos que não estava disposta a suprir.
Também não podia pedir para ele sair pois o mesmo a forçaria a ir junto.
Respirou fundo e resolveu aceitar que de todos os homens do mundo, ele era o único que podia vê-la nua. Mesmo que não o amasse e nem tivesse consumado o casamento, continuava a ser seu marido.
Checou se ele continuava de olhos fechados depois retirou seu vestido ficando apenas com as peças íntimas.
Entrou rapidamente na água e mergulhou.
Começou a brincar, sempre de olho em seu marido que fez questão de deixá-la à vontade.
Não demorou muito para que ela sentisse vontade de puxar assunto. Para alguém que estava sempre tagarelando com todo mundo, Rin já tinha se contido de mais e acabará chegando ao limite.
- Você não vai entrar?- perguntou mas se arrependeu assim que ele abriu os olhos e a fitou dentro da água.
O riu era tão limpo que seu corpo, mesmo submerso, ficou completamente exposto.
Corou quando o viu fita-lá de cima a baixo, mas ele logo desviou o olhar sem responder.
Rin continuou tentada a puxar assunto.
- Então... você mora em um lugar tão lindo. O que costuma fazer aqui?-
Sesshoumaru continuo sentado no chão com a cabeça pendida na árvore e olhando para as belas montanhas a sua frente.
Rin pensou que não seria respondida novamente mas.....
- Caçar.- 
A morena sorriu animada por não estar falando sozinha e se sentiu encorajada a perguntar mais.
- Gosta de caçar cervo? Eles são tão fofos, não tem pena?- Sesshoumaru a olhou estranho com o cenho franzido, como se ela tivesse feito a pergunta mais idiota do mundo.
- Não.-
- Hum... o que faz com a caça?
- Eu as devoro.- Rin se calou por um breve momento.
- Então você caça pra comer...
- Você fala demais.
- Estou tentando te conhecer. Você não quer?- disse lembrando da conversa da noite passada.
Sesshoumaru deu um longo suspiro e resolveu ceder a intenção de Rin.
- O que mais quer saber? 
- Que tal começar a me dizer o que gosta de fazer?-
A fera de longos cabelos prateados, olhava no fundo de seus olhos se esquecendo do resto de seu corpo. Para ele, Rin era mais uma das belas mulheres que teve e mesmo sendo homem, não se sentia desesperado para tê-la.
Conseguia controlar perfeitamente seus desejos carnais.
Refletiu um pouco antes de responder:
- Caçar. Ver minha presa tentar fugir inutilmente e depois sentir o cheiro do medo dominá-la ao se ver encurralada. A veia dela pulsar agitada, o sangue quente em minhas mãos e a vida se esvaindo de seu corpo moribundo.-
Rin o fitou com os olhos esbugalhados horrorizada, enquanto o mesmo continuava com um ar "natural".
- Ah... bom... que coisa.
- Já começou a sentir algo por mim?- sua pergunta pegou a princesa de surpresa. 
A mesma voltou a piscar algumas vezes pra depois responder o que levou um tempo pra pensar.
- Ah, ainda é muito cedo não acha?
- Para mim esta demorando. Porque não diz logo o que tenho que fazer?
- Eu já disse!!!- ele bufou impaciente.
- Se fosse um sentimento fácil você já teria conseguido antes.- ao terminar seu comentário infeliz, Sesshoumaru a encarou bravo.
Embora admitisse que ela estava certa, ele não conseguia entender o significado daquilo. Por que sentimentos são tão complicados? Como fazer alguém amar?
- Do que você gosta?- ele ousou pergunta-lá mesmo contrariado.
- Gosto de flores, banho de rio, aproveitar a natureza. Minha cor favorita é azul e gosto muito de doces e...
- Falar.- ele a interrompeu.
Rin soltou um longo suspiro desanimada. Como poderia conhecê-lo se o mesmo não dava brechas para isso?
Achou melhor acabar logo com aquela tentativa inútil e sair do rio.
Caminhou lentamente em direção à margem, porém no meio do caminho pisou em uma pedra pontuda e com o movimento brusco causado pela dor, torceu o pé.
- Aí!!!!!!!- gemeu em um grito, se debatendo para não se afogar.
Sentiu algo quente envolver sua cintura e ao levantar seu rosto pode contemplar aqueles olhos dourados a fitando com serenidade.
Pela primeira vez ela contemplou o rosto dela daquele ser. Ele era mais do que lindo, sua beleza parecia ser algo vindo dos céus.
Seu rosto com traços tão perfeitos, só poderia ter sido esculpido por Deus pessoalmente.
Não poderia explicar como ele havia chegado ali tão rápido, mas não estava interessada nisso nesse momento.
- Você está bem?- a voz grave a hipnotizou.
- Me-meu... Pé....-
Sesshoumaru a ergueu em seus braços com facilidade e a levou até a margem, só então Rin notou que estava quase nua.
Sentiu seu rosto corar violentamente, mas ele parecia não se importar com sua nudez, apenas com seu pé machucado.
Ele o tocou e movimentou seu pé prestando atenção nas expressões sofridas de Rin.
- Você torceu. Melhor voltarmos.- Sesshoumaru a levantou mas a morena o interrompe.
- Espera, vai me levar assim? Quase nua? E se algum empregado seu me ver dessa maneira?
- Não há com o que se preocupar.
- Claro que há, não vou dessa maneira!!!-
Sesshoumaru revirou os olhos e pegou as roupas de Rin, jogando-as em seu corpo como se fosse uma coberta.
- Está satisfeita? Agora segure-se em mim.-
Rin se sentiu constrangida mas o olhar repreensível da fera a fez obedece-lo.
Envolveu o pescoço dele e sentiu o corpo forte de Sesshoumaru tomar impulso e sair voando com leveza.
Aquilo era simplesmente bizarro. Um homem... voando? 
- O que é você?- perguntou em um sussurro.
Logo viu o par de olhos dourados a olhar de canto ignorando sua pergunta.
- Estamos chegando.-
Pousou na sacada do quarto de Rin e a levou até sua cama.
Ele a deitou cuidadosamente na cama e já seguiu até a porta dizendo sem olhá-la.
- Mandarei Jaken cuidar de você.- 
Não demorou e batidas na porta foram ouvidas, a porta se abriu e o pequeno ser esverdeado entregou por ela com uma bandeira.
Disse que cuidaria do pé de Rin e começou a fazê-lo sendo observado por ela até a mesma quebrar o silêncio.
- Senhor Jaken... está com Sesshoumaru a quanto tempo?
- A muitos anos, já nem sei quantos.- respondeu sem tirar sua atenção do pé.
- Então me responda... o que ele é? Não pude deixar de perceber que ele, você e todo esse lugar são intrigantes. Vocês dois não são humanos.... ou pelo menos não parecem. Por acaso os outros criados deste castelo são como vocês?-
Jaken a fitou sério depois de terminar seu curativo.
- Não estou autorizado a lhe dizer nada senhora. Já lhe disse que sua curiosidade pode trazer-lhe problemas? Não devia perguntar o que no fundo sabe que não vai querer saber.
- Por que todo esse mistério? Eu sou parte disso agora!!! 
- Não me faça ser grosseiro com a minha senhora. Lhe devo respeito por ter se casado com o senhor desta terra, mas acima de tudo obedeço as ordens do mestre Sesshoumaru e se para isso precisar lhe fazer uma desfeita então farei.- a morena bufou.
Sua curiosidade corroía lhe a alma, mas pelo visto não seria saciada.
Resolveu desistir por enquanto, ou quem sabe descobrir por conta própria.
- Terminei de enfaixar seu pé. Será melhor que repouse e pare de querer se enfiar no mato, foi bom o senhor Sesshoumaru estar junto com você.
- É... mas o que farei o dia inteiro? Não quero ficar deitada sem fazer nada, vou enlouquecer!!!!
- Pode pegar um livro na biblioteca. Há livros muito bons lá.
- Não sabia que tinha uma biblioteca, pode me mostrar?-
O pequeno concordou. 
Arrumou os objetos usados para cuidar da torção e pegou a bandeja seguindo até a porta.
Rin foi atras dele, andando com cuidado e um pouco torto.
Chegaram até uma porta dupla de madeira branca, cheia de cães esculpidos na madeira, a porta em si já parecia uma obra de arte.
Quando Jaken a abriu, os olhos castanhos da princesa brilharam. Sua cabeça girava conforme seus olhos pousaram em cada prateleira daquela enorme sala.
Era ampla, oval, toda iluminada pela luz do sol que entrava pelas enormes janelas. As estantes embutidas nas paredes iam do chão ao teto e estavam tão cheias que não havia espaço sobrando entre elas.
No centro da sala havia uma escada em caracol que levava ao segundo andar onde se podia alcançar mais livros.
Rin sorriu. Com aquela quantidade de livros era óbvio que nunca ficaria entediada, ou pelo menos levarias décadas até que isso acontecesse.
- Fique a vontade senhora. Sugiro que pegue os que estão mais fáceis. Há alguns ali na mesa.- disse apontando para uma mesa de madeira próximo a escada.
Jaken a deixou sozinha e a mesma seguiu até lá pegando alguns, depois voltou para o seu quarto e começou a ler.
Era um livro de romance, tão excitante que a fez devora-li sem perceber o tempo passar.
A noite logo chegou e ouviu batidas na porta.
- Senhor Sesshoumaru mandou que trouxesse seu jantar no quarto por conta do seu pé ferido.- Rin fechou o livro e notou que estava escuro. 
- E ele? Não vai vir me fazer companhia?
- Creio que não. Ele gosta de sua privacidade.
- Hum..- resmungou desanimada sem perceber.
- Foi impressão minha ou deseja a companhia do mestre?- 
A pergunta do servo a deixou constrangida, principalmente pelo olhar malicioso. Corou e negou com um gesto de cabeça.
- Não é isso... só queria agradecer por ter me salvado no rio... e também porque não gosto de ficar sozinha..-
Jaken sorriu discretamente e não aprofundou o assunto. Saiu e só voltou depois de alguns minutos para pegar a bandeja de volta.
- Rin, é semana de lua minguante. Lembre-se das regras. Não saia de seu quarto a partir de agora, não importa o que ouça entendeu?-
O tom sério em sua voz a estremeceu, mas não disse nada. Apenas concordou com a cabeça.
Assim o servo saiu do quarto e a mesma trancou sua porta. 
Aquele assunto a deixou amedrontada, queria dormir mas algo não a deixava então voltou a ler.
As horas se passaram e Rin continuava empenhada em sua leitura. 
A lua já estava alta, o silêncio reinava e apenas os de animais noturnos, como corujas e grilos, eram ouvidos.
Porém de repente um uivo fez a princesa pular da cama.
Não foi o som em sim mas sim o fato dele estar muito próximo.
Seria algum daqueles lobos de baixo de sua janela? Pensou.
Mas quando ouviu o uivo pela segunda vez teve a certeza que não, parecia vir de dentro do castelo.
Mesmo que aqueles animais andassem com Sesshoumaru, nunca viu nenhum deles dentro. 
Mas todo aquele uivo melancólico não parecia ser normal. Causava arrepios em sua espinha, lhe trazia uma tristeza profunda como se penetrasse em sua alma e a fizesse sentir um terrível sofrimento.
Ainda que tivesse sofrido pela separação dela e de sua família, Kohaku, esse lamento era muito maior.
Tapou os ouvidos com as mãos mas aquele som não parava, continuava alto, melancólico e muito próximo.
Porém da mesma forma abrupta que começou, o uivo parou.
Rin tirou as mãos do ouvido e continuou em silêncio para capturar qualquer outro som estranho.
Parecia que a paz tinha voltado aquele lugar, então respirou fundo, aliviada.
- Que coisa estranha.- sussurrou.
Assim que terminou a frase ouviu algo se chocar violentamente contra a porta de seu quarto.
Olhou naquela direção assustada e ofegante, antes de outra batida brusca, seguida de um barulho de garras arranhando a madeira.
A primeira coisa que pensou foi que algum animal selvagem invadiu o castelo, mas do jeito que a porta chacoalhava parecia ser enorme.
O rangido da fera era ainda mais assustador, parecia estar furiosa ou faminta. A porta chacoalhava quase cedendo e a parede próxima a ela parecia querer rachar por culpa da força.
Rin por instinto se levantou e correu até o lado mais longe da porta e ficou lá com as costas grudadas no canto da parede.
Parecia um pesadelo, começou a chorar descompassada pedindo aos céus que seja o que fosse não entrasse em seu quarto.
Suas preces foram ouvidas, depois de alguns minutos o barulho parou. 
Parou em sua porta, mas ainda podia ouvir o bicho fungar e correr pelos corredores do palácio.
 


Notas Finais


Creio que muitos imaginam o que anda caminhando pelo castelo na madrugada.... rsrs
Espero que tenham gostado rs
Bjinhus


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