História A Bela e a Fera - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Inuyasha
Personagens Bankotsu, Jaken, Kaede, Kohaku, Personagens Originais, Rin, Sango, Sesshoumaru, Shippou
Tags Rin, Romance, Sesshoumaru
Exibições 545
Palavras 3.554
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olaaaaaa lindos e lindas
Mais uma vez peço desculpas pela demora
Bom, pretendo terminar todas minhas fics em andamento até o final do ano, por isso demoras como essa não acontecerá mais
Espero que não tenham abandonado a fic
Boa leitura

Capítulo 9 - O Pedido


Fanfic / Fanfiction A Bela e a Fera - Capítulo 9 - O Pedido


Sesshoumaru depositou o corpo de Rin gentilmente sobre a cama.
Ficaram sentados no centro, sem desgrudar dos lábios um do outro.
Ele contornava seu rosto, acariciando seu maxilar durante o beijo que era calmo e sem pressa.
Se desvencilharam por poucos segundos, mantendo as testas coladas e se fitando intensamente.
Sesshoumaru passou a admirar seu corpo perfeito, iluminado pela luz da lua que entrava pela janela. 
Sua pele brilhava, assim como seus olhos. Seu cheio doce inundava suas narinas, dando ainda mais vontade de possui-lá imediatamente.
Segurou o pequeno rosto da morena com as duas mãos e beijou sua face trilhando um caminho até o pescoço, tirando suspiros dela.
Rin gemeu com aquele contato que mesmo simples, lhe arrepiou completamente. Os lábios quentes de seu amado, distribuía beijos molhados por seu pescoço, seguindo com aquela trilha até seu busto.
Suspirou mais pesado quando sentiu seu seio ser abocanhado e sugado com volúpia.
Enroscou seus dedos nos longos cabelos prateados e pendeu a cabeça para trás, afim de aproveitar ao máximo aquela nova sensação.
Sesshoumaru sugava um seio após o outro. Dava leves mordidas que a levavam a loucura e fazia com que a um líquido quente escorresse pela intimidade de Rin.
Faziam tudo de vagar, aproveitando ao máximo o corpo um do outro. Não tinham pressa pois tinham todo tempo do mundo.
Já eram marido e mulher por mais de dois meses e só agora iriam consumar o casamento.
As mãos de Sesshoumaru desceram pelas curvas da morena, encontrando sua cavidade molhada, já pronta para recebê-lo, porém ainda tinha muito prazer para lhe proporcionar.
Voltou a beijar os lábios de Rin, depois desvencilhou e encarou seus olhos castanhos cheios de desejo.
- Você é linda....- sussurrou tirando um sorriso radiante daqueles lábios rodados.
- E você é o amor da minha vida.
- Rin, não...
- Eu sei, eu sei. Você não acredita em mim. Mas eu vou te provar. Vou mostrar a você como o amo.
- Como?
- Ficando ao seu lado para sempre.
- Não tem medo de mim? Minhas mãos já quase mataram você mais de uma vez.-
A morena tocou as mãos enormes da fera e sorriu.
- Meu maior medo agora é você se afastar de mim. Me prometa, prometa que não vai mais me evitar como fez?-
Ele a encarava quieto, apenas analisando sua alma. Não queria acreditar nas palavras de Rin, mas sua doce voz e seu olhar apaixonada eram como feitiço.
- Prometo.- respondeu por fim.
A morena tornou a beija-lo ao mesmo tempo que ele deitava seu corpo sobre a cama.
Ficou por cima da princesa apreciando seus beijos, coisa que em seu íntimo desejou desde o casamento.
Suas mãos passeavam pela pele alva de Rin, que timidamente também tentava toca-lo por cima daquela roupa.
Vendo sua dificuldade, Sesshoumaru se levantou e começou a se despir. Seus olhos se mantinham na morena que não deixava de fitar seu corpo másculo sendo revelado para ela.
Era a primeira vez que via um homem nu, além de seu irmão mais jovem Shippou, mas isso já fazia anos e era bem diferente. Seu marido era forte, um corpo bem esculturado e possuía aquelas marcas lilás que ganhará após a maldição.
Corou quando ele sem nenhum pudor, retirou suas calças deixando seu membro exposto e completamente rijo.
Rin levantou seu olhar e ao notar que estava tendo suas expressões observadas, corou ainda mais. 
Sua respiração ficou ofegante, como se já tivessem se unindo.
Tomou coragem e se levantou, sentando-se sobre a cama.
Sesshoumaru ficou esperando pelo que ela faria a e seguir. Sabia que Rin era donzela e queria ver do que ela era capaz.
Viu a morena levar sua mão até seu membro e toca-lo desajeitada. 
Ele fechou os olhos e deixou um suspiro escapar, o simples toque da mão quente da morena já podia deixá-lo insano de desejo.
- Sesshy...- Rin o chamou.
Ainda não tinha se acostumado com o apelido, mas não estava com vontade de questiona-lá, tinha algo muito melhor a fazer.
Interrompeu o toque da princesa e voltou a se deitar sobre seu corpo. Sentir o calor da pele um do outro era algo que transmitia mais confiança, mais excitação.
Sem querer esperar mais, Sesshoumaru começou a penetra-lá com o maior cuidado.
Tinha completa noção de sua força. Depois de tantas mulheres que acabou matando no início, agora tinha experiência e com ela tinha ainda mais zelo.
Penetrou todo seu membro depois deixou que a mesma se acostumasse para poder continuar.
Rin estava agarrada a suas costa. A dor que sentirá foi nova, no começo sentiu medo, mas o cuidado que ele tinha lhe transmitia paz. 
Com certeza se tivesse se entregado a ele na primeira noite no castelo, teria doido muito mais.
Quando sentiu que ela já tinha se acostumando, Sesshoumaru começou a se mover lentamente, porém profundo.
Tirava todo seu membro de dentro dela e depois voltava a penetra-lo de um jeito gostoso que ele mesmo nunca tinha provado.
Rin gemia descompassada, chamando por seu nome enquanto arranhava suas costas louca de prazer.
Logo seus movimentos foram ficando ainda mais intensos causando barulhos com o atrito de seus corpos.
Em um movimento rápido, a fera puxou o corpo da morena se sentando no centro da cama com ela em seu colo.
Segurou sua cintura e fazia movimentos de vai e vem enquanto abafava seus gemidos com beijos.
- Sesshy...- ela gemia.
O que sentia no momento era algo melhor que prazer. Sentia suas almas unidas, ainda mais unidas que seus corpos naquele ato. 
Tudo que pensou foi no sentimento que ela alegava ter e no que ele estava começando a sentir.
Aquilo era amor? Um sentimento que consumia sua alma negra, deixando com que ele agisse daquela maneira tão carinhosa.
Agora era tarde demais pra ele negar. Precisava dela mais do que nunca, não podia perdê-la, jamais.
Desvencilhou seus lábios da boca avermelhada de Rin e parou seus movimentos, deixando a mesma confusa.
- Sesshy você...
- Me prometa que nunca vai me abandonar?- 
Rin encarou seus olhos de súplica. Aquilo nada mais era do que uma súplica de alguém desesperado. Alguém que com certeza estava sentindo o mesmo que ela.
- Prometo.
- Você esta entendendo Rin? Prometeu a mim, nunca me abandonar, tem ideia do que isso significa?
- Que eu jamais sairei do seu lado, e também que você se compromete a fazer o mesmo. Isso é tudo que eu mais quero. Isso e você se convencer que eu o amo.-
O príncipe tocou seu polegar nos lábios da morena, roçando seu nariz no dela.
- Acredito em você..- sussurrou causando um sorriso na mesma.
Rin sabia que ele a amava também, queria ouvi-lo dizer, mas entendia o quanto era difícil para ele. Estava disposta a mostrar o que era o amor.
Queria ensiná-lo a amar e depois sabia que iria ouvi-lo pronunciar tais palavras.
Tornaram a mover seus corpos e retomaram os beijos quentes. 
Logo aquela sensação nova e arrebatadora que era um orgasmo, invadiu o ventre da morena que largou os lábios de seus amado para gemer dengosamente.
Sesshoumaru tratou de fazer o mesmo e preencheu o interior de Rin com seu líquido.
Ficaram naquela posição até o ar voltar aos pulmões.
Ele voltou a deita-lá em sua cama e se colocou ao seu lado fitando o teto.
- Sesshy...- ela o chamou no meio do silêncio.
A fera virou seu rosto para encara-lá e finalmente tirar aquela história de apelido a limpo.
- Sesshy?
- É um jeito carinhoso que só eu posso chamá-lo.
- Hum..- tornou seu olhar ao teto.
- Eu não entendo. A maldição deveria ter sido quebrada.- ela suspirou triste com medo que seu amor fosse posto à prova de novo.
- A mulher que me fez isso era uma bruxa, bruxas não são confiáveis. Ela com certeza fez algo irreversível e só disse aquilo pra me dar esperanças e me agonizar ainda mais.
- Então você acredita mesmo no meu amor?- ele voltou a fita-la e concordou.
Era o que mais queria acreditar, embora ainda houvesse uma ponta de dúvida, deixou seu coração decidir.
- Sesshy, posso dormir aqui com você?- pediu como uma gatinha manhosa se aninhando em seu peito.
- Hoje sim.
- Amanhã não?
- Melhor continuar em seu quarto Rin. Principalmente nos dias de lua minguante.
- Tudo bem, mas quero dormir ao seu lado quando não se transformar.- 
Sesshoumaru a abraçou forte sem dizer nada.
Seu coração frio acabar de sofrer uma alteração drástica. Uma faísca começará a derreter e aquecer sua alma.

 


Os meses se passavam mais tranquilos do que o casal imaginava.
Mesmo com tantas diferenças, nada impedia a convivência e o amor que crescia cada vez mais forte.
Porém, nada no corpo de Sesshoumaru havia mudado.
Já era inverno, as árvores da floresta ao redor do castelo teve suas folhas substituídas por neve.
O cenário que já era lindo, agora estava ainda mais com toda aquela brancura.
Mesmo com todo frio, Rin não abria mão de seus passeios ao lado de seu amado.
O inverno lhe trazia muitas recordações com sua família. Era a época do ano preferida da princesa, que costumava se divertir com seus irmãos fazendo bonecos de neve.
Ela corria como uma criança enquanto a fera caminhava lentamente vendo o sorriso de menina que tanto apreciava.
Se distraiu ao pensar em um lugar que Rin nunca tinha ido e levou uma bola de neve na cabeça.
Virou-se abruptamente e fitou a morena com uma cara de levada e outra bola de neve nas mãos.
- Guerra de bola de neve!!!!!- ela jogou outra e saiu correndo deixando o outro pra trás sem entender nada.
Quando percebeu que Sesshoumaru continuava parado sem ter a menor ideia do que houve, voltou.
- Sesshy... você devia se proteger e jogar uma em mim.
- Por que?
- Por que é uma guerra!! Nunca brincou de guerra de neve?
- Não.
- Hum... então eu vou te ensinar.-
Sentiu sua fina cintura ser agarrada e trazida rapidamente contra o peito bem trabalhado de Sesshoumaru, que a fitou intensamente enquanto cochichava em seu ouvido.
- Que tal eu te levar para um lugar diferente hoje?- sussurrou deixando a morena trêmula.
- Que lugar?- 
Ele não a respondeu. Apenas a tomou em seus braços e com um salto, voou para longe dali.
Rin contornou o pescoço de seu marido com medo de cair, embora soubesse que isso jamais aconteceria pois ele não permitiria.
Em poucos minutos chegaram a uma fonte termal.
A fonte era contornada por rochas que pareciam ter sido postas ali propositalmente formando uma espécie de banheira. As árvores em volta estavam cobertas de neve, os flocos que caiam do céu eram rapidamente dissolvidos pela temperatura alta deixando apenas a fumacinha de calor pairando no lugar.
Sesshoumaru deixou Rin no chão e não demorou muito para que seus olhos explorassem todo lugar.
- Sesshy, nunca me contou sobre esse lugar!!!- correu até a beira da fonte e molhou as mãos, antes de olhar para a fera que estava atras de si.
- Posso?- ele concordou.
A morena então começou se desfazer de seu longo e pesado casaco de inverno, deixando que ele caísse no chão. 
Olhou novamente para Sesshoumaru e viu seus olhos dourados passeando pelo seu corpo. Não resistiu em transformar aquele ato, em algo extremamente sensual; 
Tirando cada peça com calma e luxuria.
Como esperado, ele não aguentou ficar muito tempo apenas observando e a surpreendeu, se aproximando e retirando suas roupas também.
Entraram na água abraçados um ao outro, cobrindo o corpo até os ombros. Sesshoumaru tomou seus lábios com fervor, deslizando suas mãos pelas costas nuas de Rin que se arrepiava ao seu toque.
A princesa sentiu sua ereção, também o desejava ali e naquele momento, mas ainda tinha receios.
- Não devíamos fazer isso aqui?
- Por que não? Eu sou o soberano aqui Rin. Ninguém ousará nos importunar.
- Mas pode aparecer algum animal... ou sei lá... 
- Só há um predador com quem você deve se preocupar... e ele está na sua frente.- disse roucamente avançando em seu pescoço.
Suas mãos grandes e fortes pararam na cintura da morena e a apertava conforme os beijos e mordidas que distribuía por todo pescoço, busto e seios.
Ele a devorava como um animal selvagem, cheio de desejo, luxuria e principalmente sem se importar com nada.
Rin reprimia seus gemidos, deixando que poucos escapassem. Estar ao ar livre lhe fazia sentir-se vulnerável e exposta de mais, mesmo nunca tendo visto outro ser humano além dos que já conhecia.
Sentiu Sesshoumaru agarrar suas nádegas e a colocar contra uma rocha, penetrando sua intimidade rapidamente.
Ambos gemeram com a invasão, mas não por muito tempo, já que ele buscava novamente seus lábios com fúria.
Estocava rápido e fundo, agitando as águas que acabavam caindo para fora.
Rin continuava a segurar seus gemidos a todo custo, mas apenas pelas suas expressões Sesshoumaru já sabia que ele não demoraria a gozar.
Parou de estoca-lá e antes que pudesse reclamar, segurou seu rosto e a forçou a fita-lo.
- Quero te ouvir gemer.
- Mas sesshy...
- Ninguém vai ousar nos interromper Rin... vamos, geme.- ordenou enquanto voltou a estoca-lá.
Rin deixou seus receios de lado e fez o que ele desejava. Passou a gemer e chamar seu nome diversas vezes enquanto ele continuava a invadir seu corpo com movimentos profundos, até que ambos se saciassem.
Depois do clímax, continuaram abraçados dentro da água recuperando o fôlego que perderam no esforço.
Sesshoumaru a envolverá em seus braços como se fosse a coisa mais preciosa que tinha. Na verdade Rin era exatamente isso, seu bem mais precioso.
Não admitirá isso em palavras, mas não era preciso, suas atitudes já falavam por si só.
- Sesshy, podemos voltar?
- Não quer aproveitar mais?-
Ela desvencilhou do abraço para fita-lo. Sesshoumaru sentiu seu olhar um tanto triste, como se ela estivesse prestes a chorar.
Ficou confuso, teria feito algo que a machucou? Rin só chorou quando o mesmo a ameaçava de morte, mas isso não acontecia a muito tempo.
Tocou seu rosto e a acariciou.
- Machuquei você?- ela sorriu fraco.
- Não meu amor, você não me machucou. 
- Então porque está assim?
- Só estava me lembrando... essa neve me trás recordações.
- Tristes? 
- Não, pelo contrário.... podemos voltar?-
Ele concordou mesmo sem entender.
Vestiram suas roupas e logo já estavam de volta ao castelo.
A cada hora que se passava, Rin ficava ainda mais distante.
Era notório que algo estava incomodando. Às vezes olhava a fera de canto, parecia querer lhe falar algo, mas não tinha coragem.
Sesshoumaru por sua vez preferiu que a mesma o procurasse e se abrisse quando estivesse preparada.
Ainda não podia afirmar com certeza que entendia os sentimentos humanos perfeitamente, por essa razão preferia ficar em silêncio até que a mesma resolvesse lhe ensinar.
Como em todas as noites que não eram de lua minguante, Rin estava deitada na cama, no quarto de Sesshoumaru.
Não estava dormindo, apenas deitada de bruços olhando um ponto fixo distraída.
Tão distraída que nem viu quando o ser de cabelos prateados se deitou ao seu lado, afagando seus cabelos.
- Não vai me dizer o que te incomoda?- perguntou sem conseguir mais esperar.
Ela se virou e tentou sorrir.
- Não está acontecendo nada.
- Rin, vai mentir pra mim?- a repreendeu.
- Me desculpe... você tem razão. Não quero mentir pra você.- respondeu se sentando.
Sesshoumaru a imitou e sentou-se em sua cama na frente da morena.
- Sesshoumaru, você nunca disse que me ama, mas eu sei que ama. Da mesma forma que eu te amo. Mas eu preciso perguntar, você confia em mim?- 
Ele a fitou profundamente, depois concordou com a cabeça.
- Você gosta de me ver feliz?
- Você sabe que sim Rin.
- Uma vez me disse que nada me seria negado.
- Você sabe que tudo que desejar, lhe darei. Todos no castelo tem essa ordem.
- Mas o que eu quero só poderá ser dado por você.
- O que você deseja, Rin?-
A morena voltou a se calar. Desviou seu rosto mas foi obrigada a olhá-lo nos olhos assim que o mesmo a segurou pelo queixo. Então se encheu de coragem e disse:
- Me deixe ver minha família.-
Seu pedido tinha saído em forma de sussurro e assim que foi feito, não foi preciso mais que Sesshoumaru a forçasse a encara-lo.
O mesmo já tinha tirado suas mãos do rosto da morena e a fitava com um semblante nada bom.
Se afastou de seu corpo, saindo da cama e ficando de pé, de costas para Rin.
A mesma teve medo de sua próxima ação, sabia que Sesshoumaru ainda não compreendia tudo e isso a deixa a com medo do que poderia pensar.
- Sesshy... eu estou com saudades da minha família...
- Eu sou sua família agora Rin.- em seu tom havia irritação, porém continuou de costas.
- Não quero que se magoe, mas meu pai, meus irmãos.... eles me fazem falta.
- Não sou suficiente pra você?- questionou se virando com o cenho franzido.
- Não é isso. Acontece que não te expliquei que há vários tipos de amor. Tem o amor fraternal que eu posso sentir pelos meus irmãos, meu pai, meus amigos, e o amor de homem e mulher, este que sinto por você. Este que me fez me entregar a você sem me importar com mais nada e querer estar ao seu lado. Da mesma maneira que queria estar ao lados deles também.
Rin tentou se aproximar e toca-lo, mas ele se afastou.
Conhecia aquele olhar. Podia ver que estava furiosos e decepcionado, como no dia que acreditou que ela queria fugir do castelo.
Mais uma vez era nisso que Sesshoumaru acreditava.
- Você prometeu naquela noite que jamais me deixaria.
- Mas eu não vou te deixar, só quero revê-los.
- Está quebrando sua promessa. Mentiu pra mim!!!
- Sesshy, não me diga que ainda acha que menti sobre meu amor? Pensei que confiasse em mim.
- Como posso confiar se toda vez que lhe dou algum previlégio você se aproveita disto?
- Não estou me aproveitando de sua boa vontade. Só estou te pedindo que me de apenas alguns dias com a minha família. Quero apenas saber se estão bem e também que eles saibam que eu estou bem. Quero contar que você é bom pra mim e me faz feliz. Prometo nunca mais lhe pedir nada.
- Não posso te deixar ir Rin...- ele disse saindo até a varanda.
Rin o seguiu.
- Por que? Eu vou voltar, juro a você. Pode mandar me buscar se quiser...
- Você não entende... se sair daqui depois de tudo eu posso morrer.- a morena se aproximou tocando seus ombros com um sorriso.
- Eu também morreria sem você ao meu lado.
- Não é no sentido figurado... não seria só de saudade. Estou falando de morrer, de ser morto por essa praga maldita.- respondeu dando um soco no corrimão do terraço.
- Do que está falando Sesshoumaru?- 
Ele se virou para fita-lá. Confiava em seu amor, embora às vezes se deixava levar pelos pensamentos antigos. Porém decidiu confiar todos os seus segredos a ela, esperando que desistisse daquela ideia.
- Se uma mulher de bom coração me amar verdadeiramente o feitiço deveria ser quebrado. Mas se eu amasse e não fosse correspondido, a fera que domina meu corpo me mataria. Só você pode controlar os sentimentos que tenho dentro de mim, sem você fico vulnerável.
- Você está dizendo que me ama?- sorriu com os olhos brilhando. Era o que mais queria ouvir.
- Sim. Por isso te peço que não vá.
- Sesshy, tudo que aquela bruxa disse é mentira. Eu te amo, mas meu amor não te libertou. Isso significa que essa parte também não é verdade. E também, seu amor é correspondido. Eu te amo, longe ou perto.
- Nada vai fazê-la desistir não é?- 
Rin suspirou, desviando o olhar.
- Se me disser que não permite, não irei. Se me der três, dois que for, voltarei conforme a sua vontade. Você decide, não vou contestar.-
Seus olhos castanhos não desgrudavam dos dourados a sua frente. 
Sesshoumaru desviou olhar após alguns segundos. Fitou o vasto horizonte iluminado apenas pela luz da lua, pensativo.
Ele a amava e não queria vê-la daquele jeito, acreditava também nos seus sentimentos. Então porque algo o incomodava?
Não queria vê-la triste, aquilo lhe machucava também. Suspirou pesadamente sentindo uma tristeza lhe atingir desta vez.
- Deixa pra lá... esqueço o que...
- Um dia.- interrompeu a morena antes que ela terminasse.
A mesma o olhou assustada, com os olhos arregalados.
- O que?
- Te dou um dia. Saíra bem cedo, meus lobos vão levá-la e ficaram aguardando você. Terá que voltar com eles assim que o sol raiar. Essa é minha condição.- disse ainda com seu olhar na paisagem.
Rin ficou um tempo calada, fitando a fera de costas até que correu em sua direção e envolveu sua cintura.
- Obrigada.... não se preocupe, voltarei assim que o dia raiar.- 
Sesshoumaru se virou retribuindo o abraço.
Algo ainda o incomodava, mas o sorriso de sua amada compensava tudo.
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado
Não mando muito bem em hentais românticos kkkkkk
Bjinhus e até o próximo


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