História A Bela e a Fera - Capítulo 11


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Categorias A Bela e a Fera, Avenged Sevenfold
Personagens M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates
Tags A Fera, Avenged Sevenfold, Bela, Brian Haner, M Shadows, Synyster Gates
Visualizações 15
Palavras 1.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Biblioteca


Capítulo 10

-              Eu... Nunca me senti assim.

                Brian confessou a Lumière, na calada da noite, já em seus aposentos depois do jantar. Algumas horas atrás tivera seu primeiro encontro não hostil no lago com Cora e agora sentia-se esquisito. Fazia muito tempo desde que fora gentil com alguém, muito tempo mesmo.

-              Faça algo especial para ela.

                Brian se levantou da cama, onde se encontrava sentado papeando com seu criado, e saiu de seu quarto. Lumiére o alcançou.

-              Amanhã, senhor. Ela já deve ter ido dormir.

-              Amanhã... Certo. Acenda a lareira. Preciso pensar.

                Ele sentou-se em sua confortável poltrona e, aquecido pelo fogo contra a friagem natural da noite, com um copo de vinho na mão, pôs-se a pensar. O grande relógio de pêndulo em cima da lareira informava que já era uma hora da madrugada quando Brian, imerso nas próprias reflexões, escutou passos na cozinha. Levantou-se e foi até a mesma, vendo um vulto com um candelabro nas mãos provocado sombras por onde passava.

-              Coraline?

-              Ai, droga. – no susto, ela se queimou. Vestia um pijama listrado de calça e camisa. Quando se virou para encarar Brian, tinha um pedaço de bolo de laranja nas mãos e a boca cheia. – E aí.

-              Está com fome?

                Ela engoliu seu bolo e confessou:

-              Não consigo dormir e pensei em... Comer. Porque está acordado?

-              Também não consigo dormir.

-              Sério? Mesmo com todo esse vinho? – apontou para a taça em sua mão.

-              Quer?

                Ela deu de ombros, tomou o vidro dele e entornou o resto do líquido adentro.

-              Saboroso. – comentou.

-              Vem. – ele chamou, retornando à poltrona e enchendo mais uma vez a taça com vinho.

-              É isso aí. Vamos beber. – ela tomou mais um gole e ofereceu o copo a ele. – Um brinde a... A que estamos brindando?

-              A mim. – ele bebeu um gole do vinho e passou-o à Cora.

-              À Lumière. – ela bebeu.

-              À Madame Samovar. – ele bebeu.

-              Ao meu cavalo Phillipe. – ela bebeu novamente. – Meu melhor amigo tarado.

-              Quê? – Brian riu.

-              Ele fica dando em cima das éguas de outras pessoas. Quase deixei um fugitivo escapar porque Phillipe estava tentando se acasalar com a égua da Madre Superiora.

                Brian soltou uma longa e estrondosa gargalhada.

-              Seu cavalo queria trepar com uma égua do convento?

-              Um típico Don Juan. – ela riu.

-              Um brinde à Phillipe. – ele bebeu mais um gole do vinho, esvaziando o cálice.

                Cora tratou de colocar mais e continuar a beber:

-              A mim, claro. Exímia mercenária. Talvez o rei me nomeie guarda real algum dia. – ela riu.

-              É, talvez você mate alguns dragões. – ele bebeu mais. – Beba o resto. Já estou atordoado.

                Ela saboreou as últimas gotas e pousou a taça no carrinho de bebidas ao lado da poltrona. Sentou-se no chão em frente à lareira e posicionou as mãos no ar, aquecendo-as. Brian juntou-se a ela e eles permaneceram em um silêncio confortável, ouvindo o fogo crepitar.

-              Sabe, minha mãe também faleceu.

                Naquele instante, ambos ficaram mais sérios.

-              Ela morreu no parto. – Cora explicou.

-              Pelo menos ela não era doida de pedra igual a minha. – ele riu. – Mas você tinha o seu pai antes de vir para cá.

-              Sim... Ele estava sempre trabalhando. E eu sempre atrás de algum fora da lei. Falei sério quando disse que meu melhor amigo é o meu cavalo. – ela zombou de si própria.

                Mais minutos de silêncio se passaram antes de ele dizer:

-              Você é a melhor pessoa que já conheci. – no mesmo momento, Brian arrependeu-se de ter pronunciado aquelas palavras. O que ela pensaria dele?

-              Nah. Você diz isso pois o vinho fez efeito. – ela sorriu. – Ou porque não conheceu muitas pessoas.

-              Provavelmente, mas não significa que não é verdade.

-              Por que seria?

-              Porque eu gosto de você.

-              Gosta?

-              Gosto.

                Cora deu um beijo na bochecha de Brian, agradecida. Então os dois bêbados ficaram ali, fitando a lareira, vendo o tempo passar suavemente e perguntando-se o que acabara de acontecer. Só foram dormir quando o relógio bateu três horas da manhã, despedindo-se com um “boa noite”.

                Ambos acordaram na hora do almoço. A dor de cabeça atacara apenas Brian, já que Cora tinha se alimentado antes e bebido menos. Na mesa do almoço, ele ficou em silêncio o tempo todo, revirando os olhos quando Cora soltava risadinhas debochadas.

-              Queria ver se fosse você.

-              “Queria ver se fosse você”. – ela imitou-o, com a voz grossa e carrancuda.

-              O senhor vai melhorar logo, amo. Farei um chá de ervas medicinais... – Madame Samovar retirou-se da cozinha.

                Essa, por sua vez, tinha desaparecido a manhã inteira, o que nenhum dos dois presentes na sala de refeições notara por estarem dormindo. Mas Lumière sabia, e fazia questão de importuná-la na cozinha:

-              Madame Samovar, tem algum pretendente que desconheço?

-              Pare com isso, Lumière.

-              Será o padeiro? O xerife? Oh, não! Madame Rosalina Samovar, está namorando o dono das fazendas? – ele desmanchava-se em risadas enquanto deduzia.

-              Quieto! O amo vai escutar!

-              Então é ele?

-              Claro que não!

-              Mas existe um namorado.

-              Sim... Não! – confundiu-se.

-              Sim ou não?

-              Lumière! – ela reprimiu.

-              Sabe, Mademoiselle... – Lumière tomou Madame Samovar em seus braços e começou a dançar com ela na cozinha, enquanto Renée lavava os pratos. – Ontem de madrugada o amo e Cora se embebedaram juntos. Sabe o que isso pode significar?

-              O quê?

-              O fim da maldição!

-              Não é tão simples, querido. Essas coisas levam tempo.

-              Podíamos apressar as coisas. Podíamos dar um baile!

-              Um baile?

-              Sim! Só os dois. Jantar a luz de velas. Horloge tocaria piano. Eles dançariam e se beijariam e então...

-              Lumière, é uma boa ideia, mas duvido que o amo vá aceitar.

-              Ontem ele me disse que “nunca sentiu algo assim antes”. – ele soltou a colega de trabalho e fez sinal de aspas com os dedos.

-              Diga a ele que Cora gosta de ler. Talvez ele mostre a biblioteca a ela.

-              Quem te disse que ela gosta de ler?

-              Um passarinho. – ela contou, saindo do recinto com uma bandeja contendo o chá.

***

                A tarde chegou e com ela, o tédio. Normalmente Cora estaria na delegacia apanhando panfletos de fugitivos e enchendo a paciência do xerife. Brian tinha ido descansar – a ressaca o apanhara de jeito – e os funcionários do castelo trabalhavam. Cora resolveu ir para a cozinha, onde teria companhia, e depois de passar horas com Renée, que fazia faxina no local e lhe preparava roscas e sucos, respondendo pacientemente suas perguntas xeretas, Lumière apareceu na porta do recinto.

-              Mademoiselle, o amo te chama.

                Com um sorriso suspeito, ele levou-a até um quarto nunca explorado por Coraline.

-              O que tem aí? – perguntou.

-              Entre.

                Ela fez o que lhe foi dito, se deparando com um cômodo gigantesco, repleto de estantes e mais estantes, estas enfeitadas com múltiplos livros, como se brotassem da madeira e fossem se abarrotando cada vez mais. Brian estava sentado em uma das poltronas predispostas em meia-lua a alguns passos da mesa de estudo central.

-              O quê... O quê... – boquiaberta, ela girava seus calcanhares constantemente, analisando cada centímetro do local.

-              Gostou? – Brian indagou.

-              Se eu gostei? Aqui tem o triplo de livros que a livraria da aldeia.

-              Fique à vontade. – ele falou, levantando-se e dirigindo-se à porta.

-              Aonde você vai?

-              Bem...

-              Não vai me explicar como funciona a organização aqui? É por ordem alfabética? Nacionalidade? Autor?

                Esboçando um meio sorriso, Brian deu meia volta. Ele explicou-lhe que estavam organizados por gênero, de acordo com a ordem alfabética do título, e mostrou-lhe vários clássicos que ele mesmo tinha lido.

-              Sabe, meu pai me fez ler “A Arte Da Guerra” quando eu tinha oito anos. – ele riu.

-              É um livro interessante. – ela respondeu. – Mas não quando se tem oito anos. – riu. – Qual é o seu preferido?

-              Faz tanto tempo que não leio.

-              Por quê?

-              Não sei.

-              Por que não recomeça?

-              Talvez eu recomece. E o seu preferido?

-              Meus preferidos são os que contam sobre os grandes heróis. A “Odisseia” e a “Ilíada” me fizeram amar Hércules, Aquiles, Jasão, Perseu... Eu também gosto de “O Rei Artur e a Espada Excalibur”, adaptados da lenda de São Jorge e o Dragão, Shakespeare com “Romeu e Julieta” e “O Mercador de Veneza”, Dumas e “O Conde de Monte Cristo” e “Os Três Mosqueteiros”, as histórias sobre os romanos como “Júlio César”...

                Enquanto Cora descrevia suas paixões literárias, Brian a observava atentamente, com um meio sorriso. Como ela conseguia irritá-lo profundamente e ao mesmo tempo... Mexer com ele? Uma hora ele queria xingá-la e jogá-la novamente no calabouço e na outra estava se derretendo por seus olhos.

-              Já leu isso aqui? – ele pegou a coletânea “As Mil e Uma Noites” e colocou nas mãos de Cora.

-              Não. – ela respondeu, folheando o livro.

-              Você vai gostar. – sorriu.



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