História A Bela e a Fera - Capítulo 17


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Categorias A Bela e a Fera, Avenged Sevenfold
Personagens M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates
Tags A Fera, Avenged Sevenfold, Bela, Brian Haner, M Shadows, Synyster Gates
Visualizações 19
Palavras 1.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Confissão


Capítulo 16

                Cora cavalgava o cavalo que Lumière tinha lhe dado o mais rápido possível nas entranhas da floresta. Aquele não era o melhor caminho, mas era o mais curto. Com a espingarda e a pistola carregadas, a adaga afiada guardada em suas vestes e o desespero gelando suas mãos, ela pensava em mil maneiras de evitar a catástrofe, e uma delas que parecia cumprir esse papel era dizer sim para a proposta de Matthew. Ela diria de bom grado se ele prometesse não machucar ninguém. Só esperava que não chegasse tarde demais.

                Assim que o animal se aproximou das grades do castelo, Cora desceu e se aproximou com cautela, escondida pelos arbustos e pela escuridão da meia noite. Avistava doze homens atrás de Sanders, que se posicionava em frente à porta rompida, com uma pistola erguida pela sua mão direita. Apontava para a entrada do local, imersa em sombras. Dela, um vulto saía, e ia ganhando forma conforme a fraca luz das tochas dos homens o iluminava. Brian estava se entregando.

-              Não. – sussurrou Cora.

                Precisava de um plano. Tinha de lidar com Matthew sozinho, dar um jeito de se livrar dos capangas.

-              Ora, ora. Então você é a tal Fera... – ela podia escutar Sanders debochar enquanto se esforçava para pensar em algo. – Você é com certeza feio, mas esperava que fosse mais... Animalesco.

-              A garota não está aqui, senhor. – LeFou surgiu de dentro do castelo, esbaforido. – E os criados fugiram.

-              Onde ela está? – bradou Sanders para Brian, que tinha o olhar cabisbaixo. – Procurem-na! Revirem esta merda de lugar! – ele ordenou à escolta, que cujos integrantes correram para dentro da propriedade. Apenas LeFou e Baker, que se encontrava pálido como um cadáver, continuaram ao lado de seu chefe. Posicionaram-se atrás dele, perto dos seus cavalos. – Sabe, você morrerá de qualquer maneira. Mas eu posso ser bem cruel quando quero... Então por que não diz onde ela está? Dessa maneira, prometo ser bem rápido...

-              Ela não está mais aqui. Eu a libertei...

-              Ora... Não me diga que... Apaixonou-se por ela? – Matthew soltou uma escandalosa risada. – Mas que piada! Você realmente achou que... Ela iria gostar de um monstrengo igual a você?

                Cora logo se aproximou mais um pouco. Com um golpe silencioso na nuca, derrubara Baker, que se encontrava mais atrás, enquanto LeFou ria com as palavras de Sanders. Brian estava tão abatido que nem percebera o movimento atrás dos cavalos. Usando uma rédea retirada de um deles, Cora enforcou LeFou depois de derrubá-lo com um chute nas partes íntimas. Assim que este desmaiou, ela sacou a espingarda e mirou bem na cabeça do tão odiado rapaz que lhe queria. Encostou a ponta do cano em sua nuca, ao que lhe provocou um arrepio na espinha.

-              Diga mais uma palavra e eu estouro seus malditos miolos, seu filho da puta. – ela disse, mantendo a voz firme.

                Matthew soltou a pistola e se rendeu, levantando as mãos.

-              No chão. – ela vociferou.

                Pasmo, Brian encarou Cora. Abriu a boca para dizer algo, mas não conseguia pronunciar nada.

                Enquanto Matthew se ajoelhava, o cano da espingarda o seguia.

-              Você voltou. – Brian disse, a cor voltando a tomar conta de seu rosto pálido.

                Ele conseguira chamar a atenção dela, que agora o fitava, cálida.

-              Mas é claro. Por que não voltaria? Mas agora você me deve sua vida. – brincou.

-              Ela já é sua.

                Matthew aproveitou o momento de distração e puxou o cano da espingarda para seu lado, derrubando Cora. Deu-lhe uma pancada na cabeça, forte o suficiente para deixá-la no chão por um momento. No momento em que Brian tentou intervir, foi atacado por três capangas de Sanders, que voltavam de dentro do castelo.

                Matthew tomou a arma das mãos de Cora. Mas a moça era boa de briga e estava de pé em um segundo. Nesse instante, o caos se instalou: enquanto os dois trocavam golpes, uma briga sangrenta era travada entre Brian e os homens. Mas enquanto ele parecia ter uma vantagem sobre os outros três, a luta de Cora e Matthew estava equilibrada. Ele era forte e grande, mas ela era muito rápida e bem treinada.

                Brian abateu seus atacantes e se moveu para ajudar Coraline, mas no mesmo instante, ela tomou uma rasteira e caiu, dando tempo para Sanders apanhar a espingarda no chão e agarrar a moça pelas vestes, apontando a arma para sua cabeça.

-              Fique onde está ou eu atiro.

                Brian não se moveu.

-              Encoste o dedo nela e eu...

                Matthew destravou o cilindro, o que calou o outro.

-              Agora, aqui está o que vai acontecer. Você vai pegar essa pistola... – ele apontou para a arma caída ao lado de LeFou, que ainda estava desmaiado no chão. –... E vai atirar no próprio peito. Se não fizer isso, quem morre é ela.

-              NÃO FAÇA ISSO! – Cora começou a gritar.

-              Cale a boca, sua...

-              Eu faço. – disse Brian.

-              O quê? DESGRAÇADO! VOCÊ É UM HOMEM MORTO, SANDERS, SEU FIL... – gritou Cora, se debatendo.

-              Fique quieta!

                Ele cutucou com a espingarda na lateral da testa de Cora.

-              Eu me caso com você! Mas não faça isso! Por favor, eu faço o que você quiser, eu...

                Matthew riu.

-              Você vai se casar comigo, sim. Mas ele vai morrer.  – sussurrou nem seu ouvido.

-              Ora, seu...

                Coraline se lembrou da adaga que mantinha dentro das vestes. Quando Brian se abaixou para pegar a pistola, ela cravou-a na perna esquerda de Matthew, que caiu no chão urrando de dor. Ela pegou a espingarda, indo de encontro a Brian, que estava a alguns metros dos dois.

                Matthew, sangrando no chão, alcançou a besta de Baker, que jazia ao lado do corpo do mesmo. Tentou atirar em Brian, mas errou a primeira flecha. Imediatamente depois disparou a segunda, e Coraline, como estava correndo na direção dele, não teve tempo de atirar de volta.

-              Não, não, não... – ela resmungava, enquanto a flecha viajava os seus metros em direção ao alvo.

A única saída que viu foi se jogar na frente da flecha. Matthew não era muito bom de mira: atingiu a parte lateral das costas da moça, que começou a cair para frente, na direção de Brian, que estava apenas a alguns centímetros dela. Em um abraço, envolveu seu corpo, evitando que caísse.

Os olhos dela o fitavam, e novamente ele sentiu que observavam sua alma. Matthew, prostrado no chão, não acreditava no que tinha feito. Mantinha-se vidrado no corpo de Cora enquanto sua perna sangrava. Logo, as vestes dela também estavam ensopadas de sangue enquanto a mesma seguia encarando Brian. Ele fazia o mesmo, mas mergulhava em desespero enquanto segurava o corpo moribundo.

-              O que... O que você fez...? – balbuciou. – Querida, o que você fez...? – seus olhos lacrimejavam.

                Ela esboçou um sorriso frouxo, os olhos lentamente se fechando.

-              Olhe só pra você... – sussurrou, a perda de sangue deixando-a cada vez mais pálida e fraca.

                Mas ele não poderia ver o que ela estava presenciando, nem Matthew. A vida estava se esvaindo dela, e em sua opinião não havia melhor coisa para se assistir naquele momento: as cicatrizes de Brian estavam sumindo. Sua aparência estava se transformando lentamente. O aspecto monstruoso se transmutava para o de um homem comum. Não, não um homem comum, pensou ela. Seu aspecto original era definitivamente muito atraente. Mas ela sempre soubera disso. Achava-o atraente mesmo com as marcas e cicatrizes. Por Deus, quase o beijara... E o teria feito se não tivesse sido interrompida. Mas se ter sua aparência original faria de Brian mais feliz consigo mesmo... Ao pensar nisso, seus olhos se fecharam enquanto sua boca permanecia esboçando um sorriso frágil.

                Brian segurava seu corpo, delicadamente pousando-o no chão.

-              Fica comigo. – ele pediu, sem se dar conta de que já não tinha a aparência amaldiçoada. – Não vai embora. Eu te amo.


Notas Finais


O que acharam?? :)


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