História A Bela e a Feta - Capítulo 1


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Categorias A Bela e a Fera
Tags A Fera, Bela, Romance
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Palavras 1.646
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem!

Capítulo 1 - Capítulo único


Bella era uma linda garota que morava em uma casa bem bonita em uma  vilazinha bem perto do fim do mundo.Mesmo que suas duas irmãs mais velhas insistissem para que o pai as levasse para morar com a avó na cidade,ela insistia em ficar. O pai de Bella trabalhava em casa fazendo telemarketing, mas um dia foi chamado para fazer uma viagem, e ansioso para ganhar uma promoção para economizar dinheiro e construir seu mais novo protótipo de engenhoca, partiu sem demora. Como as irmãs mais velhas já eram mocinhas, o pai nem se preocupou em contratar uma babá.

Sabendo do sonho das filhas, visitar a cidade grande, o pai se ofereceu para trazer uma lembrancinha para cada uma se houvesse tempo.

As gêmeas, ansiosas para terem em mãos qualquer coisa que as provasse mais ricas que as colegas, pediram roupas, anéis e colares. Bella, contanto, sabia do desejo do pai de se tornar inventor, então resolveu ser mais modesta que as irmãs.

Nossa pai, nem precisava. Mas eu adoraria se você me trouxesse uma flor bem bonita, daquelas que a gente viu no jardim do cartão postal que a vovó mandou…

           O homem, contente por ter uma filha tão humilde e gentil ,que causaria orgulho até na mãe morta, garantiu que arranjaria uma maneira de entrar no tal jardim e conseguir a flor mais bonita que ele encontrasse.

No dia seguinte, de mala e cuia, o pai se despedia de suas filhas.

 

Se cuidem, meus amores. Papai volta logo…

           Se passou uma semana, e então duas. Bella já estava mais que preocupada com seu paizinho, que não havia ligado sequer uma vez, quando seu Nokia velho que mal digitava direito (herança das irmãs) toca, mostrando o nome de seu pai na tela. Não se contendo de ansiedade, a garota atende no primeiro toque, as mãos tremendo.

Pai, você ligou!

Aqui não é seu pai, não, garota. Se liga, se quer ver seu paizinho de novo, vai ter que mandar uma grana boa pra mim. - disse, com uma voz meio forçada.

           

           Bella se desesperou, e em lágrimas, disse:

Mas moço, eu nunca toquei em mais de alguns trocados na minha vida…

           O sujeito, que na verdade não passava de um moleque da idade de Bella, pareceu se compadecer da garota, e por um momento, não disse nada. E então:

Vamos combinar assim. Eu mantenho seu pai na cidade com os meus capangas. - Bella estremeceu - Você me diz seu endereço, eu vou aí, escolho algumas coisas… Você tem jóias, não tem?

           Bella pensou um pouco e disse:

Tenho.

Ótimo. Eu passo aí nessa semana ainda, busco as jóias e na hora ligo pro meu povo liberar seu pai. Não precisa se preocupar, eu só vou pegar as coisas, nem arma vou levar. Mas se eu chegar aí e você tiver chamado a polícia…

Não vou fazer isso.

É bom mesmo.

           Os dois passaram as informações necessárias, terminam a ligação.

--

           Como prometido, o garoto chegou na casa de Bella dois dias depois, que esperou as irmãs saírem de casa para chamá-lo.

Pronto, fique á vontade. - disse, sem conseguir tirar os olhos da cabeleira farta do garoto.

Faz quanto tempo que ele não corta isso, meu deus?

Obrigado. Por onde fica seu quarto?

Eu te levo lá. Quer que eu pendure seu casaco?

Sim, por favor. - disse ele, espantado com a cordialidade da garota.

           

Juntos, desceram as escadas que davam para o porão.

- Pronto, tá aí.

- Bella? Isso aqui tá parecendo um...

A porta se fechou estrondosamente.

- Porão. – diz Bella calmamente do lado de fora do cômodo que o garoto se encontrava.

- O que? Sua...

- Melhor ficar quieto. Do jeito que você tá, é fácil a polícia vir e te levar...

- Garota idiota! Vou ligar pros... Pros... Cadê meu celular?

- Comigo. Eu me pergunto como você foi ingênuo o suficiente para deixar o negócio no bolso do casaco...

 

- Não acredito.

           Ficou um tempo calado, e então disse:

- E aí? Vai chamar a polícia?

- Não preciso. É só você me gravar um áudio pedindo para liberarem meu pai e eu te deixo ir.

- Não vou. Pode chamar a polícia, se quiser...

Droga, não posso...

Com um sorriso de canto, o garoto disse:

- Você não vai fazer isso, não é? Está com pena de mim...

- Ugh, te odeio.

- Está sim.

As horas se passaram, chegou a noite. Quando as gêmeas já estavam dormindo, Bella desce as escadas até o porão.

- Menino?

- Diga, meu anjo. – e riu.

           Que raiva desse garoto.

- Eu trouxe comida.

Abriu a porta só uma frestinha e entrou, fechando-a rápido em suas costas.

- Vai querer? – Disse ela

           Ele dá uma olhada no prato e tira-o das mãos de Bella. Sem dizer uma palavra, sentou-se e comeu toda a sopa de bom grado.

           Bella o observa, e diz:

- Por que você é assim?

- Assim como?

- Quero dizer, aposto que não é pelo dinheiro, porque pra você arranjar uma passagem para cá com dois dias de antecedência...

- Não roubo pelo dinheiro.

- Por que, então?

Silêncio.

- Anda, fala.

Nada ainda.

- Qual é seu nome, criatura?

Ele a olha desconfiado, e Bella assegura.

- Não vou usar contra você. Vai ser um segredo meu. Não quero te ver atrás das grades, só quero meu pai de volta.

- Felipe.

- Nome bonito. – disse Bella com sinceridade.

O tempo passou rápido, e já eram 3 da madrugada quando Bella se levantou para ir dormir.

- E eu? Onde durmo? – pergunta Felipe.

- No chão, ué.

Mas no dia seguinte, Bella lhe trouxe um colchão e um cobertor, além de uma tesoura para cortar aquele “ninho de rato”, em suas palavras.

--

Duas semanas se passaram, e Felipe e Bella ficaram cada vez mais amigos. Se fosse por ele, já teria desistido, mas não iria contar isso a Bella por orgulho. E também, porque sabia que sentiria uma pitadinha de saudades de sua captora...

Um dia, em uma das conversas de madrugada, falavam sobre seus tempos de infância.

- Meus pais eram muito ricos e viviam trabalhando, então eu passava a maioria do tempo fora de casa, com uns amigos...

- Os mesmos amigos que estão com meu pai? – disse a garota, com um pouco de ressentimento.

Felipe se calou por um momento, e disse:

- É. – e continuou – Eles eram tudo que eu tinha, então quando meus pais morreram e eu fiquei com o dinheiro....

- Como eles morreram mesmo? – Bella disse, cautelosa.

- Assassinados.

- Sinto muito.

Bella conseguiu entender porque Felipe havia se revoltado com a vida. Seus pais não eram presentes, mas ele os amava, e quando morreram, deixaram um vazio no garoto que só seus amigos poderiam preencher. E quando eles se voltaram para o mal, Felipe já estava muito ligado a eles.

Ficaram em silêncio por um tempo, e Felipe começou:

- E você? Como era quando você era menor?

- Eu e meu pai sempre fomos muito ligados, sabe, e nos aproximamos ainda mais com a morte da minha mãe, depois da doença.

- Oh.

- Mas começamos a nos sentir meio sozinhos mesmo com um ao outro, então meu pai resolveu adotar Melanie e Martina.

- Um dia, ouvi elas gritando com você. Vocês não são muito próximas, né?

- Elas estão nervosas. Começaram a desconfiar que alguma coisa está errada essa semana... Você sabe, com meu pai sumido e tal...

Felipe se sentiu péssimo. Gostava muito da garota, mas sabia que o tempo estava passando. Amargurado, disse:

- Bella, eu... Pega o meu celular.

- O que?

- Eu vou pedir para soltarem seu pai, anjo.

Triste, mas muito aliviada, Bella assiste Felipe assumir uma postura e tom de voz diferentes enquanto demanda que libere seu pai. E que o deixem em paz. Felipe havia tomado sua decisão, e nunca mais iria causar aquele tipo de sofrimento a ninguém. Os dois se despedem rapidamente, e sem nem um abraço, o garoto salta da janela, com os olhos lacrimejando. Não queria que a garota que agora amava o visse chorar...

Quando pai e filha se reencontraram, Bella também chorou, de felicidade. Mas não conseguiu esconder a tristeza em seus olhos.

Sentiria muita falta daquele garoto irritante.

--

           Os anos se passam, e Bella já é uma jovem adulta com seus 20 anos de idade. Tinha economizado um bom dinheiro, além da herança que o pai a deixou ao morrer, então vivia no conforto de sua casa de infância. Suas irmãs, já casadas, moravam na cidade como sempre quiseram, e Bella, rica mas sempre humilde de coração, vivia na solidão por não ter encontrado ninguém que sentia que valesse a pena manter um relacionamento.

           Há anos não ouvia falar de Felipe, que havia inclusive mudado de número ao deixar Bella. E sim, ela tinha tentado se comunicar com ele, apenas para se decepcionar novamente. Já nem lembrava de seu rosto, mas ainda guardava memórias do tempo que passaram juntos.

           Um dia, saiu de casa, e com a intenção de reler seu livro favorito, se dirigiu à biblioteca da vila.

           Ao chegar, procurou na prateleira específica aonde o livro sempre se encontrava naquela biblioteca gigantesca, mas só achou um espaço vazio. Tentando esconder a decepção, já ia se dirigir à bibliotecária para ter certeza de que alguém havia pegado o livro, quando viu alguém sentado em uma das mesas da biblioteca, e reconheceu a capa.

           Será que ele já está terminando?

- Licença, por acaso o senhor...

Travou no lugar ao ver os mesmos olhos verdes que a encararam na primeira vez que se viram, no dia em que o garoto havia entrado em sua casa para levar suas jóias.

O mesmo sorriso de canto que a fez sorrir e chorar aos seus 14 anos.

- Bella.


Notas Finais


Bjs s2


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