História A Bela e o Fera - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger
Visualizações 71
Palavras 1.225
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Capítulo Oito - Flagra


Poin't Of View - Hermione Granger

Pego minha mala e levo para o andar debaixo, Malfoy e o ministro da magia me encaram quando descia as escadas, e eu apenas ignoro o olhar deles. No fundo eu sei que o que me fez querer ajudar o Malfoy foi a culpa. Culpa por ter acusado ele de um crime que não cometeu, culpa por mantê-lo aprisionado em um porão por dias à fio como se ele fosse um criminoso, culpa por não pensar em nenhum momento que ele podia ser inocente. Culpa, admito por fim, por ter sido preconceituosa.

- Já podemos ir. - digo, assim que chego ao hall. Malfoy se levanta do meu sofá e  Kingsley o segue, coloco minhas mãos dentro das minhas vestes e puxo a varinha de lá. - Podemos ir para sua casa com minha varinha.

- Não quero uso de magia. Aceitei vir do Ministério para sua casa porque não tive escolha, mas a partir de agora é sob minhas condições. - ele me diz, sério. - Abneguei o uso da magia á anos, e não vai ser agora que vou voltar a usa-la.

- Não podemos ir para sua casa sem a magia, como trouxas demoraríamos horas. - respondo, estarrecida.

- Não tem nenhum compromisso marcado,  tem Granger? - ele me pergunta. Encaro o homem a minha frente, a barba por fazer, os ombros arriados para baixo como quem carrega o mundo nas costas. Nem me imagino passando por tudo o que ele passou, e só posso me penalizar pelo garotinho que sofreu tanto na vida, que se tornou esse homem parado a minha frente.

- Não. - murmuro enfim, quando o silêncio se prolonga o bastante a ponto de tornar-se constrangedor.

- Ótimo, então é melhor irmos. - pego minha mala e levanto-a novamente, enquanto Malfoy apenas me da as costas e caminha até a porta de saída.

- Nos vemos logo, ministro. - eu digo a Kingsley, que me encara preocupado. -Continuarei a procurar, e te prometo que custe o que custar eu vou encontrar os culpados.

- Acredito em você, minha querida. - ele murmura. Sorrio terna, entendo mais do que ninguém os motivos que movem Kingsley, ele não é só um político como vemos por aí, não é só um diplomata, ele é um líder e líderes se preocupam com seu povo. - Quer que eu tente convencer o Malfoy?

- Não ministro, ele aceitou os nossos termos, e temos que aceitar o dele se quisermos que isso dê certo. - Kingsley sorri para mim, e então eu me afasto dele, somente minha mala em mãos e a varinha escondida dentro das vestes.

(...)

Olho mais uma vez para o relógio em meu pulso. Três horas já se passaram, e eu não tenho idéia se já estamos perto da Mansão Malfoy.

"Estamos mais perto do que quando começamos" - digo para mim mesma, mas nem isso me conforta.

Malfoy continua sua caminhada em silêncio, as mãos nos bolsos e os olhos distantes. Parece concentrado em seus pensamento e eu encaro seu olhar perdido. Como se soubesse que eu estava o encarando, Malfoy desvia seus olhos da noite e fixam-os em meus olhos.

- Algum problema? - ele me pergunta. Balanço a cabeça em negação, sem coragem de perguntar se estamos chegando. Ele me encara um último momento, e então diz: - Ótimo.

  Caminho mais um pouco, o suor brota em minha testa pelo esforço de carregar a mala e caminhar por todo esse tempo.

- Falta muito? - pergunto, quando sinto meu corpo protestar de cansaço.

- Tá vendo aquela rodoviária? - ele pergunta, a voz mais fria que a própria noite. Aceno para ele, que prossegue. - Vamos pegar um ônibus até o vilarejo mais próximo a minha casa.

"Vamos lá Hermione, você consegue" - repito e repito, até que a frase fique costurada em meu cérebro, e meu corpo quem sabe, se convença.

(...)

Dois dias depois

Prendo meus cabelos em um coque e aliso a saia em frente ao pequeno espelho do quarto. Fazem dois que eu estou na mansão Malfoy. Dois dias que eu não uso magia e dois dias que praticamente não tenho nenhuma notícias do mundo mágico.

Se por um lado isso me é ruim e me faz sentir- me solitária, por outro foi bom não ter nenhuma distração e poder mergulhar nos relatórios.

Ao que tudo indica uma das pessoas mais proximas a mim ou ao ministro nos traiu. A lista de aurores e inomináveis que ajudaram na fortificação da prisão não bate com a lista de pessoas que estavam escaladas para a supervisão de Azkaban no dia da fuga dos comensais.

E apenas um terço das pessoas que estavam em um dos dois dias sabem do segredo que é necessário para liberar não só um, mas vários comensais em um só mesmo dia de Azkaban.

Me sento na pequena escrivaninha no quarto, onde todos os relatórios e pergaminhos que tratem sobre a fuga dos comensais estão empilhados.

-Pensa Hermione. - murmuro. O dia mal amanheceu e eu já estou aqui, perdida em meio a esse monte de papéis. Mais de cinquenta pessoas envolvidas em tudo isso, e entre elas um traidor. Ou vários. Ou nenhum.

São muitas dúvidas e eu simplesmente não consigo pensar com clareza, quando acho que finalmente estou chegando a algo as coisas param de fazer sentido e eu volto a estaca zero. Tem alguma coisa faltando em todos esses papéis que faz com que nada faça sentido.

Suspiro. Eu preciso sair daqui e espairecer um pouco. Preciso relaxar e não vou conseguir fazer isso presa nesse quarto e tendo como única companhia a frustração e a culpa, que aliás me acompanham a dias.

Me levanto da cama e saio do quarto. Nesses últimos dias só fiz isso quando precisei me alimentar e mesmo assim eu procurei voltar rapidamente para o meu quarto. Não quero perturbar o Malfoy, mas também não posso continuar trancada naquele quarto a beira de um colapso nervoso.

Desço as escadas e sinto minha pele se arrepiar quando chego a sala. Foi aqui, nesse mesmo chão e deitada sobre o mesmo tapete que Bellatrix Lestrange me torturou, tortura essa que carrego até hoje em meu corpo e que já me assombrou em sonhos algumas vezes nos ultimos anos.

Suspiro fundo, buscando todo o meu auto controle quando lembranças daquele dia fatídico preenchem minha retina. Não foi bem esse tipo de distração que pensei em ter quando sai do quarto.

Volto a caminhar e dessa vez vou para o lado oeste da mansão, lado contrário do quarto do Malfoy e a intenção é a de não esbarrar com ele por aí quando eu estiver distraída procurando a biblioteca que pelo que Agatha me contou, é esplêndida.

Abro algumas portas e tudo o que encontro são quartos, banheiros e comodos vazios. Nada que seja interessante o suficiente para me distrair. Estava prestes a desistir da busca quando em uma última tentativa giro uma maçaneta e não consigo abrir a porta. Movida pela curiosidade e implorando para que aquela porta esconda uma biblioteca magnífica o suficiente para me distrair pelas próximas horas, saco a varinha no bolso das minhas vestes e aponto para a maçaneta.

- Aloho... - antes porém que eu pudesse concluir o feitiço, ouço uma voz zangada dizer atrás de mim:

- O que você pensa que está fazendo?


Notas Finais


E aí galerinha, como vão? Espero que bem!
Peço desculpas por atrasar a ppublicação (era pra sair ontem) mas é que eu fui no oftalmologista e ele pingou aquele colírio abençoado nos meus olhos e aí eu não tava conseguindo enxergar nada 😔
Enfim, espero que gostem do capítulo
XOXO

Aqui o link do grupo, caso queiram entrar!


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