História A beleza da monotonia - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Romance
Visualizações 11
Palavras 436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Seinen
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Borboletas


Lembro-me das pequenas borboletas que trouxera em um dia de aula quando eramos crianças. Trancafiadas em um grande pote, haviam umas três ou quatro borboletinhas; lindas. Lembro-me também da cena: estávamos sentados em um banco de madeira que ficava no patio da escola.

''Essas borboletas são lindas'' — eu disse enquanto olhava fixamente para o pote.

''Sim'' — você me respondeu, simplesmente e curtamente.

A pequena garotinha então se levantou com o pote na mão, abriu a tampa que prendiam as borboletas e levantou o pote com seus pequeninos braços.

As borboletas voaram; finalmente livres. Você abriu um grande sorriso, virou seu rosto para mim e disse:

''Elas são muito mais lindas agora, não acha?''

A resposta era sim, mas eu fiquei calado, fitando aquela cena. Os raios do Sol iluminavam tudo, seus cabelos brilhavam assim como as asas das borboletas que você soltara. Uma pequena voz dentro de mim dizia: ''Se existe algo mais belo do que o voar de uma borboleta em um dia tão lindo como esse, é você, Rachel.''

Mas eu era apenas uma criança e sempre envergonhava-me quando ia elogiar uma garota da minha idade.

Quando lembro-me dessas coisas percebo como sempre te amei. Quando era pequeno, amava seu jeito inocente e belo de ver a vida; quando crescemos um pouco mais, acabei amando seu corpo. Também aprendi a amar seu jeito de olhar para as coisas. Te fitava por um grande tempo e não sabia ao certo o por quê. Você se zangava e ficava corada quando eu fazia isso, e eu ria.

Tenho saudades desses dias. Dos dias em que você ficava ao meu lado. Eu sempre te amei e nem percebi; só fui perceber quando nos separamos por conta do fim do colégio. Eu quero te ver novamente, mas sinto que não devo.

Já fazem dois anos; dois anos que não nos falamos. Você nunca me procurou por que certamente não sente a minha falta ou por que conheceu um cara. Imaginar vocês dois juntos me faz sentir um leve incômodo no peito que logo desaparece por que lembro-me que você é feliz. Você é feliz, não é? Então tudo bem, de verdade. Eu quero sua felicidade, Rachel. Quero que ele acenda o sorriso no seu rosto, o mesmo sorriso que era formado quando eu ainda te via, aquele sorriso que me fazia paralisar. Quero que seja feliz, mesmo que essa felicidade seja alcançada sem mim.

Nós vamos viver separados um do outro...

 

-

— Tsc... eu não devia beber tanto assim... os sentimentos estão me matando. — a madrugava gritava e eu ainda estava ali, sentado em uma calçada, bêbado, sozinho.

 



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