História A beleza presente na ruína - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias F(x), Jessica Jung
Personagens Jessica Jung, Krystal Jung
Visualizações 17
Palavras 475
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Estupro, Incesto
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu coloquei incesto nos avisos mas eu não sei bem se encaixa (?), por não ser um parente de sangue e sim, por casamento

enfim, boa leitura espero que fiquem sem palavras igual a quem leu antes de ser postado

Capítulo 1 - Um pássaro no ninho de cobras;


Elogiavam-nos juntas, querida irmã. Diziam-me que eu provavelmente seria bela, já que, mesmo quando ainda criança, era a sua cara, uma adulta.  E no começo, me sentia uma princesa toda vez em que me diziam isso, me sentia incrível – como julguei-te ser. 

E é maravilhoso como opiniões podem mudar, certo? Pois, agora, eu poderia chorar se comparada a ti e – contradizendo todos os meus costumes infantis – não seria de felicidade. 

Eu choraria por tristeza em ser comparada a quem ajeitou tudo para que minha ruína fosse bela, exatamente como nós. 

Os dias mais felizes, na minha época de pureza, era quando me chamavas para dormir na tua casa, praticamente implorava para que minha mãe (infelizmente, aos meus olhos, que não era a mesma que a sua) deixasse-me ir. Mas então, me diga, esse foi um dos motivos? 

Há algum tempo, descobri que seu sono é extremamente leve, se comparado a uma pena. E, foi aí, nesse segundo de desespero em que te vi acordando com o meu respirar, que eu entendi. 

Entendi que tu sabias de tudo, sempre soube.

Sabias que quando saia e me deixava sozinha na tua casa, com todas aquelas crianças e teu marido, entendia as intenções dele para comigo. 

Provavelmente estavas acordada na madrugada em que eu conheci a insônia e, consequentemente, conheci o início de tudo que me amaldiçoa até hoje. É capaz de que o meu maior arrependimento em vida, seja ter respondido ao chamado dele naquela noite. 

Eu poderia ter simplesmente virado e voltado a dormir mas, então, estaria contradizendo todas as boas maneiras que foram-me dadas ao decorrer dos meus curtos oito anos. E independente de tudo, eu não queria me transformar em um monstro também. 

Mas eu tremia, Jessica, eu me desesperava. 

Tens a noção de quantas noites, deitada ao lado da minha mãe, eu passei em claro? Me perguntando como em céus eu deixei ele me tocar, me perguntando em que universo paralelo eu conseguiria falar a ela que me sentia suja. Que não queria entrar naquela casa nunca mais.

Mas eu não falei.

E voltou a se repetir. 

E quando eu chegava e o via, acreditava que tudo poderia ser melhor. Do fundo do meu coração puro, naquela época eu acreditava nas pessoas. 

Mas, talvez, toda a minha fé nas pessoas se devesse ao fato de que eu apenas precisava de bondade. Necessitava que ele olhasse para mim e visse uma criança, a garota que brincava com os filhos dele, que chorava todas as noites se perguntando em que sol conseguiria o cegar. 

Mas o dia não chegou, irmã. 

E os meus dias no teu lar se transformaram em um pesadelo, chegando na parte do grande monstro quando, nas festas de fim de ano, me pediam para tirar fotos com ele.

Como se todos aqueles sorrisos soubessem como, por dentro, eu já estava apagada.


Notas Finais


erros serão corrigidos quando eu não estiver com #sono

obrigada por ler, paz


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