História A Besta - Capítulo 13


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Fantasia, Romance, Romance Gay, Yaoi
Exibições 15
Palavras 2.800
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Capitulo12


 Belo

         “Estava eu andando por um lugar estranho um lugar que eu pouco conhecia, não sabia aonde era ou em que lugar estava, so sabia que era um corredor muito longo, sigo ele sem olhar para os lados, pois meu medo era de que alguém estivesse me seguindo, continuou meu caminho rumo ao desconhecido e de cabeça erguida, sigo o corredor ainda mais a frente e logo percebo que os quadros iam ficando cada vez mais feios, ou rasgados ou tudo massacrado e destruído por aquele lado como se a beleza daquele lugar fosse se perdendo aos poucos.

         Logo que chego ao final do corredor percebo uma porta feita de madeira antiga com gravuras nas portas, as maçanetas eram com o formato de leões que seguravam argolas nas bocas, como se elas fossem às próprias fechaduras, me aproximo da porta com certo receio de saber o que se tinha atrás dela mais a curiosidade foi maior, abro a porta e adentro o cômodo como se estivesse em minha casa, olho o quarto mais percebo que ele esta todo revirado e rasgado como se um furacão tivesse passado por aquele local.

          Fico olhando o ambiente quando percebo um objeto diferente, uma mesinha de centro próxima a uma janela feita com vitrais coloridos em um mosaico, quando me aproximo da mesa eu vejo dois objetos que me chamaram a atenção, um espelho pequeno de rosto e uma linda rosa vermelha, eu via aquela rosa fascinado com sua beleza e simplicidade, era a coisa mais formosa que já havia visto em minha vida, toquei a redoma para ver mais de perto, e quando toquei uma pétala caiu, e dirigente vejo um vulto atrás de mim e tudo começou a ficar claro então uma voz em meio à claridade me chamava cada vez mais alto ai...”

          Eu acordei não acredito que foi um sonho, vou me acostumando com a claridade que estava muito forte, aos poucos eu via muitos vultos acima de mim, meus devaneios estavam to grandes que não conseguia me concentra em nada mais ouço em alto e bom som uma voz que falava:

- Gente sai de cima o deixa respirar. – a voz disse com voz assustada.

         Aos poucos consigo enxergar, eu estou no pátio da escola às pessoas estão a minha volta não sei por que, o que houve? Porque estou no chão? Aos poucos vou me lembrando, no calor da emoção eu me deixei levar pelo clima, estava quase beijando Bernard mais quando eu o olhei havia o homem misterioso dos meus sonhos, como ele parecia real parecia que algo nele me assombrava, como se eu o já tivesse visto, como se algo nele me intimidasse mais eu o nunca o havia visto em minha vida.

         Saio dos meus pensamentos quando vejo uma mão ser estendida, quando olho pra o dono das mãos um sorriso singelo brota em meus lábios, Bernard sempre ele para me ajudar com essas coisas, pego sua mão e delicadamente ele me levanta do chão, bato a poeira em minha roupa e olho ao meu redor e vejo que todos estão me olhando essa atitude me faz corar, vendo meu estado Bernard dispensa todos os alunos dizendo:

- Bom gente vocês estão vendo que ele esta bem, não estão?- perguntou com irritação na voz e continuou- ótimo então já que viram podem se retirar não precisa de toda essa gente em cima. – disse Bernard com autoridade na voz.

         Logo o pátio vai se esvaziando, e aos poucos não sobra mais ninguém a não ser Bernard e eu, nós nos olhamos por segundos, que mais pareceram minutos mais logo saio dos meus devaneios e pergunto a única coisa que estava entalada em minha garganta:

- Bernard o que aconteceu? – perguntei com voz mansa.

- Você não lembra? – perguntou como se fosse obvio, neguei com a cabeça e o mesmo continuou – bom você cantou comigo...

- Disso eu me lembro, falo depois o que ocorreu. – digo o interrompendo.

- Calma aí se você conseguir esperar eu te falo.- disse com voz seria, mais logo ele perde essa pose e um sorriso brota em seus lábios, depois o mesmo continua – bom depois de cantarmos, você se aproximou de mim ate ai tudo bem, você deixou um carinho em meu rosto, estava se aproximando de mim e eu so observava suas ações, mais de repente você olhou para mim e ficou assustado logo você se afastou e caiu na beirada do palco, caindo e batendo a cabeça, mais que bom que você esta bem, você ta bem não é? – pergunta querendo entender o porquê de eu ter ficado daquela maneira, mais não podia contar para ele, então respondo.

- Claro foi so a emoção do momento acho que me apavorei isso deve ter me dado um pouco de medo e eu me assustei e... E não sei so sei que foi bom cantar com você Bernard. – disse já corando como um pimentão.

- Eu também amei cantar com você. – disse o mesmo se aproximando de mim, depositando um singelo beijo em minha bochecha.

         Despeço-me de Bernard e saio da escola a caminho de casa, e mais um dia estranho se passa em minha vida, chegando a minha casa eu vejo em cima da mesinha de centro aquele bendito livro da bela e a fera, mais por que aquele livro ainda estava em minha vida? Não entendo o porquê de eu ainda estar com ele mais a pergunta que não quer calar é de quem é aquele livro?

 

         Deixo de lado os pensamentos sobre o dono desse livro, e volto a pensar sobre o que aconteceu na escola, aquele homem, o que ouve comigo parecia que eu o conhecia há anos como uma lembrança do meu passado como alguém que volta e desperta lembranças, lembranças que me fazem ter vontade de chorar, mas por quê? Paro de pensar o porquê das coisas e volto para meu quarto, pois amanha seria um novo dia logo me deito em minha cama e logo me perco dentro do mundo dos sonhos “estou dentro de uma biblioteca bem antiga, uma das mais bonitas que já havia visto em toda a minha vida, suas pilastras altas com gravuras antigas, as prateleiras feitas de carvalho com varias formas e tamanhos, a escadaria que dava acesso ao segundo andar, uma lareira feita com detalhes em dourados parecia que nunca havia sido usada, pois estava limpa como se aquele lugar não fosse usado há séculos, sigo minha visão a escadaria e minha curiosidade me vença de novo, subo os lances de escadas com a calmaria em meu corpo, mas em meu coração algo me dizia para voltar para aonde estava, ao chegar ao segundo andar não havia nada demais só mais livros e mais uma lareira só que havia algo de engraçado aquela estava acesa e transmitia um calor intenso, como se algo ou alguém chegasse perto fosse consumido na hora, mais ao lado da lareira algo me surpreendeu havia uma poltrona e sentada nela uma mulher mais não conseguia ver seu rosto, mas ao seu redor algo me fazia ter medo como se eu atrapalhasse seja La o que ela estivesse fazendo eu iria me arrepender amargamente saio desses pensamentos quando uma voz chama minha atenção dizendo:

- Belo! – exclamou a mulher com um tom severo e continuou – se aproxime. – ordenou.

         Assim fiz e aos poucos fui me aproximando mais e mais com certo medo e receio em meu coração, quando estava ao seu lado na poltrona pude enxergar uma mulher de cabelos negros como a escuridão, sua pele pálida como as folhas de papel a deixavam com um ar sombrio e misterioso em seu rosto, seu semblante era tão serio que parecia que há séculos nada há abalava, e que ela havia se esquecido de como era o valor de um sorriso, seus olhos negros imponentes faziam qualquer um abaixar a cabeça e se sentir inferior a ela, seus trajes eram um vestido de seda bem claro quase chegando a um vermelho bem chamativo como se quisesse chamar a atenção coisa que conseguia sem ao menos tentar, pois não havia tantas mulheres tão belas quanto ela, aposto que ela sempre conseguiu o que queria das pessoas somente um olhar, saio dos meus devaneios sobre a mulher ao meu lado quando ela vira seu rosto, mostrando seus lábios carnudos, e nariz afinado, seu olhar me fez tremer da cabeça aos pés como se eu fosse somente o ninguém, ela tinha a respiração pesada parecia que ela havia feito uma corrida de quilômetros e estava cansada, continuo a observar a bela mulher e logo ela abre a boca e sussurra algo baixinho e não consigo ouvir mais logo sua voz sai mais forte e diz:

- Belo, Finalmente nos conhecemos e um prazer. – disse a mulher com um olhar imponente e continuou – creio que sua cabeça esta se perguntando o porquê de tudo isso não é bem vou te explicar sente-se. – disse a moça apontando para uma poltrona ao seu lado.

         Logo a obedeço sentando-me ao seu lado e vejo seu olhar voltar-se para a lareira as brasas que se consumiam fortemente como se fossem destruir tudo, saio desses pensamentos quando sua voz potente me chama a atenção dizendo:

- E bonito não é a lareira consumindo o fogo a união da madeira a brasa mostra como tudo tem um complemento, o céu com as nuvens, as estrelas com a lua, a terra com a árvore, todos nós temos nosso papel no mundo, mas e o seu papel Belo qual é? – me pergunta a moça dos olhos negros amedrontadores.

- Eu não sei. – digo abaixando minha cabeça.

- Não desvie seu olhar do meu Belo e falta de educação. - disse a moça em tom de ordem.

- Desculpa. – disse em sussurro e voltei meu olhar dizendo – não sei nem o porquê de eu estar aqui, imagine meu papel mundo, eu sempre tive sonhos sabe estudar, trabalhar, fazer faculdade essas coisas. – disse com um pequeno sorriso.

- Bom. – disse à moça que saio do contato visual comigo, e volto-o para o lado pegando uma taça e a colocou no meio de seus dedos longos, o conteúdo em sua taça era num tom de roxo escuro supus então que era vinho, ela levou a taça ate a boca bebendo o conteúdo bem devagar em um gole pequeno, ela volta seu olhar para mim e estendeu a taça dizendo – aceita um gole.

- Não obrigado. – disse abaixando minha cabeça mais logo volto meu olhar de novo para a moça minha frente.

- Belo, Belo creio que você tem muitas perguntas, mais tenho algo importante a te dizer, haverá tempos difíceis para você, saiba que o futuro te reserva grandes coisas, algumas boas outras ruins vai depender de você fazer as escolhas certas. – disse ela bebendo mais um pouco do conteúdo de se cálice.

- Mas o que o futuro me reserva? – pergunto com certo receio de sua resposta.

- Bom você gosta de historias? – perguntou a moça para mim eu apenas acenei com a cabeça positivamente, logo ela olhou para o fogo e depois olhou para mim, deu um ultimo gol em sua taça que se esvaziou, levantou-se de sua cadeira e caminhou para frente da lareira olhando para ela e logo continuou a falar – bem há muito tempo atrás havia uma terra extensa dominada por grandes reis e rainhas, seu terreno foi dividido igualmente entre todos, mais o maior reino ficou conhecido como reino central, que foi batizada como a grande capital dos reinos, seu poder em exércitos e em ouro era muito, mas a ganância não existia naquele lugar, o rei e a rainha do reino central eram bons de coração, mas algo neles foi mudando aos poucos, o tempo foi se passando e o rei descobriu que jamais poderia ter um herdeiro, pois sua rainha era histeria, o rei chorou lagrimas de sangue, pois queria muito um herdeiro então ele não desistiu de seu filho, e aquilo foi se tornando uma obsessão própria de ter um herdeiro, ate que o rei descobriu que havia um mago que tinha feito uma mulher histeria engravidar não se sabe como, o rei então mandou os espiões trazerem esse homem ate ele e quando foi encontrado ele foi ate o rei sem esperar outra ordem, chegando ao palácio o homem falou ao rei que realmente podia fazer a sua mulher engravidar, mas haveria um preço, o rei falou que daria qualquer coisa ouro, joias, terras tudo que estivesse ao seu alcance, o homem então começou a fazer o tratamento na mulher do rei, só que havia um problema o mago usou de magia negra para fazer a rainha engravidar, então Deus foi contra eles e mandou que a criança fosse amaldiçoada, pois ela não era uma cria vinda dele, o rei não se importou com o tratamento usado, mesmo seus lordes usando persuasão para que ele mudasse de ideia, mas de nada adiantou, pois a cobiça o desejo e a ganância já moravam em quase todo o seu coração, logo o reino voltou as suas festas e tudo mais e a gestação da rainha foi um sucesso, quando se passou os nove meses um príncipe muito belo nasceu, já sabendo o que o futuro lhe reservava uma vida de riquezas e prazeres a criança amaldiçoada teria um defeito mandado por deus, ela não poderia ser livre dos sete pecados capitais a menos que, ele aprendesse o que era amar, os anos foram passando e o príncipe cresceu arrogante e cheio de si, praticando os pecados avareza, luxuria, gula, preguiça, orgulho, ira e inveja, e cada vez mais esses sentimentos cresciam em seu coração ocupando o lugar do amor da bondade e das virtudes, logo o príncipe se tornou frio e sem escrúpulos fazendo o que tinha vontade em seu coração, mas houve algo em sua vida que o fez mudar, ele se apaixonou sim e seu amor foi tão grande que por um momento em sua vida os pecados desapareceram, e ele encontrou o amor e a paz no seu coração, mas o orgulho o venceu e pelo medo d que as pessoas pensariam ele não conseguiu se entregar verdadeiramente a paixão que ele sentia, logo seu coração voltou a endurecer e ele perdeu o seu grande amor o que o que fez ele se enfurecer e ficar fora de controle, à ganância de tomar tudo tomou conta de seu ser Belo e ele não se importou com o que e quem mexeu, até que ele declarou guerra contra os outros reinos tomando cada um deles para si sem se importar com o que aconteceria em seu futuro, quando ele conseguiu seus todos os reinos somente para si, ele festejou junto dos nobres de sua corte, Deus então resolveu testa-lo pela ultima vez, e mandou uma mulher levar a ele um objeto sem valor para ele mais aos olhos de Deus um grande presente, mas a arrogância que havia em seu coração não o deixou ver as maravilhas das pequenas coisas, então o príncipe foi severamente castigado e amaldiçoado a viver uma vida vazia e sem amor e logo o grande Reino desapareceu para sempre. – disse a bela moça que no final tacou sua taça nas chamas me fazendo tomar um pequeno susto, assim que terminou ela continuou olhando para as chamas seu olhar imponente tomou por um momento um olhar de tristeza, mas logo voltou a se o que era antes, ela logo voltou se sentou em seu lugar e continuou olhando para o fogo, logo um silencio desconfortável começou a surgir no ambiente, para quebrar esse gelo eu comento:

- Mas o que isso tem a ver com o meu lugar no mundo?- perguntei inocentemente.

- Todos têm que fazer algo para marcamos que estivemos no mundo Belo ate mesmo eu ou você. – disse ela dando o indicio que iria sorrir mais manteve a postura seria.

- Espero um dia cumprir meu lugar no mundo. – disse abrindo um sorriso.

- Um dia Belo, um dia. – disse a moça olhando para mim e logo continuou – bom nosso tempo esta acabando Belo espero te encontrar de novo. – disse ela dando um breve inclinar de cabeça como se fosse alguém importante.

- Bom eu espero mesmo. – disse repetindo o mesmo gesto dela e continuo – mais espera um pouco você sabe meu nome como? Qual seu nome? Onde estamos?...

- Em breve saberás jovem menino mais por enquanto isso já basta pra você e um até breve, pois tenho certeza que nos veremos de novo”.

         Logo uma luz se acendeu em minha vista e eu acordei para mais um dia, assim que levanto as palavras daquela mulher rondam a minha cabeça e meu coração me faz repetir no silencio “nos veremos de novo”. 



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