História A book's love story - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Sehun, Xiumin
Tags Chanbaek, Kaisoo
Exibições 62
Palavras 1.786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Primeiramente: me desculpem a demora!! eu tava tão cheia de coisas para fazer na escola que não encontrava inspiração em nada, foi um momento delirante para mim!
Segundo: o capítulo... não estou confiante sobre ele, por isso, me desculpem pela minha escrita e forma de expressar os sentimentos de ambos... acho que preciso aprender a me abrir mais com meus personagens! Mas eu estou gostando do rumo da fic, acho que você também vão!
Relevem também qualquer erro ortográfico, arrumarei quando tiver tempo <3

Capítulo 8 - As luzes da cidade


Saiu de casa. Correu para o ponto de ônibus e esperou o primeiro passar para, finalmente, sentar-se e acalmar seu coração. E, nessa mesma tentativa, colocou seus fones. Ele estava nervoso demais, e isso era um grande problema. Sua roupa era o mesmo de sempre: moletom e calça jeans. Só que dessa vez, colocou um moletom com estampa, ao invés do liso monotomo.

                Estava se sentindo bonito, então estava tudo certo para aquele “encontro” dar certo.

                O ônibus chegou e ele pulou para dentro dele, correndo para os últimos bancos e se certificando de aumentar bem os volumes no fone para não ter que ouvir nada nem ninguém, era assim que ele gostava de olha para a cidade, que passava pelos seus olhos rapidamente, acompanhando a velocidade do ônibus.

                Depois de algumas paradas, ele finalmente chegou à cafeteria. Era um pouco longe de sua casa sim, mas não reclamaria disso. Um lugar calmo, rústico e com uma música maravilhosa de fundo, esse era o lugar perfeito para si. Segundo o nome, todos ali gostavam de ler. Cafeteria dos Leitores. Nada mais perfeito para a ocasião. Um encontro entre um professor e aluno de literatura. Quer dizer, encontro não...

                Kyungsoo sentou-se na primeira mesa vazia que encontrou, pediu um café para a garçonete e ela, com um sorriso nos lábios, o atendeu. Era realmente um lugar simpático.

                Com batidas impacientes na mesa ele controlava sua ansiedade. Seu celular vibrou.

               

                Professor Jongin: Já está na cafeteria?

                Kyungsoo: Estou sim. Na mesa ao lado do aparelho de som.

                Professor Jongin: Estou a caminho.

 

                Jongin estava no meio de uma briga com Sehun, mas aquilo não o impediria de encontrá-lo. Seria muito maldoso de sua parte cancelar.

                -Eu sei que você trabalha o dia inteiro, mas eu também. O que custa? Você conhece meus pais, isso não é um problema. A gente só ficaria uma semana lá, Jongin. Por favor...  – seu colega de quarto implorava. Queria que fosse à reunião de família com ele, o problema era que seus pais moravam no litoral, então não queria ir sozinho.

                -Tudo bem, Sehun. Vou pensar. Tenho que ir agora, quando eu voltar conversamos sobre isso. – dito isso, saiu correndo de casa. O lugar não era tão longe, chegaria a dez minutos. Ou menos, se corresse como um louco pelas ruas. E foi isso o que ele fez.

                Quando chegou, avistou o menor na mesa dita. Arrumou seu cabelo e respirou fundo algumas vezes, tentou disfarçar o cansaço. Seu aluno já tinha duas xícaras de café na mesa, aquele foi o aviso de que se não entrasse logo, o mesmo iria embora.

                Andou até a mesa e, quando puxou a cadeira para se sentar, o outro petrificou. Kyungsoo olhou para cima e viu seu professor, seus movimentos congelaram e ele não sabia mais o que fazer. O mais velho sorriu, só então relaxou.

                -Desculpe-me pela demora.

                -Não se desculpe, acho que cheguei cedo demais. – Kyungsoo sorriu. Bebericou seu café enquanto o outro pedia um chá. –Sobre o que queria falar?

                -Nada de especial. Eu só queria te ver.

                -E a mensagem sobre planejarmos a história?

                -Claro que foi uma desculpa. – ele riu. – Eu queria te conhecer, de algum modo, sua escrita me fez pensar que tipo de pessoa você deve ser. – sem perceber, seu coração acelerou. Kyungsoo teve seu sangue drenado pelas palavras de seu professor e aquilo não podia ser mais assustador. Sentia que poderia desmaiar a qualquer minuto, que não iria suportar essa noite. Por isso, com todas essas duvidas se viveria até o sol nascer, preferiu não se pronunciar. Olhou para o seu café e encontrou seu ponto de paz nele, afinal, encarar o rosto de alguém que deixa seu coração prestes a ter um ataque cardíaco é sempre perigoso.  –Diga-me, desde quando escreve? – por um segundo, o maior estava hesitando. Não sabia se era a coisa certa a se fazer, digo, se encontrar com seu aluno fora de horário para conhecê-lo pode botá-lo em uma enrascada. Mas, por algum motivo, ele não estava se importando com aquilo. Algo dentro de si gritava mais alto.

                -Desde sempre... – disse baixinho. – Quando eu era criança, aluguei o livro errado na biblioteca. Foi o primeiro romance que li, me apaixonei instantaneamente. Não sei se foi coisa do destino, ou sei lá, mas depois disso, comecei a escrever diários. Tenho todos guardados e eles são um resumo de quem eu sou, os considero uma parte de mim. – ainda sussurrando, ele se deu conta de que falava demais. Tampou sua boca e, com os olhos arregalados, pediu desculpas.

                -E por que se desculpa? – riu o mais velho. – Você me surpreendeu com essa resposta, não pensei que seria tão puro assim.  

                E então Kyungsoo sentiu algo parecido com o que descreviam nos filmes que Baekhyun amava: borboletas incômodas. Sua cabeça rodava e se sentia em órbita, mas estava ali, encarando seu professor de literatura. O que era estranho! Acredite se quiser, mas o apaixonado Do Kyungsoo nunca havia se apaixonado! Não sabia o que era amor, apenas imaginava o que ele poderia ser, por isso era tão inocente, tão fofo ao ponto de vista do professor. Tudo se conectava perfeita e estranhamente.

                Quando Jongin olhou para a mesa novamente, percebera que haviam acabado a pequena refeição que tiveram. Aquilo o fez pensar que era inútil continuar num lugar fechado com a cidade gritando por eles. Por isso, pagou a conta, e propôs:

                -Vamos andar pela cidade. Você pode encontrar inspiração nela. – sorriu.

                -Acho uma ideia fantástica... – e então, saíram da pequena cafeteria.

                Jongin levou o aluno até o metro com a intenção de irem até o centro da cidade, onde uma aventura podia ou não começar.

                Pagaram as passagens e esperaram o trem passar. Quando avistaram o mesmo, entraram e sentaram-se lado a lado, mantendo um clima ameno entre os dois. Kyungsoo assobiava uma música que escutara na rádio enquanto o mais alto batucava o mesmo ritmo no braço do assento. Estavam ansiosos, não sabiam para o que.

                -Essa música é mesmo viciante. – o mais velho começou. – Mas a letra dela não demonstra nada. Por que isso parece triste?

                -Esse é o estilo de música mais famoso atualmente: a venda. Infelizmente. Mas ainda assim, não me canso de ouvir elas. – riu. – Irônico, não?

                -Um pouco! Algo como os livros que todo mundo lê, mas não transmitem nada...

                -É tudo muito triste. Sociedade triste, coisas tristes, rotina triste... E a felicidade nisso tudo? – se perguntou, encarando a janela do trem. – Ela existe.

                -Uma vez ouvi dizer que ela é como um tesouro. No meio de uma floresta, ela está escondida, enterrada a mil metros do solo, e que quanto mais nos aventuramos e cavamos, mais perto estamos dela.

                -E se não acharmos ela nunca?

                -Então não nos aventuramos o suficiente. – sorriu. – Por isso temos que viver, sendo velhos ou jovens. O nosso tesouro espera para ser aberto.             

                -Essa é uma teoria interessante... Você leva isso ao pé da letra?

                -Não mesmo! – riu. – É bonita, mas difícil de aplicar. Exige muito de si. – naquele momento, o trem parou. Kyungsoo sorriu com a resposta e se levantou, junto com o outro.

                -Talvez possamos nos aventurar agora. Um passo mais perto da felicidade. – o mais novo disse quando saíram do metro, se dirigindo para a imensidão de luzes e carros, barulhos e cores.

                -Acho que tem razão. – sorriu.

                Andaram um pouco pelas ruas comerciais que, mesmo a noite, não parava de funcionar. Kyungsoo olhava maravilhado para tudo, pois, mesmo morando há dois anos na cidade nunca tinham estado no centro. Nunca tivera tempo. Parecia um turista no meio da multidão.

                -Você nunca veio aqui?

                -Nunca! Desde que me mudei, acho que só sai da minha casa para a cafeteria, da cafeteria para a faculdade, da faculdade para meu apartamento. Eu não mais tempo para sair. Isso soa depressivo. – riu. – Mas eu estou muito feliz de estar aqui agora. Um momento em milhões. Isso significa algo, certo?

                Jongin ficou alguns segundos em silencio, pensando na resposta certa. Seu aluno era assim: conseguia te deixar sem palavras com as coisas bonitas e simples que dizia. Fazia sem querer, mas parecia que tinha todo o raciocínio em mente para te impressionar.

                -As luzes me cegam. – o professor disse. – Mas são bonitas.

                -São mesmo! Ei, Jongin! Quer dizer... Professor olhe para aqueles biscoitos... Quer alguns? – sugeriu. – Tenho algumas moedas aqui... – disse pegando-as de seu bolso. Olhou para o preço e para as moedas. – Certinho! – e marchou para a barraca como uma criança.

                Jongin observava aquilo de longe, com os braços cruzados e um sorriso no rosto. Quando o moreno voltou, deu o biscoito gigante para o mais velho.

                -Parece delicioso, obrigado.

                -De nada! – sorriu bobo. Mordeu o biscoito e começou a rir. – Acho que encontrei a receita da felicidade. Esquece esse negócio de tesouros e florestas, isso aqui é muito melhor!

                Aquela noite foi mais ou menos assim, cheia de risos e olhares inocentes de pessoas que apenas queriam se conhecer. Olhares curiosos e desajeitados. Kyungsoo se sentia inspirado.

                O ponto forte da noite foi quando encontraram um campo de futebol um pouco longe de toda a multidão. Foi o primeiro momento em que ficaram sozinhos.

                -Você gosta de esportes? – perguntou o mais alto. – Eu sou muito bom em futebol, modéstia a parte.

                -Sim, claro, modéstia a parte. – riu. – Eu nunca fui bom em nenhum, mas sempre gostei de ver jogos.

                -O clássico sedentário.

                -Acho que sim! – gargalhou, jogando a cabeça para trás. –Mostre-me suas habilidades, professor.

                E então começou a fazem embaixadinhas, a jogar a bola por cima da cabeça do mais novo e ria com tudo aquilo. Quando começaram a jogar de verdade, foi o momento que mais riram e se divertiram, afinal, o desajeitado Kyungsoo caia sempre que tocava na bola.

                -Ainda bem que é escritor! – brincou Jongin.

                -Podemos descansar? – disse ofegante. – Minha saúde não é tão boa assim, tenho o corpo de um senhor de 80 anos.

                E então se deitaram lado a lado, observando o céu sem estrelas, e a iluminação do campo os deixando num clima agradável. Não estava frio, nem calor. Era a estação preferida de ambos, mesmo que não soubessem disso.

                -Eu me sinto impressionado. Não sabia que poderia ser tão interessante assim, Kyungsoo. – disse, com os olhos fechados. Permitiu-se apenas a sentir.

                -Você também. Obrigado por hoje, foi uma memória bonita.

                

Quando chegaram à portaria do local, se olharam por vários minutos, Kyungsoo não conseguia desviar, apenas queria ficar ali para sempre, em seu olhar.

                -Novamente, obrigado. – repetiu o professor. – Por sua culpa, minha noite não foi um fracasso. Sinto-me feliz.

                -Igualmente. Então... Até segunda-feira?

                -Acho que sim. – sorriu. – Entre, esperarei para ir embora.

                -Adeus, professor!

                -Tchau, Kyungsoo.

 

                Aquela noite, ambos dormiram pensando em ambos. 



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