História A Borboleta Azul Suga - Capítulo 2


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Palavras 1.355
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi,oi gente! que saudades, como vocês estão?
Eu estou mais ou menos. Estou feliz por finalmente estar de volta e também peço desculpas por ficar todo esse tempo sumida. Confesso que estava sem criatividade para escrever e até cheguei a pensar em largar a história. Mas, finalmente bateu a vontade de escrever e cá estou eu. Estou reescrevendo a história e espero que dessa vez gostem. Estou aproveitando todo o meu tempo livre pra postar enquanto não começo meu TCC, gente, administração é uma coisa viu. Mas enfim espero de coração que gostem e por favor, não esqueçam de favoritar e deixar seu comentário, pois são eles que me motivam, é isso, espero que gostem.

Boa Leitura.

Capítulo 2 - A mudança


Fanfic / Fanfiction A Borboleta Azul Suga - Capítulo 2 - A mudança

 

 

Fui vítima de insônia durante toda a noite passada. Minha mente ainda processava os sussurráveis gritos de desespero que uma vez fora clamado. Isso tem acontecido com frequência, desde a minha última visita no consultório do doutor Elliot, meu ortopedista.

Todas as noites antes de dormir eu ficava sobre a sacada observando as folhas das árvores caírem durante aquela noite fria e obscura, onde as folhas secas e amareladas caiam uma a uma deixando nítido que o outono estava chegando ao fim. No começo de muitos invernos rigorosos até mesmo as folhas eram capazes de congelar. Eu estava em frente a sacada, minhas pernas ainda doíam com resultado da última fisioterapia. Estico meu braço, e não muito longe dali, agarro meu livro com a ponta dos dedos.

"Por que é que eu havia de me sentir sozinho? Raras vezes na minha vida, desde que me lembro de mim, tive esse imenso sentimento de solidão. Mas agora não me sinto mal na minha companhia, divertimo-nos muito os dois, eu e eu. E assim não mais me aborreço"

Assim era descrito. Uma vida de inseguranças, presa na escuridão, solitária. Se sentindo vazia. Eu ainda sentia falta do meu pai. Dos seus beijos de boa noite, do seu sorriso alegre enquanto me fazia cocegas em cima do sofá. Tudo era perfeito desde então, até ele desaparecer. Eu fui criada pela minha mãe Sienna, uma mulher humilde, porém solidaria. Theodore é o meu irmão mais novo e quando meu pai foi embora, ele ainda era um bebê. Não sei dizer se conseguirei perdoá-lo, na verdade não sei se terei uma nova oportunidade de reencontra-lo, seja de qualquer forma, eu sinto a sua falta.

O relógio de ponteiro da parede do quarto marcavam pontualmente dez para as onze, a caminhonete do meu padrasto já fora encostada em frente à casa e minha mãe ainda terminava de preparar o jantar.

— Montserrat, o jantar está pronto! — a voz suave da minha mãe ecoava pelos corredores do andar de cima. Suspiro e largo o livro em cima da escrivaninha a direita da cama. Meu quarto já estava quase vazio, a maioria das caixas já tomavam conta do lugar. Amanhã estarei me mudando para a cidade de Seul há 10351 km da Geórgia. A temperatura mais amena e o vermelho, amarelo e laranja indicam a chegada do outono na Coréia do sul, cujas folhas que diferente de Geórgia que não desfolham no outono ou inverno.

Desço as escadas com breves saltos até o último degrau. Meu padrasto, Connor, parecia um pouco preocupado com o seu trabalho. O mesmo era chefe de agricultores em savanas temperadas na África. Connor era um sócio honrado, mas não possuía muitos bens devido seu cargo.

Meu irmão mais novo, Theodore, brincava com um peão de madeira sentado no chão enquanto Sienna terminava de estabelecer os pratos na mesa.

— Venha querida, sente-se aqui. — minha mãe parecia nervosa e um pouco tensa, eu diria. Para falar a verdade, tanto ela quanto Theodore não estavam muito felizes com a perspectiva de eu estar indo embora. E para ser sincera, no fundo isso não estava me fazendo verdadeiramente feliz.

Puxo a cadeira fazendo rangê-la com o som da madeira ecoando pelo chão de verniz. Me sento ainda em silêncio. Sienna logo se acomoda ao meu lado e Connor e Theodore se juntam a nós.

— Precisa de alguma ajuda Montserrat? — minha mãe quebra o silêncio tocando carinhosamente minha mão que está descansando inquieta ao lado do talher de inox que eu encaro por um momento, porém não o toco.

— Não está tudo bem! Obrigada. — respondo rapidamente e meu padrasto me encara por cima dos óculos, enquanto joga um pedaço de cenoura na boca.

— Eu posso lhe dar uma carona até a ferrovia antes de ir ao trabalho. — Connor propõe sério e eu automaticamente balanço a cabeça positivamente, agradecendo em seguida com um pequeno sorriso fraco nos lábios,

Após o jantar ofereço minha ajuda a minha mãe para lavar os pratos. A mesma recusa, mas eu insistia em fazer isso. Sienna parecia um pouco triste e eu sabia que algo estava incomodando-a. Não êxito e decido não perguntar.

— Obrigada querida — a mesma pousa os lábios em minha testa, guardando o último prato que restara.

(..)

Tudo parecia do mesmo jeito que eu havia deixado, pleno e ainda formidável. O ambiente cheirava a pó, mas tudo mantinha seu perfeito alinhamento. As pinturas antigas eram cobertas por cetins brancos, que agora se encontravam levemente amarelados, devido o tempo que viviam ali. Pincéis ainda manchados, sujavam o piso, e a grande cortina carmim que cobriam as janelas envidraçadas, evitava que a luz do sol ultrapassasse o ambiente. Toco levemente com a ponta dos dedos cada quadro que fora coberto, o deixando à mostra.

Por que é que as lembranças desse lugar eram tão dolorosas? Eu me perguntava, mas no fundo sabia bem o porquê.

Automaticamente, agarro um dos pinceis expostos ali e com dedos trêmulos seguro aquele pedaço de madeira o posando em cima da mediana tela branca. A sensação era desgostosa e não prazerosa com uma vez fora.

— Montserrat! Irá se atrasar. — a voz suave de Sienna ecoa até o ateliê num tom abafado, fazendo-me pular de susto.

Não respondo, e rapidamente vou até a porta de saída, me despedindo mentalmente daquele lugar que uma vez fora tão importante.

Subo as escadas com saltos medianos, fazendo com que as minhas botas de couro ecoassem pelo chão amadeirado.

Minha mãe, abraçava Theodore a todo momento e me olhava triste, confesso que aquilo me deixou de certa forma intrigada. Connor tentava conforta-la, dizendo que eu ficaria bem.

— Vamos Montserrat ou perderá o comboio — Connor ajeita os óculos no rosto e pega um cordão, num tom azul marinho que descansava em cima da mesa de centro.

Suspiro, olhando para Sienna que segura a minha mão carinhosamente, permanecendo assim até a porta de saída. Ao ajeitar meu cachecol de lã, me aconchego em seus braços por alguns minutos.

— Eu voltarei logo — o vapor condensado se espalha pelo ar ao coaxar as palavras que por um momento eu sabia que confortavam Sienna. A mesma limpa as poucas lagrimas que caiam de seus olhos com a palma da mão alisando os longos cabelos castanhos de Theodore que sorria tristonho.

— Não se preocupe, eu voltarei para visita-lo. — me curvo perante sua estatura pequena e vejo seus olhos brilharem. Theodore  era um menino inocente porém arguto. Sabia muito bem lidar com as situações.

— É hora de ir Montserrat. — Connor toca carinhosamente minhas costas e eu solto um riso fraco concordando. Eu entro na caminhonete, alisando minha face ao sentir uma lagrima cair. E logo Sienna e Theodore desaparecem da minha visão quando a mesma começa a se movimentar.

— Está tudo bem? — Meu padrasto pergunta, tirando a atenção da estrada por um momento e eu concordo positivamente.

Eu sabia que minha vida seria diferente daqui em diante, eu sabia que ao se afastar daquele lugar, as lembranças já não seriam frescas como costumavam ser. Sobretudo, no fundo é o que eu quero.

(...)

Eu abro meus olhos de um pequeno cochilo e vejo Connor falar ao telefone, não consigo identificar o que o mesmo falava e nem com quem falava. Meu padrasto desliga no mesmo momento que me olha pelo retrovisor. Ainda estávamos a caminho da ferrovia, o deslocamento parecia incomensurável e Connor não tirava a atenção da estrada nem um minuto.

— Faça uma boa viagem, Montserrat — meu padrasto diz uma vez que para o carro na estação ferroviária e eu suspiro saindo da caminhonete.

— Vou sentir saudades. — digo e ele sorri.

Arrasto-me para longe do mesmo que me acenava alegre e depois disso, vejo-o desaparecer entre as numerosas pessoas.

Por um momento sinto-me girar, minha cabeça rodava e minhas pernas, ali estavam elas, desairosas.

— Peço-lhe que me perdoe, você está bem? — o mesmo toca o meu braço, mas não o reconheço.

— Está tudo bem — tento sorrir e o garoto desconhecido coça a cabeça envergonhado.

— Eu estava distraído.

Balanço a cabeça e ele sai dali depois de balbuciar um "eu tenho que ir". O comboio já estava a caminho e eu me despedia árdua de Geórgia.

 

 


Notas Finais


O que acharam? espero que tenham gostado, a mesma história está postada no Wattpad como autoral, se puderem dar uma olhadinha lá, o link está abaixo.
https://www.wattpad.com/myworks/115408749-a-borboleta-azul
Há estou postando uma aqui também na categoria do GOT7, se quiserem ler é só ir no meu perfil, se chama "So Far Away", é isso, até a próxima.

Annyeong :D


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