História A bottle of whiskey - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~Vinar

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fuga, Intriga, Romance, Saturnofanfics, Sequestro, Tentativas De Assassinato, Violencia
Visualizações 10
Palavras 1.538
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Festa, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OI MEUS AMORES DE FANTASMAS
Demorei um pouquinho mas eu cheguei.
Espero que gostem da primeira briga que eu escrevo e até :*
PS: Comentem, por favor. Isso ajuda muito

Capítulo 6 - Fight


Ella Jay Collins.

Filha caçula dos Collins, donos de toda uma linha de farmácias.

Neta (materna) herdeira do grande empresário Eric Grey, morto há anos atrás em um acidente.

Irmã de Elliot Jason Collins e Andrew Luther Collins.

Por muitas vezes também apelidada de Angel, nome/apelido unissex que me deram por simplesmente ser intersexual, dias indo consideravelmente feminina para a escola, e outros uma quase perfeita armadilha masculinizada, assim como também chamada de cadela por um fato tosco e idiota.

Cheiros.

Meu olfato é mais poderoso doque deveria, equilibrando com pouco tato. Ás vezes eu tenho quedas de tato (ou dormencias) pelo corpo todo. Eu sinto meu corpo e consigo me mover, mas não sinto nada vindo de fora, mas porque eu estou falando isso?

Estou corporalmente dormente agora (apesar de estar andando), mas meu canino vibrou e eu franzi o celho.

- Tem alguma coisa muito errada aqui.

Empinei nariz, jogando a cabeça para trás e inspirando fundo, afim de capturar o odor, até que um estalo soou alto dentro de mim.

Puxei Azura pelo pulso até o lado da escola, apressada.

- Oe! Oque foi?!

- Quieta.

Ela pareceu se encolher, mas devia ser impressão. A empurrei na parede, já longe de qualquer olho pertencente a um curioso fofoqueiro, meio concentrada nesse drink de odores.

- Posso saber oque foi?!

- Você bebeu.

- Dãh. Eu estava num bar. Queria que eu fizesse oque? Entrar com uma bíblia e panfletos pra espalhar a palavra de Jeová?

Rodei os olhos, entediada. Francamente... Não estou com humor desde a conversa que eu ouvi. Tsk.

- Você esteve com alguém extra. Alguém de fora que cheirava a sexo. Você pegou alguém que tinha acabado de sair de uma orgia?

Ela torceu o nariz, enojada.

- Você que não foi.

- Doque está falando?

- Seu cheiro.

- É, eu já sei. Você sente. Posso ir agora?

- Dá pra parar com as piadinhas?

- Me obrigue.

Me aproximei e deitei a cabeça em seu ombro, inspirando fundo e soltei o ar bem lentamente, controlando toda a minha raiva de toda memória ruim que esses cheiros me lembravam. Foco. Ela... Cheira a...

- Vodka... Run, cerveja, whisky... Deveria beber menos. O cheiro de frutas vermelhas de sempre por trás de um kaik fraco que vem com cheiro de... Sêmem por trás... Por cima de um malbek e suor com óleo de motor.. Um motoqueiro e um galinha, acertei? Oh, e também cheira a bola de borracha e tem um fio preto longo grudado no pescoço. Oque é isso? Foi passando o paninho como se não quisesse nada e passou o rodo em todo mundo? Que coisa feia.

Me afastei sorrindo tentando brincar, mas eu estava tão... Muito... Arg! Deixa pra lá. Uma sensação péssima de estar no lugar errado no momento errado sempre. Essa sensação incômoda que me arde as narinas.

- Você está inventando isso tudo, sabia?

- E você está tremendo. Oque foi? Tem mais alguma coisa que eu deixei passar e não me contou?

- Eu só estou com fome.

- Aham, e eu sou um homem.

- Dá pra parar com as brincadeiras?

- Dá pra falar a verdade pra mim?

- Você só pode estar de brincadeira. Minha vida pessoal não lhe diz respeito!

- Não, mas eu deveria estar tomando conta de vocês, e ao invés disso eu dormi! Eu sou muito...

- Eu não preciso de alguém de olho em mim! Já sou praticamente adulta!

- Então aja como uma!

- Você é muito irritante, Ella!!!

- E você é irresp...

- Deixa ela em paz, Collins.

Olhei para o lado meio transtornada, meio já no meu limite de paciencia. Amanda, como a minha velha Bully, veio de peito estufado pensando me intimidar.

- Paz mental, paz mental, paz mental. Se minha cabeça quer explodir, que eu não exploda com ninguém. - Era quase um mantra pra mim. Tudo vai dar certo se eu manter a calma. Não tem porquê se exaltar.

- Não se meta, Allen. - Me afastei a distância segura, enquanto endireitava a coluna, somente mostrando firmeza.

- Você não pode intimidar garotinhas como a Eveli. Que tipo de monstro você é? - Alguns alunos se aproximavam como um tumulto. Droga. Eu odeio brigas. Meu autocontrole é péssimo quanto a isso.

- O tipo de monstro que você não vai querer cutucar com uma vara curta.

- Você se acha muito foda, não?

- Você se acha muito forte, não?

- Dobre a língua, sua ralé imunda.

Okay, esqueci de avisar. Amanda Allen pertence a uma família nobre que poupa dinheiro e tempo mandando a filha para uma escola pública.

- Abra seus punhos, sem cérebro repugnante. Eu não quero confusão com alguém como você.

- Tarde demais.

No instante seguinte eu cambaleei para trás, meio atordoada. Eu ainda não sentia nada, mas eu sabia que aquele soco iria doer mais tarde.

Ela ria da minha cara assim como as pessoas ao redor riam também.

- Eu não quero confusão. Eu não quero brigar.

- Poupe esforços sobre isso, Allen. Eu não vou reagir. Eu não quero brigar.

- Mas eu quero.

Outro soco, me fazendo cambalear mais tonta. O golpe foi na boca. Uma leve ardencia e eu passei a língua por cima. Ótimo. Um corte no lábio era tudo o que eu sempre sonhei.

- Dê meia volta, Allen.

- Por quê? Quer tempo pra respirar?

- Quero te manter respirando.

- Vou arrancar essa confiança toda de você.

Ela avançou com o corpo inteiro e eu fui ao chão. Mais um desses e eu ia a nocaute.

- É a sua última chance.

- Pára com isso, Amanda. - Pelas vozes, eu sabia que eram Vanessa e Azura, mas ela ria ironica.

- Nosso caso é pessoal, princesas.

Ela se aproximou de mim e eu levantei rápida. Boa parte da gente daquele montinho de espectadores foram embora. Contando vitória cedo demais.

- Eu tentei te avisar.

Ela avançou denovo e eu fui mais embaixo, desviando da investida, a segurando pela roupa e batendo-a repetidamente contra a parede, irritada e possessa derrepente. Eu já não aguentava mais ela.

Quando tentou me chutar, a joguei no chão e montei por cima, mirando a rajada de socos somente no rosto.

Ela me acertou ainda com um soco no estômago, mas após 3 seguidas no queixo, ela ficou inerte, desacordada, mas isso não me impediu de nada. Pelo menos ela não, mas pelo menos umas 3 pessoas me segurando e me puxando para trás, enquanto o restante tirava o corpo desfalecido do gramado.

Me soltei um pouco mais calma, peguei as minhas coisas e me fui. Que se dane se tem alguém atrás de mim (eu sei que tem).

- Isso foi muito legal. - Uma voz que me era desconhecida soou animada atrás de mim.

- Não foi? Eu mal consegui acompanhar.

- Eu queria dar replay. - Um ria baixo. DROGA!

Me virei e o levantei pela gola do uniforme com uma mão, chiando impaciente.

- Vamos. Vamos dar replay. Posso repetir cada coisinha se quiser. Vai ser um prazer.

O soltei e voltei a marchar rua a fora, ouvindo dessa vez somente mais um par de pés atrás de mim.

Puta que pariu...

- OQUE VOCÊS AINDA... - Me virei brusca só pra dar de cara com uma ruiva séria e pouco se importando com o meu atual estado de controle. Marrenta essa menina só porque... Não. Ela nasceu assim mesmo. - Oque quer, Azura?

- Fora que você fale mais baixo comigo já que eu estou bem na sua frente?

- Me deixa em paz. Eu quero ficar sozinha.

- É mentira.

- Você não sabe oque eu estou pensando pra saber.

- Pior que eu sei.

Ela prendeu o dedo no meu canino e o puxou, me obrigando a me sentar no gramado daquela pracinha abandonada.

Tirou um cantil de água da bolsa e um lenço.

- Por que veio atrás de mim?

- Por que não revidou antes?

- Você nem sabe o que eu seria capaz de fazer se fosse descontrolada assim, mas porquê não disse nada quando ela insinuou aquil? Até parece que quis tanto que ela fosse ser a sua princesa encantada do cavalo branco.

- Talvez porque é oque qualquer pessoa faria se visse oque ela viu. - Ela molhou o pano e tentou limpar o sangue no meu rosto, mas eu não deixei. Segurei seu pulso somente para impedir que se aproximasse.

- Ela sabia que eu não faria nada.

- Não teria como saber, Ella.

- Oque foi? Agora uma ida a um bar com ela te tornou assim tão...? Quer saber? Deixa. Nem sei porquê me dou ao trabalho.

Me levantei, tentando ir embora, mas meu tato voltou quando ela espalmou a mão na minha barriga e me empurrou devolta no gramado, me fazendo grunir de dor.

- Você fica pondo palavras na minha boca!

- E você não faz nada por isso.

Bufou e bateu o pano contra o meu nariz. Eu gani baixo, me encolhendo. Estava começando a doer.

- Eu estou do meu lado. Não do seu nem do dela. Cada uma tinha seus motivos, e aliás, não seria suicída ao ponto de apanhar pra salvar o couro dela.

- Eu sei...

- Eu quero um pedido de desculpas.

- Quer um doce, abraços e beijinhos também.

- Só o doce já está bom.

Minha vez de bufar. Deitei na grama e olhei para o céu azul que aos poucos se fechava em nuvens de chuva.

- Desculpe..

- Oque disse? Não te ouvi.

- Não abusa da sorte, nanica.

Uma risada baixa e eu sorri fraca. Sinceramente, eu nunca vou dizer isso em voz alta, mas essa marrenta já me tirou de umas poucas e péssimas só com a mais puta sorte.


Notas Finais


E foi isso. Um beijinho na consciência e tchaaaaauuuu


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