História A bridge of friendship. - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, V
Tags Bangtan, Bts, Fluffy, Imagine, Jungkook, Romance, Taehyung, Taekook, Vkook
Exibições 51
Palavras 1.815
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura ♡

Capítulo 7 - Abrindo o coração


Fanfic / Fanfiction A bridge of friendship. - Capítulo 7 - Abrindo o coração

Após subir as escadas, segurando minhas coisas de maneira preguiçosa, cheguei em meu quarto, escolhi uma roupa e fui logo para o banho.
Enquanto a água caía sobre o meu rosto, lembrava-me de todo o meu passado, e não foi preciso muitas palavras para que todas as minhas dores viessem à tona.

Estava exausta, não sabia se era pelo que ocorreu na escola, o meu desmaio talvez, ou as várias informações que recebi durante o dia, como : "você é bonita", "eu estava ali para te salvar", "somos importantes" , "queria ser sua amiga", "voce tem sentimentos" ... Hoje foi um dia em que eu percebi o quão frágil sou, por ter chorado em vários momentos, e sorrido para pessoas, conversando com elas, e até confiando em alguém.  Não quero magoar ninguém, e nem ser magoada, não quero criar expectativas e depois me decepcionar. Mas estou sendo injusta comigo mesma, pois sei que no fundo todos querem me ajudar.

Abri os olhos, respirei fundo e tomei uma decisão: vou me abrir com mamãe. Quero colocar todas as cartas na mesa, para que assim, ela me ajude a contornar essa situação e ser quem realmente sou. Eu não sei, mas desde quando nos mudamos para Seul, venho agindo dessa forma, vendo as coisas de um jeito diferente, não sei se é uma questão de idade, pois já não sou nova, ou se é a falta que meus parentes me fazem, inclusive papai. E como sei que ele odiaria me ver assim, farei isso, por ele.

Peguei a toalha, enxuguei-me e após me vestir, fui pentear meus cabelos. Eles não estavam curtos, e nem tão longos, no meio das costas era seu tamanho exato. Raiz lisa marcada por algumas ondulações no comprimento, eu gostava. Enquanto o penteava, lembrei de minhas presilhas, que estavam em minha mochila. Decidi usá-las novamente, e no momento em que as colocava, olhei-me no espelho e lembrei da fala de Kim, para mim. Corei e me virei de costas para o espelho

Por que está pensando nisso? Por que ela disse que sou bonita, sendo que essa não é a verdade?

Peguei meu celular, meu fone de ouvido, desci as escadas e decidi cozinhar. Havia algumas coisas que queria fazer, porém decidi fazer o prato preferido de mamãe: Japchae.  Coloquei óleo de gergelim em uma panela, em fogo baixo, enquanto cortava os vegetais. Feito isso, mergulhei o macarrão ( que é feito de batata doce) no óleo, e o temperava, após isso, coloquei meus vegetais junto e em outra panela, fritei carne para colocar no prato. Decidi fazer arroz frito também, para acompanhar.
Por fim, em 40 minutos, já havia preparado o jantar.

Enquanto lavava as louças, ouvi um barulho da porta se abrir, e com ele sua voz aparecera:

- Estou entrando. - Disse em voz alta - Ah, você está aí? E que cheiro bom é esse? Não me diga que-

- Sim!  - A interrompi - Eu fiz o jantar, tome um banho e desca para comermos juntas. - respondi

 Eu sou realmente boa em cozinhar, mamãe já me elogiou várias vezes, mas sempre achou perigoso, então tenta evitar ao máximo que eu pratique 

E então, nos sentamos à mesa e agradecemos.

Sempre havia um silêncio entre ambas, na hora das refeições, pois papai estava ali ao lado, mas hoje, tinha que ser diferente:

- Mamãe. - Disse com a expressão séria

- Sim? - Ela respondeu

- Preciso contar algo a você, mas trate de não se assustar, ok? - Tentando ser cautelosa, a questionei

- (S/N).. O que aconteceu? - Ela parecia preocupada

- Hoje, no colégio, aconteceram coisas.. Que andam me deixando um pouco perturbada. - Continuei - Você me conhece bem, poderia me ajudar a resolvê-los.

Ela ficou em silêncio por alguns segundos, e apavorada, perguntou:

- O que houve? Alguém lhe tratou mal? Você foi expulsa de sala? Alguma menina debochou de você? Vou lá amanhã mesmo e-

- Mamãe- Interrompi novamente - Não aconteceu nada disso, foi tudo ao contrário. As pessoas me ajudaram, me trataram bem, quando eu precisei, você sabe que há anos não tenho contato com estranhos e agora isso está acontecendo, sem que eu queira, está fluindo naturalmente. Estou assustada, pois nunca mais confiei em ninguém, e do nada  aparecem pessoas no meu caminho, dizendo que não mereço a solidão, que devia ter amigos, e o pior: que tenho sentimentos. - Nesse momento abaixei a cabeça

Ela estava paralisada, como se tivesse dito algo proibido, e após alguns instantes, levantou-se e vindo em minha direção, se ajoelhou ao meu lado. Levantando meu rosto com suas mãos, ela olhou fixamente para mim, e havia lágrimas em seus olhos, o que me fez assustar, e com um enorme sorriso em seu rosto, me disse:

- Que bom, minha querida filha. Estou tão feliz, e muito agradecida por me contar todas essas coisas. Após a morte de seu pai, pensei que nunca mais a veria falando desse jeito, e agora mais que nunca, voces se parecem literalmente, e tenho certeza de que ele está muito feliz nesse momento. - Ela explodia de felicidade, e isso estava explícito.

Pela primeira vez, me sentia bem, livre, naquele instante, estava sendo eu mesma.

Aproveitando a situação, após secar suas lágrimas, a contei sobre todos os acontecimentos que haviam ocorrido desde o primeiro dia de aula, e ela fazia expressões distintas, ora sorria, ora comentava surpresa, e ficou totalmente desesperada quando a disse que havia desmaiado. Mas a acalmei logo em seguida.

Quando a contei sobre Luke, ela disse:

- Deveria o convidar para jantar aqui, talvez, para retribuir o favor? E chame todos os seus amigos, quais eram mesmo os nomes?

Então corei e respondi :

- Mamãe, eles não são meus amigos. Você sabe que ainda estou tentando achar meu lugar e..

- Sim sim, talvez o jantar seja um pouco exagerado para o início - ela estava bastante empolgada - Que tal fazer alguns chocolates, ou alguma coisa do tipo, e entregar para eles? Não precisa ser nada forçado, apenas entregue e se retire, e eles verão que você está agradecida, e lhe darão um espaço. O que acha?

- B-Bom, mas eles continuarão a fazer o que sempre fazem, puxando assunto, aparecendo do nada, sorrindo, não é? Isso ainda é assustador para mim - A respondi  com desânimo

Ela sem perder tempo, retrucou:

- Você é uma garota esperta (S/N), sabe se sair bem de qualquer situação, até as mais constrangedoras. Se ver um sinal vermelho, não se aproxime. É só ter cautela e conhecer melhor todos eles, para depois ter alguma confiança e serem amigos. Tudo bem?

Mamãe era sábia, aparentava ser uma pessoa boa demais, a ponto de ser boba, mas quem realmente a conhece, não sabe o quão esperta ela é 

- Sim, podemos tentar. Mas não se empolgue ok? Apenas irei agradecê-los e nada mais.

No caso de Kim, deveria dar uma resposta, mas ainda não a tinha, pois não a conhecia direito 

Em meio à tantas conversas, esqueçemos completamente de nosso jantar. E quando olhamos para a mesa: caímos em gargalhadas

- Vamos ter que esquentar, não gosto de comida fria - Disse a ela, tentando parar de rir

- Sim, faremos. - Ela respondeu ainda em meio a um sorriso

Enquanto colocávamos a refeição para esquentar, ela tocou em um assunto que não estava preparada psicológicamente para recebê-lo:

- Mas diga-me, e os garotos, como são? São bonitos?

Corada e totalmente sem graça, respondi:

- E-Então, eles são altos, tem um bom físico, cabelos em mel e o outro castanho, são amigos, e ah, um deles é do terceiro ano. - Nesse momento já estava morta

- Hmmm, terceiro ano? Quem diria, nossa preciosa (S/N) despertando a atenção dos mais velhos, ein querido? - Dizia olhando para onde papai estava - Mas ainda não respondeu, eles são bonitos? - Ela insistia

- Acho.. que sim, mamãe. - Meu rosto queimava

- Então quer dizer que ambos te ajudaram? - Isso é um ato heróico, eles parecem ser bons rapazes. - Ela murmurou

- Sim- Respondi

- Jeon Jungkook e Kim Taehyung, certo? Belos nomes. - Afirmava com um sorriso - E ainda tem a garota. Kim, correto? E o professor gentil, Luke. Acertei todos?

- Sim, são esses os nomes. - A respondi com um sorriso de canto

Por mais que aquilo não fosse necessário, ela queria saber. No fundo não era só eu quem estava com medo, do que viria pela frente.

Decidi fazer algo diferente. Enquanto comíamos:

- Mamãe, o que acha de dormimos ao lado de papai essa noite? Digo, colocamos colchões lá e..

- Ótima idéia, será até melhor para conversarmos sobre nosso plano, e ele esteja por perto nos ouvindo.

Sorrimos uma para a outra e fomos organizar os colchões perto do altar de papai. Foi a primeira coisa que arrumamos quando chegamos em nossa nova casa, passamos a madrugada enfeitando-a, para que ele ficasse satisfeito e nos abençoasse de onde quer que ele estivesse.

Eu estava forrando os colchões com um grande lençol e mamãe trazendo os travesseiros e um edredom apenas, estava calor, não precisaria de mais coisas.

Deitamos lado à lado, e uma olhando para outra, apareceu um novo diálogo:

- Você ainda se sente mal? Conseguirá ir à escola amanhã? Não deveria ir ao médico? Posso levá-la.  - Mamãe me questionava

- Não, está tudo bem. Vou tranquilamente. Você ja tomou consciência e assinou os papéis. Apenas ligue para lá depois, eles ficarão mais satisfeitos.  - Afirmei

Ela assentiu e eu, que estava falante, continuei a conversa :

- Mas mamãe, o que faremos agora? Com relação aos agradecimentos? Não é uma coisa exagerada? Sinto que ficarei constrangida.

- (S/N), pensei em algum doce, já que você é boa na cozinha, no fim de semana faça e na segunda os entregue, oque acha de tortas? Acho que eles adorariam. - Respondeu-me

- Sim, tortas. - Concordei - Mas será que todos eles gostam? - Tinha dúvidas

- Hmmm, ficaria ótimo. Estou feliz por você, filha. Mesmo que não quisesse se envolver, já está se envolvendo, se preocupando com o que eles gostam ou não, e se esforçando para pensar em algo bom para eles. Essa é você, (S/N). - Chegou perto de mim e selou minha testa com um beijo.

- Boa noite mamãe. -  Disse em voz baixa - Boa noite papai.

- Boa noite, filha. - Respondeu sorrindo para mim

Virei- me e fechei os olhos, involuntariamente deixei escapar um sorriso, de satisfação, estava me sentindo aliviada, pois havia desabafado de modo que todos os meus problemas tivessem se tornado um só, e havia alguém que eu realmente confiava, e que me ajudaria nisso.

Hoje vou dormir contente, e amanhã será um novo dia. Estou um tanto quanto ansiosa. Papai, me deseje sorte. Mamãe, boa noite.
   



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