História A CABANA - Capítulo 16


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Categorias A Cabana, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Cabana, Amor Doce, Bangtan Boys(bts), Drama, Exo, Fairy Tail, Fifith Harmony, Got7, Naruto, Neymar, One Direction, Originais, Revelaçoes, Romance
Visualizações 6
Palavras 2.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Se você não leu a formatação do capítulo passado, leia! Não perca tempo! Eu editei lá e espero que gostem.
É só isso mesmo, beijooooos!

Capítulo 16 - Onde está Deus?


Mesmo em sua exaustão, a raiva fervilhou e de novo ele apontou contra o Deus indiferente que ele imaginava encontrar-se em algum lugar acima do teto da cabana.

— Deus, você nem deixou que a encontrássemos e a enterrássemos. Seria pedir demais?

Enquanto a mistura de emoções ia e vinha, com a raiva dando lugar à dor, uma nova onda de tristeza começou a se misturar com sua confusão.

Enquanto a mistura de emoções ia e vinha, com a raiva dando lugar à dor, uma nova onda de tristeza começou a se misturar com sua confusão.

— Então, onde está você? Achei que queria se encontrar comigo. Bom, estou aqui, Deus. E você? Não está em lugar nenhum! Nunca esteve quando precisei, nem quando eu era pequeno, nem quando perdi Missy. Nem agora! Tremendo "Papai" você é! — cuspiu as palavras.

Mack ficou ali sentado em silêncio, com o vazio do lugar invadindo sua alma. Todas as perguntas sem resposta e as acusações dolorosas se acomodaram no chão ao lado dele e lentamente se transformaram num poço de desolação. A Grande Tristeza se apertou ao redor e ele quase gostou da sensação esmagadora.

Esta dor ele conhecia. Estava familiarizado com ela, era quase uma amiga.

Mack podia sentir um frio convidativo contra a pele. Foi até a cozinha onde tinha talheres e uma faca. Voltou onde estava e sentou novamente no chão. Pegou-a, sem saber direito o que fazer. Ah, parar de se preocupar, parar de sentir a dor, nunca mais sentir nada. Suicídio? No momento a opção era quase atraente. "Seria tão fácil", pensou.

"Chega de lágrimas, chega de dor..." Quase podia ver um abismo preto abrindo-se no chão atrás da faca para a qual estava olhando, uma escuridão que sugava os últimos vestígios de esperança do coração. Matar-se seria um modo de contra-atacar Deus, se Deus ao menos existisse - para ele.

As nuvens se abriram do lado de fora e de repente um raio de sol derramou-se na sala, rasgando o centro de seu desespero. Mas... e Nan? E Josh, Kate, Tyler e Jon? Por mais que desejasse interromper a dor, sabia que não poderia aumentar o sofrimento deles.

Uma brisa fria passou por seu rosto e parte de Mack quis simplesmente se deitar e congelar até a morte, de tão exausto. Encostou-se na parede e esfregou os olhos cansados. Deixou-os fecharem-se enquanto murmurava:

— Eu te amo, Missy . Sinto saudades demais. — Logo penetrou sem esforço num sono pesado.

Provavelmente haviam se passado apenas alguns minutos quando Mack despertou com um solavanco. Surpreso por ter cochilado, levantou-se depressa.

Enfiando a faca de volta na cintura e a raiva na parte mais funda da alma, foi em direção à porta.

— Isso é ridículo! Sou tão idiota! E pensar que eu esperava que Deus poderia se importar a ponto de me mandar um bilhete!

Olhou para o espaço aberto.

— Estou cheio, Deus — sussurrou. — Não posso mais. Estou cansado de tentar encontrá-lo em tudo isso. — E saiu pela porta. Decidiu que esta era a última vez que procuraria Deus. Se Deus o quisesse, teria de vir encontrá-lo.

Enfiou a mão no bolso, pegou o bilhete que havia encontrado na caixa de correio e picou-o em pedacinhos, deixando-os escorrer lentamente entre os dedos para serem levados pelo vento frio que havia aumentado. Com passos pesados e o coração mais pesado ainda, começou a caminhar de volta para o jipe.

Mal havia caminhado uns 15 metros pela trilha quando sentiu um jorro súbito de ar quente alcançá-lo por tráz.

Mack parou e ficou olhando, enquanto ao redor a cobertura branca se dissolvia e era substituída por uma vegetação radiante. Três semanas de primavera se desdobraram diante dele em 30 segundos. Esfregou os olhos e firmou-se naquele redemoinho. Até mesmo a neve fina que havia começado a cair se transformara em minúsculas flores descendo preguiçosamente para o chão.

Tudo mudara. A cabana dilapidada fora substituída por um chalé sólido e lindamente construído com troncos descascados à mão, cada um deles trabalhado para um encaixe perfeito.

Em vez dos arbustos escuros e agrestes de macegas, urzes e espinheiros, tudo o que Mack via agora era perfeito como num cartão-postal. A fumaça subia preguiçosa da chaminé para o céu do fim de tarde, sinal de atividade dentro da cabana. Um caminho fora construído ao redor da varanda da frente, limitado por uma pequena cerca de ripas brancas.

O som de risos vinha de perto — talvez de dentro, mas não dava para ter certeza. Talvez fosse assim a experiência de um surto psicótico total.

— Estou pirando de vez — sussurrou Mack. — Isso não pode estar acontecendo. Não é real.

Energizado pela ira, Mack foi até a porta. Decidiu bater com força para ver o que acontecia, mas, no momento em que levantou o punho, a porta se escancarou e diante dele apareceu uma negra enorme e sorridente.

— Mack, olha só para você! — ela praticamente explodiu. — Aí está, e tão crescido! Eu estava ansiosa para vê-lo cara a cara. É
tão maravilhoso tê-lo aqui conosco! Minha nossa, como eu amo você! — E, ao dizer isso, o abraçou de novo.

Mack ficou sem fala. Em poucos segundos aquela mulher havia rompido praticamente todas as convenções sociais atrás das quais ele se entrincheirava com tanta segurança. Mas algo no seu olhar e na maneira como ela dizia o seu nome o deixou deliciado, mesmo não tendo a menor ideia de quem se tratava.

— Tudo bem, querido, pode deixar que elas saiam... Sei que você foi magoado e que está com raiva e confuso. Então vá em frente e ponha para fora. É bom para a alma deixar que as águas rolem de vez em quando, as águas que curam.

Mack não podia impedir que as lágrimas enchessem seus olhos, mas não estava preparado para soltá-las, ainda não, não com essa mulher. Reuniu todas as forças possíveis para evitar cair de volta no buraco negro das emoções. Enquanto isso, a mulher ficou ali com os braços estendidos, como se fossem os da sua mãe. Ele sentiu a presença do amor. Era quente, convidativo, derretia tudo.

— Não está pronto? — reagiu ela. — Tudo bem, vamos fazer as coisas no seu devido tempo. Venha comigo. Posso pegar seu casaco? E essa faca? Você não precisa mesmo dela, certo? Não queremos que alguém se machuque, não é?

Sem se mexer, olhou para baixo e viu que a mulher estava usando um frágil frasco de cristal e um pequeno pincel, como os que vira Nan e Kate usar para maquiagem, e que gentilmente removia algo de seu rosto. Antes que ele pudesse perguntar, ela sorriu e sussurrou:

— Mackenzie, todos temos coisas que valorizamos a ponto de colecionar, não é?

A pequena lata relampejou na mente dele.

— Eu coleciono lágrimas.

Enquanto a mulher recuava, Mack se pegou franzindo os olhos na direção dela, como se isso lhe permitisse enxergar melhor. Mas, estranhamente, ainda tinha dificuldade para focalizá-la. Ela parecia quase tremeluzir na luz e seu cabelo voava em todas as direções, apesar de não haver nenhuma brisa. Era quase mais fácil vê-la com o canto do olho do que fixando-a diretamente. Então olhou para além dela e notou que uma terceira pessoa havia saído do chalé. Desta vez era um homem. Parecia ser do Oriente Médio e se vestia como um operário, com cinto de ferramentas e luvas. Estava de pé, tranquilamente encostado no portal e com os braços cruzados, usando jeans cobertos de serragem e uma camisa xadrez com mangas enroladas acima dos cotovelos, revelando antebraços musculosos. Suas feições eram bastante agradáveis, mas ele não era particularmente bonito  não se destacaria numa multidão. Mas seus olhos e o sorriso iluminavam o rosto e Mack achou difícil desviar o olhar. Mack recuou de novo, sentindo-se um tanto esmagado.

— Há mais de vocês? — perguntou meio rouco.

Os três se entreolharam e riram. Mack não conseguiu evitar um sorriso.

— Não, Mackenzie — riu a negra. — Somos tudo que você tem e, acredite, é mais do que o bastante. Aliás, quem são essas crianças lindas que estão com você?

Ela sabia a resposta, evidentemente, mas não exitou de tentar tirar o clima ruim que estava no local.

— Chloe e Zac é o nome das crianças! —  respondeu sorrindo.

Então o homem se aproximou, tocou o ombro de Mack, beijou-o nas faces e o abraçou com força. Mack soube instantaneamente que gostava dele. Depois o homem recuou e a mulher asiática aproximou-se de novo, segurando seu rostocom as duas mãos. Gradual e intencionalmente, ela aproximou o seu rosto do dele e olhou no fundo de seus olhos.

Mack achou que quase podia ver através dela. Sentiu-se mais leve do que o ar, quase como se não tocasse mais o chão. Ela estava abraçando-o sem abraçá-lo, ou sem mesmo tocá-lo. Só quando ela recuou, o que provavelmente aconteceu apenas alguns segundos depois, ele percebeu que ainda estava de pé e que seus pés continuavam tocandoo piso da varanda.

— Ah, não se incomode — riu a negra enorme. — Ela causa esse efeito em todo mundo.

— Gosto disso — ele murmurou e os três irromperam em mais risos.

Agora Mack se pegou rindo com eles, sem saber exatamente por que e não se importando com isso. Quando finalmente parou de rir, a mulher enorme passou o braço por seus ombros, puxou-o e disse:

— Nós sabemos quem você é, mas acho que devemos nos apresentar. Eu — ela balançou as mãos com um floreio — sou a governanta e cozinheira. Pode me chamar de Elousia.

— Elousia? — perguntou Mack, sem compreender.

— Certo, você não precisa me chamar de Elousia. É só um nome de que eu gosto e que tem um significado particular para mim. Então — ela cruzou os braços e pôs a mão sob o queixo, como se pensasse com intensidade especial — pode me chamar do mesmo modo como Nan me chama.

— O quê? Você não quer dizer... — Agora Mackficou surpreso e mais confuso ainda.

Sem dúvida aquela não era o Papai que havia mandado o bilhete!

Mack: — É... quer dizer, "Papai"?

— É — respondeu ela e sorriu, esperando que ele falasse, mas Mack ficou quieto.

— Eu achei que foi a Madison que mandou a carta. — Interviu Zack. — Você mentiu?

Claramente não, Madison morreu querido, mas em momento algum eu disse que foi ela que mandou. - Respondeu Mack.

— Deu a entender... — Retrucou Chloe.

O homem, que parecia ter trinta e poucos anos e era um pouco mais baixo do que Mack, interrompeu:

— Tento manter as coisas consertadas por aqui. Mas gosto de trabalhar com as mãos, se bem que, como essas duas vão lhe dizer, sinto prazer em cozinhar e cuidar do jardim.

— Você parece ser do Oriente Médio, talvez seja árabe? — perguntou Mack.

— Na verdade, sou irmão de criação daquela grande família. Sou hebreu; paraser exato, da casa de Judá.

— Então... — De repente Mack ficou abalado com a própria percepção. — Então você é...

— Jesus? Sou. E pode me chamar assim, se quiser. Afinal de contas, esse se tornou o meu nome comum. Minha mãe me chamava de Yeshua, mas também posso ser conhecido como Joshua ou até mesmo Jessé.

Mack ficou perplexo e mudo. O que ele estava vendo e ouvindo parecia completamente impossível! De repente sentiu que ia desmaiar. A emoção o varria, enquanto sua mente tentava em desespero acompanhar todas as informações. Nesse momento a asiática chegou mais perto e desviou sua atenção.

— E eu sou Sarayu — disse ela inclinando a cabeça numa ligeira reverência e sorrindo. — Guardiã dos jardins, dentre outras coisas.

Pensamentos se embolavam enquanto Mack lutava para ter alguma clareza. Será que alguma daquelas pessoas era Deus? E se fossem alucinações? Ou será que Deus viria mais tarde? Já que eram três, talvez aquilo fosse uma espécie de Trindade. Mas duas mulheres e um homem? E nenhum deles era branco? Mas por que ele havia presumido que Deus seria branco? Sabia que sua mente estava divagando, por isso concentrou-se na pergunta que mais queria ver respondida.

— Então qual de vocês é Deus?

— Eu — responderam os três em uníssono. Mackolhou de um para o outro e, mesmo sem entender nada, de algum modo acreditou.



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