História A Cabana - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Blanca Suarez, Justin Bieber
Visualizações 84
Palavras 2.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Pânico na Floresta


Fanfic / Fanfiction A Cabana - Capítulo 5 - Pânico na Floresta

"E ela só quer sentir algo, e eu não acho que isso seja pedir demais" 

                                      — Autor Desconhecido.

Hellfox Estados Unidos. 

 

                   Ainhoa Eliza Martini 


Jasmyn estava grávida de três meses. 

Eu não sabia definir todas as emoções que eu sentia naquele momento. Eu estava triste e com raiva. Ele mentiu para mim. Justin não tinha terminado com Jasmyn e ela não estava nem um pouco machucada do suposto "acidente" em Nova York. 

— Essa barriga me incomoda — Jasmyn se sentou no sofá ao meu lado. — Ficar aqui é meio cansativo. 

Estávamos dividindo a cabana a uma semana e nada de Justin aparecer. Eu precisava de respostas. Quando perguntei pra ela se Justin iria demorar a voltar, ela apenas disse que não tinha certeza. Ficaria comigo até lá. Quando eu pergunto o motivo ela desconversa dizendo o quanto está com fome.

— Tem bolo na geladeira. 

Jasmyn faz careta. 

— Não, obrigada — ela abre um sorriso sarcástico. 

Eu queria mandar ela ir pra...

— Vamos dar uma volta na cidade — ela se levanta, pegando sua bolsa. 

— São onze horas da noite — digo, olhando para o relógio. 

— Idai? Pensei que você fosse adulta — ela me estuda de cima abaixo e sorri maldosa. 

Qual era o problema dela? O bebê tinha afetado os neurônios?

— Eu sou adulta, Jasmyn — meus olhos se reviram — Apenas não quero sair de casa a essa hora da noite. 

— Vamos logo — ela pega a chave do carro. — Ouvi que tem um ótimo bar na cidade e a cerveja é divina. 

— Você não pode beber — fecho o livro que estava lendo.

— Bom, você não é médica — ela sorri, dando de ombros. 

Ficamos nos encarando por alguns segundos. 

— Certo — digo, me levando e indo até o quarto para pegar minha bolsa. — Se acontecer alguma coisa, eu avisei. 


                                  [ ... ] 


Durante o caminho até o Ted's, eu fazia uma lista mental de quantas maneiras diferentes eu podeira assassinar Jasmyn Johnson. Sim, eu sabia o sobrenome dela. Faz parte já que ela pretendia passar mais tempo comigo do que eu desejava. 

Ela reclamava a todo o momento da sua enorme barriga e me contava, contra a minha vontade, as coisas que a barriga não deixava que ela fizesse. Ela era chata, insuportável e estava com um bebê enorme dentro dela. Mas, apesar disso, eu estava feliz por não estar sozinha. 

— Ora, vejam só — ela suspira. — Finalmente chegamos. 

Meus olhos se reviram automaticamente. 

— Você estava dirigindo como uma tartaruga. 

— Você está grávida, e a pista poderia estar úmida — digo.

— Grande merda — ela puxa a bolsa do banco de trás. — Você precisa ter umas aulas com o Ryan sobre direção. Ele vai fazer você se perguntar por que demorou tanto para passar dos 60.

O nome de Ryan rodopiou em minha mente e como um clique, eu soube que aquele deveria ser o amigo de Justin. O que ela "supostamente" havia o traído. 

— Você e Ryan, vocês já...

— Está louca? Eu jamais faria isso.

— Certo, desculpe — digo, abrindo a porta do carro e saindo. 

Jasmyn saiu logo atrás. 

— Está tudo bem — ela balançou os ombros. — Agora vamos.

Ela grudou em meu braço como chiclete e entramos no bar.

Estava um pouco cheio, mas não como da última vez. Jasmyn quis sentar em uma mesa perto da pequena pista de dança, e eu não me impus já que ela parecia gostar de brigar a toa.  

— Água com gás — ela bateu com a mão na própria testa. — Eu poderia estar me divertindo agora como uma solteirona, mas estou bebendo água com gás e grávida. 

— A gravidez não é tão ruim assim, Jasmyn. 

— Você tem filhos? — ela me olhou, curiosa. 

— Não — digo, respirando fundo. — Mas poderia ter tido. 

Ela não tocou no assunto e eu também não dei mais detalhes.

— Vamos dançar — ela se levantou e me puxou pelo braço. 

— Não, obrigada — sorri forçado.

— Não seja careta, Lize — ela disse, sorrindo de forma meiga.

Lize? 

Fiquei alguns segundos olhando para ela. 

— Você me chamou de Lize? — pergunto, séria. 

— Não — diz, como se eu estivesse louca. 

— Sim, você acabou de me chamar de Lize — puxo o meu braço de sua mão de forma rude. 

— Não chamei não — ela cruza os braços. 

Ficamos nos encarando e por fim eu decido me levantar. 

— Preciso usar o banheiro. 

Jasmyn fica para trás enquanto eu caminho até o banheiro do bar. Minha mente estava girando e meu estômago doía. No momento em que encarei meu reflexo no espelho pude ver o quanto eu estava pálida. Droga, de novo não. Me sentei no chão e soltei a respiração me recompondo.

Somente Charlie me chamava de Lize. Somente ele. 

Jasmyn não poderia saber o meu nome do meio, ninguém sabia a não ser os meus amigos íntimos. Como ela sabia? 


                                 [ ... ] 


Quando deixei o banheiro, Jasmyn estava conversando com o barman de forma animada. Eu não iria tocar no assunto, não até estarmos em casa. Ela olhou para mim e se despediu do barman por um sorriso. Enquanto ela vinha na minha direção pude observar todos os homens ao redor virar o rosto para olhar ela. Jasmyn era bonita e sensual, até mesmo com aquela barriga. Deve ser por isso que Justin gosta dela.

— Olha, vamos esquecer esse mal entendido — ela disse, revirando os olhos. — A música que está tocando é ótima e eu queria mesmo ir dançar. 

— Tudo bem — Mas, não estava tudo bem. 

Fomos até a pista de dança e começamos a nos mexer como a batida da música pedia. Jasmyn sorria de forma animada e me puxava pelo braço para que eu a acompanhasse. Eu queria socar a cara dela. Literalmente.

— Mas que porra é aquela? — Jasmyn gritou, me empurrando para o lado e caminhando até aonde estava nossa mesa. 

Bom, se ela continuasse desse jeito não seria necessário que eu acertasse a cara dela. Outra pessoa faria isso. 

Haviam duas garotas altas sentadas na nossa mesa e sorriam uma para a outra enquanto batiam um papo descontraído. Fui correndo até Jasmyn para tentar amenizar a situação. 

— O que as vadias caipiras acham que estão fazendo na nossa mesa? — Jasmyn enfrentou elas com as mãos na cintura. 

Ela estava mesmo disposta a arrumar briga com toda aquela barriga? 

— Jasmyn — disse, repreendendo sua atitude. 

— Fica na sua, Ainhoa — ela apontou o dedo pra mim. — Estou tentando defender o nosso lugar por direito. 

A morena se levantou a encarando de cima a baixo. 

— O lugar estava vazio. 

— Se você não percebeu, vadia — Jasmyn deu uma passo a frente. — Essas bebidas por cima da mesa estão cheias. 

A morena sorriu e pegou as duas bebidas. 

— É mesmo? — ela disse debochada e virou a garrafa fazendo todo o liquido cair no chão. — Agora não estão mais. 

— Eu vou arrebentar a sua cara — Jasmyn gritou dando um tapa na cara da morena e logo as duas já estavam se batendo. Quando dei por mim a amiga da morena estava com as duas mãos no meu cabelo e puxava com força. 

Jasmyn, eu literalmente te odeio. 


                                  [ ... ] 


Nossa noite no Ted's não poderia ter terminando melhor. 

Depois de sermos expulsas, Jasmyn ainda quis ficar do lado de fora esperando as "vadias caipiras" saírem para terminar o que ela havia começado. Eu não deixei, é claro. Eu estava com um corte na testa e a mão inchada depois de dar um murro na cara de uma das vadias caipiras. 

— Aonde aprendeu a dar um soco como aquele? — ela me perguntou enquanto estávamos caminho da cabana. 

— Recebendo um — só que três vezes mais forte. 

Ela ficou me olhando e depois desviou os olhos.

Quando chegamos na cabana, desliguei o carro e destravei o cinto de segurança. Estava prestes a descer, Jasmyn segurou o meu pulso com força. 

— Espera — ela disse, olhando fixamente para o retrovisor. 

— O que aconteceu? — pergunto. 

Jasmyn tira o cinto e pega a bolsa no banco de trás. Quando ela puxa uma arma dali de dentro eu me afasto. 

— O que diabos você está fazendo? — grito. 

Ela me olha e destrava a arma como se tivesse feito aquilo várias e várias vezes. 

— Eu vi alguma coisa — ela diz. — Fica dentro do carro e tranque as portas quando eu sair. 

Quando Jasmyn saiu e entrou dentro da floresta, eu já estava desesperada. Eu deveria ir atrás dela? Estava visível que ela era louca. E, eu estava começando a achar que eu também era quando desci do carro entrei na floresta atrás dela.

Estava tudo escuro. Eu chamava por Jasmyn em sussurros enquanto os arbustos pareciam que estavam se fechando contra mim. Ficar com medo não iria adiantar nada. Tinha uma mulher grávida e armada no meio da floresta caçando alguma coisa que eu não fazia a mínima ideia do que era e eu não iria ficar sentada dentro do carro esperando ela voltar. 

— Puta merda — soltei, quando meus olhos avistaram Jasmyn de costas para um homem que a segurava firme pelo pescoço. — Solta ela — digo, me aproximando. 

— Você é Ainhoa Martini? — o homem pergunta. Seu sotaque espanhol era inconfundível. 

— Sim, apenas solte ela. 

Ele ri de forma debochada. 

— Ora, isso não vai acontecer — ele a aperta com mais força.

Os reflexos da lua me permitiram o observar. Ele não era alto e nem baixo, estava todo de preto e uma arma apontada para a cabeça de Jasmyn. Ela não chorava, ela não estava tremendo ou nada do tipo. Ela não estava em pânico. Ela estava raivosa.

— Me solta seu bastardo fudido — ela gritou. — Ou eu vou arrancar a sua cabeça com as minhas próprias mãos. 

— Fique quieta, sua vaca — ele bate com a arma na cabeça dela de leve. 

Jasmyn o chuta com força nas partes íntimas e lhe da um soco no rosto antes de pegar a arma da mão dele. 

— Bom, a vaca aqui não é idiota — ela lhe dá um chute na perna fazendo ele cair de joelhos no chão. 

— Eu vou chamar a polícia — busco o celular nos bolsos e disco o número de emergência. 

— Não faça isso — Jasmyn se destrai para falar comigo e o homem corre por entre a floresta escura. — Droga. 

— Alô, qual é a emergência? — uma mulher pergunta do outro lado da linha. 

— Desliga essa merda — Jasmyn tenta pegar o celular da minha mão. 

Tarde demais, a polícia estava a caminho. 


                                   [ ... ] 


A primeira coisa que Jasmyn fez foi jogar a arma no lago. 

— Não vai ser nada bom quando eles chegarem aqui e verem que eu tenho uma arma sem a documentação — ela disse, enquanto a gente voltava para a cabana.  

— Por que você tem uma arma? — pergunto. 

— Por que você não tem? — ela rebate. — Estamos no meio da floresta dentro de uma porra de cabana. Sozinhas. O mínimo que a gente deveria fazer é pensar na nossa proteção.

Não respondo. 

Quando chegamos, duas viaturas da polícia nos esperavam.

— Ainhoa, você é muito burra — ela sussurra. 

Talvez eu realmente fosse mesmo. 

Conversamos com os policias e explicamos tudo que havia acontecido, ocultando o fato de que Jasmyn tinha apontado uma arma na cabeça do suspeito. Depois de prestarmos a queixa, os policias foram embora pedindo para que todas as portas fossem trancadas. Eu estava literalmente acabada. O corte na minha testa não estava mais sangrando, mas ainda doía e minha mão estava ficando roxa. Enquanto preparava um pouco de chá quente, Jasmyn estava tomando banho. Então alguém abrindo a porta chamou a minha atenção. Seria o cara novamente? Veio para terminar o que tinha começado? Pego a faca que estava a minha frente e me preparo. Se ele tentasse encostar em mim ou em Jasmyn, eu não hesitaria.

— Eu fico fora por alguns dias e você já causa problemas? — Justin sorri para mim. 

Puta merda, ele voltou. 


Notas Finais




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