História A Caça em Terra Ressecada - Capítulo 2


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Categorias Originais
Exibições 4
Palavras 2.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Ficção Científica, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Perco uma Aposta


Eu me olhava no espelho e via exatamente o contrário do que as outras pessoas da vila diziam: um garoto de 1,64 de altura, magrelo, cheio de feridas e cicatrizes, com os olhos vermelhos que mostravam de que família eu vinha, os cabelos bagunçados não tão ligeiramente por causa dos dias de treino pra me acostumar a esse corpo falho, o que também falhou, já que só conseguia fazer 3 minutos de qualquer coisa, mesmo andar

"É realmente patético" disse o Shaolin, senti a raiva subir, a culpa de tudo isso era dele "Já pedi desculp-" eu simplesmente esqueci sua existência na minha cabeça, o que era o mesmo que apagar sua voz por um tempo.

Suspirei "Tenho que ir pra continuação daquela prova", olhei para a Shinai pelo espelho, a espada de treinamento me ajudou até hoje desde o começo da minha vida, foi com ela que comecei e terminei meu treinamento com espadas, e as técnicas de espadas eram o que com certeza me passariam no exame "Mas agora, não tenho mais habilidade alguma com espadas", preciso chegar lá rápido, e quem sabe eu passe na prova e-

-AHHHHH!- gritou a minha cópia um pouco menor que eu, me virei rapidamente e vi o garoto correndo em minha direção, vestia uma camiseta cinza e o seu calção azul escuro. Logo atrás dele vinha um outro garoto que tinha a mesma idade que eu, porém, por 5 minutos de diferença, ele era o mais velho: o cabelo dele era um vermelho mais escuro, diferentemente de mim e do pequeno que era um vermelho vivo, seus olhos eram um pouco mais escuros que o próprio cabelo, e sua pele clara que nem a minha, e por fim, o outro era uns 5 centímetros mais alto que eu - ME SALVE, IRMÃOZÃO!

-Não ajude ele, Kanji - falou o outro, que também é meu irmão, peguei a shinai e bati na cabeça do primeiro, que por conta dos susto, se sentou no chão, o outro parou e sorriu - bem feit-- - logo ele viu que eu chegava perto, bati na cabeça dele com a shinai também e o fiz sentar no chão, me afastei um pouco e olhei para os dois

-O que aconteceu? - olhei para o menor, que se chamava Sabuto, sabendo que quem causara a confusão foi ele

-O Sabuto pegou a minha Shinai e quebrou ela! - respondeu Ichiro, com toda a raiva do mundo, logo Sabuto se encolheu com medo do irmão, Ichiro se virou para mim - irá comprar a Shinai para mim não é irmão? - ele fazia a cara de um cachorro pidão. Eu coloquei a mão no rosto "O Ichiro pode ser o mais velho entre nós três, mas sempre pareceu que ele era o mais infantil"

"E lá se vão suas economias" disse o Shaolin, eu ri mentalmente "Não hoje, Zero" deixei transparecer um sorriso maléfico por alguns segundos

-Ichiro, amanhã eu compro uma Shinai para você, mas essa vai ser a última vez. - o mais velho sorriu, contente com o resultado, eu olhei para o garoto de 9 anos que quebrara a Shinai - e como punição, vai ser com o seu dinheiro, Sabuto - o garotinho olhou pra mim, com raiva e lágrimas nos olhos. Quanto as lágrimas, eu não sei o porquê, talvez pela raiva, talvez pelo meu sorriso altamente sinistro. Nunca se soube

-Não é Justo! - ele gritou, Zero riu na minha cabeça.

Eu suspirei

-Nada é justo na vida - os dois me olharam com uma interrogação no rosto, eu tratei de chegar perto deles e falar algo antes que me fizessem perguntas - lembrem-se que só serão vocês dois se eu passar naquela prova

-"Se"? - disse o maior rindo - Com certeza passará irmão

-Sim! O irmãozão Kanji é o maior e melhor guerreiro da cidade! -  disse o menor, recuperado do último acontecimento. Eu sem querer ri amargamente, e me virei de costas.

-Bem, já vou indo, tomem cuidado e não causem estragos na casa, até porque ela não é nossa - os dois assentiram , eu fui em direção a porta, a abri e sai de casa.

...

Cheguei atrasado, por isso não tive a melhor das recepções.

-POR QUE DEMOROU TANTO KANJI? MESMO SENDO O PRODÍGIO* DA ACADEMIA NÃO QUER DIZER QUE POSSA CHEGAR ATRASADO - Disse um velho de 49 anos, já tinha pouco cabelo, sua testa era enrugada, olhos puxados, estava em pé em cima de uma pedra ao meio de grama, atrás dele estavam vários garotos em fila reta, e mais a frente... bem, eu não podia ver.

- Me desculpe Mestre Han Xin, seu discípulo está absurdamente envergonhado

-Hmpf - o homem cruzou os braços - se prepare, essas poucas pessoas na fila provavelmente serão eliminadas rapidamente, seus corpos não suportam magia -Mestre olhou para os alunos que iriam prestar o teste, e então para mim, depois de um tempo sua sobrancelha "se abaixou", mas não falou nada.

-Sim, mestre .

Esperei na fila por pouco tempo como meu mestre havia dito, todos os garotos eram eliminados só dos mestres olharem para eles, aparentemente essa era como os mestres checavam a aptidão pra magia de cada um. Somente um ou dois chegaram realmente a fazer o teste, que consistia em fazer alguma magia para que impressionasse os mestres, em suas caras, nenhuma vez passou sequer uma leve surpresa, mas mesmo assim as magias que eram feitas eram ótimas magias, mesmo alguém sem nenhum talento sabia disso. Estava chegando minha vez, a cada pessoa que ia embora eu ficava mais nervoso, me aproximava cada vez mais do teste. Além disso, outra coisa me angustiava: o outro na minha cabeça estava calado (coisa que nunca havia feito até eu mandar).

-O próximo, por favor, aqui na frente - disse algum dos mestres, eu olhei pra minha frente e percebi que não havia ninguém, a não ser os três mestres sentados na cadeira. Senti minhas pernas tremerem, mas mesmo assim andei, parei na mesma distancia que os outros haviam parado antes.

Todos eles me estudavam, fizeram isso por três minutos.

-Passou no teste de Aptidão mágica - disse o mestre de espetado dividido em duas cores: preto e vermelho. O mesmo se levantou da cadeira - nos impressione com suas magias jovem revelação -  eu assenti, não tinha nenhuma ideia do que fazer, fechei meus olhos e coloquei a mão no queixo "O que posso fazer de magia?" pensei por pouco tempo, até que me lembrei de uma das magias que haviam me ensinado.

Era o horrível com magias, desde cedo, sempre fora melhor guerreiro do que mago, só lhe ensinaram o básico de cada atributo,lembrava do treinamento espartano que tivera para aprender todos eles "Foi uma época negra para os Yeng". Eu planejava usar a magia que eu achava mais complicado: a de vento. depois de ter me decidido, comecei a recitar a magia com voz baixa

- Ó espirito do vento, eu que lhe respeito e cultuo, lhe peço que me permita usar seus ventos para meus desejos - levantei meus braços lentamente conforme recitava a magia, senti meu corpo se levantar com dificuldade do solo. Senti também o vento passar pelo meu rosto, pés, braços e mãos, parecia que tinha ficado mais sensível aos ventos que me rodeavam. Podia sentir também a grama se movendo por causa do vento, assim como as roupas dos mestres a minha frente  e do meu mestre idoso lá atrás, acho que poderia dizer que estava ficando com raiva? Não parecia feliz com o nível da minha magia "Então vou fazer melhor que isso, quem sabe os mestres falem para parar logo, pois meu talento é imen--"

-Já chega garoto, pode parar com essa sua "magia".- abri meus olhos, e vi quem tinha falado, um jovem de mais ou menos 24 anos, prodígio na magia, seus cabelos eram brancos, seus olhos igualmente bracos eram afiados - A única coisa que está fazendo aí é concentrar o vento nos seus pés, braços, mãos e pernas- ele se ajeitou na cadeira, colocou os cotovelos na mesa e continuou - se essa é a melhor magia que tem, não é qualificado para passar para a Academia Millenium!

-M-ma-mas mestre, tenho algo que pode lh-lhe agradar - abaixei meu braço e fui para o chão, fechei a mão e a magia se desfez, o mestre de cabelos brancos me olhou mais uma vez, desinteressado

-Realmente tem algo que possa me interessar? - disse com uma voz nenhum pouco crente, eu engoli em seco e assenti, ele revirou os olhos - então mostre, tem 3 minutos - disse mostrando três dedos.

"Três minutos é um bom tempo" pensei ansioso "Também é o tempo em que eu aguento fazer alguma coisa sem descansar". Eu suava frio, se não passasse aqui não iria conseguir reaver a Honra da nossa família, muito menos o principal: ter alguma chance de encontrar os nossos pais. Fechei os olhos "Droga, não posso fazer uma magia de vento básica e passar?!" pensei angustiado "Quer uma ajuda ai garoto?" perguntou  Zero, com uma voz séria. Estalei a língua, irritado "Quero, mas só de mestres mágicos, não de mestres de combate" respondi, ele riu "Mas não está desesperado? Pelos meus cálculos já se passou 1 minuto dos 3 minutos" eu cerrei os dentes "Ainda tenho dois minutos, muito tempo pra pensar em uma magia e fazê-la" senti Zero ficar um pouco magoado "Bem, sinto que pra sair do seu corpo você terá que passar nesse teste, mas se não quer minha ajuda." eu ri mentalmente, como um louco "Como se um Inútil fosse de grande ajuda", ele sorriu. Foi sinistro "Aposto que se fizer o que eu mandar passará nesse teste" eu levantei uma sobrancelha "Sempre venço uma aposta" "Vencia, não mais" fiquei irritado "Beleza então, aposta aceita". 

Abri meus olhos e olhei para os mestres, nenhum deles sequer estava com alguma reação. Faltava apenas um minuto "Só siga o que eu te falar" assenti, e ouvi ele até  parar de falar "Não é bem uma magia, mas é uma magia, porém, não acho que funcionará" mesmo assim, fiquei em posição, as duas pernas juntas e a coluna ereta, e então comecei a recitar:

-Espirito do solo - movi meus braços em circulo em frente ao meu corpo - empreste-me sua força - ao fazer metade do circulo, levanto um dos meus pés e quando eles estavam voltando a posição inicial... - para juntos elevarmos a terra aos céus - os abaixo bruscamente, após fazer isso, várias pedras, grandes e pequenas se elevam no ar - Espirito do fogo - elevo meus braços rapidamente - acorde e faça cinzas de tudo que estiver a nossa frente - fogo sai do chão e vai em direção das pedras que estavam e minha frente, fecho a minha mão direita e o coloco do lado do meu rosto, minha mão direita fica de palma aberta tocando uma das pedras que está em chamas.

-Espíritos do Solo e do Fogo, eu, que dominei suas habilidades e os juntei aqui hoje, lhes peço, façam de seu poder o meu poder também - Recitei alto - Morte Vermelha! - dou um soco em cada uma das pedras perto da minha mão esquerda e elas saem voando em direção as árvores ali perto, só uma das pedras acerta, e acabou fazendo um pequeno furo na árvore, depois disso, as pedras que ainda estavam no ar e em chamas caíram e tudo que pude fazer após foi cair no chão de exaustão, "Mesmo sendo só após 2 minutos de treino", balancei a cabeça, fora um resultado horrív--

-MARAVILHOSO! - disse o terceiro mestre, um homem alto, negro, de cabelos também negros e adivinhe: os seus olhos também eram negros - você fez uma magia desse nível somente usando magias básicas de Terra, Fogo e Ar! - explicou o mestre.

-Ahhhh, sim, de ar. - disse constrangido e assustado "Usei magia de ar?" Zero riu, "Assim como eu pensei, sua aptidão mágica é alta, pode usar magias mesmo sem recitá-las" eu engasguei "Não percebeu? você fez isso hoje de manhã, quando me calou" eu vasculhei nas minhas memorias, eu sempre fazia isso?

-Fez as pedras saírem do chão usando a magia de pedra, as fez ficar no ar usando a magia de vento e fez o fogo se elevar do chão, fazendo as pedras pegarem fogo! - continuou o mestre, fazendo várias expressões enquanto falava tudo isso - Foi sensacional!

-Sim! - respondeu o mestre de cabelo de cores diferentes.

-Completamente! - disse o de cabelo branco, agora com um olhar bastante interessado. Eu olhei para eles e cocei minha cabeça

-Então... - me levantei com dificuldade - isso quer dizer que eu passei?

-Não é óbvio? - disse o de cabelo branco - é claro que passou!

E foi assim que Zero ganhou a aposta


Notas Finais


Prodigio: Prodigio da Academia de Kenpo, não de magia


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