História A caçadora - Capítulo 33


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Seiji Komori, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Diabolik Lovers
Visualizações 45
Palavras 2.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura 💝💝💖💖💖😙😙😙

Capítulo 33 - Não esqueça


-Reiji!Tira isso de mim!Rápido!-mostrei as algemas e ele as arrancou facilmente


-Você não pode…-Não o deixei terminar, já estava derrubando Shin no chão


-Shin...ele está bem, só me deixe ir, por favor-Ele deu uma risadinha


-Você deve se pôr no seu lugar e ser uma vadia obediente, meu irmão quer um filho seu, e deveria se sentir grata pois ele não o fez a força ainda-Me derrubou no seu colo e segurou minha cintura com as duas mãos.Levei um certo tempo pra processar o “vadia”, me senti um lixo, pior do que isso na verdade, estava tão atônita que não raciocinava, foi como se o tempo andasse mais devagar pra mim naquele momento, ele me carregou como se eu fosse um saco de farinha e me levou pra longe do quarto, Reiji estava apanhando feio de Carla, mas eu não conseguia esboçar nenhuma reação


-Pra onde...está me levando…?


-Cale a boca, antes que eu te faça ficar calada-desceu três lances de dez degraus comigo nas costas e me deixou numa cama num tipo de porão subterrâneo


-O que…-o vi amarrar meus braços com as algemas na cabeceira de ferro


-Me solta!-me debati, e novamente o aço reforçado, estava tentando me soltar quando Shin rasgou minha roupa bruscamente com as mãos, aquilo foi horrível


-Shin!Não!-senti os olhos lacrimejarem


-Não chore...isso me irrita


-Pare de olhar pra mim!-Ele estava me encarando demais, eu odiava que me vissem daquela forma, porque na verdade ninguém nunca tinha visto


-Por que eu deveria?-Passou a mão nas minhas pernas


-É uma pena que Carla não goste de dividir-Me beijou de forma bruta, eu gritava mas ele realmente parecia não se importar


-Vocês tem milhares de mulheres a disposição de vocês...por que eu?!!-gritei já com os olhos cheios de lágrimas


-Meu irmão se apaixonou por você sua vagabunda!-Me deu um tapa na cara muito forte, o choro parou na hora, a raiva tomou o seu lugar com uma intensidade louca, levantei da cama e com os braços a joguei no chão quebrando sua estrutura e junto com ela as algemas, peguei uma das partes de ferro da cabeceira


-Shin, sua boca é tão suja que todo estoque de sabão do mundo não seria capaz de limpá la-Bati com a barra de ferro na sua cara e o nariz dele sangrou


-Então você não é tão inútil, pelo menos tem coragem-Enfiei a barra no seu coração, não mataria, mas o atrasaria muito, ele riu


-Shin...eu vou te contar uma coisa, mas ouça bem porque tem uma pessoa lá em cima que precisa de mim, então não irei repetir…-sentei na sua barriga e girei o instrumento enquanto ele se contorcia


-...eu adoro o meu trabalho, e sabe...existem alguns de vocês que me dariam prazer se fossem mortos pelas minhas mãos, você é um deles-abri uma fenda do seu coração até sua cintura, tudo cheirava a sangue


-...não se meta no meu caminho-sorri pra ele e me levantei, não queria aparecer na frente deles daquele jeito então me enrolei num lençol, as escadas pareciam não ter fim e quando finalmente chegou eu em ti vontade de chorar, Reiji estava desfalecido no chão e Carla tentava esmagar seu crânio, me aproximei devagar e bati com a barra de ferro na sua cabeça


-Reiji!-Seu rosto estava cheio de cortes e hematomas


-Volte...pra casa…


-Não! Eu vou sair daqui com você!-O coloquei nas costas mas Carla já se levantava do outro lado do quarto, eu não tinha nenhuma opção a não ser…


-Reiji, segure em mim e proteja seus olhos-não dei tempo para que questionasse o que eu faria, pulei a janela e os estilhaços de vidro cortaram minha pele mas não me deixaram debilitada, continuei pulando telhados com o resto de força que eu tinha e às vezes corria pelo chão sem olhar pra trás


-Humm…-Reiji gemeu de dor, eu tentei ir mais rápido, até que vi um dos carros dos Sakamaki e corri um pouco mais até ver o prédio


-Eu vou cuidar de você, fique calmo e não se mova-Entrei no apartamento e fui direto pro quarto dele, os outros estavam na sacada, uns andavam de um lado para o outro e outros apenas murmuravam xingamentos, Laito não estava lá


-Maleta de primeiro socorros…-Procurei por todo o seu quarto e achei uma pequena maleta debaixo de alguns livros de medicina


-Reiji, se doer me perdoe, eu não tenho o menor jeito pra isso-Apliquei uma substância que impedia infecções e enfaixei cada um dos seus machucados, e ele tinha machucados pelo corpo todo, resumindo, tive que tirar sua camisa e sua calça


-Pronto, agora você vai ficar bem-ele ainda estava desacordado mas pelo menos estava com os machucados devidamente tratados, eu não queria sair dalí, alguma coisa me deixava com a bunda presa aquela cadeira, e era uma coisa chamada preocupação, por mais que doesse muito admitir, o orgulho sangrou, mas era isso, ele abriu os olhos devagar, era estranho vê lo sem os óculos, seus olhos tinham cor de sangue, era ameaçadores mas no momento só calmos


-Oi...Reiji-Ele se sentou rápido e eu me assustei


-O que ele fez com você?!-Seus olhos estavam enormes, parecia ter visto algo muito ruim


-Ei...ele só me beijou e tocou em mim mas estou bem, mas você precisa repousar-deitei seu corpo novamente na cama


-Como eu cheguei aqui?


-Carla te machucou e Shin me levou até o subterrâneo, eu só pude te ajudar quando consegui sair, depois disso eu te carreguei e vim correndo até aqui-Ele olhou pra mim pasmo


-Você...me salvou?


-Não, eu só te trouxe pra cá


-Impediu que eu fosse morto por aquele miserável


-Não fale…-Ele olhou pro meu corpo e percebeu que estava enrolada num lençol


-Por que você…-pus o dedo em frente a sua boca


-Shin tirou minhas roupas e me amarrou numa cama-Seus olhos faiscaram e ele grunhiu de raiva


-Não se preocupe, eu enfiei uma barra de ferro nele-Ele riu alto, e gemeu de dor pela força que fez pra rir


-Você é inacreditável sabia?-Perguntou com a mão no peito, estava sentindo dor


-Ele é forte…-me referi ao estrago que Carla tinha feito nele


-Ele é ridiculamente fraco, mas estamos em desvantagem, afinal os efeitos duram até um dia depois da lua de sangue-ele estava claramente irritado com o fato de Carla ser mais forte que ele, mas isso era óbvio afinal ele era um original, sua força certamente seria superior, não tinha nem o que discutir sobre isso


-Reiji, você precisa repousar...e…


-Não precisa usar isso como desculpa pra se afastar, eu já entendi-disse calmo


-Não é isso...eu só...estou…-as palavras de Shin me machucaram, eu odiava ser tratada como um objeto e foi assim que eu me senti quando ele disse aquelas coisas


-Harune, eu sei que está magoada com tudo isso, e acredite eu senti vontade de enfiá lo numa dama de ferro quando ele te chamou daquelas coisas mas ele está errado, você é o que é independente do que ele fez você se sentir


-Assassina, é isso que eu sou-Ele chegou perto da ponta da cama próximo de mim


-Às vezes ter as mãos sujas é sinal de que você teve de lutar por alguma coisa, ou por alguém, e não que quis sujar as mãos-segurou minhas mãos e fez carinho nelas com o polegar, eu sorri sem querer


-Eu quero te proteger…-já estava chorando muito, infelizmente ainda não havia aprendido a segurar as malditas lágrimas, ele estava surpreso mas me deu um abraço


-Você pode, mas não deve, porque é frágil, o que eu quero que você faça, e não que isso importe pra você, é que se proteja.Sua vida dá sentido à vida de outras pessoas


Ákira off


Reiji on


A vida dela dá sentido a minha vida, mas algo em mim dizia “não faça isso”


-Posso te contar uma coisa?


-Qualquer coisa que você quiser que eu saiba


-Meu pai era como vocês antes da Yui, ele matava pelo simples prazer de ouvir os gritos de socorro e as súplicas até que uma noite ele chegou em casa e sentiu uma dor no peito insuportável, e foi aí que ele conheceu Deus.Ele já sabia sobre ele é claro, quem nunca ouviu falar de Deus?Mas meu pai conversou com ele, ouviu sua palavra atenciosamente e depois daquele dia ele passou a matar a própria espécie, e odiava cada vez, mas sabia que isso era o certo e que só assim iria se redimir com as pessoas que matou e consigo mesmo, e no meio de tudo isso ele conheceu Lydia, minha mãe, ela era médica, só que um dos pacientes era um vampiro que não comia há meses e foi internado pela família sem que eles tivessem conhecimento da sua real condição.O vampiro iria matar minha mãe, mas ele a salvou, e ela se apaixonou por ela desde então, ele tentou evitar no início mas depois percebeu que como a amava muito isso era inútil, depois de um tempo eles me tiveram, meu pai nunca ficava no mesmo lugar por mais de uma semana, ele matou mais vampiros do que pessoas mortas pela peste negra-riu abafado e continuou


-Ele tinha medo que pudessem encontrar você e sua mãe?-ela concordou com a cabeça


-Nós vivíamos numa igreja matriz próxima a uma floresta, e um dia dois vampiros entraram pelo subterrâneo, minha mãe teve o coração arrancado, meu pai me escondeu dentro do altar então eles não me acharam e desde então eu e ele vivemos sozinhos de igreja em igreja, ele me ensinou a lutar e a me defender, a reconhecer uma presença e a controlar minhas habilidades, eu dormia no confessionário até os 14 anos, meu pai saia durante as luas cheias pra não machucar ninguém e às vezes eu o amarrava no subterrâneo com algemas e correntes, tinham noites em que eu tinha que tampar os ouvidos pra conseguir dormir ouvindo seus gritos de dor, e uma noite eu estava treinando quando ele me mandou pra casa dos amigos dele,ele me visitava cada vez menos quando eu soube que ele havia se suicidado, e agora sou só eu-riu


-De jeito nenhum, agora somos nós, você, eu e os outros-beijei o topo de sua cabeça, ela chorava de forma lenta sem fazer um barulho sequer


-Eu posso ficar aqui?-Me abraçou mais forte afundando a cabeça no meu peito e eu concordei com a cabeça, se ela precisava de mim eu estaria ali pra ela independente do porquê


-Quer dormir comigo?-perguntei com seriedade mas ela corou, típico dela, seu silêncio indicava que aquilo era um sim mas que sentia muita vergonha de dizer em voz alta


-Não precisa...você está machucado, precisa de espaço


-Essa cama tem espaço pra mim, pra você e mais duas pessoas, está tudo bem


-Certo, está com fome?Vou fazer café


-Não, estou bem-eu estava morrendo de fome, mas não era de comida, só que ela tinha desmaiado porque Laito foi longe demais, eu tive medo de cometer o mesmo erro, ela foi pra cozinha e depois de uns minutos voltou já de pijama, uma calça longa e uma camiseta justa, meus olhos estavam presos aos seus seios, me recriminei mentalmente


-Por que está com cara de bravo?-eu estava tentando me concentrar no seu rosto e por isso minhas sobrancelhas estavam franzidas, ao que ela chamou de “cara de bravo”


-Está tudo bem, deite aqui-cheguei pro lado com um pouco de esforço e ela mordeu o lábio por preocupação, minha visão sobre aquilo foi pútrida


-Tem certeza, se eu me bater em você sem querer você vai sentir dor-Puxei sua mão a fazendo cair na cama


-Fique quieta e venha cá-abri os braços esperando que ela percebesse que a queria perto de mim, ela se deitou e eu a abracei, ela queria protestar mas preferiu não gastar energia com isso


-Eu estou aqui agora ouviu?Eu vou cuidar de você, não se lembre do passado porque agora eu sou seu presente-ela ficou meio chocada e apenas afirmou com a cabeça, som, eu estava sincero demais naquele dia, me arrependeria depois com toda certeza


-Por que está assim calada?


-Nada…-senti sua voz falhar e virei seu corpo para ver seu rosto, ela estava completamente vermelha


-Boa noite-beijei sua bochecha e ela tentou se virar pro outro lado mas eu a impedi segurando seu quadril


-Fica assim, por favor…


-Por quê?


-Eu quero olhar pra você até dormir...me sinto mais seguro


-Tá...mas sua mão…-minha mão ainda estava no seu quadril


-Perdão-tirei rapidamente e ela adormeceu, estava cansada e cheia de cortes dos quais eu não poderia cuidar porque se o fizesse acabaria por mordê la, fiquei ali olhando pro rosto dela até dormir, estava realmente ficando maluco


Notas Finais


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