História A caçadora do amor - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Aquarius, Bickslow, Brandish μ, Cana Alberona, Erza Scarlet, Flare Corona, Gajeel Redfox, Gildartz, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Kinana, Laki Olietta, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Pantherlily, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Yukino Aguria
Tags Gajevy, Gale, Gruvia, Nalu
Visualizações 91
Palavras 1.809
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - A última tentativa tende a ter sucesso


10. A última tentativa tende a ter sucesso.

Ter beijado e quase acontecer o rala e rola com a McGarden a silenciou. Entretanto, dar um ponto final definitivo nessa história de amor verdadeiro a fez se calar de forma preocupante.

Gajeel não conseguia entender o que a fez aceitar que modo tão estoico – podia ter sido o tom, ou a forma como se portou –, porém a questão era que aquele silêncio todo o fazia se perguntar porque não havia feito antes, e quase – quase — se arrepender.

A azulada ficava parada pelos cantos da casa com a face contemplativa, isso quando não sumia e aparecia sem avisar – situações em que ele ficava grandemente preocupado. O moreno chegou a questionar se o motivo era o tal bônus que ela ganharia concluindo sua última missão com ele, mas a mulher apenas negou, sorrindo, afirmando que era uma coisa muito diferente daquilo.

— Bom, eu vou no mercado. – avisou sem saber o que falar com um clima esquisito daqueles.

— Hmm. – ela assentiu, fazendo algumas anotações secretas na tão adorada prancheta.

Foi caminhando até o supermercado, pegando das prateleiras os produtos mais importantes que estavam em falta em sua dispensa – mesmo com a presença constante de Levy na sua casa, o consumo não havia mudado em muita coisa por mais incrível que pudesse ser.

Ele próprio estava se tornando compulsivo de tanto comer ao tentar se distrair de pensamentos com a azulada.

— Acabei de checar essa caixa de ovos e a qualidade está meio duvidosa, te aconselharia a pegar outra marca. – disse para uma mulher ao seu lado. Sua pele era branca e o cabelo platinado de uma forma quase cinzenta.

— Ah, sim. – ela assentiu após abrir a caixa, parecendo envergonhada. — Você tem alguma ideia de outra melhor?

— Aqui. – ofereceu uma caixa igual a que ele tinha pego para si. — Não está muito acostumada com compras?

— Na verdade não, minha irmã sempre fez essa parte. Eu ficava responsável pela limpeza da casa, então não sei quais as melhores escolhas. – a mulher franzia o cenho ao ler uma pequena lista.

— E o que aconteceu? Inverteram as funções dessa vez? – questionou interessado.

— Ah não, acabei de me mudar e parece que já começou dando meio errado. Parece que tudo que eu pego é com a qualidade péssima. – ela deu uma risada de frustração.

— Se quiser, posso te ajudar – ofereceu estendendo a mão, pegando a lista de compras dela. — Farinha agora então.

— Quero fazer um bolo, é certeza que vou me sair bem melhor do que fazendo compras.

— Sem querer parecer rude, mas eu posso concordar com isso. – respondeu pegando o pacote da melhor farinha e seguindo em direção ao corredor de laticínios.

— Uh, você está me ajudando e eu nem me apresentei. Sou Yukino. – estendeu a mão.

— Gajeel. – apertou-a e seguiram pegando tanto os ingredientes dela quanto os mantimentos dele enquanto conversavam.

— Então… Obrigada pela ajuda. – a mulher acenou com a cabeça, segurando as poucas sacolas.

— Não foi nada. Boa sorte com o bolo e com a casa nova. – surpreendentemente​, era como se escutasse uma voz lhe guiando em como conversar com ela. Seja educado, mostre que prestou atenção no que ela disse antes.

Qual é? Ele tinha a achado bonita, mas não ao ponto de ter uma voz lhe dando conselhos amorosos dentro da cabeça.

— Depois dessa eu até te chamaria pra comer o bolo, se tivesse algo além disso em casa. – balançou a cabeça. — Cruzes, me desculpe por ser tão patética.

— Você não foi patética, tinha que me ver na primeira semana morando sozinho. Vivi a base de miojo. – não a envergonhe, conte sobre você. Os dois riram. — Mas sem querer parecer interesseiro, achei legal essa proposta do bolo. Claro que não precisa ser o seu, você ainda está arrumando seu apartamento e tudo…

A branca sorriu, fazendo sinal para que ele se acalmasse com as explicações.

— Eu entendi, isso soa como um convite. – ergueu uma sobrancelha e mordeu o lábio. — Mas acho que pode ser… Interessante.

— Você estaria compactuando com essa minha proposta interesseira senhorita Yukino?! – fingiu surpresa, fazendo graça. — Veja bem, não vai poder mais cancelar. – lhe deu uma piscadela e depois de mais alguns instantes, conseguiu o número dela.

Boa garoto!, o quão estúpido ele estava sendo ao ponto de ouvir a voz de Levy dentro de sua cabeça o aprovando?

Chegou ao prédio carregando algumas sacolas e conseguiu ajuda do porteiro para levá-las até o apartamento, que estava vazio.

Estranhando o sumiço repentino, tentou ligar para a sua caríssima caçadora, entretanto descobriu que seu número estava bloqueado.

— Droga. – resmungou, andando de um lado pro outro pela sala. Aquele não era o primeiro sumiço dela que o deixava preocupado e tinha certeza que o número residencial também não conseguiria completar a ligação.

De repente uma coisa lhe deixou curioso, ele espiou dentro da mala pink que estava, estranhamente, aberta e então descobriu algo chocante. A tão adorada prancheta não estava ali, e isso só podia significar uma coisa.

Levy estava em ação.

Grunhindo, foi em direção ao próprio notebook, prestes a fazer algo do qual não se orgulhava muito a forma que havia aprendido.

No segundo sumiço da mulher ele não viu outra alternativa a não ser chamar alguém que soubesse uma forma de rastreá-la pelo celular.

Gray.

— Pra começo de conversa: eu nem deveria te ensinar a fazer isso. – o advogado falou quando chegou na sua casa.

— E como foi que você aprendeu? – franziu o cenho enquanto ligava o computador.

— Sou advogado, e de vez em quando ajudo em algumas investigações. – o outro abanou a mão, sinalizando que não ia entrar em mais detalhes. — A questão aqui é: pra que toda essa preocupação?

— Por que ela some do nada e chega em casa no meio da noite? – sugeriu com uma ponta de ironia.

— Hmmmm… – resmungou digitando alguma coisa. — Isso não é só falta do que fazer? Tipo sexo? Ela tem vinte e quatro anos, sabe por onde anda.

— E nós temos mais de 26 anos e mesmo assim olha nas coisas que a gente se mete! A questão é o tamanho dela, se alguém quiser sumir com essa garota, ninguém vai ver.

— Aparentemente você vai. – apontou pra tela. — Caso alguém te pergunte como você conseguiu fazer isso, eu não tive nada a ver com isso. Kagura me prenderia se soubesse que ensinei pra alguém.

— Tá, tá. – concordou impaciente. — Como que faz pra achá-la?

— Bom, você só tem que… – começou a explicar.

Agora, dias depois, lá estava Gajeel a procurando.

Não demorou mais que dez minutos para rastreá-la pelo número de celular e ficou até surpreso que a mulher apática tivesse pique pra ir até o shopping no centro da cidade.

Quando pegou seu celular, se deu conta que ele estava em um lugar diferente do que onde tinha o deixado – Gajeel tinha certeza que era pra estar em cima do criado-mudo perto da cama, e não no sofá – e suspeitou ainda mais dela ao ver que a lista de contatos estava aberta, estranhamente no número de Kinana, uma de suas exs.

Se a figura de Levy em ação tentando achar alguém pra ele já era desesperadora, junto com suas ex-namoradas era um pesadelo.

Sem pensar muito, foi até o estacionamento e pegou o carro, decidido a descobrir o que a azulada estava fazendo. Tudo passava, menos a ideia absurda de querer fazê-lo voltar com uma antiga namorada.

Teve que rodar três vezes pelo shopping até descobri-la sozinha num canto escondido da praça​ de alimentação. Sentou em uma mesa próxima, oculto por uma samambaia, e esperou pra ver o que ia acontecer.

Ele não seria louco de interromper.

Viu Kinana antes que ela sentasse em frente a azulada e teve que forçar um pouco o ouvido pra conseguir escutar a conversa entre as duas.

Impressionantemente, Levy se apresentou como uma amiga que queria ajudar a ele – como se o moreno precisasse – e então fez perguntas íntimas sobre o relacionamento, que já deveria ter caído no mar do esquecimento, como quando eles começaram a namorar e coisas do tipo.

Surpreso, ele ouviu Kinana, Cana – com certeza a mulher mais maluca com quem ele já havia se relacionado – e depois Laki, uma por uma responderem as perguntas sem nem pintar um quadro negro sobre ele.

Aparentemente os relacionamentos não foram de todo ruins pra elas segundo pôde constatar.

— Ele se faz de durão, mas na verdade é muito gentil. – Kinana falou.

— Finge que não se importa, mas no fundo sente mais que a gente. – foram as palavras de Laki.

— No final das contas era só sexo. – obviamente, quem disse isso foi Cana. Graças a Deus elas haviam sido entrevistadas separadamente.

— Gajeel precisa de alguém que o compreenda. – Laki, a última delas, disse. — Ele dificilmente fala sobre si mesmo, e é bom que tenha alguém que se interesse pelo que ele está sentindo. Se a pessoa não perguntar, ele que não vai contar.

Assistiu enquanto as duas mulheres se despediam e quando tentou se esconder já era tarde demais, então Laki o viu.

— Oi Gajeel! – o cumprimentou desconfiada.

— Laki. – balançou a cabeça. — Antes que você me pergunte: eu não tenho nada a ver com isso. – ergueu as mãos em sinal de rendição.

— Então… – ponderou entre os dois. — Quem é ela?

— Só uma amiga. – respondeu prontamente.

— E por quê todo esse interesse então?

— Quem sabe? – mentiu dando de ombros.

— Uhum. – deu um sorriso irônico. — Escute, só um conselho: colabora com ela. Parece se importar muito com você.

— E como vai o emprego? – questionou quando ela já ia embora sobre o verdadeiro motivo do término.

— Uma maravilha. – piscou e seguiu seu caminho.

Já Gajeel nem precisou virar pra sentir uma presença assombrosa próxima à si.

— Tudo bom com você, Gajeel? – Levy estava sentada na cadeira a sua frente com os braços cruzados.

— Levy, que coincidência..!

— Não me venha com essa seu manipulador, não acredito que me seguiu até aqui!

— Bom, eu não precisaria te seguir se você me avisasse que ia sair! E que ideia maluca é essa de chamar minhas ex-namoradas pra conversar?! – grunhiu impaciente.

— Eu só… – começou a tamborilar na mesa. — Não posso desistir agora. Depois que conversar com elas então, acho que isso ainda não acabou. Que você ainda tem uma chance.

Só se alguma das chances envolverem você, pensou descartando a ideia logo em seguida.

— Tudo bem, eu conheci alguém hoje. – apoiou os ombros sobre a superfície, ela levantou os olhos em sua direção na mesma hora. — Se você me ajudar, acho que pode dar certo.

— V-Você tem certeza absoluta disso? – a hesitação dela denunciou que, graças a Deus, não estava tão feliz com a notícia.

— Quase. – se inclinou na mesa com um sorriso pretensioso nos lábios. Caso não conseguisse Yukino, pelo menos torturaria Levy McGarden o mesmo tanto que ela vinha atormentando-o psicologicamente. — Será que você aceita lidar com esse último desafio, caçadora?

— Oras, é claro que sim. – e com um sorriso desafiador, ela concordou, apertando a mão dele.

Mas será mesmo?


Notas Finais


Então pessoal, desde que eu voltei pro SS eu demorei um pouco pra me situar é uma das únicas fics que eu tava lendo, foi excluída. Se vocês tiverem alguma história [boa] pra me recomendar, tô aceitando com urgência ;')

Caso tenham encontrado algum erro ao longo do capítulo, me avisem bbs
Beijos ♥


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