História A caçadora do amor - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Aquarius, Bickslow, Brandish μ, Cana Alberona, Erza Scarlet, Flare Corona, Gajeel Redfox, Gildartz, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Kinana, Laki Olietta, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Pantherlily, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Yukino Aguria
Tags Gajevy, Gale, Gruvia, Nalu
Visualizações 96
Palavras 1.642
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Há um universo dentro de cada pessoa


11. Há um universo dentro de cada pessoa.

— Twilight Ogre não é um nome estranho pra uma confeitaria? – foi a primeira coisa que Gajeel perguntou ao chegar e se sentarem.

— Bom, a única coisa que levo em conta é o sabor do bolo. – Yukino respondeu com um sorriso. — E também por ser um dos poucos lugares que eu conheço daqui.

— Hmm, estou vendo que vou precisar dar uma de guia turístico pra certas pessoas pela cidade. – deu uma piscadela. — Mas estou disposto a provar do bolo daqui também. Uma amiga minha disse que é realmente bom, e Erza costuma acertar sobre esse assunto.

— Então você mora bem perto de uma das padarias mais conceituadas da cidade sem nunca visitar, e agora quer bancar o especialista em Tóquio? – a mulher ergueu uma sobrancelha. — Não sei se devo confiar.

— Acredite. – o moreno apoiou os cotovelos na mesa. — Pode sim.

Haviam se passado quatro dias desde que contara sobre Yukino Agria para Levy, que surpreendentemente, não ficara tão feliz assim com a perspectiva de uma nova participante que possuía mais chances de obter sucesso com ele. Entretanto, a mulher não reservou esforços para ajudá-lo.

Nesse curto espaço de tempo, a caçadora obteve todo tipo de informação relevante e possível sobre a branca como onde ela nasceu, familiares, ensino e coisas mais. Com isso, Gajeel jurou nunca mais menosprezar suas capacidades​ investigativas.

O moreno tentou, porém aguentou conter a ansiedade somente até o segundo dia após ter conhecido a platinada. Quem conversava com ele podia perceber claramente os sinais do quão inquieto estava com esse encontro. Principalmente Levy.

Não que concordasse ativamente com aqueles métodos toscos de conquistar uma mulher, porém as perspectivas de tudo dar certo eram tão maiores em relação às outras que o deixavam mais animado. E caso não desse, ele podia torturar psicologicamente sua cupido, que vinha lhe ajudando de um modo desanimado.

Após aqueles dois dias, o Redfox decidiu ligar para Yukino marcando de se encontrarem, e ela aceitou prontamente, decidindo o lugar.

Se encontraram algumas vezes durante a semana – sempre em lugares que ela escolhia – alimentando uma amizade saudável. Entretanto Yukino tinha vinte e seis anos e não se deixaria enganar, e Gajeel não seria idiota de negar seu interesse nela. Nenhum homem se oferecia prontamente em fazer amizade repentinamente com uma mulher e manter encontros regulares sem querer nada em troca.

Só que por mais que se visse envolvido pela aura da branca e em seus assuntos, ele não conseguia se desligar de um problema. Este que, especificamente, dormia na sua sala.

Gajeel tinha quase certeza que poderia se encontrar com diversas mulheres estonteantes de tão bonitas, mas que, enquanto mantivesse contato com a McGarden, seria assombrado com pensamentos que remetiam à ela.

Havia algo em Levy que o fazia querer só ficar olhando pra ela enquanto a ouvia falar sobre qualquer coisa indiferente com aquele seu modo espirituoso particular. Ele conseguia imaginar a cena, ela sorrindo e gesticulando animadamente ao mesmo tempo que sua franja caía sobre os olhos. A azulada possuía alguma coisa que lhe dava o desejo de abraçá-la e não soltar mais.

Tal fato era imensamente preocupante, e por isso ele torcia pra que tudo desse certo com a jovem de cabelos platinados.

Obviamente, como vocês podem imaginar, não deu certo.

Ele demorou um pouco para notar aqueles pequenos momentos que ela se mantinha calada durante as conversas e parecia absorta num universo particular, onde seus problemas residiam. Quando ela se dava conta de que havia perdido metade do assunto, apenas sorria educadamente e desculpava-se, sem justificativa.

Percebendo a hesitação do homem em dar o primeiro passo, Levy não descansou enquanto não o convenceu a levar Yukino para o Mermaid Heel.

— Por que você não leva ela lá? – questionou pelo que parecia ser a quadragésima nona vez.

— Por que você acha? – olhou intensamente para ela, erguendo uma das sobrancelhas. Como de costume, teve de se controlar pra não embolar-se junto à ela no sofá e só sair de cima quando estivessem tirando as roupas um do outro.

— Nada vai dar errado dessa vez, eu garanto. – ele gemeu em descrença. — Eu vou estar lá, você só não pode chegar perto de Law junto com ela.

— É uma pena a Law ser apenas bartender. – grunhiu, descrente que ia mesmo seguir o conselho da mulher, de volta.

Horas mais tarde, Gajeel estava batendo na porta da Agria para que pudessem ir à danceteria. Quase perdeu a respiração quando a viu sair do apartamento com um vestido cinza justo.

— Eu não sabia o que escolher, algumas coisas chegaram hoje e está tudo uma bagunça... – começou a se desculpar, toda afobada.

— Calma. – riu, segurando o braço dela. — Você está muito bonita.

— Oras, – ficou vermelha. — se você está dizendo, acho que posso acreditar. Vamos.

Seguiram até o carro dele que estava estacionado em frente ao seu prédio e entraram.

— Então, me conte sobre esse lugar que estamos indo. – pediu.

— Ah, o Mermaid Heel é legal, acho que você vai gostar. – mentiu na cara dura. — O gosto musical deles na maioria das vezes é muito bom, e o espaço é bacana.

— Você vai muito lá?

— Minha aparência já mostra o quanto eu sou baladeiro, certo? – ironizou e então ambos riram. — Conheci o lugar junto com uns amigos na época da faculdade, embora não possa mentir: ainda vou lá de vez em quando matar as saudades.

— E o quanto você consegue dançar? – ela mexeu as sobrancelhas.

— Não muito, admito. – deu de ombros. — Mas acho que dou pro gasto.

— Então será que o cavalheiro me daria a honra de uma dança esta noite? – era impressão sua ou a mulher estava flertando? Ele que não ia deixar a chance escapar.

— Lhe concedo com muito prazer. – sorriu enquanto desciam do carro após ter estacionado próximo a balada.

Ir aquele lugar já estava virando rotina, mesmo sem ele querer.

Passaram pela entrada e o moreno ouviu antes de ver Law rindo da sua cara do outro lado do salão. Aparentemente ele ficaria marcado por um bom tempo como Caçador de Dragões.

— Ora, oras, parece que o nosso querido Dragon Slayer voltou a ativa. – a bartender brincou lhe servindo duas doses de uísque. — Quem é o brotinho ali? – apontou para a mesa em que Yukino o esperava sentada.

— Não te interessa. – bufou ranzinza.

— Pra mim não muito, mas pra você aposto que interessa bastante. – piscou, rindo alto quando ele saiu de lá com pisadas fortes.

— Você parece ser bastante conhecido por aqui. – Yukino observou quando ele chegou à mesa após cumprimentar alguns conhecidos que provavelmente nunca se esqueceriam dele dançando pela pista como uma stripper.

— Eu te disse que vinha pra cá de vez em quando. – virou a dose de uma vez goela abaixo, sentindo a atmosfera o apertar. — Que tal aquela dança que você me chamou antes?

— Só se for agora! – a mulher se apressou e o seguiu em direção à pista de dança onde Save ME do BTS soava alta.

Se tivesse que enumerar, ele diria que perdeu as contas de quantas músicas seguidas eles dançaram, embalados por melodias mais agitadas e logo depois lentas. Por um momento ele sentiu-se completamente dentro da linha de visão daquela platinada que o envolvida com seu ar doce e alegre. Eles tentavam conversar em meio a música alta e, nas poucas vezes em que ouviam algo balbuciado pelo outro, só conseguiam rir.

Todavia, Gajeel tinha de conter os olhos de meramente piscar, porque isso o fazia adentrar em um universo completamente diferente, sua mente começava a lhe pregar peças e a instruir que saísse dali, que fosse a outro lugar, a procura de outra pessoa com um olhar totalmente diferente. Nas poucas vezes que isso aconteceu, ele teve de certificar que Levy não estava ali para vê-lo vacilar daquela forma.

Após mais algumas músicas e outras doses – ele teve de se segurar pois ainda teria que dirigir para casa – quando avistou uma coisa impressionante e ao mesmo tempo assustadora do outro lado da pista.

Minerva e Flare. Dançando. Juntas.

Aquilo só podia ser a encenação de um de seus piores pesadelos.

Como se tivesse lido seus pensamentos, a ruiva virou o rosto em sua direção no mesmo momento e para o assombro do moreno, não demoraram nem dois segundos para que o reconhecesse.

— Acho melhor a gente ir embora. – sussurrou/gritou no ouvido de Yukino.

— Por que?

— Não estou me sentindo muito legal. – mentiu na cara dura, já a puxando para fora sem olhar pros lados. — Você quer comer alguma coisa no caminho? – questionou ao entrarem no carro.

A mulher o olhava com uma expressão desconfiada, com certeza achando estranho esse mal-estar súbito de um homem grande como ele.

— Acho melhor não, já que você está mal. – respondeu colocando o cinto de segurança.

Desanimado depois de ter estragado um encontro que seguia às mil maravilhas, Gajeel conduziu o carro em duração ao apartamento dela.

Insatisfeito em deixá-la apenas na entrada do prédio, a seguiu pelas escadas com o intuito de entregá-la na porta de casa.

— Eu realmente quero pedir desculpas por isso. Eu estraguei com o clima da balada. – choramingou.

— Você quer dizer o encontro? – ela ergueu uma das sobrancelhas. Bem, aparentemente a noite não ia ter um final tão ruim.

— Então você também considerava um encontro? – segurou seu queixo e se aproximou. Estava na hora de acabar com joguinhos e dar o primeiro passo. Finalmente as coisas dariam certas por si mesmas e a McGarden sairia dali com a missão cumprida com sucesso.

Levy.

Buscou ignorar o pensamento, até que passos de uma pessoa que subia pelas escadas se aproximaram e os interrompeu.

— Yukino?! – o rapaz loiro questionou, surpreso. Os dois afastaram-se instantaneamente.

— Sting? — ela parecia mais surpresa ainda.

E de repente, toda cena ao seu redor ruiu. Gajeel conseguiu perceber, o universo, a história pela qual Yukino o trocava em meio às conversas. Um lugar do qual ele sabia que nunca faria parte.

Mas que o tal de Sting era a personagem principal.


Notas Finais


Heeey, espero que tenham gostado!
A quem me deu as sugestões sobre histórias pra mim ler OBRIGADISSÍMA
tô com apenas uma favoritada aqui no SS (por enquanto) e algumas que eu li... Bom, obrigada!
Se acharem algum erro ao longo do capítulo, me avisem
Beijos ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...