História A caçadora do amor - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Aquarius, Bickslow, Brandish μ, Cana Alberona, Erza Scarlet, Flare Corona, Gajeel Redfox, Gildartz, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Kinana, Laki Olietta, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Pantherlily, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Yukino Aguria
Tags Gajevy, Gale, Gruvia, Nalu
Visualizações 93
Palavras 1.721
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Pessoa especial


12. Pessoa especial.

 

Desesperançoso, Gajeel cumprimentou o porteiro ao chegar em seu prédio e optou por subir pelas escadas, tentando pensar em algo diferente da despedida conturbada que teve com Yukino.

Até o mais burro dos seres – vulgo Natsu – teria percebido o clima entre a branca e o tal Sting, ali havia muito mais história do que ele algum dia seria capaz de descobrir. Sem muitas opções, ele resolveu que era melhor ir embora e deixá-los a sós.

Massacrado após essa derrota incrível, ele conservava um pouco das forças somente porque sabia que Levy estaria em seu apartamento para recebê-lo. A essa altura o moreno não se preocupava mais se a mulher o aceitasse à base de risadas e chacota.

Pegou as chaves do bolso, mas antes mesmo que a colocasse no trinco, a porta foi aberta repentinamente por uma azulada grandemente afobada.

— Ouvi uns passos, achei mesmo que era você que tinha voltado.

— Uhum – concordou a olhando de esguelha com aquele cabelo azul todo bagunçado. Daquele jeito o mecânico só conseguia pensar em cenas obscuras, com ele em cima dela fazendo coisas mirabolantes. — As coisas não terminaram muito bem lá e…

— Depois você fala. – cortou, o puxando para dentro com força.

O que ele encontrou na sua sala foi uma cena bem diferente da que queria fazer parte – talvez dele e a McGarden compartilhando saliva –, porém em vez disso encontrou Natsu Dragneel e Lucy Heartfilia sentados em seu sofá com expressões altivas, conversando como se mandassem no lugar.

— Eles chegaram faz um tempinho. – Levy se colocou atrás dele. — Eu falei que avisaria quando você chegasse, mas eles insistiram em te esperar voltar.

— Olá Gajeel. – a loira sorriu e pegou a xícara de chá da mesa de centro com a maior naturalidade do mundo.

— Certo. – sentou perto deles no outro sofá, suspirando. Grunhiu para fazer Levy parar de servir aqueles dois folgados com os biscoitos dele e se sentasse ao seu lado. — O que vocês querem?

— Como foi seu encontro? – o rosado soltou enquanto brincava com as uma mecha do cabelo da namorada. Gajeel olhou de forma acusatória para a azulada.

— Faz um bom tempo que eles chegaram aqui, – a mulher encolheu os ombros. — A gente não tinha muito sobre o que falar.

— Normalmente pessoas estranhas conversam sobre si mesmas pra tentarem se conhecer, e não falam da vida dos outros. – mordeu a língua, se controlando para não cutucá-la ainda mais. — Tanto faz, o que vocês querem comigo?

Em silêncio, o casal se olhou por alguns instantes e depois começaram a sorrir como se tivessem encontrado uma mala de dinheiro no meio da rua destinado especificamente para eles.

— Você conta? – a loira questionou, cutucando a costela do homem.

— Nós… Nós estamos noivos. – o rosado compartilhou, sorrindo como uma criança que tinha acabado de ganhar doce.

— O que?! – impressionou-se. Ele sabia que Natsu tinha que dar um passo a mais referente a esse relacionamento, entretanto nunca imaginaria que seria um tão grande como aquele. — Você tem certeza? – indagou à loira.

— Com todas as minhas forças. – ela ergueu a mão direita, mostrando o anel delicado no dedo anelar.

— Isso… Isso… — não haviam nem palavras para descrever aquilo. Ele só conseguia catalogar o cara de cabelo rosa como uma pessoa de mentalidade infantil, porém agora o rapaz ia se casar! Não que considerasse totalmente impossível, mas pra quem tinha receado tanto tempo em apenas assumir uma relação a sério, casamento era… Surreal. — Você sabia disso? – olhou para Levy.

— Bom, você demorou pra chegar. Eles me contaram enquanto eu colocava água pra esquentar.

— É por isso que nós queremos que você a convença a ir ao nosso noivado. – Lucy declarou.

— Que papo é esse de noivado? Vocês já não estão noivos? – ficou claramente confuso.

— Pra mim sim. – Natsu fez uma careta. — Mas família de gente rica gosta de gastar dinheiro a toa e fazer festa pra tudo.

Lucy revirou os olhos.

— Papai quer tornar o compromisso oficial para os sócios da empresa. Eu falei pra ele que não vou convidar gente estranha pro meu casamento, então o que sobrou foi o noivado.

— Por que não chama eles pro chá de panelas? – o rosado grunhiu. — Eu já disse que não vou escapar sendo que fui em mesmo quem propôs o casamento, então pra que essa história de oficializar?

— Eu sei que você está sério sobre isso. – a mulher segurou mão dele. — Mas já conversamos sobre isso: se é importante pro velho Jude, vamos fazer a vontade dele só dessa vez. E mais: ele disse que vai nos presentear na lua de mel.

— Tudo bem. – o Dragneel assentiu com um biquinho. Antes que aquela se tornasse uma cena mais melosa e estranha, Gajeel resolveu intervir.

— É só pra isso que vocês se deslocaram até aqui?

— Bom, a gente não ia precisar gastar gasolina se você carregasse o celular. – Lucy sibilou.

— Você sabia que os meios de comunicação são pra usar? Na era mais globalizada o cara não checa o e-mail, Facebook, Twitter… – chegava a ser incrível Natsu saber sobre essas coisas.

— Se o querido não fizesse questão de sumir, nós não precisaríamos gastar tempo aqui. Mas já que estamos: leve Levy com você pelo menos no noivado, que é depois de amanhã.

Impressionado com a festa repentina – que eles logo explicariam ser o único dia próximo em que todos os sócios estariam na cidade – o moreno olhou para a caçadora que se manteve em silêncio durante todo o diálogo.

— Você não quer ir? – só ele sabia que depois daquele encontro fracassado tudo que queria era pelo menos comer alguns quitutes requintados junto dela. Depois desses dois meses, ambos precisavam disso.

A azulada hesitou.

— Depois de amanhã​… Eu vou estar indo embora, não tem como eu ficar. – mordeu o lábio inferior, o que lhe deixou com vontade de lambê-la. — Já tenho a passagem comprada com data marcada.

— Mas não dá pra mudar o dia?

— Isso custa dinheiro. Eles descontariam da minha comissão que não vai ser tão grande dessa vez. – ergueu uma das sobrancelhas. Vendo que a questão era dinheiro, virou-se para os outros dois.

— Não se preocupe com isso que eu resolvo. – garantiu à loira que parecia ter se afeiçoado grandemente com a pequena. — É só isso? – ele não gostava de aparentar estar espantando as visitas, mas realmente não estava com cabeça pra conversas.

— Acho que sim. – o casal se levantou. O moreno os acompanhou até a porta. — Prepare um presente bem bonito e caro pra gente.

— Que papo ridículo é esse?

— É óbvio que você deduziu que será um dos padrinhos, certo? – Lucy revirou os olhos. — Te esperamos lá na mansão, às duas.

Despediu-se dos dois, e suspirou de alívio ao fechar a porta.

— Como foi o encontro? – Levy questionou, recolhendo as louças da mesa de centro.

— Horrível. – ele não sentia a menor vontade de comentar sobre aquilo naquele momento. — Você realmente não quer ir? Parece que a Bunny Girl gostou de você.

— Eu já te falei q…

— Se a questão é dinheiro, eu pago. – ditou, sinalizando para que se sentasse ao seu lado.

— Você realmente tem tanto dinheiro quanto faz parecer?

— Bom, um negócio próprio só é bom se a gente pode esbanjar pelo menos de vez em quando. O que você acha?

— Bem… – a azulada realmente parecia tentada. Aparentemente havia gostado tanto de Lucy quanto a loira dela. — Acho que podemos tentar.

— Eu vou comprar as coisas pro café, vai se arrumando pra irmos no shopping. – já era o outro dia, estavam com o cronograma apertado pois tinham que comprar algum presente, mesmo que simples, para o casal de noivos e ainda um vestido igualmente simples para a azulada.

Tudo isso em um dia e ele ainda precisava passar Iron Dragon checar algumas coisas.

Caminhou rápido até a mercearia mais próxima disposto a comprar algumas coisas simples, pois comeriam um lanche no shopping – Levy o advertiu que ele vinha gastando muito dinheiro com ela sem necessidade, mas o homem não via o porquê e nem queria parar de fazer isso, desde que fosse com a azulada.

Estava na sessão de frios com uma caixinha na mão quando, ao virar para o lado, avistou Yukino no mesmo corredor, vindo em sua direção. Até quando o universo lhe meteria em encruzilhadas?!

— Olá. – ela parou na sua frente com as mãos para trás e um sorriso gentil.

— Oi. – respondeu desanimado.

— Você tem um minuto? – ele queria poder responder que não sem parecer grosseiro, mas não vendo outra alternativa, concordou.

Após pagarem suas compras, eles ficaram alguns instantes em silêncio próximos a mercearia chupando picolés.

— Então… – começaram.

— Tudo bem, eu primeiro. – ditou, já que não gostava muito de enrolação. — Eu não vou mentir: estou realmente interessado em você.

— E-Eu… – a mulher se encontrava realmente vermelha. — A recíproca é verdadeira.

— Não tanto. – jogou o palito na lixeira antes de se virar para ela com as mãos nos bolsos. — Você gosta daquele cara, não gosta?

— É só que… nós temos tanta história juntos. – desabafou finalmente. — Pensei que já tinha esquecido, mas quando o vi de novo eu percebi…

— … Que não tinha esquecido. – completou por ela. — Meu interesse por você acaba aqui. Não faça essa cara, as coisas não são tão fáceis assim, mas eu não sou o tipo de pessoa que fica interferindo na vida dos outros quando a pessoa obviamente ama de outro.

— Eu não disse qu…

— Abra os olhos: você ama. Eu tenho história com um monte de gente que ainda não esqueceu, mas ninguém me olha do jeito que você olhou para aquele cara ontem a noite. – o moreno  inclinou a cabeça e inspirou fundo. — Eu humildemente aceito minha derrota aqui.

— Você é um cara legal.

— Só pra levantar um pouco minha moral: eu concordo com você. – ambos riram. — E por isso, embora talvez me arrependa, não vamos perder contato, eu gostaria de ser seu amigo e provavelmente daquele loiro de farmácia.

Ela assentiu.

— Gajeel! – chamou quando ele já se distanciava. — Você… Você também tem uma pessoa especial, não tem? – o homem piscou algumas vezes em como ela conseguiu pressentir isso.

Naquele momento tudo que ele conseguia ver diante dos seus olhos e imaginar era um par de olhos castanhos e um sorriso radiante cercados por mechas azuis.

— Na verdade não. – a branca assistiu o moreno ir embora com um sorriso triste.

Não… Pelo menos ainda.



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