História A caçadora do amor - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Aquarius, Bickslow, Brandish μ, Cana Alberona, Erza Scarlet, Flare Corona, Gajeel Redfox, Gildartz, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Kinana, Laki Olietta, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Pantherlily, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Yukino Aguria
Tags Gajevy, Gale, Gruvia, Nalu
Visualizações 110
Palavras 2.496
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Trabalho inconcluso


13. Trabalho inconcluso.

 

— Vamos logo! – ele gritou da porta, apressando Levy que insistia em enrolar dentro de casa ao se arrumar.

— Você tem certeza que não vai ficar estranho eu aparecer assim, de repente? – questionou pelo que seria a milésima vez, saindo do banheiro.

— Tenho. Eu também não conheço metade dos bunda frouxas com os bolsos entupidos de dinheiro que vão estar lá, só o pessoal antigo da faculdade, e mesmo assim estou indo. A galera gostou de você, não se preocupe. – garantiu balançando as chaves do carro no dedo indicador.

— Não podíamos ir de metrô? – saíram do apartamento e seguiram para o estacionamento do prédio.

— Se você quisesse chegar lá amanhã: sim. – respondeu abrindo a porta do carro pra ela. — o trem só vai até certo ponto, depois teríamos que subir um morro de dois quilômetros. Não estou disposto a isso.

Seguiram até o endereço enviado por Natsu pelo whatsapp e toparam com a entrada de uma grande mansão cercada por um jardim muito amplo de grama verde.

— Eu sabia que o pai dela era bem de vida, mas não pensei que era tão rico assim. – a azulada comentou quando receberam a permissão para entrar o local com o carro.

— Bilionário na verdade. – corrigiu enquanto manobrava o carro. — E mesmo assim a loira optou por uma faculdade pública, deve ser difícil querer viver uma vida simples quando se mora numa casa dessas.

— Realmente… deve ser bem desagradável. – a mulher mordeu a própria língua. Era tão incrível ver que ao mesmo tempo em que ela e seus pais passavam necessidades, havia pessoas com tanto dinheiro assim.

— Vamos, já estamos atrasados vinte minutos. – chamou trancando o carro.

— Como estou? – indagou, desconfortável em estar num lugar tão chique quanto aquele.

Gajeel a observou. Não ia falar à caçadora que ela parecia um raio de sol que surgiu pra iluminar sua vida naquele vestido rodado e que sentia vontade de abraçá-la para a impedir de embarcar no vôo.

— Está bonita. – se conteve e mesmo assim ela ficou vermelha. — Não fui eu quem ajudou a escolher? Meu gosto é certeiro. – ignorou o comentário “menos para mulheres” feito por ela — Eu só não entendo qual a deles em pedirem pra gente vir de branco, eu lá tenho cara de quem usa branco? – atentaram para sua própria roupa: uma calça jeans e uma camisa, ambos brancos. Só de considerar o seu emprego, era difícil usar uma coisa tão clara sem estar suja de graxa por tanto tempo.

— Bem, eles devem ter um motivo pra isso.

— E aí vadios! – urrou ao chegar na sala onde seus amigos, e únicos conhecidos, estavam conversando.

— Pontualidade é seu sobrenome hein. – Erza sibilou da poltrona em que estava sentada.

— Faz mal pra gravidez ficar tão estressada por coisas bobas. – respondeu ao mesmo tempo em que abraçava e entregava seu presente para o casal de noivos.

— Eu sabia q-que você era… hic… a-a nova n-namorada do Gajeel. – exclamou Cana apontando para Levy. O moreno não conseguia acreditar na capacidade da mulher em ficar bêbada às duas da tarde.

— Ela não é. – para a sorte deles, quem veio ao seu socorro foi Juvia. Que estava muito próxima de Gray pro seu gosto…

— Falando nisso, agradeça ao seu pai por apresentá-la para nós. – jogou uma almofada na morena.

— Aquele Gildarts é f-foda… – cantarolou antes de afundar a cabeça no sofá.

Lucy apareceu no meio da roda com as mãos na cintura.

— Vocês poderiam, por favor, ir pra onde a festa tá acontecendo?

— Ninguém conhece as pessoas que estão lá. – expôs Jellal.

— A gente também não. – Natsu assumiu uma expressão de quem estava sendo torturado. — Eu não aguento mais aquele primo da Luce falando de contratos...

Rindo do desespero do casal, o grupo seguiu até o jardim dos fundos da mansão que, por pouca coisa, não superou o anterior. Por alguns minutos, eles conseguiram se manter civilizados na presença de pessoas do mais alto escalão social, porém logo sua verdadeira natureza barulhenta começou a se revelar e eles dominaram a festa.

Como que um sinal para irem embora, duas horas depois não havia ninguém além dos amigos mais íntimos do par de noivos que, após alguns drinks, se soltaram um pouco mais.

— E-Estamos todos combinando! – Cana gritou de um espreguiçadeira com uma garrafa de sake na mão.

— Espera, isso… – Gray analisou o pessoal todo vestido de branco pouco antes de Natsu chegar animado.

— O último primo chato da Luce acabou de ir embora. – comemorou com os braços pra cima. — Agora sim!

— “Agora sim" o que? –  Mira conseguiu perguntar pouco antes de ser atingida por uma bexiga com tinta bem nas costas, atirada por Lucy. — Esse vestido é novo!

— Eu sei. – a loira sorriu com uma arma de Paintball apoiada no ombro.

— Isso é guerra? – Erza ficou animada quando Natsu lhe presenteou com uma arma.

— Pelo jeito sim. – observou Levy ao receber um óculos de proteção.

— Agora eu entendi a desses caras. – Juvia exclamou.

Animados, eles mal perceberam mais uma hora passar enquanto se atacavam e sujavam na brincadeira.

Na hora de ir embora, Gajeel perturbou a todos até conseguir dois grandes pedaços de plástico para colocar nos bancos.

— Vê se agora para de encher o saco. – o advogado reclamou.

— Você tem uma mecânica pra isso!

— Se o Iron Dragon fosse pra isso, ele seria um lava car. — respondeu bufando e logo se despediu de todos, levando Levy consigo.

— O silêncio repentino chega a ser ensurdecedor. – a azulada comentou impressionada no meio do caminho.

— Esse pessoal faz a gente se acostumar com o barulho. – eles riram. — O que você achou?

— Eles são legais, eu gostei. Obrigada por ter insistido pra mim ficar. – o sorriso que ela deu lhe deixou tão encantado que ele teve que piscar duas vez para se obrigar a prestar atenção na avenida de volta.

Alguns minutos depois eles finalmente chegaram ao seu prédio e o moreno manobrou o carro até o estacionamento.

— Então… – começou, engolindo em seco sem saber muito bem o que falar.

— Então…

— Você vai embora amanhã.

— Ah, isso. Sim.

— E-Eu…

— Você..? – o incentivou.

Ele se virou para ela e segurou sua mão que estava apoiada no banco.

— Me desculpe por não ter colaborado antes com você. Talvez eu pudesse ter encontrado alguém e você…

— Nah, tudo bem. – apertou a mão dele. — Cada pessoa tem seu próprio tempo Gajeel, no final das contas isso era só trabalho.

— Sério mesmo? – se focou na face dela. A McGarden tinha tinta laranja na bochecha e verde no pescoço, mas nunca lhe pareceu tão bonita como naquele momento.

— Uhum. – o moreno se aproximou, apoiando o rosto na curva de seu pescoço. Não houve rejeição, o que lhe deixou extremamente agradecido e um pouco mais confiante.

— Então está tudo bem? – envolveu-a com os braços a aproximando o máximo fisicamente possível. Agora já não importava mais sujar os bancos e ter que limpar depois.

— Acho que sim. – sentiu a mão dela em sua nuca. Era como se uma corrente que acelera o fluxo sanguíneo estivesse correndo por todo seu corpo, como se Levy tivesse apertado algum botão para ligá-lo a vida mais uma vez.

Seu coração palpitou uma, duas… Tantas vezes que ele não sabia mais contar.

— Alguém mais vai saber disso? – a pergunta foi feita bem em seu ouvido, e o lugar próximo da mandíbula se aqueceu no mesmo instante.

— Você e eu já somos pessoas suficientes. – respondeu pouco antes de beijá-la, e então não havia mais nada no seu mundo, nem contrato, mulheres e encontros malucos ou ex-namoradas.

Só tinha Levy, Levy McGarden. Ela, Levy McGarden e ele, Gajeel Redfox.

Grudou-se nela o máximo que pode, boca, tórax, braços, pernas… Como se o planeta fosse despencar até o chão do espaço e eles tivessem pouco tempo de vida. Como se ela fosse embora daqui algumas horas.

Beijou-a com o desespero de quem estava se segurando há muito tempo, atirou-se com toda a paixão que possuía e agradeceu por sentir a mesma coisa vindo dela.

A única coisa que os fez para por ali, pelo menos no carro, foi a chegada de algum vizinho a algumas vagas de diferença.

Subiram direto pro seu andar, decidindo ignorar o porteiro dessa vez. Quem cruzou com eles no elevador podia dizer que havia um clima diferente entre essas duas pessoas que geralmente apareciam pelo prédio fazendo escândalo.

Gajeel nem bem trancou a porta antes de puxá-la para seu colo, enrolando as pernas em sua cintura e a levando até a cama, sem se importar com a sujeira que toda aquela tinta na roupa e corpo estava fazendo.

— V-Você… – a pequena murmurou numa pequena pausa. Aquele havia sido um beijo intenso. — Droga homem. – parou de falar ao sentir a mão sobre sua coxa direita escorregar até sua bunda. Jogou a cabeça para trás quando teve a língua dele passando pelo seu colo e a palma subindo cada vez mais.

Passou a desabotoar os botões da blusa do homem enquanto ele tirava suas sandálias e erguia seu vestido.

Beijou-o mais uma vez após passar o vestido pela cabeça ao mesmo tempo em que lutava para abrir o cinto dele e Gajeel tirava os coturnos.

— Estamos sujando a cama toda. – o mecânico murmurou com a boca bem próxima à dela. Debaixo de sua cabeça o travesseiro estava rosa chiclete.

— É com isso que você está realmente preocupado? – questionou o fazendo se aproximar dela o suficiente para que apertasse seu traseiro.

— Não. – deu uma risadinha e abaixou o sutiã dela rapidamente. — Na verdade estou impressionado em como eles cabem certinho na minha mão, você faz parecerem menores com as roupas que usa. – apertou um dos seios sem cerimônia.

— E-Eu… V-Você… – foi impedida de articular ao sentir, outra vez, a língua dele.

— Estou excitado demais, droga. Essa primeira vez vai ser meio rápida.

— P-Primeira..?! – parou de articular ao senti-lo se esfregando nela sem delicadeza.

O moreno estava realmente certo, aquilo não aconteceu devagar. Era como se ela tivesse despencado cegamente num precipício de prazer e tivesse afundado em um mar de êxtase uma, duas, ah… muitas vezes.

Prendeu-se nele com vivacidade sentindo que cada poro de seu corpo se ligava a Gajeel em uma linha inquebrável. Não devia ter feito isso, se vinculado desse jeito. Mas esse homem…

Que homem!

— Isso foi muito, muito bom. Uh. – ele respirou fundo e beijou seus​ dois pulsos antes de sair de cima dela.

— Realmente.

— … Pra uma primeira vez. – completou.

— Olha só você… – começou a repreendê-lo, mas foi interrompida quando o metaleiro a puxou para que subisse nele. — Mas já?! Mal se passaram sete min…

— Calada. – resmungou antes de beijá-la.

Não havia mais como fugir daquilo, ambos haviam cedido ao doce canto da tentação e agora se viam completamente envolvidos.

— “Coisas que tem para agradecer"?— Levy leu em voz alta uma última lista que tinha que preencher com as respostas do mecânico.

— Pelos seus peitos serem tão maravilhosos quanto sua bunda. – respondeu ao entrar no apartamento com uma pizza e um refrigerante que havia acabado de ser entregue.

— Você é um pervertido.

— Devemos ignorar certa pessoa que lambeu tudo isso aqui? – apontou para o próprio abdome. — E aposto que não era por causa do meu umbigo.

A caçadora ficou vermelha no mesmo instante.

— “Reclamações”?

— Você ir embora sete da manhã? – sugeriu ao mesmo tempo que trazia copos e pratos para a sala e colocava na mesa de centro. Ela negou, não podia escrever aquilo. — Então, melhorar no… – fez um sinal obsceno com a mão e a boca. Levy assumiu uma expressão abismada.

— Nós estávamos no chuveiro!

— Mesmo assim…

— Bom, você é o primeiro a reclamar de uma coisa dessas. E teria sido melhor se você não fosse tão apressado!

— Não posso fazer nada já que prometi a mim mesmo que te cobriria o máximo possível sendo que você vai ir embora daqui seis horas e vinte minutos. – contou ao se focar no relógio na parede.

— Cobrir com o que Gajeel? – lhe fitou com suspeita. Ele soltou uma risadinha ao dar-lhe um beijo e lhe entregar guardanapos.

— Me dê isso aqui. – pegou os papéis da mão dela e se apoiou na prancheta onde começou a responder o relatório. — Não fique me olhando, vá comer.

— É esquisito ver alguém​ fazendo meu trabalho. – a azulada comentou ao encher os dois copos com refrigerante.

— Na verdade eu só estou enchendo esse papel de baboseiras. – assumiu sorrindo. Ele sentia uma onda de bom humor passando por dentro dele naquele momento.

— Isso faz bem o seu tipo, com o que eu já tenho escrito sobre você isso vai se encaixar direitinho.

— Aposto que você não relatou o quanto eu sou maravilhoso quando não visto nada. – mexeu as sobrancelhas fazendo graça.

— Esse não é o tipo de coisa que se sai comentando por aí. – deu uma piscadela antes de morder a fatia de pizza que estava em sua mão.

— Pronto! – exclamou após terminar de preencher o papel e deixou as anotações sobre a inesquecível mala rosa, pegou o prato que não estava sendo usado e colocou duas fatias de pizza antes de sentar no sofá e trazer Levy para seu colo. — Então o que você vai comentar quando chegar lá? – retomou o assunto depois de mastigar.

— Sobre o quanto evolui nesse último trabalho, o quanto você melhorou mesmo não achando ninguém… – expôs, sentindo a mão dele entrando em seu short.

— E o que mais? – incentivou deixando o prato vazio de lado e passando a outra mão por debaixo da blusa dela.

— Você está com a mão engordurada e o hálito cheirando a frango teriyaki.

— Você realmente se importa com isso? – soltou o fecho do sutiã dela.

Levy suspirou. Pra alguém que era sempre muito articulada em brigas, ela vinha ficando frequentemente sem argumentos frente àquele homem.

E a mulher estaria mentindo se dissesse que se sentia totalmente derrotada. Afinal, ela se contentava em ser uma boa perdedora e em apenas aceitar ser envolvida pelos braços daquele homem que tinha conquistado tantas partes suas nesse tempo em que passaram juntos.

Permaneceu com Gajeel na cama até sentir que o homem dormia profundamente. Teve de persistir até conseguir se desvencilhar dos braços dele e sair da cama.

Em pouco menos de vinte minutos ela arrumou a sala, removendo qualquer resquício de que ela havia estado ali por dois meses inteiros e depois de alguns instantes a azulada já estava vestida, pronta pra ir embora.

Levy McGarden deixava em Tokyo uma missão não concluída e também um pedaço essencial de si com seu cliente.

Quando acordou, Gajeel imediatamente sentiu as pontadas no corpo de uma noite bem aproveitada e também muito bem dormida.

Bocejando, vestiu as calças e foi para a cozinha. Somente após um copo d’água e três bolachas água e sal ele se tocou que algo estava diferente na casa.

Indo até a sala, ele se deu conta que a grande mala rosa da azulada não estava no lugar do seu raque e não tinha nenhuma de suas roupas na lavanderia ou seus sapatos na soleira da porta.

Levy McGarden havia ido embora, levando consigo todas as suas coisas – um pedaço de Gajeel também – sem sobrar nenhum resquício além do seu cheiro na cama.


Notas Finais


Oii bbs, tudo bom com vocês?
Aposto que esse capítulo foi 'meio' surpreendente hahha
Pra constar, ele é penúltimo da história. O que quer dizer que o próximo é o último e que a história chega ao fim
Eu gostaria muito de saber se estou postando pra pessoas vivas e se vocês estão gostando ;)
O próximo capítulo pode demorar um pouco pq tenho alguns compromissos e só tenho ele até a metade. Então já vou pedindo perdão se a postagem atrasar
Beijos ♥


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