História A caçadora do amor - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Aquarius, Bickslow, Brandish μ, Cana Alberona, Erza Scarlet, Flare Corona, Gajeel Redfox, Gildartz, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Kinana, Laki Olietta, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Pantherlily, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Yukino Aguria
Tags Gajevy, Gale, Gruvia, Nalu
Visualizações 127
Palavras 2.456
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heeeeey
Aquela aflição de lançar o capítulo depois do prazo AAAAAH (por isso não gosto de prazos), mas como eu já tinha avisado: ele estava em processo de criação e eu precisava entrar no clima pra escrever
Não vou falar muito aqui, mas espero que vocês gostem e quero dizer que fico muito MUITO feliz e agradecida por todos que acompanharam e comentaram ao longo da fanfic

Boa leitura!

Capítulo 15 - Loucura


14. Loucura.

 

Dois meses depois...

— E então? – Rogue perguntou ao se sentar.

— Então o que? – sorveu um pouco de suco. Estavam comendo na praça de alimentação de um shopping no centro de Sapporo.

— Como estão as coisas? O pessoal está perguntando bastante por você depois que saiu da empresa.

— Bom, eu fiz as provas discursivas semana retrasada. – começou a contar — E daqui quinze dias vão sair os resultados, mas estou confiante… Não querendo me gabar, mas aqueles devem ser os melhores textos que eles vão ler na vida.

— Nada humilde. – ele riu. — Então, eu tenho algo pra te perguntar…

— Pode falar. E não pegue minhas batatas!

— Então… Você e o tal Gajeel… – coçou a nuca e mexeu as sobrancelhas, num tom conspiratório.

A azulada se engasgou.

— E-Eu e Gajeel?! De onde você tirou uma ideia dessas?!

— Qual é, Levy? Nós somos pagos pra perceber esse tipo de coisa.

— Não tem nada pra perceber. – a mulher tentou disfarçar o nervosismo tomando um pouco de suco, mas as bochechas tingidas de vermelho a denunciaram.

— Não mesmo? Então por que vocês não paravam de se olhar? – insistiu no assunto.

— Porque eu o conhecia há mais tempo, é normal que ele estivesse mais acostumado a falar comigo.

— Você sabe de que tipo de olhar eu estou falando.

— Engano seu! Não faço a menor ideia à que você está se referindo.

— O tipo de olhar que diz: se não tivesse ninguém aqui, eu tirava sua roupa e fodia o dia inteiro.

— Credo Rogue! – armou uma careta, entretanto não negou.

— Nem tente me enganar, você sabe que eu não caio nos seus joguinhos. – começou a gesticular. — Mas não se esqueça que o contrato já acabou, e que logo você vai se mudar pra Tóquio para cursar a faculdade… Vocês podem acabar se encontrando.

— Isso não vai acontecer.

— Tem certeza? – ela não o respondeu. Ainda tinha medo de pensar em como iria agir quando partisse para a outra cidade, pois sabia que haveria um ímã que a atrairia para os lugares que Gajeel frequentava.

Só de pensar nele seu corpo começava a se aquecer por dentro e sua garganta a secar.

— Esse silêncio me diz muita coisa. – seu amigo continuou, terminando de roubar todas as batatas da bandeja.

— Não faz diferença, não aconteceu e nem vai acontecer nada. – mentiu descaradamente. Em sua mente ela mal podia contabilizar quanta coisa tinha ocorrido.

— Ah, aconteceu sim. E se eu fosse você não ficaria tentando negar. – Rogue a olhou com atenção por alguns instantes e então suspirou. — Eu sei que você nem mesmo cogitaria a ideia de se envolver com um antigo cliente, mas eu sei que esse cara mexeu contigo. Não sou de incentivar esse tipo de coisa, mas você passou por muitos perrengues pra deixar pra lá.

— Você está me dizendo pra investir em Gajeel, Chaney?

— Longe de mim querer deixar Jet e Droy tristes lá na empresa. – lançou uma piscadela. — Mas fazia um tempo que eu não te via daquele jeito.

— Que jeito? – mexeu-se desconfortavelmente na cadeira.

— Apaixonada. Como uma garotinha.. – terminou rindo, indo embora sem escutar os protestos dela.

Bem, a azulada se sentia muito mal por mentir assim na cara dura para um de seus amigos mais próximos. Mas não tinha como contar que, além de se envolver sentimentalmente com Gajeel, também havia dormido com o homem. Essa questão estava fora de cogitação.

Entretanto, não tirava a razão de Rogue.

Ela sabia que nada a impedia de chegar em Tóquio e ir diretamente para a casa do mecânico e se jogar em seus braços, implorando para que a envolvesse pelo menos mais uma vez, além do medo.

Muita coisa havia acontecido em apenas dois meses. Tudo tinha sido intenso demais para tão pouco tempo a ponto de mexer com a cabeça de alguém que se julgava, até pouco tempo atrás, extremamente racional. Naquele momento mesmo uma parte de Levy sentia uma falta imensurável do moreno a ponto de quase fazê-la chorar.

Dormir com ele foi a gota d'água que faltava para tudo transbordar. Nem mesmo com seus antigos e poucos namorados ela havia sentido algo como aquilo mesmo diante do ápice de suas paixões.

O Redfox a fez mergulhar num estado de paixão profunda que a fazia ficar sem jeito e extasiada, desencadeado uma fome por ele que a deixava sem palavras sempre que a imagem dele vinha a sua mente.

Chegava a ser vergonhoso quando lembrava do seu percurso inteiro até chegar ao aeroporto pra ir embora. Chorou como uma criança no banco de trás do táxi, impelida por uma vontade absurda de continuar nos braços dele.

Levy McGarden era durona, responsável. Sabia que nem todos os seus clientes conseguiriam alguém no tempo estipulado, mas sempre fazia o máximo possível para tudo ocorrer bem. Entretanto, ela ficava dividida entre a decepção de não ter concluído uma missão e a satisfação enorme de não ter encontrado ninguém para ele.

Só ela sabia – e provavelmente ele também – o quanto tinha ficado desesperada internamente quando o Redfox surgiu falando sobre Yukino e suas expectativas que tudo daria certo. Foi como se um balde de água fria tivesse sido jogado bem na sua cara, deixando-a dividida entre ajudar ou não. Ela estava tentando disfarçar a paixão descarada que estava crescendo, porém ficou com ciúmes, muito ciúmes da mulher que ele mesmo havia escolhido.

Agora, nada podia pôr em xeque a sensação que teve ao dormir – transar, fazer sexo, amor, ou seja qualquer outro termo que preferir – com ele. Era como subir até o céu e pisar em cacos de vidro ao mesmo tempo. A mulher sabia o quanto ia sair ferida daquilo, e mesmo assim seguiu adiante, incentivando-o a grudar-se nela o máximo que o tempo permitisse. Ela foi gananciosa marcando território no pouco tempo que estiveram juntos, enquanto dizia a si mesma que estava tentando ajudá-lo, uma parte individual de sua mente planejava os maiores artifícios para que ninguém o conquistasse além dela.

Ele era bonito demais pro seu próprio bem, todos sabiam que se quisesse encontrar alguém de verdade, o Redfox conseguiria. Tinha testosterona e beleza suficiente pra isso, e mesmo assim ele optou por ninguém e Levy ao mesmo tempo.

O impasse entre cooperar com ele pra achar sua outra metade da laranja ou conquistá-lo foi totalmente quebrado quando ela foi embora, decidindo por uma outra alternativa bem diferente das estipuladas. Largar Gajeel sozinho após terem tido uma das melhores noites que ela podia se lembrar em toda sua vida era destruidor. A mulher estaria mentindo se negasse que sentiu vontade de largar tudo apenas para ficar mais alguns minutos com ele.

No final de tudo o tiro havia saído pela culatra. Levy McGarden se encontrava ardentemente apaixonada por seu antigo cliente, e sem concluir sua última missão.

— Preciso falar com você. – Lily surgiu no seu escritório de repente, sem bater na porta e jogou um envelope na mesa.

— O que é isso? – franziu o cenho pegando as folhas de dentro e as analisando.

— Reclamações. – o ex-lutador falou após fechar a porta e sentar na cadeira a sua frente. — O que tá acontecendo cara? Esses erros aí são todos seus, e nós sabemos que você não é disso.

— Não é nada. – mentiu ao passar as mãos pelo rosto. Nem mesmo ele acreditava que tinha dado um bola fora desse tamanho. — São quantas?

— Três, se a gente considerar a daquela velha de cabelo rosa. – Phanterlily lhe olhou com atenção ao mesmo tempo em que o Redfox batucava na mesa. — Você parece com a cabeça cheia esses tempos, tá precisando de umas férias?

— Não tenho tempo pra essas coisas. – de mau-humor, Gajeel colocou as folhas novamente no envelope.

— Não mesmo, mas se for pra ficar desse jeito, é melhor arranjar. – o outro levantou-se, pescando a sobrecarta de suas mãos. — Eu vou resolver isso aqui, e você resolve seja lá o que estiver acontecendo na sua cabeça. Faça isso o mais rápido possível. – ditou antes de sair da sala.

Gajeel suspirou, sentindo-se o pior tipo de perdedor existente na face da Terra. Tudo bem se sentir frustrado com o que vinha acontecendo, mas errar no que ele mais sabia fazer e ainda prejudicar os outros? Isso era imperdoável.

Ele tinha noção de que não estava nada bem, o fundo do poço era um ponto muito alto na sua perspectiva. Levy McGarden havia partido e simplesmente levado sua vontade de viver, era deplorável.

Havia pensado que estava bem depois que ela foi embora, mas após se passarem apenas dois dias ele começou a sentir os fortes sintomas de uma crise de abstinência. Não sentia fome, não dormia, e enrolou o máximo de tempo possível para trocar a fronha do travesseiro que estava com o cheiro do shampoo dela. Ficava sentado no sofá com a coluna reta imaginando a maldita mala pink no canto da sala e ela surgindo repentinamente com uma nova ideia maluca para se tornar um galanteador.

A mulher era tão sádica que chegava a ser engraçado. Passou dois meses no seu pé, enchendo o saco para que se apaixonasse por alguém, que ele mal percebeu – até ela meter o pé na estrada – que a azulada o havia feito se apaixonar por ela própria.

Gajeel era sensato e, pelo menos para si mesmo, não mentia. Sabia que aquilo não era uma simples quedinha de colegial que acabava quando a menina mudava de cidade. Haviam se passado outros dois meses e onde ele estava? Sonhando acordado com fios de cabelo azuis, perfume com cheiro de baunilha e um par de coxas torneadas envolvendo sua cintura para que se aproximasse ainda mais.

Nunca foi um pervertido convicto e não pensava só naquilo, mas agora tinha noção de que, talvez, dormir com a McGarden não foi uma boa ideia e que aquele beijo no Mermaid Heel tinha sido apenas um chamariz inescrupuloso.

Depois da transa o mundo pareceu mais real, como se antes ele tivesse olhando para tudo com uma lente embaçada na frente dos olhos. As coisas ao seu redor tinham se tornado mais coloridas, mas havia também a dor constante que fazia parecer que ele vinha sendo apunhalado nas costas contínua e insistentemente. Levy havia se incrustado no seu coração como uma farpa debaixo da pele, daquelas que não saem de jeito nenhum.

Comparando esse novo mar de sentimentos com os antigos relacionamentos – Cana, Kinana e até mesmo Laki, que foi com quem teve algo mais sério –  nunca sentiu algo como aquilo.

Era aflitivo, em todo lugar que ele olhava Levy parecia estar, mas não estava de verdade. E isso o devastava de uma forma que ele próprio chegava a se impressionar. Gajeel se perguntava quanto tempo mais demoraria para que ele se rendesse e começasse a chorar como uma menininha.

Seu orgulho de homem achava-se completamente reduzido e rendido para uma mulher bonita. Se fosse possível, seus pensamentos poderiam chegar ao ponto de  materializa-la. O cheiro, o cabelo, o rosto sorridente, os lábios rosados, o corpo aveludado… Era só fechar os olhos que ele conseguia vê-la por detrás das pálpebras no mesmo instante.

— O que você quer agora?! – grunhiu quando Levy parou na frente da televisão, onde mais um episódio de House of Cards passava.

— Que você colabore. – ela havia chego há uma semana e eles estavam naquele impasse estúpido de que se ele ia se empenhar ou não.

— Pode ser depois? – questionou jogando pipoca em sua direção.

— Não. – ela cruzou os braços e tentou assumir uma expressão séria, mas só conseguiu ser engraçada. A mulher tinha chegado há pouco tempo, porém já despontavam os sinais do quanto ela era bonita e interessante.

— Certo, merda. – resmungou, desligando a televisão e colocando o balde de pipocas de lado. — Me diga o que você quer.

— Fazer alguns exercícios pra que você consiga entender o que está implícito em sua conversa com as mulheres.

— Antes de tudo uma pergunta: qual o objetivo disso tudo?

— Fazer você se apaixonar, encontrar seu verdadeiro amor. Achei que estivesse bastante explícito.

— Isso está, a questão aqui é: por quê? Por que isso tudo? Por que uma empresa maluca resolveu que essa era uma boa ideia?

— Porque se apaixonar de verdade é bom..? – ela sugeriu, meio incerta por ele falar com tanta avidez.

— Eu estou bem desse jeito.

— Você acha que está, mas pode ficar melhor ainda! Encontrar uma pessoa que goste de você de verdade é a melhor coisa que você pode sentir. – os olhos dela brilhavam, a deixando ainda mais bonita do que era normalmente.

— E você já arranjou alguém assim?

— O assunto aqui não sou eu. – ela hesitou — Quem gastou dinheiro foi você.

— Já te falei que isso não vai adiantar. O que você quer?

— Realmente? De verdade? De tanto que você anda me estressando, eu quero que você se apaixone de verdade. Quero que goste tanto de uma pessoa, que seu peito chegue a doer, que você sinta uma corrente elétrica passando por seu corpo sempre que a ver, que seja capaz de fazer alguma loucura só pelo que está sentindo por ela! – na hora, aquilo lhe pareceu tão absurdo que ele começou a rir.

E onde ele estava agora? Palmas para a McGarden, que merecia ser ovacionada por essa atuação incrível. Todos os seus sentimentos agora se prostravam e se rendiam ante as palavras dela.

A mulher só havia esquecido de lhe avisar sobre a dor permanente causada pela partida dela, a despedida silenciosa, a saudade angustiante. Em sua cabeça surgiam ideias mirabolantes, perguntas sem respostas. O que teria acontecido se ele tivesse sido sincero com os dois antes, e revelado aquele mar de sentimentos?

Queria poder ter aproveitado melhor o tempo deles, voltar aqueles sessenta dias e, no momento em que ela aparecesse sentada em uma mala rosa na frente de sua porta, beijá-la com todo seu coração, fazer a cabeça da mulher girar assim como a sua, abraçá-la com o corpo e a alma, conquistá-la de pouquinho em pouquinho, até que ela não quisesse mais ir embora.

Era coisa demais – paixão demais – por uma pessoa que ele havia conhecido há apenas quatro meses.

Abriu a gaveta e tirou de lá o cartão rosa e vermelho que ele tinha achado dentro do bolso de uma de suas calças, onde a logo da Hunters of love se destacava.

Titubeou por alguns instantes ao encarar o cartão. Ele tinha que dar um jeito naquilo, não podia continuar daquela forma, trabalhando todo errado e dando prejuízo pros outros. Permaneceu ali enquanto inúmeras imagens apareciam em sua mente e uma ideia bastante clara tomava forma.

Repentinamente, mais animado, ele se levantou.

— Bickslow, chame o Lily! – exclamou ao abrir a porta.

— Precisa de toda essa animação? Cara maluco. – reclamou ao se dirigir a oficina.

— Sim, afinal vou fazer uma loucura. – sussurrou para si mesmo com um sorriso nos lábios.

Levy McGarden havia, definitivamente, concluído seu trabalho.

 

Não vou desistir de nós
Mesmo que os céus fiquem furiosos
Estou te dando todo meu amor

 

FIM


Notas Finais


E então?! ~desviando de pedradas e armas potencialmente perigosas~ se eu vou deixar o final inconcluso assim? VOU
antes de tudo, ele não é pra avacalhar vocês, e sim porque eu sempre gostei de finais assim. Eu realmente quero que vocês, leitores, criem um vínculo com a história, e que se sintam uma parte dela, por isso deixo em vossas mãos imaginar o final que desejarem e o desenrolar perfeito pra vocês mesmos. Se eu tenho um final? Tenho, mas talvez acabasse por decepcionar alguém e não satisfazer vocês
Pra me sentir menos vacilona, a fanfic vai ter um Epílogo, porém ainda não há data prevista (já que ainda tem que ser escrito), mas uma hora ele aparece
Enfim, eu espero que tenham gostado e se sentido uma parte dessa história bobinha! Quero agradecer, de volta, a todas as pessoas que acompanharam e me deram forças com os comentários. Vocês não sabem o quanto me deixaram felizes ;')
Beijos no coração e até algum futuro projeto!


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