História A Caminho Da Vingança - Capítulo 13


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Tai um cap bem grandão para vcs darlings <3

Capítulo 13 - Capítulo 13


Fanfic / Fanfiction A Caminho Da Vingança - Capítulo 13 - Capítulo 13


Adam " on "
Segunda-Feira 08:00 da manhã.
Eu não havia entendido o porquê da Anne ter ficado tão nervosa ontem depois que eu havia dito aquilo para ela, então para poder quebrar aquela situação constrangedora eu e ela decidimos organizar a casa para a chegada da minha família, e isso acabou custando as minhas costas e o meu nariz. Acordo sentindo todo o trabalho de ontem afetar o meu corpo, tomo um banho quente e me troco, vou até a cozinha e lá eu a encontro fardada.
-Você de fato não consegue ficar parada.
Digo assim que a vejo.
-O tempo não para, e eu preciso o acompanhar. 
Ela diz bebendo um pouco do suco que estava em seu copo.
-Ok.
Digo me sentando a sua frente na mesa.
-Se hoje eu tiver boas notícias no trabalho eu irei falar com o Mr. Willians. 
Ela diz e eu a encaro.
-Falando nisso...
Coloco um pouco de café em minha xícara.
-Eu fiz uma surpresa para você, então assim que você chegar do trabalho você me diz se a surpresa foi boa ou não.
Tomo um pouco do meu café e ela me encara.
-Odeio surpresas, elas foram feitas para deixar as pessoas nervosas, descontroladas e ansiosas, mas...
Ela dá uma mordida em um pedaço de bolo.
-Eu vou me controlar. 
Ela se levanta pegando a sua mochila.
-Tchau.
Ela diz pegando a chave para sair.
-Tchau.
Pego um pedaço de bolo e então ela sai pela porta da frente.
Flashback " on "
Sábado 17:00 da tarde.
-Vamos até o Morgan. 
John diz caminhando e eu o acompanho.
Vamos até um corredor onde tinha apenas algumas mesas afastadas das demais, encaro a única mesa vazia e o nome que estava nela " Anne Miller “. Vamos até o final do corredor e no fim dele havia um escritório e uma mesa no canto.
-Então é o seguinte...
Ele para um pouco distante da mesa onde estava uma senhora, provavelmente a secretaria do Morgan.
-Eu vou avisar que você está aqui, mas caso ele não queira te receber você finge ser louco e vai entrando direto.
Ele diz olhando para os lados.
-Ok.
Digo e ele vai até porta do escritório.
-John.
Digo e ele para com a mão na maçaneta.
-Obrigado.
Digo e ele me olha.
-Eu também estou aqui pela Anne.
Ele sorri de lado e então ele abre a porta ainda me olhando.
-John.
Ouço o Morgan dizer do outro lado e então ele entra fechando a porta.
" Desgraçado "
Alguns segundos depois ele sai fazendo um sinal para eu entrar.
-Boa sorte.
Ele diz ao passar por mim.
-Olha a porta está aberta.
Digo ao entrar na sala.
-Eu poderia te prender agora mesmo Mr. Coleman.
Morgan diz sem me olhar.
-Não se de o trabalho.
Digo e então ele me olha.
-Serei breve.
Digo me sentando em uma poltrona que havia em frente a sua mesa.
-Creio que você já saiba que a Anne está agora em um hospital e por esse motivo ela falou nesses dias.
Digo e ele junta as mãos em cima da mesa.
-Sim, eu fiquei sabendo. 
Ele me encara.
-Estou aqui porque tem alguns atestados pendentes e eu não quero que isso seja um motivo para descontarem do salário dela.
Entrego a papelada para ele.
-Claro.
Ele olha os papeis.
-Você estava com ela nesse dia certo?
Ele me mostra o atestado falso do dia em que a gente foi até a casa do Carter.
-Sim.
Respondo.
-O que ela tinha no dia?
Ele pergunta me testando.
-Ela não sabia ao certo, por isso fomos até o hospital, o resto da história você já sabe, ela acabou indo para lá por outro motivo.
Digo e ele se inclina para trás em sua poltrona.
-Como você pode ver nesse atestado e nos seguintes, os níveis de glicose dela estavam alterados, e nesse...
Aponto para o atestado recente dela.
-Veio a péssima notícia de que ela tem diabetes tipo 1.
Digo e ele olha para os atestados que estavam em sua mesa.
-Isso pode prejudicar o serviço dela.
Ele diz massageando as têmporas.
-Não se ela se cuidar, aposto que tem várias pessoas aqui que tomam remédio controlado, no caso da Anne será da mesma maneira só que com uma seringa.
Digo e ele me olha.
-Entendo.
Ele encara o chão.
-Tenho muito o que pensar agora Mr. Coleman.
Ele diz e então eu me levanto.
-Claro.
Caminho até a porta e então eu saio.
" Flashback off "
Anne " on "
Chego até a porta do departamento e então eu conto até 5 antes de adentrar o local, e assim que eu entro todos os olhares vem para cima de mim, passo por todos eles e então eu vou em direção a sala do Morgan, cumprimento a July a sua secretaria e então eu bato na porta.
-Entre.
Ouço ele dizer, respiro fundo e então eu entro.
-Anne.
Ele diz surpreso.
-Morgan.
Digo indo em sua direção.
-Achei que iria demorar um tempo até você voltar à ativa novamente.
Ele diz indicando a poltrona a sua frente e eu me sento.
-Você me conhece, sabe como as coisas funcionam para mim.
Digo e ele sorri mostrando mais a suas rugas.
-Sim, e é bom que você esteja aqui, pois precisamos conversar.
Ele passa a mão pelos seus cabelos grisalhos e eu o e encaro seria.
-Eu preciso me desculpar com você, o Coleman esteve aqui para entregar os seus atestados e eu pude comprovar que você estava falando a verdade, sobre não ter nenhum tipo de problema com o Carter.
Ele diz sério e eu me arrumo na poltrona.
-Ultimamente isso tudo tem estado uma loucura, os policiais estão fazendo muitas loucuras.
Ele suspira.
-Eu não pude deixar de pensar que você estava tramando algo, pois você é a pessoa que mais me dá trabalho nesse departamento.
Ele ri.
-Mas tudo isso já está esclarecido. 
Ele pega a sua xícara de café em mãos.
-Então eu só preciso saber como as coisas irão funcionar a partir de agora depois desses acontecimentos e descobertas.
Ele bebe um pouco do seu café.
-Creio que nada vai mudar, eu sei que o fato de agora eu ser considerada uma pessoa " doente " é preocupante, mas eu só preciso tomar mais cuidado do que o normal.
Digo e ele me encara.
-Então você tem certeza disso?
Ele pergunta.
-Tenho.
Respondo.
-Então bem-vinda de volta Miller.
Ele diz me entregando uma papelada, o encaro por alguns estantes e então eu pego a papelada em mãos.
-É um peixe grande.
Ele diz e eu olho detalhadamente o novo caso que agora eu tinha em mãos.
-Então agora eu tenho um parceiro?
Pergunto vendo o nome do John ali.
-Você não achou que eu iria deixar você cuidar desse caso sozinha não é mesmo?
Ele pergunta rindo.
-Não.
Respondo.
-Só é engraçado você ter dado esse caso para o John também.
Digo e ele sorri de lado.
-Ele me pediu para colocar você nessa. 
Ele diz e eu o encaro.
-Ok.
Digo me levantando.
-Então eu vou começar.
Digo, pois eu não iria fazer mais perguntas.
-Anne?
Ele me chama e paro já em frente a porta.
-Você fez falta.
Ele diz e eu assenti demonstrando ter entendido o recado.
Saio da sua sala me controlando para não pular de alegria, enfim o velho iria parar de me encher e assim a minha única preocupação seria o Carter, caminho pelo corredor para chegar até a minha mesa, mas eu paro assim que eu vejo o John se aproximar.
-Pelo jeito você já ganhou o seu.
Ele diz levantando uma papelada em mãos.
-Você não é o único que é importante aqui.
Digo e ele ri.
-Pelo o que eu já sei alguém muito importante quer que esse caminhão saia para a Califórnia o mais rápido possível. 
Ele diz andando agora na mesma direção que eu estava.
-Temos que descobrir onde será o ponto de partida e o horário. 
Digo e ele me olha.
-Tenho alguns contatos.
Ele diz.
-Ótimo.
Digo parando em frente à minha mesa.
-Vamos começar.
Ele pega uma cadeira e a coloca em frente à minha mesa.
-Ok.
Digo me sentando em minha cadeira e então começamos o trabalho.
Segunda-Feira 13:00.
Eu me dei um tempo assim como o John, estávamos a horas investigando e até agora o contato do John só tinha nós dado a garantia de que ele iria fazer de tudo para descobrir o local de onde o caminhão iria sair com os 500 kg de droga. Eu e o John estávamos até agora pesquisando nomes de traficantes que provavelmente haviam pedido para levarem o caminhão para o exterior, estávamos também pesquisando alguns galpões abandonados, pois nós dois iriamos organizar grupos de policiais para invadirem eles, mas nós não éramos de ferro então a gente deu um tempo, ele saiu primeiro para almoçar e eu fui em seguida. Peguei a minha mochila e fui em direção a porta, mas eu acabei parando em frente a ela quando eu escuto um grito e uma movimentação estranha na área das celas temporárias, vou até a minha mesa e então eu deixo a minha mochila em cima dela, pego a minha arma e então eu vou em direção a movimentação, passo por alguns policiais e então eu vejo a July sendo feita de refém por um homem que nitidamente era para estar preso, um de seus braços estavam em volta do pescoço dela, em sua outra mão estava uma arma e a algema quase caindo do seu pulso.
-Eiiii.
Digo passando pelos policiais.
-Calma.
Digo com as mãos para cima e agora ficando à frente deles.
-FICA PARADA.
Ele grita agora apontando a arma para mim e eu paro ficando um pouco distante dele.
-Vamos resolver isso.
Digo o olhando.
-Peça para eles abaixarem as armas. 
Ele diz tremendo.
-OU EU ATIRO NELA. 
Ele grita apontando a arma de novo para a cabeça da July e ela se segura para não gritar também.
-Abaixem.
Digo de costas para eles, mas eu consigo escutar o barulho de suas armas sendo postas no chão. 
-Nós vamos resolver isso.
Pego a minha arma lentamente.
-Não vamos?
A coloco no chão o olhando e ele assenti.
-O que você quer? 
Pergunto.
-Eu quero um carro me esperando.
Ele me encara.
-Eu vou embora.
Ele diz alterado.
-Ok, vamos lhe dar o carro. 
Digo e ele me olha desconfiado.
-Mas só se você soltar ela, você de todo modo está no controle da situação, você é o único que está com uma arma, então vamos...
Me aproximo.
-Deixa ela.
Digo estendendo minha mão e os olhos dela estavam lagrimejados.
-Ok.
Ele diz a soltando.
-Vem July. 
Digo e ela pega a minha mão e eu rapidamente à coloco atrás de mim, eu tinha uma arma reserva e eu ia usa-la, mas o cara olha para algo atrás de mim e então ele me puxa me fazendo agora ficar na mesma situação em que a July estava, encaro a minha frente vendo uma das novatas com a arma apontada para ele.
-VOCÊS ACHAM QUE EU SOU IDIOTA?
Ele grita agora me enforcando com um braço.
" só podia ser brincadeira  eu acabei de sair do hospital e agora eu tinha um maluco atrás de mim com uma arma na minha cabeça ".
-HEIN?
Ele se altera e então a arma é engatilhada e pressionada contra a minha cabeça e isso fez os policiais se exaltarem.
-Anne.
Ouço o John gritar entre a multidão e logo eu o a visto.
-Solta ela.
Ele diz agora a nossa frente.
-AGORA.
Ele grita vermelho de raiva apontando a arma na direção da cabeça do cara.
-O CARRO PRIMEIRO.
O cara grita me enforcando ainda mais e então eu penso rápido.
-JOHN.
Grito e ele me olha, faço o gesto de atenção usado pelos militares e ele entende que eu vou agir.
-Diga adeus ao seu namora....
Não o deixo terminar, seguro a sua mão e faço ele larga a arma, ele me enforca com os dois braço e então eu piso no seu pé, ele arfa de dor e então em seguida eu lhe dou uma cotovelada na barriga ele me solta indo para trás me jogo no chão e então um tiro é dado, olho para o John e ele abaixa a sua arma, assenti demonstrando estar grata e então ele sorri aliviado em troca, ele vem até mim me ajudando a levantar, olho para o cara que estava agora com um um tiro na perna e então eu encaro cada policial que estava ali.
-Quem foi o policial responsável para colocar esse lixo na cela?
Pergunto quase em um grito e com isso eu consigo a atenção de todos.
-Foi eu detetive.
A mesma novata que havia apontado a arma para ele antes da hora diz dando um passo à frente, só hoje ela havia cometido dois erros graves.
Agora eu entendo o que o Morgan quis dizer com " isso tudo está uma loucura, os policiais estão fazendo muitas loucuras ".
-E o que você fez de errado Ms. Smith?
Pergunto vendo em seu crachá.
-Eu o algemei com as mãos dele estando para a frente, eu ia o colocar na cela quando a July passou.
Ela diz envergonhada.
-Sempre algeme o detento com as mãos dele estando para trás.
A encaro.
-Sempre, pois essa foi uma das primeiras regras que a gente se aprende quando começamos o treinamento e se você é incapaz de lembrar disso por favor pegue o seu distintivo agora e o deixe na mesa do Morgan, pois em uma situação assim poderia ser eu ou a July sagrando agora nesse chão.
Digo e ela abaixa a cabeça.
-Mas agora eu não vou descutir a sua conduta, pois esse é o trabalho do Morgan, nesse momento eu quero que você ajude os nossos cavalheiros com esse merda e depois...
Ela me olha.
-Eu quero que você faça um chá para a July.
Digo e ela assenti.
-Estamos entendidas.
Digo por fim e ela vai em direção ao cara para ajudar, passo a minha mão pelo rosto e em seguida eu a encaro, elas estavam tremendo, mas não era por medo ou nervoso, encaro o relógio vendo que já estava mais do que na hora de tomar a minha dose de insulina do dia, por um momento me sinto zonza e eu pensei até que eu iria cair no chão, sinto uma mão ser posada sobre as minhas costas e então eu olho para o lado vendo o John me encarar com uma expressão preocupada.
-Você está bem?
Ele me pergunta.
-John eu preciso da minha mochila. 
Digo e ele segura o meu braço agora ficando de frente para mim.
-O que tem nela? 
Ele pergunta sério.
-Insulina.
Respondo e ele fica tenso.
-Vamos buscar.
Ele diz pousando novamente a sua mão em minhas costas e então eu o guio até a minha mesa, estávamos já no corredor, mas eu acabei parando no meio dele, vejo tudo girar e quando menos espero ele me pega em seus braços, o olho surpresa e ele me olha nos olhos, eu nunca estive tão próxima dele como eu estava agora, entrelaço os meus braços em volta do seu pescoço e então eu vejo tudo girar novamente, pouso a minha cabeça sobre o seu peito e eu fecho os olhos. Ele começa a andar e instantes depois eu ouço uma porta sendo aberta, abro os meus olhos lentamente e ele já estava na enfermaria, ele me deita sobre a maca e eu cubro os meus olhos com o braço, ouço o barulho dos armários sendo abertos e alguns palavrões saindo da boca do John.
-Achei.
Ele diz depois de um tempo.
-Insulina regular.
Digo o olhando e ele fica sério.
-Essa é a NPH.
Ele me mostra o frasco e eu nego com a cabeça, ele volta a mexer nos armários e depois de um tempo ele se aproxima com o frasco e a seringa.
-Quanto?
Ele pergunta.
-Metade.
Respondo e então eu estico o braço e com o outro eu cubro novamente os meus olhos, ele injeta a insulina e assim que ele a retira ele coloca um band aid no lugar.
-30 Minutos até começar a fazer efeito. 
Digo agora o olhando.
-Podemos esperar.
Ele se senta no chão me olhando.
-Não.
Me sento na maca com dificuldade, pois a minha tortura estava passando aos poucos.
-John?
Oliver diz entrando.
-Fala.
O John diz massageando as têmporas.
-Está tudo bem?
Ele olha para nós.
-Está.
Respondo colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.
-Então...tá.
Ele diz desconfiado.
-Eu dei uma pesquisada no que você me pediu.
Ele entrega uma papelada para o John.
-Obrigado.
O John agradece, ele assenti e depois se retira.
-O que é?
Pergunto.
-É o nosso mapa. 
Ele diz me mostrando uma rota.
-Quando?
Pergunto e ele olha em mais alguns papeis.
-Eles vão sair na segunda que vem a noite. 
Ele me olha e eu desço da maca, já sentindo a tontura passar.
-Então temos praticamente uma semana para organizar uma emboscada e descobrir quem mandou esse caminhão sair de Londres.
Digo estendendo a minha mão e ele a pega, o ajudo a se levantar e então ele me encara.
-Antes de tudo eu vou te pagar alguma coisa para comer, a gente merece depois disso tudo.
Ele sorri.
-Ok, então vamos.
Sorrio para ele e então a gente sai da enfermaria em direção a um restaurante japonês.
Segunda – Feira 19:00 horas da noite.
Assim que eu e o John voltamos ao departamento a gente chamou alguns policiais de confiança para nós ajudar na emboscada e também nos ajudar a descobrir quem é que mandou esse caminhão sair para a Califórnia, com o passar dos anos eu descobri os acordos que a polícia ( o Morgan ) tinham com os traficantes, eles poderiam vender a suas drogas a vontade por aqui por Londres, mas só por aqui, onde eles pudessem ficar " à vista ,na cabeça do Morgan isso era estar no controle da situação, na cabeça dele essa era a melhor maneira porque ele acha que a polícia não iria dar conta deles, pelo simples fato de alguns policiais estarem trabalhando para os dois lados, mas para mim tudo é possível basta ter força de vontade, coisa que o Morgan não tem por ser um velho covarde, ele se acomodou com isso é agora o que ele considera " controle " está saindo de suas mãos.
Eu estava agora na frente do escritório do Mr. Willians, bato na porta e ele me permite entrar, e assim que eu o faço ele se surpreende ao me ver.
-Nada de armas.
Levanto as minhas mãos.
-Depois daquele dia eu pude concluir que eu posso ter uma conversa civilizada com você. 
Digo me sentando em uma cadeira a frente da sua mesa.
-Isso é bom.
Ele junta as mãos sobre a mesa.
-Então você está aqui para ter uma conversa mais civilizada comigo?
Ele pergunta.
-Pode se dizer que sim. 
Me encosto na cadeira, e então eu o encaro.
-Naquele dia eu o pedi somente a planta da casa, mas você acabou me dando mais que a planta, você me deu relatórios feito por você e algumas plantas das propriedades do Carter, você me disse que você sentia que era a coisa certa a ser feita e eu estou confirmando isso agora.
Digo e ele retira os seus óculos.
-Eu conheço um policial de longe, conheço os acordos entre a polícia e o Carter.
Ele me encara.
-E eu também sei como as coisas estão ultimamente, eu sei quem quer o bem e quem quer o mau e você...
Ele aponta para mim.
-No momento em que você me pediu a planta da casa dele eu soube que você iria fazer o certo, eu soube que você tinha um bom plano, e para ser sincero, eu fico feliz em fazer parte dele, pois um velho como eu não tem mais nada a perder. 
Ele diz e eu sorrio vitoriosa.
-Eu fico feliz em ouvir isso, e uma coisa eu posso lhe garantir, quando tudo isso acabar você não irá mais fazer casas e boates para mais algum traficante de Londres.
Digo e ele sorri.
-Mas para que isso aconteça eu preciso de informações, informações que só você pode dar.
O encaro e ele fica sério.
-Então me diga Mr. Willians, você já foi esse ano fazer a sua vistoria na casa do Carter?
....
Adam " on "
Segunda-Feira 20:00 horas da noite.
Eu havia chegado da loja a algum tempo, tomo um banho quente e decido ir comprar algo para o jantar, optei por macarrão pelo fato de ter um restaurante Italiano aqui perto, preparo os dois lugares na mesa e então eu espero por ela.
Segunda – Feira 20:30 da manhã.
Eu estava agora em meio ao corredor lendo o jornal de hoje, pois eu não consegui ler de manhã, e eu só estava parado em pé agora em meio ao corredor porque uma matéria havia me chama a atenção, havia um psicopata a solta que estava matando prostitutas de madrugada, e o mais bizarro era que em todo local do crime se tinha um bilhete escrito " Vadia impura ", eu nunca vi Londres tão " agitada " nesses últimos tempos. Ouço o barulho da porta e logo em seguida a Anne chamar pelo meu nome.
-Estou aqui.
Digo terminando de ler a matéria, ouço os passos dela e então eu encaro a minha frente ainda com o jornal em mãos, ela para no início do corredor e então eu sorrio para ela.
-Como foi?
Pergunto e ela corre até mim.
-Eu ainda vou te dar um tiro.
Ela diz pulando em mim e eu a abraço fazendo os seus pés sair do chão.
-Você pode fazer isso quando tudo acabar.
Digo em seu ouvido.
-Acredite eu vou.
Ela diz agora em meu ouvido, a coloco no chão e então nós nos olhamos.
-Ele me pediu desculpas e me colocou novamente nos casos.
Ela diz e eu sorrio vitorioso.
-Surpresa. 
Sorrio para ela e ela ri.
-Você podia me contar assim eu podia atuar melhor.
Ela diz.
-Se ele deixou você voltar à ativa isso significa que você fez a lição de casa direitinho. 
Digo.
-Ainda bem, porque hoje graças a você eu tive uma prova surpresa. Ela diz e eu a encaro rindo.
-Eu vou tomar banho para a gente jantar.
Ela diz saindo em direção ao quarto.
Segunda – Feira 21:00 horas da noite. 
Eu havia esquentado a comida, esperei pela a Anne ja sentado na mesa, pois eu estava checando alguns e-mails e um deles era da Vanessa.
" precisamos da lista de convidados "
Suspiro ao ler aquilo, a pior parte era saber quem convidar, pois quando você trabalha com negócios tudo é marketing,  desligo o notebook assim que escuto a Anne se aproximar, e assim que eu a vejo eu por pouco  não solto um palavrão, pois ela estava extremamente sexy com uma camisa " GG " e meias nos pés, ela estava com o cabelo molhado e com os óculos que quase nunca ela usava para que eles não quebrassem, ela estava...
Natural, muitas das mulheres tinham que usar uma lingerie ousada para conseguirem ficar sexy, mas a Anne, ela só tinha que ser ela e estar confortável.
-Tudo bem?
Ela pergunta ao se sentar à minha frente.
-Está, eu só estava vendo alguns e-mails.
Respondo ao me levantar e pegar o macarrão no micro-ondas.
-E pela a sua cara era notícias da loja.
Ela diz e eu a olho agora colocando o seu prato na mesa.
-Desde quando você passou a me conhecer tão bem?
Pergunto me sentando a mesa junto com ela.
-Convivência é a palavra chave.
Ela diz então nós começamos a comer.
-Eles vão chegar à noite.
Digo depois de um tempo.
-Vou pedir para sair mais cedo.
Ela me olha.
-Não precisa.
A encaro.
-Temos um plano agora Adam.
Ela se levanta pegando o seu prato.
-Terminou?
Ela pergunta e eu assinto.
-Eu fui ao escritório do Mr.Willians.
Ela pega o meu prato e vai em direção a pia.
-Ele vai ir à casa do Carter amanhã. 
Ela se encosta na pia para me olhar.
-Eu pedi para ele escrever uma carta dizendo tudo o que ele acha que eu deva saber.
Ela suspira.
-Então depois disso ele vai ir embora daqui por um tempo, até tudo enfim acabar.
Ela me encara.
-Certo.
Assinto a olhando.
-Certo.
Ela se vira e então ela começa a lavar a louça.
....
Anne “ on ”
Terça-Feira 01:00 da madrugada.
Depois que eu terminei de lavar a louça e o Adam terminou de secar, eu e ele fomos a sala e então nós começamos a assistir um pouco dos noticiários, e embora estivesse cedo ainda eu estava me sentindo cansada, me despeço do Adam e então eu vou em direção ao meu quarto. Retiro a minha camisa, pois eu notei ter um pouco de molho de tomate nela, visto uma regata e então eu coloco a minha camisa para lavar. Me deito na esperança de dormir rápido, mas a minha tentativa falha, vou até a cozinha e pego uma garrafa d’água para mim, encaro o relógio e nele se marcavam 01:00 da madrugada, volto ao meu quarto e então eu deixo a garrafa em cima da cabeceira, visto a minha manta de inverno por cima do ombro e então eu vou em direção ao quintal, e assim que eu chego lá eu vejo o Adam sentado fumando no banco de jardim que o meu pai havia transformado em um balanço.
-Insônia?
Pergunto assim que eu me aproximo e ele me olha.
-Pode se dizer que sim.
Ele diz e eu me sento ao seu lado.
-E você?
Ele pergunta.
-Estou na mesma.
Digo fitando o céu.
-Você fuma?
Ele pergunta me oferecendo o seu cigarro.
-Eu fumava.
Digo e então ele também encara o céu.
-Hoje o céu está cheio de estrelas.
Comento.
-A noite está linda.
Ele também comenta sem me olhar, e eu percebo que alguma coisa estava o incomodando.
-Nervoso por causa de hoje?
Pergunto me referindo a sua família.
-Também.
Ele responde e volto a olhar o céu.
-Eu vi acidentalmente a cicatriz da qual o Victor comentou.
Ele diz e eu não o olho.
-Não sabia que você era do tipo que gostava de espionar mulheres enquanto elas tomam banho.
Brinco e ele ri sem humor.
-Você estava vestida.
Ele diz para me tranquilizar.
-Ele tem apenas 6 anos Adam.
Digo.
-E ele tem câncer de pulmão, ele desabafou comigo e me disse que se sentia excluído por ser a única criança a ter mais cicatrizes que o normal, eu falei da minha para ele não se sentir único nesse sentido, claro que eu inventei o fato de eu ter “ganhado” a minha em uma briga de bar, mas foi porquê eu não gosto de falar a verdadeira história.
Encaro as minhas mãos.
-Você não gosta de falar sobre isso ou você não quer que as pessoas saibam?
Ele pergunta e eu o olho.
-Os dois.
Respondo.
-Você me disse que talvez um dia você iria me contar a história, e bom...
Ele pausa.
-Eu quero saber, pois de uma certa forma eu me preocupo.
Ele me olha nos olhos e eu volto a encarar o céu fazendo com que o silencio pairasse no local.
-Foi assim que eu nasci....
Começo depois de um tempo.
-Os médicos suspeitavam de um suposto sopro no meu coração, na época tudo era mais difícil então os anos se passaram.
Pauso.
-Com 6 anos de idade eles confirmaram as suas suspeitas através de alguns exames, então quando eu fiz 7 anos de idade foi necessário a cirurgia, essa cicatriz é maior do que o normal porque na época tudo ainda era novidade.
Coloco uma mexa de cabelo atrás da minha orelha por conta do vento.
-Tudo acabou correndo bem então eu só tinha que tomar cuidado para não passar por grandes emoções.
Rio sem humor.
-Então sabe como eu soube que tudo estava de fato bem?
Pergunto agora olhando para o Adam e ele me olha.
-Não.
Ele responde e eu volto a fitar o céu.
-Um ano depois eu vi os meus pais serem mortos na minha frente, cortaram a garganta dos dois e depois derem vários tiros de metralhadora neles só para ter certeza que eles iriam de fato morrer, eu não podia passar por grandes emoções porque os médicos achavam que a fenda podia se abrir, mas eles estavam errados.
Digo encarando as minhas mãos novamente.
-Eu sinto muito.
Ele me olha.
-Não sinta.
O olho com um sorriso fraco nos lábios e ele me puxa para um abraço de lado, de início eu fico surpresa, mas eu acabo cedendo, abraço sua cintura e então eu apoio a minha cabeça em seu peito sentindo o cheiro do seu perfume, ficamos ali sem dizer nada, apenas fitamos o céu estrelado, até que o sono toma conta de mim e a única coisa que eu me lembro é de meus cabelos serem acariciados e de ouvir:
-Tudo está prestes a acabar Anne.
........
Contínua?
 


Notas Finais


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