História Á Caminho Do Inferno - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Inuyasha
Tags Cultura Japonesa, Inuyasha, Personagens Originais, Universo Alternativo
Visualizações 6
Palavras 1.191
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Luta, Saga, Violência

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Lágrimas de Cristal


Fanfic / Fanfiction Á Caminho Do Inferno - Capítulo 3 - Lágrimas de Cristal

A hanyou sabia que ficar naquela casa lhe era perigosamente errado, foi sabendo disso que decidiu que partiria após sua refeição. Ela foi até o lado de fora da casa e sem alarmes, preparou para voltar ao longo caminho, porém, a criança veio chorando à seus pés pedindo que ficasse com eles, ele dizia que ela teria um lar e não precisaria ficar sozinha, mas seu medo mesmo era que algo ruim acontecesse com seus avós assim que ela partisse.


— Vovô gostou de você! – Gritou a criança, entre um soluço e outro. — Não vai embora, você pode ficar aqui e ser feliz! – Ele agarrou-na pela calça e chorou, ele acreditava fielmente que coisas ruins aconteceria com seus avós, ele queria que eles ficassem bem, mesmo que significasse viver com um demônio em sua casa. A hanyou apenas o envolveu em um abraço e ele deixou de chorar desesperadamente, a olhando agora.
— Eu sei que você ainda é muito pequeno para entender as coisas... mas não posso ficar. – Disse a garota, sorrindo gentilmente para a criança que voltaria a chorar desesperadamente. — Você não sabe, mas eu sei: você se preocupa muito com sua família e quer o melhor para eles.... isso significa que você quer que eu fique e os proteja, não é?
— Você é muito forte! Você pode ajudar o vovô, a vovó e os outros da vila com os homens malvados que sempre vem aq- – Ela o interrompeu.
— Você se tornará forte, um dia, e não precisará mais de mim. Eu sei que irá.
 

A hanyou se afastou da criança e com um salto, alcançou uma árvore na floresta próxima da vila e de lá seguiu sua viagem. O menino não soluçava, mas ainda escorriam lágrimas de seus olhos, ele olhava para a floresta enquanto a procurava quando sua avó veio a lhe acariciar a cabeça, ela explicou que humanos e youkais são criaturas distintas e que viver juntos é algo que traria problemas. "Por que ela não pode ficar?", murmurara a criança, quase tão silenciosamente quanto seus pensamentos, ela ainda era pequena e inocente de mais para entender as complicações da vida.

Já longe daquela vila, distante de todos os olhares enojados dos homens e mulheres que sabiam sobre suas origens, a hanyou parou sobre um galho. Diferente te outras ocasiões, ela estava feliz: fazia tempo que não conversava com alguém, desde aquele acontecimento.

Quando fechava seus olhos, diferente dos outros que sentiam uma imensa paz interior, em meio ao silêncio do exterior, ela ouvia gritos de desespero, rugidos de feras e passos desesperados de homens e cavalos. Não havia paz quando fechava seus olhos, havia somente tormento e nada mais do desespero. Ela lembrava vagamente daquela noite toda vez que fechava seus olhos, por isso, evitava dormir o máximo que conseguia suportar, mas àquela noite era diferente, ela estava exausta por conta da longa viagem e não aguentou ficar acordada por mais tempo, logo dormiu naquele mesmo galho.

~

Acordo com um rugido que me desperta e com doces mãos me balançando sutilmente, assim que abro meus olhos, vejo uma mulher de longos cabelos negros em minha frente, desesperada: minha mãe. Ela gritava para que eu levantasse de minha cama enquanto eu claramente ouvia gritos ao lado de fora, lhe perguntei o que estava havendo quando sua face ficou triste. Esta era minha primeira lembrança.

Lembro-me perfeitamente agora, ela agarrou minha mão e pediu que eu corresse, me levou até o lado de fora de nossa casa e correu para longe, naquele mesmo instante que ela saiu me arrastando pelo braço, uma enorme criatura de pele vermelha caiu sobre nossa casa e a quebrou. O céu estava vermelho como se estivesse sangrando, a luz do sol já desaparecia no horizonte assim como as muitas vidas dos homens que morava ali. Assim que levanto a cabeça, vejo algo que parecia com um enorme e longo pescoço de serpente, seu rugido era alto e claro, aquilo fez meu ouvido doer tanto que lembro de ter chorado. Maldita noite foi aquela, minha mãe sempre era vista com seu sorriso quente, ela era a pessoa que sempre esteve ao meu lado, sempre me amou, sempre cuidou de mim independente de como eu tenha nascido, ela foi a única que me viu como uma pessoa, não como um monstro.

Minha mãe me levou até uma pequena casa na borda do vilarejo, eu pude ver pessoas tentando fugir e serem devoradas por seres ao qual eu não sabia na época que eram como eu, ela me levou ao fundo da casa e me colocou em um pequeno local, "Fique aqui e seja uma boa menina", falara ela, com seus lábios sorrindo mesmo quando deveriam estar tremendo em meio às lágrimas que escorriam por seu rosto, lembro-me de ela ter falado "Mamãe verá como sair daqui, assim que eu arrumar uma forma, virei te buscar..." e assim ela se levantou para partir.

Eu me agarrei em seu longo kimono florido e a atrapalhei, eu disse chorando para minha mãe "Eu estou com medo, mamãe. Você vai ficar bem?" e ela parou de sorrir, agora só me olhava com aqueles olhos de tristeza, ela sentiu algo que eu não consegui sentir. Ela se ajoelhou e me abraçou com força, eu a senti tremendo durante aquele abraço, eu queria que o tempo parasse assim que senti que ela tentava partir, "Eu sinto muito, meu bem... eu sinto muito...", disse ela, agora com tristeza na doce voz quem sempre possuiu, "Quero que feche os olhos e fique aqui até não ouvir mais nada... adeus, filha...." , e assim que ela disse aquilo, ela pegou uma parte do teto e cobriu o local.

Eu ouvi gritos desesperados e rugidos ferozes por muito tempo, aquilo parecia não ter um fim, eu estava cansada e queria dormir, mas aquilo tudo fazia com que eu ficasse acordada, e tudo que pude fazer era ouvir à todo o caos que acontecia do lado de fora enquanto desejava que tudo aquilo terminasse. Quando pensei que aquilo era interminável, eu ouvi pela primeira vez um silêncio que tomou toda minha alma, eu não ouvia mais nada: gritos ou rugidos, eu somente ouvia o vento.

Eu empurrei a madeira de minha frente quando descobri que ela era leve, lembro de ter visto minha mãe fazer esforço para mover aquilo quando percebi que aquela era minha força demoníaca. Assim que a madeira caiu ao chão com um alto estrondo, me vi no que seria o que sobrou da vila, tudo imerso em cinzas. Estava extremamente claro, o céu parecia tão branco quanto meu cabelo, imaginei ter quase me cegado com toda aquela luz depois do tempo que passei nas sombras. Assim que saí do abrigo que minha havia feito para mim às pressas, vi que aquele kimono florido que ela usava havia me coberto, talvez isso que me protegeu dos youkais carniceiros, eu sabia que nunca mais veria minha mãe a partir daquilo, mas meu coração se recusava a aceitar que ela nunca mais voltaria, foi àquela noite a última vez que eu a vi.... mas ainda sabendo disso, a esperei voltar durante os próximos 2 dias



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