História Á Caminho Do Inferno - Capítulo 4


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Categorias Inuyasha
Tags Cultura Japonesa, Inuyasha, Personagens Originais, Universo Alternativo
Visualizações 3
Palavras 1.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Luta, Saga, Violência

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Olhos Cruéis


Fanfic / Fanfiction Á Caminho Do Inferno - Capítulo 4 - Olhos Cruéis

Após passar por aquela irritante tormenta de suas memórias, a hanyou acordou. A densa luz do sol peneirava entre as folhas do bosque e iluminava o solo com tons esverdeados, estava profundamente calmo. Ela ouvia o som do vento a balançar as folhas e dos animais que moravam por lá, até mesmo sentiu uma brisa refrescante que trouxera o cheiro das flores, naquele momento, a hanyou se levantou do galho que usou como cama. Ela adorava flores, sempre lhe recordava dos bons tempos que passou ao lado de sua mãe.

Ela caminhou em direção contrária ao vento, queria chegar até o campo de flores para assim sentir um pouco de paz. Caminhara por algum tempo e finalmente chegou em seu destino, mas, algo lhe fez recuar, havia algo dentro de si que parecia alertar sobre um perigo e ela sentia esse perigo: havia um homem parado em meio ao campo de flores brancas, usando alguns kimonos elegantes e protegido por uma armadura de metal negro, costumeiramente encontrada em armaduras demoníacas, além de tudo isso, ela sentiu o cheiro daquele homem, era cheiro de daiyoukai e ele também tinha o cheiro parecido com o da morte que sempre lhe seguia. Aquele homem pareceu ter sentido sua presença e ela confirmou assim que sua voz surgiu, quebrando a harmonia do som do vento.


— Quem é você? – Perguntou o youkai, sem nem mesmo virar seus olhos para olhá-la. A hanyou não lhe respondera, tinha medo de ter que o enfrentar em seu estado, que certamente lhe atrapalharia. Ela decidiu tentar escapar deste antes que fosse tarde demais, mas um chicote de luz rebateu em uma das árvores e a derrubou quase em cima da jovem. — Ouça quando os outros falarem contigo, hanyou.
 

Ela se virou para olhá-lo frente-a-frente, não parecia querer falar nada para este youkai, estava intimidada com o olhar cruel do homem e sabia que se o aborrecesse, acabaria sendo morta por ele. Aquele homem parecia examiná-la minunciosamente, cada vez mais parecendo odiar ela sem que esta soubesse o motivo, foi quando ela decidiu olhá-lo em seus olhos aos quais eram muito semelhantes aos que ela possuí. Havia uma pequena diferença entre seus olhos: os da hanyou eram cheios de compaixão e medo, os olhos daquele youkai carregavam frieza e confiança. Ele demostrou um certo olhar de vergonha e desprezo ao ver aquela hanyou, como se soubesse algo que nem mesmo ela sabia, esta decidiu perguntar o porque ele a olhava assim quando ele deu as costas e caminhou, indo embora sem lhe dizer nada. A hanyou perguntou o porque dele partir sem lhe fazer nada, ainda com medo do que aconteceria, porém, foi totalmente ignorada por aquele e sentiu o desprezo que ele obviamente sentia por esta apenas por sua natureza humana. Aquilo a incomodou, fazendo com que ela criasse um pouco de coragem e o bloqueasse, o homem agora parecia irritado com aquela ousadia de uma mera e insignificante hanyou.


— Saia! – Bradou o youkai, furiosamente. Sua voz parecia com um raio, era alto e assustadora, mas ela tinha seus motivos para ficar.
— NÃO! – Respondeu a garota, ainda um pouco assustada. Sua voz iniciou-se em um grito alto, mas ao decorrer de como observava os olhos do youkai à sua frente faiscando em fúria, seu tom abaixou gradualmente. Ela sentiu que seria cortada ao meio por aquelas garras, foi justamente neste momento que suas pernas tremeram e ele percebeu seu medo. — Eu... eu sinto que... – Gaguejava ela, tremendo como um cão assustado. — .... eu não te conheço... mas me lembro de ter... te visto antes...
— Insolente! – Rosnou o youkai, em ira. — Não me faça perder mais tempo com tolices inúteis! Eu, Sesshoumaru, não ando com hanyous insignificantes como você!
 

Sesshoumaru passou por ela apenas pelo fato desta não apresentar ameaça nenhuma. A hanyou sentiu-se ignorada outra vez e aquilo a aborreceu, pior do que ser atacada por um inimigo é ser ignorada e poupada por um inimigo por este sentir pena em atacar alguém muitas vezes mais fraco. A hanyou apertou seu punho com força, pela primeira vez em sua vida, ela sentiu um sentimento novo: ódio.

Esta pegou uma pedra em meio às flores e mesmo sabendo que não resultaria em nada, ela a lançou em direção à Sesshoumaru. O youkai deslizou a mão sutilmente e criou um chicote de luz, o mesmo que a quase acertou anteriormente, este reduziu aquela pequena pedra em cinzas ainda no ar dentro de um curto tempo. Ela ficou impressionada com a percepção deste e acabou se distraindo, quando então percebeu que este já estava de frente para ela, ele era extremamente rápido, ao que ela percebeu, além de muito mais forte do que ela conseguia imaginar. Sesshoumaru lhe acertou um forte golpe em sua face e a lançou em meio ao campo florido, ele iria embora após aquilo quando percebeu que ela estava rindo.

~Sesshoumaru

"Como ela pode estar rindo após isto?", pensei assim que a ouvi se levantar. Aquela hanyou sorria para mim de forma estranha enquanto avançava suicidamente. Não sei o que ela tinha em mente para querer me afrontar daquela forma, mas eu soube que teria de matá-la se quisesse prosseguir.

Preparei minhas garras para lhe cortar quando então esta desviou, como eu pude errar aquele golpe? Foi então que percebi que estava a ajudando a desenvolver sua percepção, embora fosse somente uma hanyou, ela demostrou ter facilidade em aprender coisas novas sobre si mesma. "Sua aparência é muito semelhante ao de InuYasha, o hanyou que sujou o sangue de meu pai.", pensei enquanto batalhava inutilmente contra aquela garota, vi que seus passos pareciam cada vez mais rápido como se estivessem se adaptando, naquele ritmo, ela ficaria melhor do que o ser inútil que começou esta batalha. A olhei em seus olhos e facilmente os reconheci, aqueles olhos eram muitos parecidos com o de meu pai, até mais que os olhos daquele outro hanyou ou mesmo os meu, estava claro que ela herdaria mais a aparência de meu pai.

Ela possuí muita coragem em me enfrentar, ou talvez ela era idiota e buscava morrer, mas algo nela parecia me mudar, a forma como sorria toda vez que eu lhe golpeava era algo que eu não conseguia compreender, mas senti que era aquilo que ela queria, aquela hanyou queria que eu lhe golpeasse, queria sentir a dor de meus punhos, "Por que os filhos daquela humana são tão estúpidos?", permiti-me pensar aquilo. Finalmente a hanyou enfraqueceu, estava lenta como era antes daquele acontecimento ridículo que me fez perder tempo, foi quando percebi que ela sangrava de uma ferida em seu corpo, ao qual não fui o causador. "Ela estava batalhando mesmo com uma ferida dessas? O que ela estava pensando quando decidiu me atacar?", pensei. Vi aquela hanyou caindo ao chão, sujando algumas das pálidas flores com o vermelho de seu sangue, que criança tola. Pouco me importava o que ela queria comigo, aquilo não era um problema meu e eu não me envolveria em assuntos de pouco valor.

~

Sesshoumaru se virou de costas para ela e partiu silenciosamente, deixando nada mais do que a trilha de seu cheiro youkai por onde já não estava mais. O vento parecia soprar mais forte para refrescar e amenizar a dor que a hanyou sentia, respirar lhe doía o peito de forma insuportável, estava tão exausta que quase não lhe restara energias para falar nada.


— Sesshoumaru... – Sussurrou a hanyou, mesmo sabendo de que ele havia partido. — Eu... não esquecerei de seu cheiro.... ele é.... tão doce.
 



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