História A Canção dos Fogos de Inverno (Interativa) - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags As Crônicas De Gelo, Castelos, Colegial, Dragões, Fantasia, Fogo, Guerra, Guerra De Magia, Interativa, Magia, Misticismo, Morte, Originais
Exibições 27
Palavras 1.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem desse capítulo. Inicialmente, eram dois, mas ficaram tão curtos que decidi unir tudo nesse aqui.

Capítulo 19 - O Caminho até a Porta


A infância de Bella estava reservada à Black Gwora. Sempre foi muito sozinha, pois o seu poder afastava as pessoas que tentava se aproximar. Havia apenas um que não tinha lhe abandonado.

O garoto se chamava Wesley e vinha de uma família tão pobre quanto a da Bella. O seu nome era Wesley, e era dois anos mais novo que sua amiga. Ele era alto, com cabelos cor de mel, e, até alguns dias atrás, Bella podia jurar que os dois iriam se casar quando crescessem. Era o décimo aniversário de Isabella Mackenzie quando vários garotos a assustaram, fazendo uma rodinha e lhe atirando pedras, que cortavam e arranhavam sua pele. A sujeira ficava impregnada no coro, que ardia feito fogo na jovem menina.

Ainda não havia sangrado* como uma mulher e já gritavam enquanto a apedrejavam "PUTA, PUTA!", e ela não podia fazer nada, ou iria ferí-los. Nunca machucara ninguém com sua magia, mas insistiam em chamá-la de aberração, de bruxa e de demônio, e depois vinhas as pedras, aquelas malditas pedras.

Ela era sempre o alvo, e eles nunca paravam. Toda semana - toda merda de semana - jogavam mais e mais, deixando-a como uma leprosa. O que mais doía não eram os machucados, muito menos a água fria, depois, que tocava cada ferida e lhe dava um arrepio no coração. O que mais doía não eram os apelidos e xingamentos.

O que mais doía era que Wesley participava, também, e as suas desculpas pareciam mais falsas a cada semana.

- Me desculpe, Bell - ele dizia. - Se eu não fizer, vão me apedrejar também. Vão me chamar de amigo da bruxa.

- E você não é? - perguntou ela, uma vez. O olhou com indiferença, pois podia jurar que ele diria "não".

- Você não é uma bruxa. - E sorriu. Depois disso, ela o perdoou, e finalmente começou a amá-lo. Seu pai morreu com seus quinze anos, congelado, e a sua mãe ficava cada vez mais paranoica, pensando que foi sua própria filha. Logo, Bella não apanhava apenas das crianças, mas da sua mãe também.

- BRUXA! - ela sempre dizia. - ASSASSINA!

Mas a garota só foi ficar com uma fúria verdadeira quando ela usou aquele nome pela primeira vez...

- PUTA!

Bella não sentiu nenhum remorso quando viu a sua mãe congelar devagar, sentindo aquele frio subindo pela sua carne, gemendo e gritando de dor. Seu rosto estava marcada de tantos tapas que recebera, mas assim que tocou a água, suas marcas e cicatrizes sumiram mais rápido que o gelo se espalhando sobre a água.

As crianças já não eram mais crianças, tampouco ela. Ainda não havia perdido a sua virgindade, mas, quando olhou-se no espelho e viu que não haviam mais nenhuma marca em canto algum da sua pele branca, sorriu ao ver que era bonita. Tinha os cabelos morenos e cacheados, com olhos azuis e um nariz fino e pequeno. Suas sobrancelhas não eram perfeitas nem bonitas, mas o resto estava bom para ela, e sorriu quando percebeu que alguns homens passavam e sorriam para ela enquanto traçava seu caminho por vingança.

Criou uma estaca afiada de gele e olhou séria para cada jovem que matou naquele dia. Chegou à cabana de Wesley e apanhou algumas pedras que se encontravam por lá.

- Olá! - ela gritou, e seu amigo foi recebido por uma pedra na testa. - BRUXO! - berrou, enquanto atirava mais em sua direção. - AMIGO DA BRUXA! DEVE SER QUEIMADO! BRUXO!

Bella não parou de rir nem mesmo quando ele morreu. Garantiu que a mãe acabasse morta também, mas o pai foi mais forte e não só sobreviveu, mas a levou para o castelo do reino de Black Gwora. A cela onde ficou era quente e cheia de ratos, sem falar do cheiro. Ela só queria sair dali e matar cada um que restou nos corredores, mas não podia, pois os guardas a levaram para um navio. Que lugar é esse? Bella nunca chegara a completar a pergunta, pois sempre recebia uma bofetada em troca. Ela tentou de novo. Mais uma vez. Outra. Até que a mão do homem se estilhaçou no seu rosto, tamanho o feitiço que ela jogou no homem.

- Sabe, moço... - ela disse, enquanto ele gritava pela mão perdida. - Finalmente me libertei de uma prisão que meus vizinhos colocaram em mim, e sabe uma coisa que apredi? - Bella sentiu um frio refrescante, e todo o mar que cercava o navio congelou. - NINGUÉM MAIS BOTA A MÃO EM MIM!

Ela criou uma espada, igual a que o pai tinha, de puro gelo e enfiou no coração do homem.

- PEGUEM A PRISIONEIRA, PRECISAMOS LEVÁ-LA À GWORA!

Mas Bella já estava longe. A cada passo que dava, a água ficava sólida ao redor do toque. Mesmo tendo se afastado apenas uma légua, o caminho pareceu interminável até voltar para Black Gwora.

Quando chegou, as pessoas começaram a gritar e se afastar, e errou pensando que ela lhes dava medo. O que os aldeões realmente tinham medo era o enorme dragão branco que sobrevoava os céus. Ele gritou, mas o som pareceu dizer, com todas as letras, "VENHA!", e Bella foi. Subiu em um morro e voou com o dragão.

Não foram longe. Mal dera tempo delas se conhecerem, mas tudo ficou muito forte entre ela e o dragão. Era uma fêmea. Seu nome era Imperatriz. Ao menos foi isso que a garota sentiu.

Meu nome é Isabella, pensou. Imperatriz rugiu algo que lhe pareceu um "Eu já sei. Agora se prepare, estamos caindo".

Tudo isso foi antes do mundo perder o foco e a garota cair no mar. Me pegaram de novo, pensou, antes de desmaiar.

Quando acordou, estava numa cela. Havia um mago e vários soldados, mas ela não se importou. Rugiu e uma explosão de um fogo azul e frio aconteceu. Quando percebeu que não via Imperatriz, tentou correr, mas mal levantou-se direito e tornou a apagar, e o chão frio e congelado subiu para lhe dar um beijo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse capítulo. Os próximos vão falar de outros personagens. Até lá.


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