História A Casa da Colina - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Sonyadan, Bts, Colina, Jikook, Medo, Terror, Yoonmin
Visualizações 17
Palavras 1.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Amores, esse é minha segunda fic de shipp.

Esse é apenas o prólogo, porém espero que vocês gostem.

Comente o que acharem.

Bjoos

Capítulo 1 - Prólogo


Quando criança, você acredita que nada pode te parar, que vencerá todos os monstros em sua vida. Você olha para o céu e imagina um super herói e então, corre até seu quarto e veste aquela fantasia. E de fato, algumas crianças são super-heróis. Não por terem super poderes, longe disso! E sim por atitudes que nem todos tomariam. Quando se é criança você tem medo. Medo da casa da colina que fica na mais alta montanha de Daegu. Você não se aproxima de lá, apenas corre.

 

— Por quê, Jimin? Ela está em seus sonhos? - Pergunta a psicóloga em minha frente.

— Meus sonhos são sempre os mesmos, doutora. - Digo sentado em um sofá com o forro colorido de tons pastéis.

— Conte sobre eles! - Ela diz mexendo em seus óculos quadriculados

— Estamos todos andando de bicicleta. Hávia muitas árvores naquele lugar e pude notar que estava a entardecer. Podíamos ver o sol se pondo e a neblina percorrer por todo o local. Estava frio! Subíamos uma montanha, notava sorrisos sobre todos os garotos que estavam comigo, mas não consigo lembrar seus nomes. No entanto, entre aqueles garotos, um dos sorrisos era diferente. Um garoto de cabelos negros como a noite mais escura de novembro, pele branca como a neve que cai no inverno, lábios pequenos, porém vermelho como o mais suculento morango. Ele me olhava, uma olhar que nunca notei em ninguém que já tenha passado pela minha vida.

 

Ela então se aproxima de mim.

 

— Feche seus olhos, querido! Respire fundo e diga-me o que está se passando em seus sonhos. Em 1, 2, 3...

 

Hávia uma casa no final da colina. Cheirava a madeira molhada, suas cores em variados tons de marrom e branco. Aquela casa possuía uma pequena varanda. Descemos de nossas bicicletas as deixando jogadas no chão em frente da residência. Quatro de nossos amigos não quiseram passar do portão, ele preferiram ficar do lado de fora, talvez por medo? Não sei!

Eu, um garoto de aparência mais jovem que a minha, e o menino de cabelos negros, estávamos preste a entrar naquela casa. Quando o primeiro de nós pôs o pé no degrau da velha varanda, ouvimos o som da madeira rangendo e por um instante eu pensei em desistir, mas aquele garoto de olhos negros estava ali prestes a entrar e eu não queria o deixar sozinho.

Assim que passamos pela pequena varanda, o garoto que aparentava ser mais jovem segurou minhas mãos. Mais um passo e então a porta foi aberta nos dando passagem por ela. A poeira e o cheiro de mofo era simplesmente horrível. Aquile forte odor entupia minhas narinas e fez com que os dois rapazes ao meu lado começassem a tossir freneticamente.

Andávamos por toda aquela residência vasculhandos todos os cômodos, quartos, cozinhas, salas e banheiros. A casa era realmente enorme! Foi quando escutamos um barulho ensurdecedor. Instintivamente, levamos nossas mãos para nossos ouvidos tentando fazer o som diminuir em nossas cabeças. Corremos para a janela mais próxima e começamos a bater nossas mãos nos vidros para que os outros pudessem nos ver e nos tirar dali, porém ninguém nos ouvia ou sequer nos via. Tentamos abrir as portas, mas todas estavam trancadas. Foi quando puder sentir uma forte dor que se instalou no centro de minha cabeça. Em seguida, eu senti o impacto de meu corpo indo de encontro ao chão.

Escutei os gritos do garoto pálido.

— Corram! Se eu ficar vocês sobrevivem. Vão logo, fujam! - Ele falou rápido e alto o bastante para que pudéssemos ouví-lo.

Olho para o mesmo e vejo um homem o puxar para longe de nós. O garoto se debatia e gritava por ajuda. Eu tentei correr atrás deles, porém o outro menino que me acompanhava, me puxou pelos braços para fora da residência. Eu gritava por ele, eu gritava por aquele menino que foi deixado para trás.

- Suga! Suga! Suga...

Quando saímos daquela casa, meu peito se apertou e lágrimas começaram a molhar minhas bochechas fartas. Eu não sei, talvez eu amasse aquele garoto. Foi quando novamente uma dor de cabeça me assustou. Senti meu corpo cair sobre o chão novamente, minha visão começou a embaçar e minha voz falhou. E eu só chamava por um nome...O nome de um único garoto a qual eu sei!

— Min Yoongi.

 

 

Abro meus olhos e finalmente posso olhar para a doutora. A mulher em minha frente me analisava sem expressão alguma.

Um vazio me tomou o peito. Por algum motivo eu sentia que aquilo não era um sonho, talvez uma lembrança? Eu não fazia ideia...

 

— Essa casa na colina existe, doutora? - Pergunto olhando para a janela que estava aberta. Pude ver claramente cada floco de neve que se instalava pelo braço da mesma.

— Sim, Jimin! A casa na colina existe, porém, não acho que ela tenha algo haver com seus sonhos.

— E-então o que eles significam? - pergunto apreensivo.

— Insegurança! Você tem medo de perder pessoas queridas, Park. Isso é insegurança por sua mãe ter partido tão jovem - Ela sorri de lado.

— Min Yoongi! - murmuro para mim mesmo.

— O que disse, Jimin? - Ela pergunta curiosa.

— Eu vou atrás disso! Eu vou pesquisar sobre esta casa, este nome, as pessoas! Só assim eu posso continuar minha vida, acabar com esse vazio que transborda em meu peito, doutora.

— E se você descobrir que eles são apenas sua imaginação, Park? E se "eles" não existirem? - ela novamente mechia em seus óculos.

— Eu me caso com Lee TaeMin, tentarei ou melhor, terei que superar a morte de minha mãe. Esqueço esses sonhos e sigo minha vida! - brinco com meus dedos por estar nervoso.

— Boa sorte, Park! E não vá se decepcionar quando descobrir que pode ser apenas a sua mente lhe pregando uma peça. - Ela se despede saindo de meu quarto.

Eu precisava saciar esse vazio no meu peito, precisava descobrir esses sonhos, descobrir quem é Min Yoongi. Não lembro de minha infância, minha mãe sempre me dizia que eu fui uma criança muito anti-social e por isso eu não me enturmava com as outras crianças.

Mas então por quê... nos sonhos eu tinha amigos, sorria e era uma criança?

Lembro-me que com dezessete anos eu perguntei para minha mãe quem seria Min Yoongi. Sua feição havia mudado na hora, mas ela me respondeu com outra pergunta: "Eu não o conheço. E você?" Ela parecia esconder informações graves e importantes sobre mim. Eu precisava descobrir.

 

"Eu irei descobrir o que houve no meu passado. O que ou quem eu sou."



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...