História A Casa de Campo - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Alexandra Daddario, Anahí, Chris Evans, Dulce Maria, Ian Somerhalder, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Joseph Morgan, Maite Perroni, Nina Dobrev, Personagens Originais, Taylor Swift
Tags Drama, Romance, Suspense, Terror
Exibições 4
Palavras 3.949
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tá meio grande gente.

Capítulo 5 - Gabriel Angeles


Fanfic / Fanfiction A Casa de Campo - Capítulo 5 - Gabriel Angeles

Minha cabeça dói pra caralho, mas preciso ficar acordado. Olho para frente e nem sinal senhor maltrapilho


*Será que eu... Não. Eu desviei a tempo. Eu não posso ter atropelado um velho no meio do nada!*

Um choro baixinho me acordou. Parecido com o de uma criança. Olho para o lado e vejo Alice.

Se antes ela estava assustada, agora parece apavorada. Está tremendo e chorando em posição fetal no banco. Tão pequena e frágil.

-Aly? - chamo, mas ela não me responde, está em estado de choque. - Vou cuidadar de você Pequena. Mas,tenho que tirar a gente daqui primeiro.

Estamos na encosta de um barranco de cerca de um metro e meio ou dois de profundidade.

*Quando Sam disse que ao redor tinham várias falhas no chão achei que se tivesse se referido a bucacos rasos, não à pequenos precipícios íngremes*

Ligo carro e tento manobras cuidadosas pra sair dali, qualquer deslize de terra é fatal.

Depois de dez minutos tenso e ouvindo o choro baixinho de Alice consigo finalmente voltar para estrada.

- Alice? Ei pequena? - me viro pra a olhar, mas ela não me ouve, parece estar presa em seu próprio mundo, murmurando palavras incompreensíveis para mim.

Saio do carro e dou a volta. Abro sua porta e me ajoelho ao seu lado.

- Alice, pequena. Por favor olhe para mim. - peço, mas não se move.


Trago seu rosto para perto do meu. Seus olhos azuis estão vazios. Sem foco. Sem vida.

- Hey, pequena estamos bem. - digo calmo, nunca a vi assim antes.

Ataques de asma já presenciei alguns, sempre dentro de carros, mas nunca tinha visto ela ou qualquer pessoa em estado de choque.

Tento tirar ela do carro. Consigo fazer com que se mova, mas é como se estivesse no piloto automático. Eu a abraço. Não sei o que fazer.

*Talvez Nicolas deva saber o que fazer.*

-Quer que eu chame o Nick? - sussurro em seu cabelo. Ela fica tensa em meus braços.

*Uma reação! Finalmente!*

- Nicolas? - sussurra chorando. - onde ele está? Ele o levou!? - ela começa a se debater em meus braços em pânico.

*O que foi que eu fiz?!*

- Hey Alice, se calma.

- NÃO! VOCÊ VAI AJUDAR ELE! VOCÊ QUER NOS FAZER MAL! - ela grita em meio ao choro, e fico mais confuso.

*Quem ela acha que eu sou?!*

- Alice olha pra mim! - seguro seu rosto com firmeza -Sou eu amor, Gabriel.Ninguém quer machucar você ou seu primo! Eu não deixaria.

Ela para de se debater e olha além de mim. Os olhos ainda fora de foco.

- Ele quer... Ele sempre faz o Nick chorar...

Ela esta triste, assustada, e eu me pergunto o que raio estes dois passaram até aqui.

- Quem pequena? - sussurro de volta, a curiosidade é um mal que eu sempre tive.

- Ricardo Alonso. - sussurra como se só o fato de dizer o nome dele pudesse invoca lo.

*Seja lá quem for, a assusta. Tanto quanto carros.*

-Pequena ele não está aqui, eu vou proteger você. - digo sorrindo calmamente.

Tenho que trazer ela para o presente antes que surte de novo.

-Você não pode. Ninguém pode. - responde triste, ela se solta de mim, mas está muito fraca e acaba caindo no chão. - ele tirou todos do caminho...

Me ajoelho ao seu lado. Sem saber o que fazer

*Mas, que diabos?!*

-Tirou tudo de nós! Levou tudo! Me levou...

- To que está falando Alice?! - ela não me olha, ou responde. Só continua a repetir a mesma coisa.

Quando pego meu celular pra ligar pra alguém. Qualquer um.

*A essa altura do campeonato, até João Fernando Soares me deixaria feliz!*

Ele toca.
Não olho quem é.
Só atento a porra do telefone.

- Alô? - estou desesperado, mas ele parece não notar.

- Espero que minha filha esteja bem, ou Deus me ajude, mas sou capaz de matar você!

- Senhor Rivers?! - dentre todos os seres humanos tinha que ser ele a me ligar?!

- Onde está Maria Alice?! E porque ela não atende a merda do celular?! - ele não grita, mas parece. O tom é raivoso pra caralho, mas fodasse! É sobre Alice que estamos falando.

- Sr Rivers, eu... Eu preciso que me ajude..

- O QUE VOCÊ FEZ COM MINHA FILHA SEU DESGRAÇADO?!

Afasto o telefone do ouvido, e olho para minha catatônica namorada.

- Alice está em estado de choque e eu não consigo acorda la...

Ele fica em silêncio. Ouço um suspiro profundo.

- O que houve? - pergunta como se fosse normal minha menina surtar.

Ele parece mais calmo, mas continua sério e frio.

- Apareceu um homem na estrada, tive que quase jogar o carro em um barranco para não atingir lo ...

-Vocês estão bem? Você atropelou o sujeito?!

- Não, ele sumiu, mas Alice, ela...

- Ela o quê?!

-Ela está em estado de choque. Quase catatônica. Repetindo informações desconexas...

-Deixe me falar com ela...

- Certo. Só um segundo.

Coloco o celular no viva voz.

- Priscila, adie a reunião por meia hora por favor... - o ouço falar.

-Pronto Senhor Rivers, está no viva voz.

- Alice? - chama com a voz clara e calma.

Bem diferente do homem que acabou de gritar comigo.

- Filha, sou eu, o papai. - ainda acho ridículo o fato de uma garota de 21 anos chamar o pai de papai, é estranho, mas deixa quieto.

Ela ainda esta aérea, mas parece procurar sua voz.

- Papai? - chama chorosa.

- Sim, princesa. Está tudo bem?

- Eu... Eu não sei. Houve um acidente e o Homem, ele...

- Ele está bem minha filha, deve ter fugido desse seu namorado barbeiro.

Ignorei sua infame ofensa à minhas habilidades na direção para o bem da minha pequena.

*Ela está visivelmente mais calma*

-Ele vai tira lo de mim papai. - chora e me abraça

*Acho que falei cedo de mais*

- Eu não vou a lugar algum Pequena - digo tentando acalma la. - Estou aqui com você amor.

- Princesa, lembra do que eu e o tio Rodrigo te dissemos quando encontrei você?

*Encontrou onde?!*

- Vocês prometeram que não teria mais mortes, mas ele se foi. - disse triste. - todos se vão papai. Ele nos tirou tudo, ele sempre leva tudo...

- Ele está longe filha, ninguém mais vai te fazer mal.

- Ele vai. Ele prometeu que ia me achar. Que levaria o Nick. - chora apavorada - Ele quer machucar meu primo, ele quer terminar o que começou...

- Eu já não te disse que acabou Alice? Isso já terminou! - diz sério.

Acho que ele não lida muito melhor que eu com crises da filha.

- Sim, mas você também disse que nunca ia me abandonar, e ele me levou. - seu tom é aéreo, mas parece ter acertado em cheio seu pai.

- Eu... Eu sei filha e sinto muito.

- Você não estava lá, e ele me levou, ele levou a mamãe... Destruiu tudo, porque você nos deixou papai? Porque se foi?

A linha fica muda, bem como eu.

*O problema é maior do que eu pensei!*

- Aly, não importa mais. - sussurro em seu ouvido. - Seja lá quem for, se foi e você está aqui pequena, está bem e segura.

Ela me olha e parece mais focada agora, mas ainda não é minha Alice.

-Você devia se afastar. - diz me olhando - ele vai te machucar, ele sempre machuca quem está por perto.

- Não, não vai. E também não vai machucar você, meu amor.

- Tio Rodrigo disse a mesma coisa, e morreu, ele o matou. Vai matar você também...

- Maria Alice Rivers, seja lá quem for esse homem não pode mais tocar em você ou em qualquer um dos Rivers. - garanto olhando em seus olhos.

- Alice, Alonso não pode mais machucar você. Não pode fazer mais mal aos Castilho filha.

Ele vai repetindo isso até que ela parece mais lúcida.

-Princesa, você e seu primo estão seguros, posso garantir que Alonso está bem fechado. Longe de todos nós.

- Tem certeza? - é a primeira pergunta coerente que ouço dela em meia hora.

- Sim, eu tenho. Quer falar com a Juliana para ter certeza? - ele parece tentado.

*Não acho que vai passar a crise da própria filha pra esposa! *

- Eu acho que não é necessário senhor. - corto ele antes que faça alguma chamada - Alice? Sabe quem eu sou?

Ela foca em mim, os olhos trazem algum vestígio de reconhecimento.

*Melhor do que nada!*

- Gabriel? - pergunta incerta, parece confusa. - Onde, onde estamos?

*Céus! Ela voltou*

- Ah pequena. - eu a abraço apertado, e ela retribuiu de boa vontade. - estamos indo pro mercado se lembra?

Ela olha para os lados, ainda confusa, mas focada ao aqui e o agora.

- Eu... Eu não... Aonde... O homem, ele... Ele ?

Ela começa a se apavorar de novo, mas essa uma pequena crise pela perda de memória.

- Ele está bem. Sumiu no meio da floresta. - digo beijando sua testa. - ta tudo bem Amor, se acalma tá? Está tudo bem.

Ela me olha e sorri, mas logo desvia o olhar.

- Podemos, podemos sair do chão? - ela pergunta como uma criança sem rumo

Eu me levanto, e a ajudo a se levantar. O celular esquecido no chão, totalmente mudo.

- O que houve? - pergunta.

- Você teve uma crise, ou sei lá o que, não se lembra?

- Não, eu não... - ela parece confusa novamente, até que olha pra mim e fica branca feito papel - Oh me desculpe Gabriel! Eu não quis....

- Do que esta falando Alice?!

*Ela enlouqueceu?! Esta pedindo desculpa de quê?!*

Ela passa a mão direita sob minha sobrancelha esquerda delicadamente e pela primeira vez sinto uma ardência chatinha.

*Devo ter batido no acidente*

- Porque acha que fez isso? - pego sua mão e trago para meus lábios, e vou beijando cada um de seus dedos - Isso foi causado pela parada brusca que tive que dar na hora de virar.

Ela olha pros meus olhos, e me abraça do nada, mas fico feliz em retribuir.

- Tá tudo bem pequena. Agora vamos sair daqui, OK? - beijo seus cabelos ao me afastar.

Ela acena afirmativamente, e vamos pro carro. Abro sua porta e ela entra. Ainda parece tão frágil e assustada, que tenho medo de qualquer atitude minha vá leva la para outra crise. Fecho sua porta e vou até meu celular, o pegando do chão. A chamada ainda está ativa?

- Sr Rivers? Ainda está aí? - pergunto tirando do viva voz.

- Alice já voltou a si? - pergunta calmo. Mas, sei que estava ouvindo nossa conversa.

- Sim, ainda está meio atordoada, mas está bem. - digo aliviado.

- Ótimo. Agora faça um favor a nós três, sim? Ou você some da vida da minha menina, ou cuida direito do que tem! Maria Alice não tem uma crise dessa desde os quatorze anos, e eu realmente não quero lidar com outra! Desde que apareceu na vida da minha filha, eu tenho notado significativa melhora em seu psicológico, mas depois daquele espetáculo que você armou, ela afundo em outro raio de depressão e essa saída com Suzi, e as outras garotas, é o mais próximo de alegria que já vi em seus olhos desde de você! Então, escute o que digo: se Aly resolveu de perdoar, eu não aprovo, mas se é escolha dela, vou ficar de olho vivo em cima de você, e o primeiro deslize que der será o último Angeles!

E ele desligou. Me ameaçou, e me deixou confuso pra caralho e desligou a porra do telefone sem me dizer que merda era essa.

*Crise? Depressão? Desde quando Alice virou uma bomba psicológica pronta pra detonar?!*

- Algum problema Gabriel? - Alice pergunta abrindo a porta.

*Tem! Seu pai acabou de me ameaçar descaradamente, você teve um surto com medo de um tal de Alonso, quem é esse cara?!*

Não digo nada disso, caminho até ela, e beijo sua testa, tentando acalmar a ela e a mim.

-Não é nada pequena. - fecho sua porta e dou a volta.

Assim que fecho minha porta dou partida no carro. Nos coloco de volta na estrada, e a vamos em silêncio até o centro da cidade relativamente pequena. A loja de restauração fica no caminho para o mercado, então parei o carro em frente a uma farmácia que tem ao lado.

- O que vai fazer aqui? - pergunta olhando a farmácia.

Dou de ombros.

- Pegar um curativo e uns treco que seu primo pediu...

Nick não pediu nada, mas se soubesse que eu ia parar lado de uma farmácia pediria. Ele é meio neurótico com seu estoque de parafernálias médicas, acho que tem uns quatro quites de primeiro socorros dentro do porta malas...

- Nicolas tem mais apetrecho do que os hospitais da região. - diz rindo levemente.

Aceno afirmativamente.

- Quer descer um pouco? - pergunto tentando não soar suspeito.

Eu poderia ter deixado ela no mercado e voltar se:

a) há a grande probabilidade de encontrar o lugar fechado na volta do mercado.

b) Alice ainda parece tão assustada e frágil.

c) venhamos e convenhamos, eu não quero deixar ela sozinha no meio do nada após duas crises.

d) e por último, eu ainda sou ciumento, fato irrevogável!

*Me condene!*

- Não, obrigado. - sorri docemente.

Vou pra farmácia e pego o que tenho de pegar, e vou pra loja, não sei se ela viu ou não, mas na via das duvidas peguei um minúsculo ursinho rosa e lilás de pelúcia pra ela, teria um álibi e um sorriso.

-Pra você. - digo entrando no carro.

Ela me olha surpresa quando o entrego, e depois sorri.

- Obrigada. É lindo. - pega o bicho com todo cuidado do mundo. - vai para minha coleção!

É tem isso também, Aly coleciona bichos de pelúcia, grandes ou pequenos, uma grande prateleira assustadora com todos os tipos, cores e tamanhos de seres peludos e coloridos.

- Ainda acho isso macabro, mas se você gosta... - dou de ombros sorrindo.

Ela ri e me acerta um pequeno soco de brincadeira, como quando eramos amigos somente.

- Não a nada de macabro neles, são fofos! - disse sorrindo e balançando animadamente o objeto em minha direção.

- Eu sou fofo, isso - digo pegando o bicho e o colocando em cima do painel - é extremamente macabro e ridículo. - digo sorrindo.Ela ri e eu dou partida no carro.

Assim que chegamos ao supermercado, que ocupa meio quarteirão, nos separamos depois de pegarmos dois carrinhos e dividir a enorme lista de compras, que, diga se de passagem, parecia ter sido feita por uma criança sem supervisão de uma adulto.

*Sério, nunca vi tanta açúcar e corante em uma única compra!*

Encontro Alice alguns minutos mais tarde no corredor de laticínios, junto com um ser, alto e bronzeado. Ela está sorrindo timidamente para o requeijão light de alguma coisa que o moreno idiota disse.

- Sério, esse requeijão vai ser a discórdia desse carrinho, gata. - o sujeito diz parando ao lado dela.

Meu ciúme sobe, e eu vejo tudo em vermelho enquanto caminho para os dois.

*Vou mostrar a esse projeto de surfista quando quantos soco se perde todos os dentes!*

Mas, paro meu caminho quanto ouço a resposta da minha, sim, porque ela minha, pequena.

- Eu não mio, não tenho calda, mas tenho um nome e um ex tão ciumento quanto meu irmão, então se eu fosse você, me afastaria. - diz colocando o requeijão no carrinho e olha para frente, me vendo.

- Adoro as arredias.

- E eu odeio os arrogantes que não tem desconfiometro para ver quando estão sendo incrivelmente incômodos e patéticos. - Volta a olha lo nos olhos.

Quando ela segue seu caminho até mim, o palerma continua parado feito idiota a olhando.

- Pegou tudo? - me pergunta calmamente.

Demoro um pouco pra responder, fico a olhando admirado.

*Quando foi que minha pequena garota tímida virou esse mulherão cheio de atitude?!*

- Sim, e acho que seus irmãos terão uma overdose de açúcar junto com a Luzimberg...

Ela sorri e da de ombros. Vai para o caixa vazio e eu a sigo.

Colocamos tudo no porta malas e no banco de trás, e noto que Aly está olhando um velho mendigo, parece hipnotizada.

- Hey, está tudo bem? - paro ao seu lado.

Ela se vira em minha direção, os olhos estão tristes e parece em dúvida sobre algo.

- Tem certeza que o senhor da estrada está mesmo bem Gabriel? - diz olhando novamente pro senhor em trapos.

Engulo em seco.

*Não sei se ele está bem, mas sei que mal não está, já que sumiu!*


- Eu creio que sim pequena, quando acordei ele não estava mais lá.

Ela suspira e começa a caminhar em direção ao carro, mas para de repente, como se lembrasse de algo importante, se vira pra mim e pergunta:

- Você não tinha assuntos pra resolver na cidade Gabriel? Ou mentiu ?

Olho pra ela.

- Não menti, mas se você se recusa a me ouvir não posso resolver nada... - dou de ombros cansado.

Pensei que estávamos nos resolvendo, mas, vejo que me ilude com seu momento de fragilidade.

Começo a ir pro carro, mas quando estou prestes a entrar no carro vejo que ela continua no mesmo lugar. Olhando pra sabe se Deus onde.

- Só me diz porque? - pergunta sem me olhar. - Quero dizer, eu não sou perfeita, mas, achei que estivesse fazendo tudo o mais correto possível pra que esse relacionamento desce certo, então o que foi que eu fiz de errado?

Ela me olha, as lágrimas brilhando lá. E meu antigo eu, aquele que pegava todas e não se importava com nenhuma, teria simplesmente tido para lagar de ser fresca, entrar no carro e iria embora sem me importar com seu choro, mas eu amo essa mulher incrivelmente cabeça dura e de baixa estima. Não consigo entender como, ou porque, mas ela me tem sem faze qualquer esforço, mas não vê isso.

Fecho a porta do carro e caminho até ela. Parando em sua frente pego seu queixo, o erguendo delicadamente, e limpo suas lágrimas com a outra mão.

Olho em seus olhos ao dizer:

- Você, é a criatura mais deliciosamente frustante e cabeça dura que já vi. - ela pisca algumas vezes sem entender nada - Quando vai botar nessa linda cabecinha loira que eu te amo, e não estou procurando nenhuma perfeição. Eu sou perfeitamente imperfeito querida.

Ela sorri a contra gosto.

- Nunca trairia você, seja física ou mentalmente Maria Alice, prova disso são as inúmeras oportunidades que tive. Eu não preciso de outro corpo ou outro coração que não seja o seu pra me completar, sei disso desde que te beijei a dois anos e três meses atrás. - beijo sua testa.

Ela continua a me olhar em silêncio, não sei se acredita ou não em mim, mas acho que nunca fui tão honesto com alguém na vida.

- Aquela maldita noite, que eu ainda não consigo entender, minha prima chegou de viagem, e como eu te disse mais cedo, fui pega la no aeroporto, ela estava acompanhada de um sujeito que disse ser sua amiga. Fomos para casa, conversamos amenidades e depois de levar você para casa, Liza me chamou pra ver um jogo de futebol com ela, Nick e sua amiga, não estranhei porque ela sempre foi meio moleque, as cervejas foram vindo, mas parece que ela e amiguinha colocaram alguma coisa nas bebidas porque ainda hoje não sei o que aconteceu naquela noite. Quando acordei na manhã seguinte só me lembro de ouvir seu choro baixinho e seu primo me jogando pra fora do apartamento e apaguei de novo, quando acordei estava em um hospital por causa de uma overdose. Depois de uma lavagem estomacal acharam vestígios de Flunitrazepam, Ácido gama hidroxibutírico,
Ketamina. O famoso boa noite cinderela.

Rolo os olhos. Ainda me sinto um idiota por ter caido nesse golpe, e muito mais irritado porque uma garota com 19 anos te lo aplicado em mim. Alguém da minha própria família. Uma garota que eu vi crescer.

- Lisa estava ao meu lado quando acordei, morta de medo que eu pudesse morrido ou pior, contar pra mãe dela. - Fedelha mimada, foram poucos os três meses de castigo. - A filha de uma mãe me contou que tinha perdido a porcaria de uma aposta com uma outra amiga dela, o castigo seria dormir com quem essa bendita escolhesse, no caso o primo comprometido, porque a sujeita achou que Lisa não teria coragem de transar com o próprio primo. - conto sentindo uma raiva imensa, a brincadeira das duas me rendeu pesadelos e noites sozinhos por dois longos meses.

- Mas, ela teve. - resmunga Alice brava.

- Na verdade não teve. - continuo. - É aí que a outra menina entra. Lisa sabia que eu não transaria com ela, solteiro ou comprometido, eu a vejo como um irmã, mimada e descarada, mas ainda sim da família. Então, pediu ajuda pra sua amiga, que arranjou o boa noite cinderela com um cara qualquer, com a condição de que não falaria nada pra ninguém se conseguisse transar com meu companheiro de quarto. E acho que conseguiu pelo jeito. - lembro de contar isso ao Nicolas e ouvi lo jurar que nunca mais na vida dormiria com um piralha que se oferecesse pra ele, mesmo que estivesse bêbado pra r sua identidade.

- Espera, não tinha ninguém no quarto do Nicolas quando entrei lá. - diz olhando desconfiadamente pra mim.

- Por acaso você foi no último quarto? Nicolas sempre o usou como abatedouro, diz que seu quarto é sagrado pra ser corrompido por qualquer transa de uma noite. - dou de ombros, nunca entendi muito bem, mas é o Nick, ninguém o entende muito bem.

- Ò - parece chocada com essa informação.

- De qualquer forma, a menina só tinha que bater uma foto minha Lisa no ato, o que foi encenado já que eu estava grogue, palavras da minha prima, o fato é que ela me dopou, e apesar de ser um droga de estrupo, não muito útil em homens, a não ser pra roubar, matar ou acabar com relacionamento de anos.

Dou de ombros. Alice permanece calada. Absorvendo do a história. Não sei se vai acreditar ou não, mas, não à mais nada que eu possa fazer, contei a verdade se ela vai acreditar e me perdoar são outros quinhentos.

- Está falando sério? - pergunta finalmente.

- Sim, agora resta saber se vai acreditar em mim.

Ela olha nos meus olhos e depois desvia o olhar.

- Acredito em você. Não sei como ou porque, mas sei não está mentindo. - suspira sem me olhar. - mas, por enquanto eu preciso que me de um pouco mais de tempo pra conseguir assimilar tudo que me disse. Quero dizer, se você ai da me quiser de volta, não é.

Rolo os olhos.

- Acabo de dizer que te amo e que fomos vitimas de um golpe e você acha que eu não te quero mais?! Acho que você andou bebendo vodca demais Pequena! - provoco ela que sorri. - Se precisa de tempo, posso dar, só te peço que não me afaste de novo.

Ela acena afirmativamente.

- Certo, acho que podemos ser amigos por enquanto... - digo caminhando com ela até sua porta, ela entra e eu fecho - Isso é ridículo, sabia?

Resmungo pra mim mesmo quanto dou a volta no carro.

- O que? - pergunta quando estou dentro do veículo.

Passo meu sinto de segurança e a olho.

- Quando cheguei na cidade, achei essa sua amizade com Soares um absurdo, quer dizer quem fica amigo da ex? - rolo os olhos - e aqui estou eu na mesma posição.

- Irônico - diz colocando seu sinto.

- Eu sei - dou partida


Notas Finais


Até mais


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...