História A casa de n° 61 - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Kaisoo, Xiuchen
Exibições 425
Palavras 2.694
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Por favor ignorem os erros e tenham uma boa leitura.

Capítulo 2 - A aposta


Segunda feira. Tá aí o dia que eu nunca tive um relacionamento amigável, afinal ele costumava ser sempre a mesma coisa: chato e entediante. Sempre criei um pensamento negativo com esse dia, na verdade, todo mundo. Era mais outro começo de uma semana longa que parecia ser interminável.

Se passavam das seis quando resolvi acordar já cansado do som alto e desesperado do meu despertador invadindo meus tímpanos avisando que já estava mais que na hora de levantar-me da cama. Nunca me importei com atrasos para chegar no colégio mas após recordar-me da aula que teria hoje, tive que me apressar.

E agora cá estou eu, sentado em minha carteira enquanto reclamava mentalmente sobre segundas feiras e esperava o professor adentrar minha sala e ignorando as baboseiras que alguns colegas meus falavam entre si. Nesse momento a sala ficou em silêncio e todos se puseram de pés, inclusive eu.

O professor adentrou na sala e nos desejou bom dia e logo mandou abrir o livro. O senhor Park era idolatrado pelas alunas e pelos alunos também. Não era pra menos, ele era alto e esguio. Seus cabelos acinzentados acentuava-lhe com seus olhos castanhos, até mesmo suas orelhas eram peculiares, do tipo, que não combinaria em outro rosto. Sem contar que sua personalidade era gentil. Vê-lo todos os dias sempre tão charmoso sentado em sua cadeira enquanto lia seu livro de literatura no mesmo tempo em que todos faziam o exercício. Não que eu prestasse atenção ou estivesse interessado nele, não. Claro que não. Apenas repetia o que os outros falavam.

Finalmente deixei aqueles pensamentos inúteis de lado e quando resolvi prestar atenção na atividade que senhor Park passara, senti algo bater em minhas costas e cair no chão. Era uma bolinha de papel. Provavelmente fora jogada por algum dos idiotas dos meus amigos, ou seja havia alguma merda escrita. Peguei o papel e o desamassei.

"Baekhyun o que tanto olha no professor Park? Por acaso... Está afim dele?"

Com certeza Kyungsoo tinha escrito aquilo já que era cismado com uma possível paixão que eu tinha pelo senhor Park. Algo que não tinha chance de acontecer. Ele gostava de ficar me tirando do sério, mas dizer que eu gostava do professor me irritava muito. Mas eu não ficava calado já que sabia que ele tinha uma paixão, não tão, secreta por um aluno do segundo ano. Ficava evidente quando Kim Jongin passava perto da gente, afinal a baba só faltava cair no chão. Sem contar que Kyungsoo perdia totalmente o foco.

— Idiota! — Falei alto e revirei os olhos.

"Eu? Essa simpatia que ele exala não me engana! Sei que ele só faz isso pra' pegar as alunas que são fáceis - burras - e loucas por ele. Estar afim dele é a última coisa que aconteceria. Ah e digo o mesmo pra você sobre o Jongin."

Amassei o papel e virei-me na cadeira, o sorriso debochado de Kyungsoo me deixava irritado. Ele sabia que de alguma forma eu tinha ficado bravo, não era atoa que continuava fazendo aquilo. Do raramente sorria mas isso somente acontecia quando ele via minha face revolta. Preferia ele com aquela carranca, parecia um psicopata quando sorria daquela forma. Quando ia jogar o papel, que estava mirado para acertar a cara de Kyungsoo, senti alguém segurando meu braço fortemente. Não precisava olhar pra trás para saber quem era. Ótimo! Bronca logo na primeira aula.

— Senhor Byun, acredito que saiba que eu não permito este tipo de brincadeiras.— Sua voz grossa e séria soou e a turma tornou a olhar pra mim, mas olhei, pela última vez antes de virar-me pra frente, para Kyungsoo que só faltava morrer de tanto rir da minha desgraça. Ridículo!

— Eu sei... Mas era sobre um assunto sério.

Ele ficou surpreso com o que eu tinha dito. Acho que acabei de fazer merda. Senhor Park tomou a bolinha de papel que estava em minha mão.

— Um assunto sério? Então quer dizer que além de ficar jogando bolinha de papel, e consequentemente atrapalhando minha aula, ainda tem uma conversa presente aqui?— Apontou para o papel, fiquei quieto enquanto o olhava e ele logo continuou.— Se é tão sério assim, talvez queira compartilhar com a turma.

QUE?

— NÃO! — Segurei em seu braço.— Pelo amor de Deus, não faça isso!— Implorei.

— E por que não?

— Você teria a capacidade de constranger seus alunos?

— E você teria a capacidade de me desobedecer?— Retrucou. Eu definitivamente estava em um grande problema.— Para a sala dos professores. Agora!

Bufei baixinho e me levantei da cadeira caminhando em direção da saída. Esqueci de ressaltar que de gentil ele não tem nada. Senhor Park perdia a paciência rápido demais e obviamente ele não me deixaria sozinho na sala dos professores, ele mandaria alguém ficar na sala enquanto brigava comigo em outra. Se ele lesse o que estava escrito no papel e principalmente o que eu tinha escrito, não deixaria passar. Que bonito hein, Baekhyun! Acho que isso foi algum tipo de maldição, critiquei tanto a segunda feira que recebi algo em troca.

Sentei na cadeira e esperei o Senhor Park chegar na sala, o que não demorou muito. Ótimo, assim acaba logo com tudo aquilo. Me irrita passar alguns minutos perto dele, especialmente sozinho.

— Então... O que temos aqui?— Perguntou já desamassando o papel.

— Creio que o senhor não queira saber...— Falei baixinho crendo que o homem não escutaria mas ele levantou o olhar e logo me ignorou e passou a ler o que tinha escrito.

Sua expressão solene logo se tornou chocada ao provavelmente terminar de ler. Ele limpou a garganta e amassou o papel. Estava irritadiço. Era a primeira vez que o via assim. Será que foi tão impactante?

— Pegar alunas? Está falando sério? Tenho certeza que achou isso engraçado.— Disse e atirou o papel que parou a poucos centímetros dos meus sapatos.

Realmente, ele não era gentil como todos diziam.

— Professor, eu posso explicar. Foi um engano! Eu...

— Não estou interessado em suas desculpas. Está de castigo.

— Mas...

— Nada de mas! Ficará comigo após as aulas fazendo atividades por duas semanas. Isso é mínimo que poderia fazer em relação do que você fez. Entendeu?

— Sim senhor.

Levantei-me da cadeira e me curvei dando-lhe as costas e indo em direção a porta.

— E que fique claro que eu nunca ficaria afim de qualquer aluno, principalmente de você. Não tenho interesse em crianças.

Virei o rosto para encará-lo e sorri ladino. Não tinha nada a perder mesmo então o retruquei.

— Não se preocupe professor, você também não faz meu tipo.— Quando ia sair da sala, sua voz me fez parar novamente.

— E qual seria seu tipo?

— O professor de educação física, Kim Minseok.— Após falar isso, ficamos nos encarando. Ele estava sério e eu exalava ironia.

Quando ele abriu a boca para responder, o sinal tocou nos assustando. Não perdi tempo e saí correndo daquela sala e rumei em direção da minha.



                        •••




As aulas se passaram rápido e nesse meio tempo não conversei com Kyungsoo porque além dele estar longe, as aulas seguintes foram física e química. Ou seja, professores chatos que não aceitam um "a". A hora do intervalo chegou e logo saí de sala com a presença de Do e seus interrogatórios sobre o que havia acontecido, mas somente iria falar quando o nosso pequeno grupo estivesse reunido. Não queria ter que repetir e Kyungsoo iria aumentar as coisas, do jeito que ele é não me admira nada.

Eu, Kyungsoo, Yixing e Jongdae éramos da mesma sala até que a diretora junto do professor de inglês resolveram separar nosso pequeno grupo pois segundo eles fazíamos muita bagunça, e infelizmente deixou-me na presença de Kyungsoo. De primeira eu não aceitei, e não aceito até hoje, já que Do não me deixa em paz. Se não tá enchendo o meu saco sobre a "paixão" - que só ele vê - que tenho pelo senhor Park, fica me batendo o tempo todo. Ou seja, ele me odeia. E foi assim que o nosso pequeno grupo deu fim, agora Yixing e Jongdae estudam na sala B e C, respectivamente e eu tive que ficar com Kyungsoo já que não tinha uma sala D. Triste vida, eu sei.

Os garotos estavam postos na mesa nos esperando. Algo que nunca entendi é que mesmo tachados de bagunceiros nunca fizemos partes dos "populares", se é que posso chamá-los desse jeito, apenas ficávamos na, nossa, mesinha de sempre; a mais reservada. A gente não perde nossa origem.

— Dá pra você falar de uma vez o que aconteceu quando você foi pra sala dos professores?— Kyungsoo perguntou já ficando estressado com tanta demora para responde-lo.

— Saiu de sala logo na primeira aula? — Yixing indagou e eu assenti.

— E justo na aula do senhor Park.— Respondeu Kyungsoo.

Lá vai...

— Sabemos que você tem um crush pelo professor Park mas não sabíamos que você era tão fogoso assim pra querer ficar alguns minutos a sós com ele.

Jongdae estava pedindo pra morrer.

— Quantas vezes eu vou ter que repetir que não gosto do senhor Park? Vocês são loucos, vêem coisas que não existe!— Revirei os olhos, ato sempre comum quando estou começando a ficar irritado.— Eu não gosto do professor Park.— Falei pausadamente querendo que aquilo entrasse na cabeça deles mas como sempre não consegui.

— E o céu é verde. Ah me poupe, Baekhyun. Só falta você perceber isso.— Kyungsoo disse.

Meus amigos são uns idiotas.

— Será que posso falar o verdadeiro motivo de ter ido pra sala dos professores?— Perguntei tentando mudar de assunto afinal eles não entendem o que eu digo sobre não gostar do professor.

— Pode.— Falaram em uníssono.

— Primeiramente, isso foi tudo culpa sua seu pequeno capeta.— Me referi a Kyungsoo.

Este que me olhou com uma cara de que iria me matar naquele segundo por tê-lo chamado de um apelido que ele nem sabia que existia pois eu não tinha coragem o suficiente pra falar e somente o xingava disso mentalmente. Por um segundo vi a minha vida inteira passar diante dos meus olhos.

— Do que você me chamou?

Kyungsoo já tinha cara de psicopata quando estava sério mas quando estava irritado conseguia ser pior que o demônio. E não era uma hipérbole. Resolvi sair de seu lado e sentei-me perto de Yixing, ele era alto e forte poderia segurar Do se o mesmo voasse em minha direção.

— N-nada. Eu não disse nada. Você deve estar escutando coisa.— Grudei mais um pouco em Yixing, só por precaução.— Olha a cara dele, socorro Yixing! — Falei baixo somente para o garoto ao meu lado ouvir.

Eu realmente estava me tremendo todo.

— Deve ser mesmo.— Ele tinha deixado passar. Obrigada meu Deus!— Agora continue com o que você estava falando.

— Sim, sim.— A cena parecia cômica para Jongdae já que o mesmo prendia o riso. Aquilo não tinha sido nada engraçado!— Voltando...

Contei tudo, de quando senti o papel em minhas costas até na sala dos professores. Obviamente omiti a parte em que eu dizia no papel que Kyungsoo também tinha uma paixão pelo Jongin, não que eu estivesse com medo daquele pequeno pinguim apenas não queria que Yixing e Jongdae soubessem que ele gostava de um garoto do segundo ano. É. Só isso. Claro que eu não estava com medo de apanhar, óbvio que não.

— Que história é essa de que o professor Minseok faz o seu tipo?

Ah, esqueci de mencionar: Jongdae sente uma atração pelo professor de educação física. Estava mais para paixão. Mas não deixei me abalar, Minseok era um Deus grego. Forte, lindo, simpático... Muito diferente do professor Park.

— Faz o tipo de todos os homens gays.— O corrigi.

— Você não sabe quem quer...

— O fogo não tem fim.— Yixing falou.

— Eu vou dizer pela última vez, eu não gosto do senhor Park!

— Tudo bem. Já entendemos isso.— Disse Kyungsoo naturalmente. Boa coisa não viria.— Que tal fazermos uma aposta?— Eu sabia!

— Não acha que está muito grandinho pra fazer essas coisas? Isso é muito infantil até mesmo vindo de você.

Fala sério. Uma aposta?

— Está com medo?— Perguntou Yixing.

Talvez.

— É claro que não.— Ri sem humor.

— A aposta é simples. Seduzir o professor Park.

Por que ele falava daquele jeito tão natural? Era como se ele tivesse dizendo algo bobo.

— O QUE? O professor Park?

— Sim, e qual é o problema?— Olhei para Jongdae chocado.

— O problema? Talvez por ele ser meu professor? Ou por eu ser menor de idade e ele ter sei lá, mais de vinte e cinco anos?— Perguntei óbvio.

Aquilo era grave até demais. Poderia não só me prejudicar, a carreira do senhor Park também estava em jogo. Sem contar que ele poderia não gostar do meu comportamento e contar isso para alguém. Havia muitas chances de ser rejeitado, afinal senhor Park agora não gosta de mim.

— É só manter segredo.— Kyungsoo deu de ombros.

— Isso não é tão fácil quanto você pensa.

— Por que está tão preocupado? Apenas faça, se conseguir faço seus deveres por três meses.— Falou decidido.

Era algo muito bom, mas ele não iria me comprar tão facilmente.

— Não sei...

— Pago seu lanche por um mês.— Falou Jongdae.

— Não tentem me comprar. Eu não vou aceitar!— Cruzei os braços.

Estavam muito enganados achando que eu iria aceitar aquela aposta idiota.

— Tudo bem, tudo bem. Pago seu lanche por três meses.

— Quase lá... E você, Yixing?— O olhei. Ele não iria se safar dessa.

— Eu o que?

— Não se faça de desentendido!

— Minha amizade não basta? Estarei aqui com você caso aconteça algo.— Sorriu abertamente.

— Ah, qual é. Estou prestes a destruir a carreira do senhor Park e prejudicando a minha vida. Se minha mãe ou alguém desse colégio descobrir, eu estarei morto.

— Eu compro quantas skins você quiser no LOL.

— Quantas eu quiser?— Perguntei provavelmente com os olhos arregalados, e ele assentiu.— Quando é que eu começo?

— A aposta?— Assenti.— Agora mesmo.

— O QUE? Agora? Você tá louco?— O enchi de perguntas.— O professor Park deve estar irritado comigo neste momento.

— Então amanhã.— Disse Kyungsoo.

— Mas...— Respirei fundo.— Tá, tudo bem.



                            •••




A única coisa que eu conseguia pensar era em como eu iria conseguir seduzir o professor Park. Era algo que eu achava impossível de acontecer. Ele não era tão bobo assim e obviamente não iria aceitar meu comportamento estranho.

Como eu iria fazer aquilo? Acho que fiz uma má escolha em ter aceitado aquela aposta. Não achava que eu era tão fácil em ser persuadido, eu estava sendo forte mas o maldito do Yixing tinha que falar sobre LOL. O meu único medo agora era se eles iriam cumprir com o que tinham dito. Principalmente o Zhang.

As aulas se passaram mais rápido que o normal e eu não fiz nada de útil a não ser pensar em como eu iria seduzir o meu próprio professor. Eu estava em uma grande enrascada. Meus amigos devem me odiar já que gostam de me ver em problemas.

— Não se esqueça da aposta e boa sorte. Você vai precisar.— Foi a única coisa que Kyungsoo disse antes de sair porta a fora da sala assim que o sinal tocou.

Ah que legal, o boa sorte dele me ajudou muito. Suspirei e arrumei minha bolsa e saí daquela sala, que por sinal estava vazia. Agradecia aos céus por minha casa ser perto do colégio, assim chegava mais rápido.

Dez minutos depois e eu já estava subindo os três pequenos degraus que tinham na entrada da minha casa. Quando ia abrir a porta, alguém a abriu primeiro. Era minha mãe.

— Ah Baekhyun, estava esperando por você.— Disse num sorriso alegre.

Traduzindo: ela queria que eu fizesse algo.

— O que foi agora?— Fiz uma careta, apenas queria ir para o meu quarto.

— Não seja grosso. Temos um novo vizinho e como comemoração de sua chegada, fiz um bolo e estava justamente indo levá-lo neste momento. Mas agora você chegou, então vai você.— Esticou o prato que continha o bolo.

Ainda me pergunto o motivo da minha mãe ser tão legal com os outros. Qual é a necessidade de entregar um bolo para um vizinho novo? Fala sério.

— Sério isso?

— Sério, agora vai logo.— E fechou a porta na minha cara.

Sinceramente...

Fui até a casa do vizinho e bati algumas vezes na porta e quando a mesma se abriu levei um pequeno susto, eu não acreditava no que estava vendo.

— S-senhor Park?






Notas Finais


Não irá demorar muito para o segundo cap sair.


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