História A Casa de Praia - Capítulo 5


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Categorias Cameron Dallas, Shawn Mendes
Personagens Cameron Dallas, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Amor, Cameron Dallas, Drama, Revelaçoes, Romance, Shawn Mendes, Tragedia
Exibições 29
Palavras 1.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Elisa

Havia anos que não dormia ao lado de Shawn, a última vez foi quando acampamos na varanda e assistimos o sol nascer. Éramos pequenos e inocentes, apesar de já sentir coisas estranhas por Shawn. Agora ele estava ali, dormindo do meu lado, tão calmo quanto um anjo. Sua respiração ainda estava trêmula por conta do seu choro assustado.

— Você devia dormir. – ele sussurra, ainda de olhos fechados. Solto um suspiro de susto.

— Pensei que estivesse dormindo.

— Não estou tem alguns minutos, senti alguém me observando. – seus olhos brilhavam na escuridão.

A lua e um pequeno abajúr na tomada ao lado da porta eram as únicas coisas que clareavam o quarto.

— Não consegue dormir, então? – murmurou.

— É. Estava lembrando quando acampamos na varanda e fiquei com medo do escuro, você me abraçou e ficou acordado até eu dormir.

Fecho um pequeno sorriso aparecer no rosto de Shawn. Ele se aproxima e me abraça de modo que meu rosto se encaixa em seu peito, sua boca estava colada em minha testa, úmida e gelada.

— Me sinto culpada por fazer você chorar. Entendi tudo errado e não te dei chance de se explicar, fui teimosa.

Tenho a impressão de que ele riu.

— É o que você é e é o que te torna tão especial. Apenas vamos esquecer esse momento trágico, ok?

Assinto.

— Me desculpa, então?

— Não há nada para você se desculpar. Agora vamos dormir, amanhã é seu primeiro dia na faculdade e quero que seja legal.

Suspiro.

— Posso fazer uma pergunta antes de dormirmos?

— Claro.

— No mercado você disse que não bebia quando estava com aquela garrafa de vinho, mas hoje apareceu com ela e praticamente a detonou sozinha. Parecia meio embriagado quando me salvou.

Por um instante pensei que Shawn tivesse dormido, pois um silêncio ensurdecedor nos separou, por mais abraçados que estivessemos. Então ele suspirou.

— Briguei com a minha mãe e havia comprado essa garrafa para ela antes. Decidi beber ao invés de dar a ela, entende? Eu não bebo normalmente, mas socialmente consigo aproveitar.

— Percebi. – ele sorri, sinto pela pressão dos seus lábios na minha testa. — Tudo bem então, boa noite.

— Boa noite, Isa.

***

— Está na hora de acordar. – sinto cócegas no meus pés.

Espreguiço o corpo e sento na cama, vendo Shawn já arrumado e sua mochila na beira da minha cama.

— Que horas são?

— Relaxa, você ainda tem uma hora e meia para se arrumar. Mas sugiro que vá logo, talvez pegaremos trânsito até *Opal City.

Enquanto Shawn deixa o quarto, tomo uma ducha e prendo o cabelo em um coque rápido. Visto uma calça jeans e uma blusa qualquer, amarrando meu casaco preto na cintura e jogando a mochila nas costas. Havia arrumado ela no mesmo dia que cheguei e tirei as roupas dali.

— Estou pronta, só falta o café. – digo, indo para a cozinha. Shawn estava sentado na varanda.

— Minha mãe comprou donuts para mim, podemos dividir no caminho, tem bastante. – mostra a caixa, com um largo sorriso.

Donuts era o doce preferido de Shawn. Quando criança tentei criar um bolo em formato de donuts e decorá–lo como um, mas eu o queimei. Horas mais tarde Shawn descobriu através da minha mãe e me ajudou a criar um, que ficara delicioso.

Caminhamos até o carro e dali partimos, em silêncio, ouvindo músicas antigas no rádio.

***

Assim que chegamos na faculdade, Shawn me leva até minha sala e depois segue para sua classe. Shawn era apaixonado por música e era até um pouco conhecido no YouTube por seus videos de cover que postava quando tinha tempo.

Nos encontramos depois no recreio e depois somente nos términos das aulas, quando eu estava saindo do banheiro e acidentalmente esbarrei em Camila.

— Elisa? Oi! – ela me abraça, mas não correspondo. — O que houve?

— Desculpe, mas não quero ter contato com pessoas que são próximas da Tessa. Até mais.

— Elisa! Espera aí!

Sigo em frente.
Olho para o relógio que fica na porta de entrada e saída da faculdade. Passaram–se 4 horas e meia desde que entrei aqui. Caminho em passos rápidos até o estacionamento e encosto no carro de Shawn. Cameron estava com ele, sua boca sangrava.

— O que diabos aconteceu?

— Cameron decidiu dar uma de valentão quando viu a ex namorada beijando Jason, que por acaso ele odeia, vale dizer.

Abro a porta do carro e Shawn o coloca no banco traseiro. Cameron fazia faculdade de cinema. Peguei o kit de socorros que Shawn guardava na mala e limpei o lábio de Cameron enquanto Shawn dava partida no carro.

— Cameron, você precisa esquece–la. – solto. — Tem muitas meninas bonitas na faculdade e na cidade, qual é, você é um menino muito bonito...

Ele olha para mim e sorri de canto. Pulo para o banco da frente e Shawn permanece olhando as ruas atentamente. Algumas músicas passam pelo rádio e canto mentalmente até chegarmos em nossa rua. Cameron é o primeiro a ser deixado em casa.

— Como foi seu dia? – pergunto a Shawn.

— Normal.

— Alguma novidade ou... sei lá?

Shawn nega com a cabeça e para com o carro em frente a sua casa.

— Estava pensando se você jantaria comigo. – o olho.

— Sinto muito, Elisa, mas não posso morar na sua casa. Tenho a minha e tenho minha mãe para cuidar. Boa noite.

— Shawn? – o mesmo saiu do carro e eu fiquei. — O que... – suspiro, irritada.

Tiro o cinto e saio do carro, caminhando por um curtíssimo caminho, sem entender nada. Tomo uma ducha e faço pouca comida para o jantar, já que hoje seria apenas eu.

Enquanto como, estudo. Meu celular vibra.

Cameron: Obrigado pelo conselho, Isa.

Eu: Nada, conta sempre.

Desligo o celular.
Ponho o pijama e ligo o Netflix em minha televisão, me jogando na cama, assistindo Vikings. Episódios seguidos de mais episódios. Olho para os lados, fitando acidentalmente um porta–retratos meu e de Shawn. Tínhamos 12 anos nessa foto. Estavamos sorrindo, no festival de culinária picante que chegou na cidade por alguns dias antes do Natal.

Tomo o celular em mãos e observo o chat de Shawn.

Eu: Quer me contar agora o que fez você ficar irritado comigo do nada?

Shawn: Por que não pergunta ao Cameron? Já que está tão afim dele, ele deve ter todas as respostas para suas perguntas.

Eu: O que? Ficou maluco, Shawn?

Ele não respondeu mais. Viro para o lado e decido dormir, concluindo que não entendo mais o novo jeito de Shawn.



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