História A Casa do Mal - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aterrorizante, Compaixão, Curiosidade, Desperta, Detetives, Estranhos, Figuras, Hotel, Perigo, Psicose, Reinos, Sangue, Sinistras, Sombrios, Suspense, Vila
Exibições 1
Palavras 1.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Se gostar, comente, para eu saber que tem alguém lendo. Obrigada 😀

Capítulo 2 - 2


Enquanto atravessava correndo a rua deserta, em direção aos carros estacionados ao longo da calçada do outro lado, o ar voltou a envolvê-lo.
Experimentou quatro carros antes de encontrar um destrancado, um Ford.
Deslizando para trás do volante, deixou a porta aberta para obter um pouco de iluminação.
Olhou para trás, de onde viera.
O conjunto residencial estava no mais absoluto silêncio na calada da noite.
Envolto em sombras. Um prédio comum e entretanto inexplicavelmente sinistro.
Não havia ninguém à vista.
Entretanto, Frank sabia que alguém se aproximava dele.
Enfiou a mão embaixo do painel, puxou um feixe de fios e apressadamente deu partida no motor antes de perceber que uma tal habilidade de gatuno sugeria uma vida fora da lei. No entanto, não se sentia um ladrão. Não tinha nenhuma sensação de culpa e nenhuma antipatia — ou medo — da polícia. Na realidade, no momento, teria ficado contente de ver um policial para ajudá-lo a lidar com quem ou o que quer que estava em seu encalço. Sentia-se não como um criminoso, mas como um homem que estava em fuga havia um tempo exaustivamente longo de um inimigo implacável e impiedoso.
Quando estendeu a mão para a maçaneta da porta aberta, um rápido lampejo de luz azul pálida derramou-se sobre ele e as janelas do Ford do lado do motorista explodiram. Pequenos fragmentos aglutinados de vidro temperado espalharam-se no banco traseiro. Como a porta da frente não estava fechada, os estilhaços do
vidro desta janela não caíram sobre ele; em vez disso, a maior parte despencou na calçada.
Fechando a porta com um safanão, ele olhou pelo vazio onde antes havia vidro, na direção dos apartamentos às escuras, mas não viu ninguém.
Frank engrenou o carro, soltou o freio e pisou com toda força no acelerador.
Girando para fora do meio-fio, prendeu-se no pára-choque traseiro do carro estacionado à sua frente. Um breve guincho de metal raspado ressoou estridentemente pela noite.
Mas ele ainda estava sendo atacado: uma luz azul cintilante, no máximo de um segundo de duração, iluminou o carro, em toda a sua extensão; o pára-brisa
estilhaçou-se em milhares de fragmentos, embora não tivesse sido atingido por nada que ele pudesse ver. Frank desviou o rosto e cerrou os olhos bem a tempo de evitar ser cegado pela explosão de estilhaços. Por um instante, não conseguiu ver nada, mas não afrouxou o pé do acelerador, preferindo o risco de colisão ao risco maior de frear e dar ao inimigo invisível tempo para alcançá-lo. Uma saraivada de cacos de vidro atingiu-o, espalhando-se pelo topo de sua cabeça inclinada; felizmente, tratava-se de vidro de segurança e nenhum dos estilhaços o feriu.
Abriu os olhos, estreitando-os contra a rajada de vento que entrava pelo espaço agora vazio do pára-brisa. Viu que percorrerá meio quarteirão e chegará ao cruzamento. Girou o volante para a direita, pisando apenas de leve no pedal do freio; e entrou numa artéria mais iluminada.
Como o fogo-de-santelmo, uma luz azul-safira reluziu no cromo e, quando o Ford estava no meio da curva, um dos pneus traseiros estourou. Ele não ouvir nenhum tiro. Uma fração de segundo mais tarde, o outro pneu traseiro estourou.
O carro sacudiu, derrapou para a esquerda e começou a deslizar.
Frank lutava com o volante.
Os dois pneus dianteiros romperam-se simultaneamente.
O carro sacudiu-se de novo, mesmo enquanto resvalava de lado, e o repentino colapso dos pneus dianteiros compensou a derrapagem para a esquerda
da parte traseira, dando a Frank a oportunidade de controlar o volante desgovernado.
Novamente, não ouvira nenhum tiro. Não sabia por que tudo aquilo estava acontecendo — e, ainda assim, sabia-o.
Essa era a parte realmente assustadora: em algum nível profundamente subconsciente ele realmente sabia o que estava acontecendo, que força estranha estava rapidamente destruindo o carro à sua volta e também sabia que suas chances de escapar eram pequenas.
Uma rápida cintilação azul.
A janela traseira implodiu. Aglomerados de fragmentos de vidro de segurança, aglutinados, mas ainda assim picantes, passaram por ele. Alguns atingiram a parte de trás de sua cabeça, grudaram-se em seu cabelo.
Frank conseguiu fazer a curva e continuou a rodar com os quatro pneus arrebentados. O barulho de borracha batendo, já estraçalhada, e o ruído das
bordas de metal das rodas raspando no solo podiam ser ouvidos até mesmo acima do rugido do vento que açoitava seu rosto.
Olhou pelo espelho retrovisor. A noite era um grande oceano negro às suas costas, amenizado apenas pelas bem espaçadas lâmpadas da rua que iam diminuindo na escuridão como as luzes de um duplo comboio de navios.
De acordo com o velocímetro, ele estava a cinqüenta quilômetros por hora ao terminar a curva. Tentou aumentar para sessenta, apesar dos pneus destruídos, mas alguma coisa bateu e tilintou sob o capô, chacoalhou e retiniu, o motor engasgou, e ele não conseguiu imprimir mais nenhuma velocidade ao veículo.
Quando a meio caminho do próximo cruzamento, os faróis explodiram ou soltaram-se. Frank não sabia exatamente o que acontecera. Embora os postes de iluminação ficassem bem distantes uns dos outros, ele podia ver o suficiente para continuar dirigindo.
O motor engasgou, várias vezes, e o Ford começou a perder velocidade. Ele não obedeceu à placa de sinalização que mandava parar no próximo cruzamento.
Ao contrário, pisou fundo no acelerador, mas em vão.
Finalmente, a direção falhou também. O volante girava inutilmente em suas mãos suadas.
Evidentemente, os pneus haviam sido completamènte destruídos. O contato das bordas de metal das rodas com o calçamento lançava fagulhas douradas e azuis-turquesa.
Vaga-lumes em um vendaval...
Ainda não sabia o que aquilo significava.
Agora rodando a cerca de trinta quilômetros por hora, o carro dirigiu-se diretamente para o meio-fio à direita. Frank pisou no freio, mas já não funcionava.
O carro bateu no paralelepípedo, subiu na calçada, raspou num poste com um ruído de metal contra metal e chocou-se contra o tronco de uma enorme tamareira em frente a um bangalô branco. As luzes acenderam-se na casa
enquanto o último estrondo ecoava pelo ar frio da noite.
Frank abriu a porta com toda a força, agairou a sacola de couro do banco traseiro e saiu, espalhando fragmentos de vidro grudados, porém estilhaçados.
Embora apenas fresco, o ar enregelou seu rosto porque o suor escorria de sua fronte. Podia sentir o gosto de sal quando passava a língua pelos lábios.
Um homem abriu a porta da frente do bangalô e saiu para a varanda. Luzes acenderam-se na casa vizinha.
Frank olhou para trás, de onde viera. Uma nuvem fina de uma luminescente poeira azul parecia esvoaçar pela rua. Como se atingidas por uma brusca elevação de corrente, as lâmpadas nos postes explodiram ao longo dos dois quarteirões às suas costas, e estilhaços de vidro, brilhantes como gelo, derramaram-se sobre o asfalto. Na escuridão resultante, achou ter visto um vulto alto, escuro, a mais de um quarteirão de distância, vindo em seu encalço, mas não tinha certeza.
À esquerda de Frank, o homem do bangalô vinha correndo pela calçada em direção à palmeira onde o Ford batera. Dizia alguma coisa,, mas Frank não o ouvia.
Agarrando a bolsa de couro, Frank virou-se e saiu correndo. Não sabia ao certo de que fugia, ou por que tinha tanto medo, ou onde podería encontrar abrigo, mas ainda assim correu, porque sabia que se ficasse ali, mesmo que apenas por alguns segundos, seria morto.



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