História A casa na ilha - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Casa, Mistério, Suspense, Terror
Visualizações 10
Palavras 728
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! Eu gostei tanto da minha história "A casa na ilha", que decidi reescrevê-la. A original não está tão bem escrita e planejada, mas eu não vou apagá-la. Se você nunca leu a primeira "A casa na ilha", não leia kkkk fique por aqui mesmo que vale muito mais a pena.

Esse prólogo é só para dar um gostinho do que está por vir.

Capítulo 1 - Prólogo


Sara Ellen Carson.

Logo que minha mãe, uma mulher dita fascinante chamada Kiera Carson, descobriu sua primeira gravidez, prontamente decidiu que o bebê teria esse nome, sem, ao menos, esperar para saber se seria menino ou menina. Disse para todos que sempre sonhou em ter uma filha e escolheu o nome quando ainda era uma criança, com suas bonecas e brincadeiras femininas. Ela garantia sentir que eu era mulher, porque pedia a Deus todas as noites por mim, e Ele nunca lhe decepcionava.

Eu soube disso por meu pai, Michael Carson - uma vez que nunca conheci minha mãe -, quando já tinha idade suficiente para compreender que Deus, na verdade, decepcionava. A querida filha que minha mãe desejava com todo seu coração foi a responsável por sua morte. Eu, coberta de sangue, enrolada cruelmente em meu próprio cordão umbilical, foi a última visão que ela teve. Qual não deve ser o desespero de morrer antes de ter a certeza se seu bebê vai ter uma vida? Mas a parte mais sofrida dessa história me teve como protagonista. Crescer sem mãe é um pacote vitalício de amargura e desconforto, porque todos esperam que você tenha uma. Eu perdi a conta de quantas vezes expliquei às pessoas que ela havia falecido no parto.

E, quando adolescente, eu precisei esclarecer também, cada vez com mais desgosto na voz, que meu pai, um homem que tinha tudo para conquistar o mundo se tivesse as oportunidades certas, foi vítima de um acidente fatal, me deixando órfã de forma violenta e repentina, assim como ele sempre foi. Ainda lembrava, antes de eu saber do acidente, da expressão de minha avó materna, Dayse White, uma velha frustrada, me esperando do lado de fora da escola. Sua expressão sombria, azeda e murcha me lembrava uma laranja apodrecida. Eu sabia que algo estava estranho assim que a vi; por certo, minha avó nunca gostou de mim, a assassina de sua filha, se é que aquele ódio fazia sentido. Algum tempo depois, pensei que seu semblante naquele dia funesto, era nada mais que descontentamento por ter a obrigação de me criar a partir daquele momento e não tristeza por ter perdido o cunhado.

Durante a estadia na casa de meus avós, Noah White, meu avô, que não tinha aversão por mim como a esposa, morreu de câncer nos pulmões; era um homem que sempre soube aproveitar um bom cigarro nos fins de turno do trabalho ou quando a família lhe estressava ou mesmo quando simplesmente estava com as mãos ociosas e o vício martelando em seu inconsciente. Eu não fiquei mais muitos meses apenas com a minha avó, e logo que tive a oportunidade, me mudei para o alojamento da faculdade, abandonando meu passado angustiante, esperando que os pesadelos cessassem com o tempo e eu pudesse, finalmente, ter uma vida normal.

Entretanto, em poucos meses, eu passei a ser conhecida com a neta da idosa que morreu no incêndio por não ter alguém para cuidar de sua senilidade. E os sussurros foram tão presentes nas sombras das minhas costas e nos cantos dos corredores que eu não suportei, me mudei de Lewiston para a capital, Portland, para onde ninguém relacionava meu nome à "neta sem coração".

Ao menos, eu já tinha idade suficiente para não precisar me mudar para a casa de outro parente quando minha avó morreu, caso contrário, eu iria para Camden, para a casa de meu tio, irmão da minha mãe, Edward White, e sua linda esposa de cachos dourados, Isabelle White, assim como da filha pequena do casal, sapeca como a maioria das crianças, Loreen White. Mal tinha pensado nisto, e a adorável Loreen afogou a si mesma no mar, levando sua mãe junto, que ao tentar salvá-la, apenas se condenou. Eu liguei para tio Edward perguntando se ele queria morar comigo na capital, mas este negou veementemente, assegurando que não ficaria em paz ao abandonar a casa que sua esposa e filha tanto amavam.

No último ano da minha faculdade de jornalismo, três anos depois da última tragédia, eu recebi mais uma notícia infeliz, e esperava ser a última - não que pudesse haver uma próxima -: meu último parente vivo tinha ido embora da mesma forma que sua amada família, com os pulmões cheios de água salgada e a mente repleta de pensamentos de desespero.

Foi quando eu fiquei completamente sozinha.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e, se sim, coloquem nas suas bibliotecas porque eu prometo valer a pena.
Deixem nos comentário suas opiniões que eu vou ficar muito feliz.
Obrigada e beijos <3


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