História A Caveira de Cristal - Capítulo 15


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Categorias Harry Potter, Vampire Knight
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Kaname Kuran, Zero Kiryuu
Tags Draco Malfoy, Harry Potter, Hpdm, Kanazero, Mpreg, Yaoi
Visualizações 59
Palavras 1.816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Férias de Natal


Capítulo 14 – Férias de Natal

 

Dezembro de 1991

 

Harry já estava cansado de tentar que Draco aceitasse falar com ele. Já não sabia o que fazer. Ron não o ajudaria, ainda que ele não entendesse, de todo, o ódio irracional que este parecia perjurar contra uma pessoa com a qual, nunca antes, se havia reunido, até ao momento em que começara a frequentar a escola. E Hermione… pois… essa era outra cantiga. Seguia com as suas suspeitas contra o Chefe da Casa das Serpentes, pelo que também não seria de grande ajuda para a sua contenda.

 

Suspirou e pensou que se conseguisse um aliado entre os amigos do seu Dragão, talvez houvesse uma mínima possibilidade de chegar, a pelo menos três metros dele, sem ser visto como alguém indesejável. Mas não havia forma de que tal ocorresse.

 

Um Slytherin do Primeiro Ano caminhava tranquilamente, enquanto lia um livro atentamente, sem reparar que havia alguém distraído no meio do seu caminho. Eis que tropeçam um no outro e caem dolorosamente no chão.

 

Harry olhou para a frente e reconheceu um dos amigos do seu Anjo, a sorte tinha-lhe sorrido por fim. Já sabia como conseguiria que o seu Draco o perdoasse.

 

oOo

 

― O que é que queres afinal? ― perguntou o loirinho.

 

― Eu? Nada! ― respondeu Theodore Nott.

 

― Sou eu quem deseja falar contigo ― disse Harry.

 

― Traidor! ― rosnou Draco na direção de Nott.

 

― Dizes isso agora, mas muito provavelmente vais acabar por me agradecer depois. Já estou cansado de te ver todo desanimado pelos cantos. Entendam-se de uma vez que eu não estou para isto ― exclamou, abandonando a Sala de Aula em desuso que escolhera para colocar o seu plano em prática.

 

Passaram vários minutos sem que uma única palavra fosse pronunciada.

 

― Estás à espera do quê? Não tinhas dito que querias falar? Pois esta é a tua oportunidade. Fala! ― ordenou o garotinho de olhos cinza.

 

― Eu… Eu… queria desculpar-me. Não sei porque tens o Professor Snape em tão alta consideração, mas se dizes que não foi ele… eu… acredito em ti.

 

― Era isso?

 

― Eh?! ― A expressão de confusão de Harry assemelhava-se enormemente à de um animalzinho peludo e fofinho que Draco vira num desenho animado muggle, meses antes, cujo o nome lhe escapava da memória.

 

― Era só isso que tinhas para me dizer?

 

― Hm… Sim!? ― O Menino-Que-Sobreviveu confuso e prestes a entrar em pânico, viu o loiro abrir a porta prontinho para sair.

 

― Demoraste ― concluiu Draco, saindo da sala e fechando a porta atrás dele.

 

Harry correu, tentando alcançá-lo, mas quando chegou ao corredor não havia rasto algum do loiro platinado.

 

― Vejo que fizeram as pazes ― disse Nott, atrás de Harry, surgindo da esquina do corredor.

 

― Ah, sim? ― perguntou Harry confuso e dando a volta para encarar o Slytherin.

 

― Draco estava a sorrir quando o vi! Pelo que parece, seja lá o que for aquilo que lhe tenhas dito, ele perdoou-te! Não voltes a cometer, de novo, a mesma estupidez, pois da próxima vez não te ajudarei.

 

oOo

 

24 de Dezembro de 1991

 

Dumbledore dava voltas e voltas pelo seu escritório, sob a atenta mirada do Chapéu Selecionador e dos quadros dos falecidos Diretores.

 

― Preciso de me aproximar ao fedelho! Mas como?

 

― Problemas no Paraíso? ― cantarolou o retrato de Phineas Black com tom de burla ― Oh!… Já sei! Os teus planos foram-se à reverenda merda? Foi isso? ― perguntou com inocência fingida, batendo as pestanas galantemente como só um Black saberia fazer ― Coitadinho do Bubus! ― E desatou a rir-se às gargalhadas.

 

― Cala-te! Escória ― cuspiu com desprezo o Diretor.

 

― Mas que temperamento! És pior que uma mulher nos seus dias…

 

Silencio! ― conjurou Dumbledore sobre o quadro que abria e fechava a boca sem que palavra alguma fosse pronunciada, para diversão do Diretor ― Agora, onde será que deixei essa estúpida capa que roubei aos Potter naquela ocasião? ― perguntou-se, enquanto conjurava um baú enfeitiçado para albergar uma grande quantidade de objetos ― Vejamos… Accio Capa de Invisibilidade. ― E esta voou até à sua mão. ― Com isto, o miúdo ser-me-á eternamente grato, por lhe dar algo que foi outrora do seu ingénuo pai. Muahahahahcof… cof… cof… ― De seguida, chamou um elfo doméstico para que lhe entregasse um copo de água e uma poção para aliviar o ardor da sua delicada garganta, pois começava a apresentar sintomas de gripe.

 

oOo

 

25 de Dezembro de 1991

 

Harry despertou com os gritos de Ron, oriundos desde a Sala Comum. Tateou a mesa de cabeceira até dar com os seus óculos e colocou-os para se ir reunir com Ron.

 

― O que é que estás a usar? ― perguntou Harry.

 

― Oh! Foi a minha mãe é que fez – disse com embaraço, olhando para baixo, encarando o enorme “R” no centro do seu peito. ― Parece que também fez uma para ti ― disse vendo um pacote, facilmente reconhecível, endereçado a Harry.

 

― Há presentes para mim!? ― exclamou o Menino-Que-Sobreviveu com a face embargada pela incredulidade da situação, recebendo um aceno positivo como resposta.

 

Harry desceu as escadas a correr, quase tropeçando nos próprios pés, jogando-se sobre a pilha de presentes, procurando ver quais eram os seus. Encontrou primeiro o da Senhora Weasley, uma camisola de lã, tecida à mão, vermelha com um enorme “H” amarelo no meio. Logo, o de Hermione, um livro, obviamente. Que outra coisa poderia ser vindo de uma amante de livros, cuja ideia de hobby era fazer uma visita à Biblioteca?

 

A atenção de Harry foi rapidamente cativada por um embrulho verde esmeralda com uma fina fita de seda prateada. Agarrou o presente e viu que era de Draco. Sorriu ao constatar que Nott, afinal, tinha razão, o seu Anjo tinha-o perdoado, depois de tudo. E mais… agora que pensava, Draco enviara-lhe dado um presente e ele não tinha nada com o que lhe retribuir. Tal facto desanimou-o ligeiramente.

 

Ron, lançou uma mirada desconfiada ao embrulho nas mãos de Harry. Este era pequeno. Uma caixa na verdade. Harry tirou delicadamente a fita de tecido prateado, pousando-a sobre a poltrona, para de seguida abrir o papel de embrulho, com esmerado cuidado, descobrindo uma pequena caixa de tonalidade azul-rei. Abriu-a, vislumbrando uma belíssima bracelete, acompanhada de um pequeno cartão.

 

-’-’--’’--

 

Feliz Natal, Harry!

Esta bracelete é muito especial. Foi encantada com magia de duendes, pelo que pode detetar o perigo. Quanto maior o perigo, mais quente fica! Simples, certo?

Pedi ajuda ao meu papá e ele conjurou um Portus, pelo que se o perigo for grande só precisas de pronunciar “Refuge” e o portal levar-te-á a Château de Chantilly.

Por favor, nunca digas este nome a ninguém, pois é onde eu vivo. Estou a confiar em ti, Harry, ainda quando o meu pai me disse que não o fizesse.

Draco Malfoy

P.S.: Queima a carta.

 

--’’--’’--

 

Harry terminou de ler e jogou o pergaminho na lareira sob o olhar atento de Ron.

 

― De quem é?

 

― Um amigo ― respondeu Harry sem querer aprofundar demasiado o assunto.

 

― Porquê queimar a carta? ― perguntou, aproximando-se para ver qual era o presente.

 

A bracelete era de ouro trabalhado com fios de prata entrelaçados e pequenas pedrinhas que pareciam ser diamantes. Ron não pôde evitar sentir inveja. “Claro! O Herói recebe joias e vive rodeado de luxo!”, pensou Ron sem imaginar quão enganado estava e que a vida de Harry nada tinha para se invejar.

 

Harry pegou na bracelete e colocou-a no pulso, sentindo o formigueiro agradável comum ao reconhecimento entre magias compatíveis e sorriu. Ron bufou e subiu as escadas a correr para regressar ao quarto completamente amuado.

 

O menino de olhos quais preciosas esmeraldas, pegou na fita prateada e colocou-a na caixa, que fechou cuidadosamente. Deu uma última vista de olhos à árvore e viu um presente que lhe havia passado despercebido. Este possuía um cartão afirmando que o item no seu interior lhe havia sido confiado pelo seu pai e estava na altura de o devolver. Curioso abriu-o,encontrando uma capa muito estranha ao toque, parecia quase líquida e era fria ao contacto com a pele, sem mencionar que era muito foleira. Ao que parecia, James Potter não devia prezar pelo bom gosto quando vivo. Colocou-a e para sua completa surpresa não podia ver o resto do seu corpo. Tirou-a e voltou a ver as suas extremidades. Colocou-a e desapareceram outra vez.

 

― Caramba! É uma Capa de Invisibilidade! ― exclamaram em uníssono os gémeos Weasley muito admirados, e acima de tudo embelezados pelas infinitas possibilidades que tal relíquia suponha.

 

― Capa de Invisibilidade? ― questionou Harry ― Agora entendo porque não sou capaz de ver o meu corpo quando a coloco.

 

― Harryzinho! ― exclamou Fred melosamente.

 

― Tens ideia da relíquia que estás a segurar nas tuas mãozinhas de ouro neste exato momento? ― perguntou George, passando-lhe um braço sobre os ombros.

 

― Relíquia? Não é algo comum, tendo em conta toda a magia que existe neste mundo?

 

― Oh! Não, não… Harry… ― negou Fred, abanando a cabeça com gesto negativo.

 

― … querido, tal relíquia é muito rara… ― tentou explicar George.

 

― … e apreciada. Imagina…

 

― … ir aonde quiseres…

 

― … sem que ninguém te possa ver…

 

― … ou impedir…

 

― Consegues imaginar todas as partidas que poderias realizar? ― perguntaram em uníssono, fazendo olhinhos de expectativa.

 

― Não, realmente.

 

― Fred, meu amor, o nosso filho precisa de orientação urgentemente ― dramatizou George, enquanto fingia colapsar no sofá.

 

― Oh! George, querido, não me deixes ― exclamou com lágrimas de crocodilo, lançando-se aos seus pés. ― Não posso criar o nosso bebé sozinho, como esperas que lhe ensine a ser um verdadeiro maroto, se tu não estiveres aqui para me apoiar?

 

Harry começou a rir-se às gargalhadas, devido às palermices dos gémeos, quase ao ponto de cair para trás de tanto rir.

 

― Oh! O caso é pior do que eu pensava, Fred-Honey. Sem mim, até o nosso precioso filhinho vai enlouquecer. Olha só como se ri, parece insano. Deveríamos interná-lo?

 

Harry já chorava de tanto rir.

 

O Natal já não era tão mau. Tinha amigos, uns “pais” mais loucos do que sabe-se lá o quê e o seu adorado Querubim.

 

oOo

 

Dumbledore calculou que esse era o momento perfeito e entrou na Sala Comum, onde deu início a o seu plano. Cumprimentou os Gryffindors presentes e piscou o olho a Harry, esperando que este entendesse que havia sido ele quem lhe dera a capa de James Potter.

 

Fred e George, desconfiados dos motivos do Diretor, atraíram a atenção do menor , fazendo com que o velho abandonasse o salão furibundo, dando passadas largas e pesadas.

 

Enquanto isso, os gémeos planeavam a “educação” do seu filho na Arte das Travessuras.



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